TARTIŞMA, SONUÇ VE ÖNERİLER
4.4.1 Öğretmenlerin 5.sınıf Düzeyinde Problem Çözme Stratejileri ve Karşılaşılan Zorluklar
A idéia de restringir a utilização da terra de parte da propriedade rural no Brasil é antiga: o embrião do conceito de reserva legal já estava presente no primeiro Código Florestal Brasileiro elaborado em 1934. Naquela época o conceito de reserva florestal surgiu com o objetivo de garantir o estoque de madeiras nas propriedades rurais e obrigava os fazendeiros a manter um percentual de matas em suas terras. A lei permitia, entretanto, que essa reserva fosse constituída por mata nativa ou por florestas homogêneas plantadas. A legislação florestal é, portanto, mais antiga que a consciência ambiental (DERIVI, 2008).
Décadas depois o segundo Código Florestal Brasileiro, de 1965, estabeleceu os limites para a exploração agropecuária das propriedades rurais visando preservar a vegetação nativa. A lei estabeleceu que as áreas preservadas fossem de 20% para as regiões sul, sudeste e parte do nordeste e centro-oeste e 50% para as áreas não desbravadas como a região Norte e o norte do Centro-Oeste (BRASIL, 1965).
O termo “Reserva Legal” teve destaque a partir de 1989, com a Lei Federal n° 7.803, que modificou o Código Florestal. Pela primeira vez a legislação preocupava-se efetivamente com a conservação da biodiversidade. A partir daí passou a ser obrigatória a averbação da reserva legal nos registros de imóveis e qualquer intervenção nestas áreas ficou condicionada à autorização do órgão ambiental (BRASIL 1989).
Em 1991 a Lei de Política Agrícola determinou a obrigatoriedade de reposição gradativa de mata nativa na reserva legal (BRASIL 1991). O resultado do endurecimento da legislação, porém, não foi o esperado. Apesar de existirem
poucos números sobre o assunto, um parecer publicado em 2005 pela ESALQ/USP estima que menos de 10% das propriedades rurais no país mantém a reserva legal e mesmo nessas, as áreas estão normalmente abaixo do mínimo exigido por lei (DERIVI, 2008).
De acordo com a Medida Provisória no 2.166-67 de 2001, Reserva Legal é a “área localizada no interior de uma propriedade ou de posse rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais; à conservação e à reabilitação de processos ecológicos; à conservação da biodiversidade e ao abrigo e à proteção de fauna e de flora nativas”. Ela não inclui a área de preservação permanente, sendo possível considerá-las em conjunto apenas na posse familiar ou na pequena propriedade rural (Brasil, 2001).
As áreas definidas como Áreas de Preservação Permanente (APP), que segundo Gonçalves et al (2009) representam, em média, de 7 a 10% em cada bacia hidrográfica no Estado de São Paulo, compreendem:
uma faixa ao longo de rios e córregos de largura variável (30 a 500 m) de acordo com a largura do curso em questão;
uma faixa de 30, 50 ou 100 m ao redor de lagoas ou lagos naturais; uma faixa de 15, 30 ou 100 m ao redor de reservatórios artificiais um raio de 50 m ao redor de nascentes;
o topo de morros e montanhas;
as encostas ou parte destas com declividade superior a 45º (100 %); as restingas
as bordas de tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa de 100 m;
áreas acima de 1800 m de altitude.
O ponto de partida para a medição da APP ao longo dos cursos d’água, nascentes e reservatórios naturais (lagos e lagoas), deve corresponder ao nível atingido pelas águas durante as maiores cheias, ou seja, à cota mais alta do espelho d’água, correspondente ao “nível mais alto” definido no artigo 2º do Código Florestal, ou “leito maior sazonal” do curso d’água nos termos da
Resolução CONAMA nº 303 de 2002 (CONAMA. 2002a). Para os reservatórios de águas artificiais, o nível mais alto do espelho d’água é determinado pelo nível do extravasor lateral, equipamento de construção obrigatória de acordo com as exigências do órgão licenciador (Departamento de Águas e Energia Elétrica – DAEE no âmbito estadual e Agência Nacional de Águas – ANA, no âmbito federal). Desta forma, o nível é constante durante toda a estação chuvosa e a medição da APP é feita de forma direta a partir da borda da represa (CONAMA. 2002b).
A partir da Lei Federal n°. 7.803/1989, a figura da Reserva Legal constituiu para o Estado de São Paulo 20% de cada propriedade rural, onde não é permitido o corte raso, que deve ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel (Brasil, 1989). A averbação da reserva legal no Estado de São Paulo é feita mediante assinatura, pelo proprietário, do “Termo de responsabilidade de preservação da Reserva Legal”, no Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais - DEPRN.
Entre os critérios considerados pelo DEPRN, destacam-se a presença de vegetação; a existência de vegetação que exerça função de proteção de mananciais e de prevenção e controle da erosão; a classe de capacidade de uso do solo; a conectividade com APP ou outras áreas de reserva legal ou ainda a conectividade com outros maciços de vegetação; o abrigo de flora e de fauna ameaçadas de extinção; a proteção de várzeas com fitofisionomia florestal, arbustiva ou herbácea; o Plano de Bacia Hidrográfica; o Plano diretor do município; o Zoneamento ambiental; a proximidade com unidades de conservação e outros espaços territoriais especialmente protegidos e as áreas de excepcional valor paisagístico ou protegidas por legislação municipal.
A Medida Provisória no 2.166-67 de 2001 prevê uma série de alternativas para averbação da reserva legal pelos proprietários rurais. No Estado de São Paulo estas alternativas foram regulamentadas através da Lei Estadual n°. 12.927/2008 e o Decreto Estadual nº. 50.889/2009 (São Paulo, 2008 e 2009). Estas normas são uma tentativa de aumentar o número de propriedades rurais
com Reserva Legal, visto que apesar da obrigatoriedade, apenas uma minoria de cumpre a norma no Estado de São Paulo, demonstrando a pequena efetividade do Código Florestal diante da ausência de estratégias eficazes que estimulem as ações ambientais dos atores sociais envolvidos.
Parte do setor produtivo e órgãos e instituições de pesquisa da área econômica alegam que a implantação da Reserva Legal diminuirá a área produtiva, afetando a geração de renda e de empregos no campo. Gonçalves et al (2009) estima que na UGRHI – TJ a perda de área plantada com cana-de-açúcar seja de aproximadamente 100 mil hectares para uma recomposição total da reserva legal de 260 mil hectares na bacia. O autor, entretanto, não considera que, tendo em vista o avanço da colheita mecanizada de cana, parte desta área tornar-se-á inviável para a cultura, devido a limitação pelo fator declividade. Além disso, o Decreto Estadual nº. 53.939/2009, que dispõe sobre a Reserva Legal permite, nestas áreas, a adoção de Sistemas Agroflorestais (SAF) onde são manejadas plantas lenhosas perenes em associação com plantas herbáceas, culturas agrícolas e forrageiras, desde que formem um arranjo espacial e temporal com alta diversidade de espécies e interações ecológicas entre estes componentes (São Paulo, 2009).
O Decreto Estadual n°. 50.889/2009 prevê ainda a alternativa de instituir a Reserva Legal em regime de condomínio entre mais de uma propriedade, permitindo desta forma a averbação de áreas maiores. O decreto determina ainda a possibilidade de compensar a Reserva Legal por outra área equivalente em importância ecológica e extensão ou mediante arrendamento de área sob regime de servidão florestal ou Reserva legal ou ainda através de aquisição de cotas de Reserva Legal. Estas alternativas possibilitam que as áreas destinadas a conservação da vegetação nativa através da Reserva Legal, sejam definidas para uma Bacia Hidrográfica como um todo e não para propriedades individualizadas, aumentando desta forma os ganhos ambientais.
4.3.3 Classificação de áreas prioritárias na Bacia Hidrográfica do Rio Jaú