Konsolide Finansal Tablolar ve Bağımsız Denetçi Raporu
TFRS 17 ve TFRS 4 “Sigorta Sözleşmeleri”nde yapılan değişiklikler, TFRS 9’un uygulanmasının ertelenmesi;
2.3 Önemli Muhasebe Politikalarının Özeti Nakit ve nakit benzerleri
BRASIL. Constituição. Constituições do Brasil: de 1824, 1891, 1934, 1937, 1946 e 1967 e suas alterações. Brasília: Senado Federal/Subsecretaria de Edições Técnicas, 1986.
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______.Resolução SE nº 74 de 9 de novembro de 2013. Dispõe sobre a reorganização do Ensino Fundamental em regime de progressão continuada, oferecido pelas escolas públicas estaduais, e dá providências correlatas. Disponível em: <http://www.educacao.sp.gov.br/lise/index.asp >. Acesso em: 15 nov. 2014.
______. CIMA. Coordenadoria de Informação, monitoramento e avaliação educacional. Desempenho escolar rede estadual estado de São Paulo. 1986-2012. Tabelas e gráficos. 2013.
______. CIMA. Coordenadoria de Informação, monitoramento e avaliação educacional. Desempenho escolar rede estadual estado de São Paulo. 1986-2013. Tabelas e gráficos. 2014.
______.Resolução SE nº 53 de 02 de outubro de 2014. Dispõe sobre a reorganização do Ensino Fundamental em Regime de Progressão Continuada e sobre os Mecanismos de Apoio Escolar aos alunos dos Ensinos Fundamental e Médio das escolas estaduais. Disponível em: <http://www.educacao.sp.gov.br/lise/index.asp >. Acesso em: 20 out.2014.
______.Resolução SE nº 73 de 30 de janeiro de 2014Dispõe sobre a reorganização do Ensino Fundamental em Regime de Progressão Continuada e sobre os Mecanismos de Apoio Escolar aos alunos dos Ensinos Fundamental e Médio das escolas estaduais. Disponível em: <http://www.educacao.sp.gov.br/lise/index.asp >. Acesso em: 3 jan. 2015.
APÊNDICE 1
Roteiro inicial de entrevista, 11/10/2013. 1- A prática do professor e seus alunos. 1.1 Sobre sua formação;
1.2 Sobre você professor(a); 1.3 Sobre sua prática docente;
1.4 Sobre seus alunos – Como são seus alunos? De onde vêm? Como são as famílias? O bairro? O que eles fazem fora da escola? De que gostam? O que não gostam? O que dizem sobre escola, futuro, sociedade...
1.5 Sobre a escola – Como é a escola em que você trabalha? Condições estruturais, condições internas e externas à escola?
1.6 Quantas aulas você ministra semanalmente? Quantos alunos você tem? 1.7 Como é o aproveitamento dos seus alunos?
1.8 Estão aprendendo?
1.9 Fale sobre os alunos aprovados. Como eles são? 1.10 O que você faz com os alunos que têm dificuldades?
1.11 E as questões sociais? Como aparecem no seu dia a dia? A pobreza, a delinquência, o abandono, a drogadição, a família...
1.12 O que a disciplina/indisciplina dos alunos tem a ver com isso? 1.13 Tem alguns que você reprovaria?
1.14 Como você pensa a questão da reprovação? 1.15 É a melhor solução reprovar esses alunos? 2- História da Educação.
2.1 Pretendo que você fale um pouco sobre reprovação escolar na história da educação. 2.2 O que você conhece sobre seriação e seletividade escolar?
2.3 O que você entende por ciclos de aprendizagem? 2.4 E progressão continuada?
2.5 Sobre como esses temas aparecem no seu dia a dia.
2.6 Sobre como esses temas aparecem nas reuniões/encontros dos professores. (ATPC; Reunião Pedagógica; Encontros de Formação Continuada).
2.7 E nas conversas informais do dia a dia com os colegas professores, como isso é discutido? (no intervalo, no café, na sala dos professores, no pátio)
2.8 E entre os alunos?
2.9 E entre os funcionários da escola? 2.10 E entre os pais e comunidade? 3- Recuperação/Reforço.
3.1 Sobre os projetos de Recuperação/Reforço que ocorrem na escola. 3.2 Comente sobre esses projetos na última década.
3.3 Como a Secretaria de Estado da Educação apresenta o projeto de recuperação para os professores?
3.4 Como a Diretoria de Ensino apresenta o projeto para os professores?
3.5 Como a equipe pedagógica da escola apresenta o projeto para os professores? 3.6 Como esses projetos são apresentados aos alunos?
3.7 Como esses projetos são apresentados aos pais? 3.8 Como os professores se apropriam desses projetos?
3.9 Quais as vantagens desse modelo de projeto de recuperação? 3.10 Quais as desvantagens desse modelo de projeto de recuperação? 3.11 Comente sobre o Professor Auxiliar (PA).
3.12 Você gosta da ideia de ter um professor para auxiliar os alunos na sua aula? 3.13 Como você entende a proposta do Professor Auxiliar?
3.14 Você gosta desse projeto?
3.15 Como esse professor foi apresentado para você e para seus alunos?
3.16 O que os professores de outras disciplinas pensam sobre os Projetos de Recuperação e o auxílio do professor auxiliar?
3.17 Como você avalia estes projetos na escola? 3.18 Este projeto apresenta resultados?
3.19 Como e quem faz o acompanhamento desses projetos? (Recuperação/PA) 3.20 Como são registrados e socializados com os demais professores?
3.21 Como são divulgados/socializados com os alunos?
3.22 Como são divulgados/socializados com os demais funcionários? 3.23 Como são divulgados/ socializados com os pais?
3.24 Quais as perspectivas desse projeto? 4- Direito à aprendizagem.
4.1 O que você entende por políticas públicas para educação?
4.2 Sobre as políticas públicas da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. 4.3 Como essas políticas públicas chegam até a escola, até os professores?
4.4 Quais delas você tem percepção direta no seu dia a dia como professor? 4.5 Como elas aparecem no dia a dia da escola?
4.6 Como elas se configuram no discurso dos professores e da equipe de gestão? 4.7 Os funcionários, alunos e pais conhecem esses políticas públicas?
4.8 Essas políticas públicas tem alcançado seus objetivos?
4.9 As crianças e adolescentes estão aprendendo mais com a implantação/implementação dessas políticas públicas?
4.10 A escola melhorou com essas políticas públicas?
4.11 A saída que a SEE tem apresentado são os projetos de recuperação e de professor auxiliar para melhorar a aprendizagem dos alunos? Como você entende esse saída proposta pela SEE?
4.12 Existem outras formas de melhorar a aprendizagem dos alunos? 4.13 O que você entende por Direito?
4.14 Comente sobre qualidade da educação.
4.15 Como são apresentados os dados sobre qualidade da educação? 4.16 Comente sobre qualidade da educação e avaliação da educação. 4.17 Comente sobre direito à aprendizagem.
4.18 Os projetos de recuperação tem garantido o direito à aprendizagem, a qualidade da educação?
4.19 Como você percebe o direito à aprendizagem no dia a dia? 4.20 Os projetos da SEE tem garantido o direito à aprendizagem? 4.21 Qual o papel do professor para garantir o direito à aprendizagem?
APÊNDICE2
Transcrição da entrevista realizada em 05 de março de 2014 com duração de 01 hora e 02 minutos.
Professor Antonio - Matemática
Tempo aproximado de transcrição: 7 horas.
PESQUISADOR. Sou Doutorando no Programa de Educação: Psicologia da Educação, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Agradeço ao professor por conceder esta entrevista. Informo que nossa conversa deve ter duração média de 50 minutos e será realizada a partir de um roteiro prévio que desenvolvemos anteriormente em reuniões de orientações gerais para este trabalho. Lembro ao professor que não utilizaremos ou divulgaremos o nome do entrevistado ou de qualquer outra pessoa ou local.
PESQUISADOR. Você trabalha aqui há quanto tempo? PROFESSOR: Há quatro anos.
PESQUISADOR. Quantas aulas você ministra, semanalmente? Quantos alunos você tem? PROFESSOR: 30 aulas. 220 alunos.
PESQUISADOR. Como é o aproveitamento deles? Estão aprendendo?
PROFESSOR: É então... (pensa bastante, sorri...)Vimos que no primeiro semestre, nos dois bimestres trabalhando a proposta, nos conteúdos da série, o rendimento é muito baixo. Tivemos, em Matemática, de 70% a 80% de notas vermelhas, insatisfatórias. Conversamos com a coordenação para a gente reagir, mudar. Foi proposto, com a gestão, rever os conceitos anteriores lá nas quintas e sextas séries para não chegar a esse abismo que tem na oitava série. No terceiro bimestre, já conseguimos um
aproveitamento de 50% nos 80% que estavam com nota insatisfatória. Para mim e para os outros professores, a matéria se tornou mais fácil, mais prazerosa. Eles estavam conseguindo aprender. Esse resgate que fizemos dos anos anteriores foi importante. Só que, em contrapartida, paramos o conteúdo da série um pouquinho e estamos tentando chegar aos poucos.
PESQUISADOR. Sobre os alunos.
PROFESSOR: Os que aprovam? São os que estudam! Mesmo esses alunos que são aprovados ainda estão muito abaixo do nível que esperamos. Dissemos assim: é aluno nota 5, nota 6, porque a gente tenta avaliar de diversas formas.
PESQUISADOR. Então eles são aprovados, mas, no entendimento de vocês, são aprovados no básico, no nível básico, do básico para o adequado.
PROFESSOR: Esses alunos que são aprovados demonstram mais interesse, participam mais, mesmo assim são do nível básico para o adequado. (Os níveis de proficiência são: abaixo do básico, básico, adequado e avançado. São classificados a partir da pontuação dos alunos nas provas do SARESP – Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo. A SEESP considera que o ideal é que os estudantes fiquem entre o nível básico e o avançado. Fonte: www.educacao.sp.gov.br. Nota do pesquisador.
PESQUISADOR. E o que o professor faz com os que têm dificuldades, esses que estão abaixo do básico?
PROFESSOR: Nós temos nesse ano o “professor auxiliar”. Esses alunos que têm mais dificuldades, abaixo do básico, ficam duas aulas por semana com esse professor. A gente dá o mínimo mesmo.(“professor auxiliar” é o que atua, em até três aulas semanais, junto com o Professor da classe. Fonte: Resolução SE nº 02/2012) Nota do pesquisador.
PESQUISADOR. Eles não ficam com o professor? Saem da sua aula e vão para outro espaço? PROFESSOR: Outro espaço, com outro professor, outro ambiente para trabalhar com
essa dificuldade mesmo que é extrema. Mas tem professor que trabalha assim. Têm outros que trabalham de outra forma, trabalham dois professores na sala, dividem os alunos em níveis.
PESQUISADOR. E há outros professores que preferem que os alunos com dificuldades saiam para ser atendidos em outros espaços?
PROFESSOR: É. Tudo depende das turmas. Nas minhas turmas, eu vejo a necessidade desse professor trabalhar com o grupo menor. Nem sempre é menor. A gente viu que está atingindo os objetivos.
PESQUISADOR. E como que vocês fizeram para chegar aí? Como que vocês decidiram isso? PROFESSOR: No início do ano, fizemos “provas diagnósticas” para ver o perfil do aluno e as dificuldades. Através desses resultados, a gente seleciona os alunos que têm mais dificuldades, que são mais difíceis. Isso foi feito do primeiro para o segundo bimestre. (“Avaliação de Aprendizagem em Processo” - O exame é utilizado pelos educadores para analisar o nível de aprendizado dos estudantes e, com isso, traçar estratégias e metas para garantir o desenvolvimento dos alunos. Fonte: www.educacao.sp.gov.br)
PESQUISADOR. E a decisão de separá-los e tirá-los da sala, para ficar com o professor auxiliar ou mantê-los na sala com dois professores, quem tomou essa decisão?
PROFESSOR: O professor auxiliar, o professor titular da sala, a coordenação e o grupo gestão.
PESQUISADOR. Como foi? Fizeram como?
PROFESSOR: Uma reunião traçando o perfil da sala e dos alunos para ver se era a melhor maneira de conduzir os alunos para o reforço.
PESQUISADOR. Falamos dos alunos que apresentam dificuldades e o professor comentou. Mas como que aparecem, no meio de tudo isso, as questões sociais? Como aparece no seu dia a dia?
PROFESSOR: Isso repercute muito. Têm alunos usuários de drogas. Alguns casos são visíveis. O aluno vem pra escola, pra não perder a vaga e não ser encaminhado para o Conselho Tutelar. Esse bairro, onde a gente trabalha, tem bastante. A questão da pobreza também. É um bairro bem carente, que afeta muito a estrutura familiar. Crianças que não têm pais são separadas, e isso afeta muito. O aluno acaba não conseguindo ter o rendimento esperado por esses fatos.
PESQUISADOR. E como você vê seu papel e o da escola nessas situações? Primeiro falamos dos alunos que consideramos aprovados, que estão no básico, depois dos alunos que têm dificuldades, que estão abaixo do básico e o que fazemos. Mas como vocês professores trabalham com essas questões sociais?
PROFESSOR: Muitas vezes são essas questões sociais que levam a atos de indisciplina, a não acompanhar as atividades e a, simplesmente, não abrir um caderno, porque ele tem outros problemas e aquilo para ele não é importante. Ele vem para escola, gosta de estar com os colegas, mas aquela importância dos estudos ele não coloca como prioridade. Talvez, a falta de estrutura familiar repercute na questão maior da vida deles.
PESQUISADOR. Você considera importante a escola discutir essas questões?
PROFESSOR: Considero. Acho que os projetos sociais aproximam mais o professor e o aluno. Temos dois professores que têm maior facilidade de ter esse elo com o aluno, de conversar, de tentar entender o aluno. Outros já não têm esse elo. Talvez, isso ajude o aluno a ter mais confiança nesse profissional.
PESQUISADOR. Tem alunos que você reprovaria? PROFESSOR: Reprovaria por rendimento?
PROFESSOR: Sim. Sim. Reprovaria.
PESQUISADOR. E como você pensa essa questão da reprovação escolar?
PROFESSOR: É uma questão bem ampla, bem complexa. Esse ano para mim foi de renovação. Ao voltar o conteúdo, a gente vê que os alunos têm dificuldades extremas. Então, reprovar um aluno eu entendo que não ajuda. Quando o aluno reprova a 8ª série, há dez anos que trabalho com 8ª série, que é final de ciclo, no ano seguinte, fazendo a 8ª serie novamente, muitas vezes ele não vai melhorar. A tendência é piorar por causa da falta de motivação e de empenho. Mas existem alguns casos de alunos que não abrem o caderno, não fazem as atividades, que não buscam o conhecimento e acabam reprovando por desempenho. Então, a gente acaba reprovando esses alunos que não têm o que fazer, que não têm jeito. Mesmo assim, na minha visão, no ano seguinte, esse aluno não vai melhorar. Vai continuar do mesmo jeito.
PESQUISADOR. É a melhor solução para esses alunos?
PROFESSOR: Talvez, não seja a melhor solução, mas fica difícil encontrar um caminho para que esses alunos não cheguem à reprovação. Entender porque esse aluno é assim, que não consegue entender, porque ele não quer, seria esse meio termo porque não reprovar os alunos que não têm jeito.
PESQUISADOR. E a progressão continuada?
PROFESSOR: É, a gente fala muito sobre a progressão continuada. Existem muitas críticas sobre a progressão continuada de 1998. Hoje, o aluno só é reprovado no final do