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Öğretmenlerin TükenmiĢlik Düzeylerinin ÇalıĢma Performansının Pandem

4.1. Öğretmenlerin TükenmiĢliğine ĠliĢkin Bulgular

4.1.12. Öğretmenlerin TükenmiĢlik Düzeylerinin ÇalıĢma Performansının Pandem

Resistência é a reação do hospedeiro à presença ou ataque do patógeno, com o objetivo de evitar ou atrasar a infecção, colonização ou reprodução do patógeno. A resistência é mensurada pela extensão que uma planta pode ser prejudicada pelo patógeno (Sing, 1986), ou seja pela intensidade da doença.

Segundo Kranz (1988a), a intensidade da doença pode ser expressa pela sua incidência e severidade. Incidência é a porcentagem de plantas doentes, independente da severidade em cada indivíduo. Severidade é a porcentagem de tecido do hospedeiro atingido pelos sintomas (lesões). A severidade resulta do número e tamanho das lesões, sendo mais recomendada para estudos de ferrugens, oídios, manchar foliares e similares. A incidência é aplicada, principalmente, no caso de doenças que atacam a planta inteira, como viroses e murchas.

A doença é uma manifestação fenotípica resultante da interação entre a resistência do hospedeiro e agressividade do patógeno. Segundo Bedengo (1995) no caso de doenças foliares, a principal manifestação fenotípica no hospedeiro é a formação de lesões. Estas lesões causam significativa perda de área da folha, interferindo diretamente no processo de fotossíntese, o que interfere no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo das plantas. Neste caso, o número e a área das lesões são os componentes da severidade da doença. A severidade é o parâmetro mais adequado para quantificar doenças foliares, sendo a sua determinação indispensável para caracterização da resistência varietal (AMORIM, 1995)

Área da lesão, seja em termos absolutos ou porcentuais (em relação a área total da folha), tem sido um caráter utilizado por diversos autores na avaliação de resistência de maracujá a Xanthomonas axonopodis pv. passiflorae (BARBOSA, 1995; NAKATANI, 2001; MIRANDA, 2004; SUASSUNA, 2004; LOPES, 2003; MATTA, 2005; BELLON, 2008). Estes autores mostram uma ampla variação deste caráter em função dos genótipos avaliados.

Miranda (2004) acompanhou o desenvolvimento das lesões durante 21 dias após a inoculação, integrando os valores obtidos para avaliação dos genótipos através da "área abaixo da curva de progresso da doença" (AACPD ou AUPDC em inglês). Segundo Bergamin Filho (1995), a AACPD é a melhor representação de uma epidemia. Através dela, as interações entre

patógeno, hospedeiro e ambiente, podem ser caracterizadas. É uma forma de resumir a relação existente entre doença e tempo, integrando todos os aspectos do progresso da doença em relação ao desenvolvimento e crescimento do hospedeiro (JEGER; VILJANEN-ROLLINSON, 2001). Segundo Kranz (1988b), a comparação das diversas formas da curva de progresso da doença, representa os diferentes padrões resultantes da interação das estruturas do sistema e os fatores externos, permitindo que se compare o ponto de início da curva (período de incubação), as taxas de crescimento, as inclinações da curva, a existência e a duração de assíntotas; e os pontos de máxima incidência. Diferenças nestes parâmetros, podem representar diferentes padrões de resistência apresentada pelos genótipos.

2.5.1 Metodologia de avaliação e análise Estatística

Em geral, as inoculações são feitas através de ferimentos com instrumentos contaminados com o patógeno, sendo avaliada a área da lesão produzida após alguns dias da inoculação. O corte da porção apical da folha com uma tesoura contaminada com suspensão bacteriana, foi o método de inoculação mais utilizado (BARBOSA, 1995; NAKATANI, 2001; MIRANDA, 2004; LOPES, 2003; MATTA, 2005).

Barbosa (1995) avaliou a área da lesão após 15 dias da inoculação. A área foi medida indiretamente pela proporção entre o peso da fotocopia em papel da lesão foliar e o peso da fotocopia em papel da respectiva folha inteira. Nakatani (2001) e Lopes (2003) fizeram a avaliação 20 dias após a inoculação, as folhas foram removidas e a área da lesão desenhada em folha plástica transparente, sendo a área do desenho determinada em um medidor de área foliar Li-cor. Suassuna (2004) fez a avaliação após 15 dias da inoculação. As folhas foram destacadas, digitalizadas e a área lesionada determinada pelo software "Image Tool".

Miranda (2004) observou o inicio dos sintomas a partir do 5° dia da inoculação, mas fez as avaliações aos 7, 14 e 21 dias. A área da folha foi avaliada por escala diagramática, definida pela média de três determinações em cada avaliação. Matta (2005) obteve a variação das lesões em função do tempo (11, 13, 15 e 17 após a inoculação), delimitando as lesões com caneta-pincel na superfície da folha, em cada período. Após o último período de avaliação, as

folhas foram destacadas, digitalizadas e as áreas das lesões delimitadas nos diferentes períodos, foram determinadas pelo software QUANT.

Nakatani (2001) obteve variação entre 3,1 a 31,8 cm2 de área da folha lesionada, testando 5 tipos de isolados. Barbosa (1995), também em P. edulis f. flavicarpa, obteve variação entre 6 a 35% de área da folha lesionada, utilizando apenas um isolado de Xanthomonas

axonopodis pv. passiflorae. Suassuna (2004) obteve uma variação entre 4,3 e 28,0 cm2 de área da

folha lesionada.

Matta (2005) observou que o tamanho da lesão foliar pode variar em função da posição da folha na planta, sendo este efeito independente do genótipo. Concluiu que a posição da folha não interfere na classificação relativa dos genótipos quanto a severidade da lesão. Entretanto, a avaliação deve ser feita somente entre folhas tomadas na mesma posição. Também foi significativa a data de avaliação, ou seja, os genótipos se comportam diferencialmente em relação ao progresso da doença. Por isso, o autor recomenda que a avaliação não seja feita em apenas uma data.

2.5.2 Procedimentos de Análise Estatística

A variável "área da lesão foliar" é caracterizada como um evento biológico quantificável, que como tal, apresenta uma variação intrínseca natural; por isso é definido por uma variável aleatória continua. A toda variável aleatória esta associada uma variância, que é a medida da dispersão dos valores amostrais em relação a média, dispersão esta devido a desvios relacionados ao acaso e a fatores ambientais não controlados. Ao se associar tratamentos a uma variável aleatória, busca-se inferir se esses tratamentos conferem a variável, uma variação que possa ser separada ou diferenciada das variações devidas ao acaso. Este é o objetivo da analise de variância, permitir separar e identificar os efeitos de tratamentos dos efeitos devidos ao acaso.

A análise de variância é realizada baseando-se num modelo estatístico aditivo, previamente definido em função das variáveis que serão avaliadas e do delineamento experimental utilizado. Além disso, os erros (desvios) associados ao modelo, devem ser independentes, com distribuição normal e variâncias homogêneas (BARBIN, 2003). A independência dos erros é garantida pela casualização. A distribuição normal e a homogeneidade

de variâncias podem ser verificadas, respectivamente, pelos testes de Lilliefors, Levene e Bartlett (SNEDECOR; COCHRAN, 1989; REZENDE, 2002; BARBIN, 2003). Suassuna (2004) verificou a normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk e a homogeneidade de variância pelo teste de Bartlett. A aditividade do modelo pode ser verificada pelo teste de Tukey (SNEDECOR; COCHRAN, 1989; BARBIN, 2003; SUASSUNA, 2004).

Nos trabalhos mais recentes, envolvendo a avaliação de lesões de xanthomonas em maracujá, a maioria dos autores utilizaram o delineamento de blocos ao acaso (NAKATANI, 2001; LOPES, 2003; MIRANDA, 2004; MATTA, 2005). Entretanto, Suassuna (2004) e Bellon (2008) utilizaram o delineamento inteiramente ao acaso. Tabela 1, podem ser observadas as principais estatísticas e delineamentos experimentais apresentados por autores que trabalharam com avaliação da bacteriose em maracujá.

Tabela 1 - Estatísticas e delineamentos experimentais apresentados por alguns autores na avaliação da bacteriose em maracujá Autores DL1 RP4 Plantas/ Parcela Variável5 Avaliação após a Inoculação (dias) Média Geral Intervalo entre Médias Variância

(QME8) Variância QME

(dentro) CV % Nakatani (2001) a BC2 5 2 Lesão6 20 14 0-32 0,6 - 24 Miranda (2004) Ensaio I BC 4 30 AACPD 7 7, 14 e 21 373 301-436 21.557 6.412 39 Miranda (2004) Ensaio II BC 4 25 AACPD 7, 14 e 21 471 387-547 34.895 9.089 40 Suassuna (2004) Ensaio I IC3 2 3 Lesão 15 16 4 a 28 27 - 33 Suassuna (2004) Ensaio II BC 3 4 Lesão 15 5 3-8 5 - 46 Lopes (2003) BC 3 1 planta, 3 folhas Lesão 20 12 1 - 25 27 - 42 Matta (2005) b Ensaio I BC 3 1 planta, 3 folhas Lesão c 11, 13, 15 e 17 18 7-30 0,01 - 9 Matta (2005) b Ensaio II BC 3 1 planta, 3 folhas Lesão c 13, 15 e 17 10 4-21 0,02 - 14 Bellon (2008) IC 12 1planta, 2 folhas, 4 furos Lesão (mm2) 5, 10 e 15 163 100-252 14.173 - 75 Junqueira (2010) BC 4 1planta, 2 folhas, 4 furos AACPD 5, 10 e 15 107, 0-2.241 1.904 - 41

1DL: delineamento experimental utilizado

2BC:delineamento blocos ao acaso

3IC: delineamento inteiramente casualizado

4RP: número de repetições

5 Característica avaliada

6Area foliar lesionada (cm2)

7AACPD: área abaixo da curva de progresso da doença ou da lesão (cm2).

8QME: quadrado médio do resíduo

a Análise estatística utilizando a variável transformada para + 0,5

b Análise estatística utilizando transformação logarítmica

Benzer Belgeler