UFRS 17 Yeni Sigorta Sözleşmeleri Standardı
2.6 Önemli Muhasebe Politikalarının Özeti (Devamı) Finansal Varlıklar (Devamı)
Este polo inclui a finalização do processo de validação do instrumento, sendo composto por alguns procedimentos estatísticos elencados nas últimas quatro etapas do processo de construção de instrumentos psicológicos.
4.3.1 Dimensionalidade do instrumento (9ª etapa)
Até que se chegasse a esta etapa, o número de fatores que o instrumento irá medir era uma hipótese. Assim, para que se verifique se o instrumento é ou não unidimensional, orienta-se a realização da análise fatorial, a qual demonstra a própria validade do instrumento e representa, igualmente, a análise preliminar ou a qualidade dos próprios itens. Destaca-se que se o instrumento medir mais de um fator, as análises estatísticas devem ser realizadas independentemente para cada fator (PASQUALI, 1999).
A análise fatorial verifica precisamente quantos construtos comuns são necessários para explicar as covariâncias (intercorrelações) dos itens (PASQUALI, 2003). Assim, trata-se de uma técnica que dá ao pesquisador informações sobre o alcance de um conjunto de questões para medir o mesmo construto subjacente ou dimensão de um construto, ou seja, avalia o grau em que as questões individuais sobre uma escala se agrupam verdadeiramente em torno de uma ou mais dimensões (LOBIONDO-WOOD; HARBER, 2001). A análise fatorial para componentes principais é uma técnica para identificar grupos e agrupamentos de variáveis, possuindo três usos principais: entender a estrutura de um conjunto de variáveis; construir um questionário para medir uma variável subjacente; reduzir um conjunto de dados a um tamanho manejável, enquanto retém o máximo da informação original possível (FIELD, 2009).
Trata-se da técnica mais sofisticada e complexa utilizada por pesquisadores envolvidos com a construção e avaliação de testes e escalas, pois, no desenvolvimento inicial de instrumentos, em geral, é criada uma diversidade de itens, os quais, por meio da análise fatorial são refinados e reduzidos na forma de subescalas, domínios ou fatores (PALLANT, 2005).
Galindo (2005) complementa, ao afirmar que a suposição básica da análise fatorial é que dimensões subjacentes, denominadas fatores, podem ser utilizadas para explicar um fenômeno complexo.
A análise fatorial produz, para cada item, uma carga fatorial (saturação) desse item no fator, a qual indica a convariância (parentesco) entre o fator e o item. Quanto mais próximo de 100% de convariância item-fator, melhor será considerado o item. As cargas fatoriais podem ir de -1,00 a +1,00, e salienta-se que uma carga fatorial de 0,00 significa que não há nenhuma relação entre o item e o fator (PASQUALI, 1999). Recomenda-se uma carga mínima de 0,30 (positivo ou negativo) para que o item seja representante útil do fator (PASQUALI, 1999; TABACHNICK; FIDELL, 2001).
Ressalta-se que, conforme Pasquali (1999), uma amostra inferior a 200 sujeitos inviabiliza a análise fatorial.
4.3.2 Análise empírica dos itens (10ª etapa)
Nesta fase, Pasquali (1997) recomenda o uso da Curva Característica do Item (ICC), também conhecida como Teoria da Resposta ao Item (TRI), a qual produz uma curva logística para cada item (modelo de Lord). Isso envolve três parâmetros: dificuldade, discriminação e resposta aleatória.
Essa teoria julga que “o sujeito possui certo nível de magnitude do traço latente, o qual é determinado através da análise das respostas dos sujeitos por meio de diversas funções matemáticas” (PASQUALI, 1999, p. 63).
Porém a dificuldade se refere à magnitude do traço latente que o sujeito deve ter para acertar ou aceitar o item. Assim, quanto maior a magnitude exigida, mais difícil o traço latente, e, com isso, a dificuldade do item é dada pelo número/proporção de acertos. A discriminação relaciona-se à capacidade de diferenciar sujeitos com escores altos daqueles com escores baixos. Enquanto que a resposta aleatória diz respeito às respostas corretas dadas ao acaso (PASQUALI, 2003, p.129).
4.3.3 Fidedignidade do instrumento (11ª etapa)
A fidedignidade refere-se a quanto os escores de um sujeito se mantêm semelhantes em ocasiões diferentes. Destaca-se que é válido apenas se aplicado com os mesmos sujeitos, e, além disso, tal conceito possui como sinônimos os seguintes termos: precisão, constância, consistência interna, confiabilidade, estabilidade, homogeneidade. A fidedignidade encontra-se intimamente ligada à variância erro, assim, depende do erro produzido pelo próprio instrumento, ou seja, do quanto o escore produzido pela escala se
distancia do escore verdadeiro do sujeito no traço em questão. Com isso, quanto maior a variância verdadeira e menor a variância erro, mais fidedigno é o instrumento (PASQUALI, 2003).
A precisão de um instrumento pode ser dada por vários tipos de testes, entre eles: teste-reteste, consistência interna, formas paralelas. O teste-reteste consiste em calcular a correlação entre as distribuições de escores obtidos em um teste pelos mesmos sujeitos, em duas ocasiões diferentes de tempo. A correlação de 1,00 seria obtida se não houvesse variância erro provocada pelo teste ou outros fatores aleatórios. Ressalta-se que, quanto mais longo o período de tempo entre a primeira e a segunda testagem, mais chances de ocorrerem fatores aleatórios, comprometendo, assim, o coeficiente de precisão (PASQUALI, 1999).
A consistência interna, ou seja, a homogeneidade da amostra de itens do teste, pode ser dada por algumas técnicas, sendo as mais utilizadas: duas metades, Kuder- Richardson e alfa de Cronbach (PASQUALI, 1999). O coeficiente alfa é o mais frequentemente utilizado. Pode resultar em valores de zero a 1, onde o zero indica ausência total de consistência interna dos itens, e o 1, presença de consistência de 100%. Quanto menos variabilidade um mesmo item produz em uma amostra de sujeitos, menos erros ele provoca, mais preciso é o item (PASQUALI, 2003).
Ressalta-se que a fidedignidade do teste pode ser afetada pela variabilidade da amostra de sujeitos, assim, quanto maior e mais variável for a amostra de sujeitos, maior será o coeficiente de correlação e, consequentemente, o índice de fidedignidade. Além disso, o comprimento do teste também pode afetar esta confiabilidade, portanto, quanto maior o número de itens, maior será o índice de precisão do teste, pois o erro tende a zero quando o número se aproxima do infinito (PASQUALI, 2003).
4.3.4 Normatização (12ª etapa)
Depois de percorridas todas as onze etapas anteriores, o instrumento deve ser submetido à normatização para que os resultados possam ser interpretados (PASQUALI, 1999), visto que diz respeito a padrões de como se deve interpretar um escore que o sujeito recebeu em um teste (PASQUALI, 2003).
Assim, trata-se de um passo relevante, pois um escore bruto produzido por um teste necessita ser contextualizado para poder ser interpretado. Qualquer escore deve ser referido a algum padrão ou norma para adquirir sentido, dessa forma, torna-se possível determinar a posição que o sujeito ocupa no traço medido pelo teste que produziu o tal escore,
bem como comparar o escore deste sujeito com o escore de qualquer outro sujeito (PASQUALI, 2003).
O critério de referência ou a norma de interpretação é constituído por três padrões: normas de desenvolvimento (nível de desenvolvimento do indivíduo humano), normas intragrupo (um grupo padrão constituído pela população típica para a qual o teste é construído) e normas referentes a critério (utilizadas para teste de aprendizagem) (PASQUALI, 2003).
As normas de desenvolvimento se fundamentam no fato do desenvolvimento progressivo pelo qual o indivíduo passa ao longo da sua vida. Dessa forma, considera três fatores: idade mental, série escolar e estágio de desenvolvimento. Com relação às normas intragrupo, o escore do sujeito toma sentido em relação aos escores de todos os sujeitos da população, sendo referenciado em termos do posto percentílico ou do desvio padrão (PASQUALI, 2003).
5 METODOLOGIA