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ÖNEMLİ MUHASEBE POLİTİKALARI

Belgede 2021 Temel Mali Tablolar (sayfa 16-21)

Os dois primeiros cursos listados no Quadro 4 são ofertados no âmbito do Ciags/Ufab, organização que institucionalizou o Programa de Programa de Desenvolvimento e Gestão Social (PDGS), criado em 2001, por meio do apoio do Fundo Verde-Amarelo do Ministério de Ciência e Tecnologia (Programa Tecnologias Industriais Básicas - TIB/2001/MCT/Fineo/CNPq). Como já citado, o PDGS nasce no

âmbito do Núcleo de Estudos sobre Poder e Organizações Locais (Nepol), da Escola de Administração da Ufba com grande tradição na área desde 1986 e sendo coordenado pela Profa. Tânia Fischer. Cronologicamente, o programa foi-se institucionalizando a partir da testagem de modelos de ensino, pesquisa e extensão, destacando-se alguns fatos:

- entre 2001 e 2003 o programa desenvolveu diversas atividades de pesquisa, ensino e extensão74;

- em 2004 criou o curso de Especialização em Gestão Social para o Desenvolvimento, na modalidade presencial, formando três turmas, cada uma com cerca de 40 alunos. Nesse mesmo ano é criado o Ciags que passa a ser reconhecido como um dos 12 centros de referência apoiados pelo programa TIB/2001/MCT/Finep/CNPq, bem como internamente como órgão da UFBA, tendo gradativamente colegiado e corpo docente próprios;

- em 2006 criou o Mestrado Multidisciplinar e Profissional em Desenvolvimento e Gestão Social, que, em 2012, inicia sua quinta turma75, sendo desde o início ofertado gratuitamente;

- em 2007 ofertou o MBA em Gestão e Negócios do Desenvolvimento Regional Sustentável76 (especialização na modalidade a distância), curso in company contratado pela Universidade Corporativa do Banco do Brasil (UniBB), sendo ofertado para 2000 funcionários do Banco do Brasil, em 96 municípios. O curso foi realizado pelo consórcio formado pela Ufba, Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Instituto Nacional de Pesquisa em Administração (Inepad). O curso teve uma segunda turma em 2009;

74 Para saber mais sobre esses projetos consultar o site do CIAGS (www.gestaosocial.org.br) e a tese

de Schommer (2005) que analisam uma série dessas atividades, com destaque para a Residência Social.

75 A primeira turma iniciou o curso em junho de 2006. Em função da expressiva demanda e da

qualificação dos candidatos, foi empreendido um esforço para a viabilização de uma segunda turma que iniciou em abril de 2007. Em 2008 ocorreu nova seleção, havendo novamente a seleção para duas turmas iniciadas em períodos distintos (CIAGS, 2009). Em 2011, foram selecionadas mais duas turmas, sendo uma delas financiada pelo Sebrae. A turma mais recente foi iniciada em maio/2012.

76 Atuei como coordenador executivo e pedagógico pela Ufba, na primeira turma desse curso, entre

2007 e 2008. A segunda turma do curso foi ofertada em 2009 para 1000 alunos, sendo metade funcionários do Banco do Brasil e metade da Caixa.

- em 2009 desenvolveu a primeira Graduação Tecnológica em Gestão Pública e Gestão Social do país, sendo o primeiro curso nesse nível de ensino na Ufba, tendo grande sucesso em sua primeira seleção por meio do processo vestibular, conforme já citado no capítulo 1. A partir da terceira turma, ingressante em 2011, a seleção é realizada pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), priorizando determinados públicos a ingressarem no curso (FISCHER, MELO, 2006; FISCHER, 2003; CIAGS, 2006, 2012, 2009).

Em todos os cursos destacam-se inovações curriculares, destacando-se a Residência Social, conforme já exemplificada anteriormente, enquanto ato de currículo. Para exemplificar as inovações, a Figura 7 mostra desenho curricular do referido mestrado:

Figura 7 – Desenho curricular do Mestrado Multidisciplinar e Profissional em Desenvolvimento Gestão Social

FONTE: Projeto político-pedagógico do Mestrado Multidisciplinar e Profissional em Desenvolvimento e Gestão Social Ciags (2006); Fischer, Melo (2006, p.35)

Pela Figura 7, observa-se que a estrutura do mestrado é construída por cinco sequências interdisciplinares de ensino (S1 a S5). Cada uma dessas é composta por algumas disciplinas, que são ministradas por pelo menos dois docentes, preferencialmente de diferentes formações, de modo que se possa garantir os

olhares multidisciplinares. A sequência 1 (S1 - Indivíduo, Sociedade e Desenvolvimento Socioterritorial) contempla as disciplinas Indivíduo e Contemporaneidade; Política, Governo e Sociedade, Economia e Desenvolvimento; Desenvolvimento Local e Internacionalização; cada uma com 30 horas. A sequência S2 (Desenvolvimento Sustentável, Cultura e Identidades) é formada pelas disciplinas Instituições, Interorganizações e Gestão; Estratégias do Desenvolvimento e Requalificação Territorial; Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Cultura e Identidades; sendo todas também com 30 horas. A sequência S3 (Estratégias e Instrumentos de Desenvolvimento e Requalificação Territorial) é composta pelos componentes curriculares Mobilização de Recursos, Desenvolvimento Institucional e Planejamento77; Avaliação e Sistemas de Suporte à Decisão; Marcos Regulatórios da Gestão Social, todas com 30 horas; Criatividade Social, Imagem e Comunicação Social, com 15 h. Na sequência 4 (Trilhas Curriculares) são ofertadas disciplinas, seminários e oficinas abordando áreas de aplicação e conceitos contemporâneos ligados à gestão social, tais como Economia Solidária, Indústrias Criativas, Responsabilidade Social Empresarial etc. nas quais o mestrando deve cursar pelo menos 90 horas. A última seqüência, S5 (Tecnologias Sociais em Desenvolvimento Socioterritorial: Pesquisa, Intervenção e Experiências) com 105h, compreende a disciplina Tecnologia Sociais e Gestão Prospectiva (15h), atividades de pesquisa e intervenção diluídas ao longo do curso (90h) e a realização da Residência Social no exterior, por dois meses, sendo uma atividade obrigatória e sem creditação (FISCHER, MELO, 2006; CIAGS, 2006, 2012).

O mestrado é concluído com a defesa da dissertação-projeto, um tipo diferenciado de trabalho de conclusão, baseado em diagnósticos, intervenção ou avaliação realizado pelo aluno, que propõe para práticas e intervenções do desenvolvimento socioterritorial. Essa atividade se inicia na seleção do mestrando com a apresentação do anteprojeto que é desenvolvido ao longo do curso e deve basear-se nos eixos transversais; como afirmam Fischer e Melo (2006, p. 35) “desenvolvimento e território, cultura e ambiente conduzem a métodos e instrumentação para designs socioterritoriais e o emprego de tecnologias sociais”.

O perfil dos alunos do mestrado é de profissionais de diferentes áreas de formação, de diferentes estados, bem como do interior da Bahia, além dos que

77Durante as três primeiras turmas do mestrado, ministrei essa disciplina em parceria com os

atuam na região metropolitana de Salvador. As áreas de atuação dos selecionados, sempre relacionadas à gestão social e ao desenvolvimento, são diversas, indo desde os vários níveis de governo – federal, estadual e municipal – até as organizações da sociedade civil e organizações religiosas, passando por empresas e organizações ligadas ao Sistema S, como Ssei e SEBRAE (CIAGS, 2012). Os alunos contam com área de concentração Desenvolvimento e Gestão Social, e podem optar por seis linhas de pesquisa: 1. Ensino, pesquisa e intervenção em gestão pública e Gestão Social; 2. Economia Solidária e sustentabilidade ecológica; 3. Gestão criativa, diversidade e interculturalidade; 4. Políticas públicas, políticas sociais e gestão; 5. Gestão da responsabilidade socioambiental; 6. Gestão do Desenvolvimento territorial, interorganizações e tecnologias sociais. (CIAGS, 2009, 2012)

No Quadro 5, apresenta-se a matriz curricular proposta na Graduação Tecnológica em Gestão Pública e Gestão Social, do Ciags/Ufba. A formação de tecnólogos em gestão social é justificada principalmente pelo contexto e necessidade da expansão da educação tecnológica e perfil profissionalizante, bem como para atender a demandas criadas no âmbito do PDGS, principalmente quando da implementação de um dos seus primeiros programas de ensino e extensão, o Programa ONG Forte, realizado em 2004, em parceria com a Secretaria de Combate à Pobreza do Estado da Bahia (Secomp). Esse programa atuou com alunos de graduação realizando a Residência Social em organizações da sociedade civil e nos territórios, complementando a sua formação teórica com uma vivência prática intensiva (SCHOMMER, 2005). Após a realização desse programa, os participantes ressaltaram, na época, a necessidade de um curso regular, em nível de graduação, na estrutura da universidade (CIAGS, 2012). No intuito de completar todos os níveis de ensino em gestão social78 e aproveitando as oportunidades ofertadas pelo Reuni – Expansão e Reestruturação das Universidades Federais, programa do governo federal, foi iniciada em 2009 a primeira turma desse curso, também tendo uma alta demanda para ingresso.

Conforme o Quadro 5, o curso ocorre em cinco semestres e, apesar de seguir um desenho mais tradicional e matricial contendo disciplinas com pré-requisitos, seguindo as exigências da Ufba, continua trazendo as mesmas inovações que os

78 Sabe-se que o Ciags, pretende ainda em 2012 lançar o primeiro doutorado em gestão social e

demais cursos. A Residência Social é realizada durante o estágio que compõe as 117 horas de Atividades Complementares exigidas pela Ufba, conforme resoluções e regulamentações próprias. Tais atividades consistem em “vivências acadêmicas livremente escolhidas pelos alunos, que podem ser oferecidas pela Ufba ou por outras instituições, com a finalidade de ampliar as possibilidades de aprendizagens teóricas e práticas através do aproveitamento de estudos extracurriculares, incluindo as outras modalidades curriculares (disciplina, atividade ou estágio)” (CIAGS, 2012). O TCC é dividido em duas disciplinas e aplicado a contextos de gestão pública e social locais e regionais, articulando-se com a Residência Social (estágio). Trata-se de um trabalho analítico e propositivo, referenciando-se a problemas concretos de gestão identificados em processos de diagnóstico, intervenção ou avaliação trabalhados durante a RS.

De acordo com o que está estabelecido no projeto pedagógico da graduação tecnológica, o perfil do egresso desejado é de

um profissional capaz de pensar e/ou selecionar tecnologias apropriadas para a gestão de instituições governamentais e sociais em nível local e regional, atuando como um mediador eticamente determinado e estrategicamente orientado à promoção do desenvolvimento de indivíduos, grupos e coletividades, bem como elaborando e empreendendo programas e projetos voltados ao desenvolvimento sócio-territorial (CIAGS, 2008)

Mesmo considerando todo o mérito e caráter inovador dos dois cursos apresentados anteriormente, seja pelos seus componentes curriculares ou caráter interdisciplinar e profissionalizante, algumas observações e críticas podem ser realizadas, com vistas a inquietações relativas à conformação do campo científico da gestão social, algumas inclusive já anunciadas neste trabalho.

Belgede 2021 Temel Mali Tablolar (sayfa 16-21)

Benzer Belgeler