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Operasyonel Dayanıklılık ve Fiziki Güvenlik Yönetimi

İLKE 2 – Pay Sahipliği Haklarının Kullanılma Esasları

5. Kez üst üste “Great Place to Work” ödülünü almamızla bu geri bildirimin doğru orantıda olduğunu görmek de verilerin tutarlılığını göstermektedir

4.8.1. O direito francês

O artigo 2.236, do Código de Napoleão, veda a aquisição pela usucapião do possuidor precário e de simples detentor. Assim, nem todos os bens são suscetíveis da usucapião: os sujeitos ao domínio público, os inalienáveis, os pertencentes ao patrimônio histórico e a propriedade literária516. Por seu turno a posse, como regra, deve ser livre de quaisquer vícios517.

516

“Artigo 2226 – Não pode ser adquirido por prescrição o domínio das coisas que não estão no comércio.”

517 “Artigo 2229 - Para poder adquirir por prescrição é necessário uma posse continua e não interrompida, pacífica, pública, não equívoca e a título de proprietário.”

Quanto ao tempo, destacam-se duas situações. O artigo 2262518 apresenta-nos o prazo de 30 (trinta) anos, dispensando o justo título, mas complementando-se com os requisitos do artigo 2229. Já o artigo 2265519, reduz o prazo para 20 (vinte) anos entre ausente e 10 (dez) anos entre presentes, mas exige os requisitos específicos do justo título e da boa-fé. A boa-fé para os franceses é sempre presumida520 e deverá existir no momento da aquisição521, bem como o justo título constitui um documento que poderia transmitir a propriedade de forma plena.

Um dos fundamentos da usucapião é a posse continuada por certo tempo, o estado de aparência surge, nessa hipótese, como base para um direito.

4.8.2. O direito português

O Código Civil português prevê a usucapião em seu Livro III, Direito das Coisas, Título I, Da Posse, Capítulo VI, Usucapião. Na Seção I, do referido Capítulo, o legislador português definiu a usucapião522 e trouxe disposições gerais a serem aplicadas no referido instituto. A usucapião é então modo de aquisição da propriedade e seus efeitos retroagem a data do início da posse523. Nem todos os

518

“Artigo 2262 - Todas as ações quer reais, quer pessoais, prescrevem em trinta anos, sem que aquele que alega esta prescrição esteja obrigado a apresentar um título ou sem que lhe possa alguém opor exceção inferida da má-fé.”

519

“Art. 2265 – Aquêle que adquirir de boa-fé e por justo título um imóvel, adquirirá a propriedade dele, por prescrição, em dez anos, se o verdadeiro proprietário habitar na jurisdição da corte real [hoje côrte de apelação] nos limites da qual o imóvel está situado: e em vinte anos, se estiver domiciliado fora da respectiva jurisdição”.

520

“Art. 2268 – A boa-fé é sempre presumida, e cabe àquele que alega a má-fé, prová-la.” 521

“Art. 2269 – Basta que a boa-fé tenha existido no momento da aquisição.”

522 “Artigo 1287° - A posse do direito de propriedade ou outros direitos reais de gozo, mantida por certo lapso de tempo, faculta ao possuidor, salvo disposição em contrário, a aquisição do direito a cujo exercício corresponde a sua actuação: é o que se chama usucapião”.

bens podem ser adquiridos pela usucapião, excluem-se a servidões prediais não aparentes e os direitos de uso e habitação524.

No caso português, para os bens imóveis há 3 (três) situações previstas que variam conforme seus requisitos: posse com justo título e registro525, posse com registro de mera posse526 e posse sem registro527. A posse, entretanto, deverá ser constituída sem os vícios da clandestinidade e da violência528.

4.8.3. O direito espanhol

O Código Civil Espanhol em seu Livro Terceiro, Dos modos de adquirir a propriedade, em sua disposição preliminar afirma em seu artigo 609 que se pode adquirir a propriedade por meio da prescrição529. Mas, é no Livro IV, Das obrigações e contratos, Título XVIII, Da prescrição, Capítulos I, Disposições gerias e II, Da

524 “Artigo 1293° - Não podem adquirir-se por usucapião: a) As servidões prediais não aparentes; b) Os direitos de uso e de habitação.”

525 “Artigo 1294° - Havendo título de aquisição e registo, a usucapião tem lugar:

a) quando a posse, sendo de boa-fé, tiver durado por dez anos, contados desde a data do registo; b) quando a posse, ainda que de má-fé, houver durado quinze anos contados da mesma data”. 526 “Artigo 1295°

1.Não havendo registo do título de aquisição, mas registo de mera posse, a usucapião tem lugar:

a) Se a posse tiver continuado por cinco anos, contados da data do registo, e for de boa-fé; b) Se a posse tiver continuado por dez anos, a contar da mesma data, ainda que não seja de boa-fé.

2. A mera posse só é registada em vista de decisão final proferida em processo de justificação, nos termos da lei registal, na

qual se reconheça que o possuidor tem possuído pacífica e publicamente por tempo não inferior a cinco anos”. 527

“Artigo 1296° ´Não havendo registo do título nem da mera posse, a usucapião só pode dar-se no termo de quinze anos, se aposse for de boa-fé, e de vinte anos, se for de má-fé”.

528

“Artigo 1297° - Se aposse tiver sido constituída com violência ou tomada ocultamente, os prazos só começam a contar-se desde que cesse a violência ou a posse se torne pública”.

529

“ Artículo 609. La propiedad se adquiere por la ocupación. (…)

prescrição do domínio e demais direitos reais, é que se situa a usucapião530. As prescrições aquisitiva e extintiva são tratadas nas disposições gerais, da mesma maneira531. Quanto aos bens passíveis de aquisição pela usucapião, o direito espanhol, afirma que são suscetíveis todas as coisas que estão no comércio532.

A primeira espécie de usucapião relativo à bem imóvel prevista no Código Civil espanhol é a ordinária533 cujos requisitos são o justo título534, devidamente provado535, verdadeiro e válido536, a boa-fé537 e o lapso temporal de 10 (dez) anos entre presentes e 20 (vinte) anos entre ausentes538. Assim, a causa da convicção de ser o verdadeiro dono só pode ser a aquisição de um não domínio, “ad exemplum”, um contrato de compra e venda.

A usucapião extraordinária apresenta-se com a extensão do lapso temporal, 30 (trinta) anos, entre presente ou ausentes, mas com a dispensa do justo título e da boa-fé, com exceção das servidões prediais539.

530

Artigos 1903/1960. 531

“Artículo 1.930. Por la prescripción se adquieren, de la manera y con las condiciones determinadas en la ley, el dominio y demás derechos reales. También se extinguen propio modo por la prescripción los derechos y las acciones, de cualquier clase que sean”.

532

“Artículo 1936. Son susceptibles de prescripción todas las cosas que están en el comercio de los hombres”.

533 “Artículo 1940. Para la prescripción ordinaria del dominio y demás derechos reales se necesita poseer las cosas con buena fe y justo título por el tiempo determinado en la ley”.

534

“Artículo 1.952. “Entiéndese por justo título el que legalmente baste para transferir el dominio o derecho real de cuya prescripción se trate”.

535 “Artículo 1.954. el justo título debe probarse: no se presume nunca”. 536

“Artículo 1953. El Título para la prescripción ha de ser verdadero y válido”. 537

“Artículo 433. Se reputa poseedor de buena fe al que ignora que en su título o modo de adquirir exista vicio que lo invalide. Se reputa poseedor de mala fe al que se halla en el caso contrario”, e “Artículo 1950. La buena fe del poseedor consiste el la creencia de que la persona de quien recibió la cosa era dueño de ella, y podía transmitir su dominio”.

538

“Artículo 1957. El domínio y demás derechos reales sobre bienes inmuebles se prescriben por la posesión durante diez años entre presentes y veinte entre ausentes, con buena fe y justo título”.

539

“Artículo 1.959. Se prescriben también el domino y demás derechos reales sobre los bienes inmuebles por su posesión no interrumpida durante treinta años, sin necesidad de título ni de buena fe, y si distinción entre presentes y ausentes, salvo la excepción determinada en el artículo 539.”

Capítulo V

O DIREITO DE SUPERFÍCIE E A POSSE TRABALHO

Verificou-se em nosso ordenamento jurídico a reintegração do direito de superfície com uma nova perspectiva, atendendo às razões de ordem sociológica, bem definidas na Carta Constitucional através dos princípios da função social da posse e da propriedade, influenciado pela posse-trabalho, razão da análise que passaremos a fazer.