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ÖNEMLİ MUHASEBE POLİTİKALARININ ÖZETİ (Devamı) 8 Finansal varlıklar (Devamı)

Covid 19 İle İlgili Genel Açıklama(Devamı);

2. ÖNEMLİ MUHASEBE POLİTİKALARININ ÖZETİ (Devamı) 8 Finansal varlıklar (Devamı)

Como já explicitamos anteriormente, essa aula se refere à atividade 2 da sequência didática do artigo de opinião e teve como objetivo não mais diagnosticar, mas sim iniciar uma intervenção para o aperfeiçoamento da capacidade leitora dos alunos a partir destas duas

categorias do ISD: a coesão nominal e a conexão. Para tanto, ancoramos nossas análises, a partir dessa atividade 2, somente na segunda etapa da leitura, mais estreitamente na entrada pelo nível organizacional do texto, lembrando que a primeira e a terceira etapa da leitura foram contempladas nas aulas, porém não foram nesse momento mais objeto de estudo. A seguir, temos o quadro resumitivo do que foi trabalhado nessa atividade dois do artigo de opinião.

Quadro 24 – Resumo dos conteúdos da aula 3

Quadro resumitivo da atividade 2 do artigo de opinião

Na Primeira Etapa • Acionamento dos conhecimentos prévios: levantamento de hipóteses sobre o assunto e o gênero textual; contexto social no qual o texto foi escrito.

Na Segunda Etapa • Nível organizacional do texto: coesão de retomada; coesão por meio das conjunções; coesão entre parágrafos (progressão textual; e coesão remissiva.

Na Terceira Etapa • Expressão oral

Fonte: Produção da própria pesquisadora

Segue, assim o texto lido e o quadro ilustrativo dessa atividade 2 do artigo de opinião:

Quadro 25 – Texto 3

TEXTO DA ATIVIDADE 2 – AULA 3 É a educação, gente!

Cristovam Buarque

O debate político brasileiro está dominado por duas visões maniqueístas: uns não percebem os custos institucionais da derrubada de uma presidente eleita, mesmo dentro da Constituição, nem os riscos dos anos seguintes, mesmo com novo presidente; outros ignoram o esgotamento da credibilidade do atual governo e sua presidente, desmoralizada por falsas promessas, incompetência na gestão da economia e contaminação pela corrupção ao redor. Ambas as visões não percebem os riscos de o Brasil ingressar em um período de decadência, seja em função da continuidade de um governo que(1) já nasceu condenado por seus(2) erros, seja devido a um governo com um nome novo, mas sem novidade para os rumos do Brasil.

Este debate imediatista está custando ao Brasil não enfrentar os grandes desafios de um país que, mais uma vez, perde a chance de usar seu maior recurso, sua população educada, para fazer-se(3) uma nação eficiente, justa, democrática, com protagonismo no cenário mundial.

No lugar de avançar, entendendo a realidade do mundo global (economia baseada no conhecimento, limites ao crescimento, cooperação entre setores público e privado, fontes alternativas de energia, responsabilidade fiscal), continuamos(4) no velho modelo – protecionismo fiscal à indústria, desprezo à inovação, consumo em vez de poupança e investimento, ocupação depredadora do território, antagonismo entre Estado e setor privado, governos quebrados. Em consequência, no lugar de enfrentarmos a crise, estamos

caminhando para uma decadência histórica.

As indicações dessa decadência estão na violência generalizada que(5) já começa a desagregar o tecido social brasileiro; está em uma política sem partidos, sem propósitos, sem ética, em que a juventude não vê políticos como líderes admirados, mas como aproveitadores(6) de recursos públicos; está em uma economia que se(7) desindustrializa, sem dar os passos para um PIB baseado na alta tecnologia, sem competitividade, produtividade e capacidade de inovação; está nas finanças públicas condenadas pela própria Constituição a gigantescos déficits provocados por gastos com o passado: os pobres que não emancipamos, um sistema de aposentadoria insustentável, uma dívida financeira impagável; um país sem recursos financeiros para construir seu(8) futuro.

Cada um desses problemas exige reformas profundas, mas todos eles(9) dependem de educação de qualidade para todos. Por isso, ao assistirmos ao debate atual entre “impeachmistas” e “anti-impeachmistas”, vale a pena lembrar o(10) que disse James Carville, chefe da assessoria do então candidato Bill Clinton, ao interromper a discussão entre assessores sobre qual era o principal problema dos EUA: “É a economia, estúpido!” A continuação ou a interrupção do mandato da presidente Dilma não será suficiente para trazer saída à crise e evitar a decadência se não entendermos que, para o Brasil, “é a educação, gente!”

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/e-a-educacao-gente-0ag2ic48m371n7cocbe80fjzm

Quadro 26 – Atividade da aula 3

Aula 3 – Atividade 2 – Artigo de opinião – Texto: “É a educação, gente!” – Autor: Cristovam Buarque – www.gazetadopovo.com.br

PRIMEIRA ETAPA DA LEITURA (Acionamento de conhecimentos prévios)

• O autor do texto que vamos ler é Cristovam Buarque, professor emérito da UnB e senador pelo PDT-DF. Você já ouviu falar nele? Se sim, o que você sabe sobre ele?

• O título do texto é: “É a educação, gente!”. A partir desse título, qual deve ser o assunto do texto? Cite, pelo menos, cinco possibilidades.

• Pelo título, você acha que é um texto dissertativo ou narrativo? Por quê? Levante hipóteses.

• “É a educação, gente!”. A palavra grifada é um vocativo (uma evocação, um chamamento), a quem poderia ser destinado esse vocativo? Cite três possibilidades.

SEGUNDA ETAPA DA LEITURA (Uma entrada pelo nível organizacional do texto)

• O texto, no primeiro parágrafo, mostra que o debate político brasileiro está dominado por duas visões maniqueístas. Os pronomes indefinidos “uns” e “outros” estão em paralelismo sintático marcando essas duas visões. A quem cada um desses pronomes se refere?

• O termo “Este debate imediatista”, no começo do segundo parágrafo, está retomando o debate político maniqueísta mencionado no parágrafo 1. Este é um recurso de coesão entre parágrafos usada para dar continuidade (progressão) ao texto. Identifique, nos parágrafos 3, 4 e 5, os termos que foram utilizados pelo autor para expressar essa progressão textual.

• Releia o trecho: “Em consequência, no lugar de enfrentarmos a crise, estamos caminhando para uma decadência histórica.” (Parágrafo 3). Para evitar uma repetição desnecessária e dar continuidade progressiva ao texto, o termo que complementaria a expressão grifada foi omitido. Responda: em consequência de quê?

problemas?

• Em quase todos os parágrafos do texto, podemos perceber a presença marcante da conjunção adversativa, que expressa oposição, “mas”. Reflita e associe esse fato ao assunto do texto.

• No texto, foram grifadas dez palavras, as quais ajudam a promover a progressão temática do texto. Identifique a que termos cada uma das palavras grifadas se referem.

TERCEIRA ETAPA DA LEITURA (Assimilação de novos conhecimentos)

• Releia: “A continuação ou a interrupção do mandato da presidente Dilma não será suficiente para trazer saída à crise e evitar a decadência se não entendermos que, para o Brasil, ‘é a educação, gente!’”. Assim como Cristovam Buarque, você também acha que a solução para os problemas do Brasil está na educação? Justifique em debate na sala de aula.

“Ler fornece ao espírito materiais para o conhecimento, mas só o pensar faz nosso o que lemos”. (John Locke)

Produção da própria pesquisadora

As questões de 1 a 4 dessa atividade, como já explicadas no capítulo anterior desta dissertação, pertenceram à primeira etapa da leitura, responsável pelo acionamento dos conhecimentos prévios dos alunos. Após a leitura do texto, também houve a construção do esquema de conexões, justamente para que essas duas categorias por nós analisadas fossem trabalhadas mais profundamente com os alunos antes mesmo deles responderem as questões propostas. A relevância desse momento também já foi mencionada no capítulo anterior. Partimos, dessa forma, para a análise das questões de 5 a 10 pensadas para a entrada pelo nível organizacional do texto a partir do que foi percebido por nós nos dois tópicos anteriores.

Na quinta questão, fizemos o seguinte questionamento: “O texto, no primeiro parágrafo, mostra que o debate político brasileiro está dominado por duas visões maniqueístas. Os pronomes indefinidos uns e outros estão em paralelismo sintático marcando essas duas visões. A quem cada um desses pronomes se refere?” Nessa questão, houve 50% de acerto: 50% dos alunos responderam coerentemente; mas 50% inverteram as respostas. Isso mostra que eles ainda sentem dificuldades ao identificar os referentes não imediatos no texto, ou seja, quanto mais longe estiver o referente, maior a dificuldade que eles têm em encontrá-lo e referenciá-lo, conclusão esta observada desde as atividades diagnósticas.

Na sexta questão, pedimos para que os alunos identificassem no texto os termos que foram usados pelo autor para fazer a conexão entre os parágrafos e, assim, proporcionar a progressão textual. Mesmo depois da construção do mapa conceitual visando à coesão entre os parágrafos e a consequente progressão textual, apenas 15% dos alunos conseguiram

identificar os conectores os quais estavam dando progressão ao texto; 85% dos alunos ainda não conseguiram atingir esse nível de maturidade, ressaltando ainda muita dificuldade em identificar a coesão explícita ou implícita entre os parágrafos.

Na sétima questão: “Releia o trecho: ‘Em consequência, no lugar de enfrentarmos a crise, estamos caminhando para uma decadência histórica’. Para evitar uma repetição desnecessária e dar continuidade progressiva ao texto, o termo que complementaria a expressão grifada foi omitido. Responda: em consequência de quê?”. Nessa questão, 50% dos alunos não conseguiram identificar a relação de causa e consequência presente no enunciado; mas 50% deles responderam coerentemente.

Na oitava questão, enfatizamos o último parágrafo do texto o qual é iniciado com a expressão “Cada um desses problemas”. Pedimos, então, aos alunos que, observando a progressão textual, enumerassem esses problemas de 1 a 5. Essa questão foi uma retomada do esquema de conexões do texto que os alunos construíram com a ajuda do professor. Mesmo depois de termos enumerado “cada um desses problemas” no esquema de conexões, 60% dos alunos ainda erraram a questão, não identificando ou não enumerando esses problemas adequadamente na ordem em que aparecem no texto, revelando que ainda há muito do que ser explorado para que eles percebam a progressão textual.

Na nona questão, chamamos a atenção para a presença marcante da conjunção adversativa “mas” e pedimos para que os alunos refletissem e associassem esse fato ao assunto do texto. Nessa questão, obtivemos a seguinte porcentagem: 55% dos alunos responderam coerentemente afirmando que o texto mostrava duas opiniões opostas; 37% responderam incoerentemente; e 8% deixaram a questão em branco. Esperávamos, nessa questão, que os alunos fossem capazes de identificar o sentido adversativo da conjunção “mas” e relacionassem esse sentido de adversidade às oposições e contrastes mostrados pelo autor no texto.

Na décima questão, grifamos dez palavras as quais ajudavam a promover a progressão temática do texto e pedimos para que os estudantes identificassem a que termos cada uma das palavras se referiam. Os alunos ainda demonstraram bastante dificuldade nesse tipo de questão, ressaltando a necessidade de uma intervenção nesse aspecto. Tivemos, então, a seguinte porcentagem: apenas 3% dos alunos responderam essa questão com mais de 50% de acerto; 1% deixou a questão em branco; e os outros 96% responderam de qualquer jeito, dando respostas totalmente incoerentes e sem sentido. Dessa forma, identificamos que a dificuldade ainda continua sendo a recuperação de expressões ou de palavras no texto que

fazem a coesão textual, e, quanto mais longe da palavra estiver seu referente, mais difícil para os alunos identificá-lo.

5.3.1 Discussão sobre a análise da aula 3

Analisando os resultados da aula 3, referente à atividade 2 do artigo de opinião, percebemos que o maior problema que os alunos dessa turma de nono ano, na qual esta pesquisa fora realizada, foi mesmo pela entrada organizacional do texto. A dificuldade, mesmo com a presença do esquema de conexões do texto, continua sendo a coesão nominal e a conexão, ou seja, eles não conseguem relacionar os sentidos das conjunções ao sentido global do texto além de não conseguirem reconhecer as relações semânticas de fato\conclusão e causa\consequência e de outras relações presentes ao longo do texto e relacionar esse sentido à intenção do autor.

Dessa forma, na atividade 5 do artigo de opinião, continuaremos trabalhando as mesmas categorias com o intuito de que os alunos percebam como se dá dentro do texto essas relações de sentido e de que forma isso vai ajudar a dar progressão ao texto. Além disso, os alunos devem entender, também, ao final da aplicação dessa sequência didática, as retomadas coesivas que o autor faz com o objetivo de deixar seu texto mais claro, objetivo e dinâmico. A seguir, então, o quadro resumitivo dos resultados dessa atividade dois do artigo de opinião.

Quadro 27: Resumo dos resultados da aula 3

Atividade 2 – Nível organizacional do texto

Acertos Erros Em branco

Coesão por meio das conjunções 55% 37% 8%

Coesão remissiva 60% 40% 0

Coesão por retomada 3% 96% 1%

Coesão entre parágrafos 15% 85% 0

Fonte: Produção da própria pesquisadora

Partimos, portanto, para a análise da atividade 2 da notícia, texto cuja sequência dominante é a narrativa, para averiguar se o mesmo ocorreu na atividade do texto narrativo e para analisar como se dá a percepção dos alunos frente às mesmas categorias em objetos diferentes de estudo.

Benzer Belgeler