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C. KONUYLA İLGİLİ KARŞIT KAVRAMLAR

3. Öfkesini Yutanlar

No que diz respeito à subsistência dos grupos de caçadores-coletores relacionados à Tradição Umbu, a bibliografia atual é clara: quase não há estudos referentes a essa temática (Noelli, 1999/2000; Prous, 1992; Ribeiro, 2000). Há poucas estimativas realizadas em termos de avaliação de diversidade e riqueza da arqueofauna dos sítios Umbu, mas freqüentemente são apenas listagens de espécies, sem uma análise zooarqueológica aprofundada com metodologia própria e adequada21.

Um exemplo de tal listagem é o artigo de Ribeiro (2000: 78), que apresenta os seguintes animais relacionados à dieta dos grupos ligados à

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Dias e Silva (2001) apontam a diferença entre os termos variabilidade e variação, sendo a primeira entendida como as diferenças entre os conjuntos artefatuais e a segunda como as diferenças nos conjuntos. (Dias e Silva, 2001:105). Portanto, aqui estamos usando o termo variação, por tratar-se das diferenças entre o próprio conjunto lítico Umbu nos sítios do Vale do Ribeira.

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Utilizamos o termo formal adotado por Schiffer e Skibo (1997), para nos referir à variação nas características físicas dos artefatos (tamanho, dimensão, formato etc.).

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Essa temática é o tema da Tese de Doutoramento de André Luiz Jacobus. Nela, o autor analisará os vestígios faunísticos encontrados em sítios relacionados à Tradição Umbu à luz da Zooarqueologia, o que proporcionará dados relevantes e confiáveis para uma discussão acerca da subsistência dos caçadores coletores ligados a essa tradição lítica.

71 Tradição Umbu: peixe, tartaruga, cágado, rã, cuíca, guaiacuíca, irara, furão, ariranha, capivara, cotia, ratão-do-banhado, paca, preá, jacaré, veado, anta, tatu, porco-do-mato, marsupiais, lagartos, moluscos terrestres e aquáticos etc. Apesar de fornecer um panorama dos animais encontrados em contexto arqueológico, a listagem não nos fornece dados seguros acerca da subsistência desses grupos humanos, pois, para tanto, uma análise zooarqueológica séria seria mais propícia.

Apesar de apresentar poucos dados, alguns artigos de Jacobus (1991; 1999; 2004) já publicados nos oferecem um breve panorama dos vestígios faunísticos relacionados a sítios relacionados à Tradição Umbu e da subsistência desses grupos. Um dos primeiros artigos publicados pelo autor acerca dessa temática data de 1991. Nele, o autor tenta compreender, através de análises da arqueofauna, de dados publicados por pesquisadores e de dados etno-históricos, quais animais e vegetais foram utilizados (e como) pelos grupos pré-históricos do Rio Grande do Sul. O autor conclui que os grupos caçadores-coletores que povoaram o Rio Grande do Sul, fossem eles ligados à Tradição Umbu, Humaitá, ou mesmo sambaquieiros, adquiriam as proteínas necessárias à sobrevivência através de uma caça generalizada, com certas preferências, e às vezes utilizando-se de pesca intensiva, da coleta de moluscos e crustáceos. A escolha das espécies era determinada pelos hábitos alimentares dos grupos, mas também pela disponibilidade do ambiente (Jacobus, 1991: 85).

Em outro artigo, Jacobus (1999) faz um levantamento dos sítios arqueológicos associados à Tradição Umbu que foram escavados e apresentam material faunístico associado. No entanto, o artigo apenas apresenta tais dados sem interpretá-los.

Por fim, o artigo mais recente de Jacobus acerca da temática aqui analisada é de 2004, onde o autor, através da comparação entre vestígios arqueológicos de sítios do Rio Grande do Sul (Cerrito Dalpiaz) e de Goiás (sítio Serranópolis, estudado pelo autor no início da década de 1980), estabelece um paralelo da distribuição da fauna e da exploração humana desta ao longo de duas regiões distintas climática e ambientalmente. Nesse artigo, o autor conclui que os caçadores-coletores que ocuparam os abrigos sob rocha associados à

72 Tradição Umbu, independente do momento no tempo, tinham uma predileção por moluscos terrestres e aquáticos e capturavam uma grande quantidade de vertebrados, inclusive de médio porte (como o porco-do-mato e os cervídeos). Esses animais seriam levados inteiros para os abrigos, onde eram preparados, distribuídos, consumidos e descartados junto às unidades domésticas22, sendo os ossos fraturados para a extração do tutano. Os ossos, dentes e outras matérias-primas de origem animal eram também utilizados para a confecção de adornos e artefatos.

A partir dos dados levantados pode-se afirmar que os grupos caçadores coletores associados à Tradição Umbu apresentavam um padrão de caça generalizada (ao utilizar diversas espécies animais) e não especializada. A listagem citada, embora apresente falhas para uma análise detalhada acerca da subsistência desses grupos humanos, nos oferece um indicativo para tal afirmação. É importante afirmar, também, que o uso dos animais não se restringia à alimentação, mas também eram utilizados como fonte de matéria- prima na confecção de adornos e artefatos, o que demonstra um aproveitamento intenso da fauna e do ambiente em que estavam inseridos.

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Capítulo 4

Resultados

Neste capítulo, apresentaremos os dados obtidos a partir da análise do material amostrado das quatro áreas escavadas no sítio, entre 1999 e 2004. Na primeira parte do capítulo, serão apresentados os dados referentes a cada uma das áreas analisadas, buscando criar um quadro analítico com as características de cada parte de sítio. Na seqüência, esses dados serão retomados de maneira sintética, buscando, por meio da comparação entre as áreas, elementos comuns ou não entre elas.

A base metodológica de nossa análise provém, basicamente, de dois índices quantitativos amplamente utilizados na literatura: o NISP e o NMI. A partir destes, outros dados e interpretações serão gerados, como nível de fragmentação e identificação, grau de queima e abundância das partes do corpo, diversidade e biomassa dos animais encontrados. Poderemos, assim, fornecer dados que cumpram com os objetivos propostos nessa dissertação de Mestrado.

Benzer Belgeler