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Öğretmenlerin Sosyal Medyayı Kullanma Sürelerine Göre Sosyal

5.2. Öğretmenlerin Sosyal Medya Kullanım Durumlarına İlişkin Bulgular

5.4.12. Öğretmenlerin Sosyal Medyayı Kullanma Sürelerine Göre Sosyal

O Reservatório de Salto Grande está localizado no município de Americana, São Paulo.

O município de Americana (SP) está localizado a 220 44’de latitude sul e 470 20’de longitude oeste, no estado de São Paulo, na Depressão Periférica paulista e possui os maiores índices de poluição por sulfeto da região (MONTICELI & MARTINS, 1993).

O clima de Americana é típico da região. Sua área está localizada na zona de interseção das 3 maiores correntes da circulação regional: massa de ar equatorial e tropical continentais, massa tropical Atlântica e massa Polar. Como resultado da influência dessas massas de ar, o clima da região é marcado por dois períodos distintos: um período seco e frio, correspondendo aos meses de abril a setembro e outro período mais úmido e quente, correspondendo aos meses de outubro a março.

A temperatura média anual varia de 180 Celsius no trecho superior da Bacia, a 200 C no trecho inferior.

Em Americana, atualmente, a ocupação industrial é de 88,65% constituída por tecelagens, o que transforma esta cidade no maior pólo têxtil do país. As terras agrícolas da região, tradicionalmente pertencentes a pequenos agricultores, pouco a pouco, vêm sendo cedidas por sistema de arrendamento à agroindústria da cana-de-açúcar (RIBEIRO & FERREIRA, apud, BOTTURA, 1998).

A confluência dos rios Atibaia e Jaguari ocorre em Americana, dando origem ao Rio Piracicaba, que drena por terrenos sedimentares, com seu curso naturalmente retificado, sendo navegável até sua foz no curso médio do Rio Tietê (GOBBO,1991).

Em 1911, no rio Atibaia, foi construída a Usina de Salto Grande para fornecer energia elétrica à indústria de tecidos, que foi adquirida pela CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) em 1930 (BOTTURA, 1998). Posteriormente, em 1949, aproveitando a mesma

queda d’água, a CPFL construiu a Usina Hidrelétrica de Americana. O reservatório foi

criado para atender a crescente demanda de energia necessária ao processo de industrialização (instalação de tecelagens) e urbanização (BOTTURA, 1998).

A partir de 1949, com a construção do reservatório de Salto Grande, houve um processo acelerado de modificação nas áreas do entorno do reservatório (BOTTURA, 1998). A região de Americana até então, tinha sua economia baseada na agricultura, com culturas comerciais e de subsistência, criações para consumo próprio e criação de gado de leite. Era

uma sociedade ligada ao meio rural em sua origem. A lavoura era a base da subsistência dos indivíduos e todas as outras atividades eram complementares a ela (BOTTURA, 1998).

O reservatório transformou a região em um grande pólo turístico, trazendo outras opções de trabalho à população local e aos imigrantes, visto que estes podiam trabalhar em hotéis, restaurantes, aluguel de barcos ou como caseiros nas casas de veraneio. As terras que antes eram cultivadas, foram então vendidas e loteadas e iniciou-se um processo de valorização destas terras por meio da especulação imobiliária. O loteamento do entorno do reservatório ocorreu a partir de 1955. Uma ampla estrutura com hotéis e bares foi então montada para atender ao grande fluxo de turistas. As terras de grande parte do entorno do

reservatório foram ocupadas por luxuosas casas de veraneio, com piscinas e “piers”

particulares (BOTTURA, 1998).

Na década de 50, as indústrias de tecido se proliferaram na região e acabaram por iniciar um processo radical de alteração das características econômicas de Americana, transformando-a em um grande pólo têxtil. Devido a esta mudança, houve uma necessidade crescente de mão-de-obra, atraindo imigrantes de várias localidades e aumentando a urbanização da região, fazendo com que parte da zona agrícola fosse loteada para este fim. Assim, pôde-se observar um rápido processo de urbanização na bacia hidrográfica (BOTTURA, 1998).

No período de 1960/70, a concentração populacional começa a atingir proporções significativas na bacia do rio Piracicaba, com taxas de 5,1% ao ano, enquanto na Grande São Paulo e outras regiões o crescimento era de 3,5% ao ano. Muitas indústrias instalaram-se na região, pois o governo incentivou nesta época o desenvolvimento do interior do Estado de São Paulo, através de sua Política Estadual de Desenvolvimento Urbano e Regional. Este crescimento urbano, associado ao processo de desenvolvimento social e agrícola, permitiu aglomeração contínua de várias cidades da bacia, incluindo Americana, visto que, o processo de urbanização do interior obedece a lógica das redes viárias e das barreiras naturais (MONTICELI & MARTINS, 1993; SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE, 1997). Este programa também provocou a desconcentração e a descentralização da atividade industrial, que até então eram polarizadas nas áreas metropolitanas (PROCHNOW, 1990 apud BOTTURA, 1998).

Na década de 80, devido a este processo de urbanização, industrialização e com isto, o alto índice de poluição na área da bacia hidrográfica do reservatório, o turismo na região entra em declínio. Com o aumento da poluição e deterioração da qualidade da água do reservatório, especialmente por processos como a eutrofização cultural e a proliferação de macrófitas aquáticas, pôde-se observar a ocorrência de usos conflitantes deste meio, havendo

mudanças nos usos múltiplos da água. Houve o comprometimento da utilização tradicional deste recurso (pesca, lazer, entre outras) em detrimento a utilização deste reservatório como dispersor de poluentes (BOTTURA, 1998).

Segundo BOTTURA (1998), a pesca artesanal e profissional que outrora era abundante, encontra-se modificada pelo estado de deterioração do reservatório. Muitos dos antigos pescadores diminuíram ou cessaram suas atividades.

As terras próximas do reservatório, que antes eram as de maior valor, tornaram-se menos valorizadas. A região tornou-se um bairro dormitório porque a maioria das pessoas trabalha em outras localidades (BOTTURA, 1998).

A atividade agrícola também sofreu mudanças. Atualmente, a grande maioria das lavouras feitas na região, é para comercialização, sendo caracterizadas pelas grandes propriedades arrendadas sobretudo com culturas de laranja e cana-de-açúcar. A maioria das poucas terras agrícolas desta região foi arrendada para a agroindústria da cana-de-açúcar (BOTTURA, 1998).

3.7.2.1 Caracterização do Reservatório

A área mínima inundada do reservatório corresponde a 10,55 Km2 e a máxima a, 13,25 Km2,sendo a profundidade média de 8,00m e a máxima de 19,80m. O volume máximo é de 106 x 106 m3, sendo o volume de água para geração de 35 x 106 m3.

O reservatório está localizado na área de Depressão Periférica paulista que tem a forma de um corredor, de topografia colinosa e encontra-se entre as cuestas basálticas (a oeste do Estado de SP) e as elevações cristalinas do Planalto Atlântico (a leste).

Na Depressão Periférica paulista afloram terrenos sedimentares com grandes variedades de rochas, onde destacam-se arenitos, argilitos, silitos, calcários e folhelos. Destacam-se também as rochas magmáticas extrusivas e intrusivas.

O relevo apresenta-se em colinas, com encostas suaves e topos aplainados com declividade de encosta de até 15%. Às margens do reservatório, as colinas têm seus topos nivelados em torno de 600m. Há um desnível aproximado de 70 metros entre o topo das

colinas e a lâmina d’água do reservatório.

O relevo apresenta-se em colinas amplas com topos extensos e aplainados, interflúvios (divisores de água) com áreas de até 4 Km2, vertentes com perfis retilíneos, predominantemente convexos, resultando em elevações de encostas suaves e vales abertos.

O reservatório de Salto Grande tem, à sua margem direita, áreas de plantações de cana-de-açúcar; a margem esquerda é limitada por algumas plantações de Citrus e a nordeste há áreas de plantio de eucaliptos.

Ao longo do curso do rio Atibaia, antes do represamento, havia matas galeria com faixas de vegetação entre 50 e 100 metros de largura (BOTTURA, 1998). Atualmente, às margens dos rios Jaguari e Piracicaba conservam-se manchas isoladas da mata natural, secundária.

O volume total de material sedimentar depositado no reservatório em 40 anos foi calculado em 9.397.703 m3 (8.86% do volume total) representando uma perda anual média da ordem de 0.22% do volume total, sendo que 80% desse volume concentra-se em seu terço a montante, fato que comprova a grande preponderância dos sedimentos carreados para o interior do reservatório pelo Rio Atibaia, única drenagem significativa a alimentar o reservatório, sobre os sedimentos produzidos nos entornos do mesmo. O volume de assoreamento calculado por este método deve ser considerado como ordem de grandeza, o que significa que se pode afirmar com segurança que, em 40 anos, depositaram-se no reservatório cerca de 10 bilhões de m3 de sedimentos correspondendo a pouco menos de 10% de seu volume total (COELHO, 1993).

O processo de assoreamento não ocorre de maneira linear em toda extensão longitudinal do reservatório. Pelo contrário, as próprias características do vale submerso, que apresenta um gradiente muito pequeno, desfavorecendo a progressão de correntes de densidade, acarreta uma distribuição bastante diferenciada de espessura das colunas sedimentares, com a sedimentação tendendo a progredir em uma frente bastante abrupta a partir da cabeceira do reservatório na forma de um delta. Em 40 anos foram perdidos pouco mais de 5% do volume útil do reservatório, representando uma perda anual média de apenas 0,15% do volume de água gerador de energia (COELHO,1993).

A distribuição dos sedimentos de fundo faz-se em função da distância da principal área fonte de sedimentos que é o Rio Atibaia e da topografia de fundo do reservatório, que por sua vez é condicionada pela existência de dois saltos submersos que devem sua existência a corpos de diabásio que cortam o vale transversalmente. Estes saltos dividem o reservatório em três compartimentos distintos em termos de profundidade máxima e distribuição de sedimentos (COELHO,1993).

O primeiro destes compartimentos, localiza-se a montante do Salto, sendo denominado por Saltinho, na cabeceira do reservatório. Com profundidade máxima original de 7m, encontra-se hoje quase totalmente assoreado, com depósitos de material de

de sua extensão. As colunas sedimentares das amostras tiradas neste setor, em locais ainda

abaixo da linha d’água apresentaram espessuras de assoreamento variáveis entre 2 e 3 metros

(COELHO,1993). O segundo compartimento, entre o Saltinho e o Salto do Foguete, apresenta profundidade máxima próxima de 14 metros e caracteriza-se pela grande variação das espessuras de assoreamento (COELHO,1993). O terceiro compartimento, entre o Salto do Foguete e a barragem, tem profundidade máxima de 20 metros e é o que apresenta as menores espessuras de assoreamento. A pequena espessura de sedimentos encontrada neste setor deve ser creditada principalmente à distância da principal fonte de sedimentos que é o Atibaia, já que o mesmo deposita grande parte de sua carga sedimentar logo na entrada do reservatório (COELHO,1993).

Atualmente, o reservatório de Salto Grande tem capacidade de geração de 30 MW de energia, 10MW por unidade geradora, sendo também utilizado para fins de abastecimento e recreação.

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4. MATERIAL E MÉTODOS