5.2. Öğretmenlerin Bilgi ve İletişim Teknolojileri Yeterliklerinin
5.2.3. Öğretmenlerin Mesleki Kıdem Yıllarına Göre Öğrenciyi Tanıma Boyutu
16 É importante destacar que o volume de importação é mais expressivo do que o de exportação dos reagentes, por esse motivo, não seria possível visualizar os dois fluxos em
exportação, referente aos principais países que o Brasil estabeleceu vínculos comerciais no setor de diagnóstico laboratorial. Na tabela abaixo (ver tabela 2), podemos observar que os principais países de que o Brasil importou reagentes de diagnóstico foram, em quase sua totalidade, países desenvolvidos e que ao longo da história tiveram importantes investimentos em tecnologia farmacêuticas, muitas vezes, sendo percursores na criação de novas tecnologias e de pesquisa em medicina e química fina.
Tabela 2 - Principais países que exportaram reagentes de diagnóstico para o Brasil em 2011
Países Valor (US$ milhões FOB)
Alemanha 107,6 Estados unidos 155 Reino unido 21 China 9 Japão 8,8 Coreia do Sul 7,4 França 7 Espanha 5,9 Total 321,7
Fonte: ALICE – Web, 2012.
Quando analisamos a dinâmica de circulação dos reagentes para diagnóstico, é importante notar que as trocas comerciais mais expressivas, que são estabelecidas com o Brasil, tem sua origem, predominantemente, em países como larga tradição em pesquisa fina em medicina, sendo que os dois maiores exportadores desse insumo para o Brasil, são os Estados Unidos da América e a Alemanha, países cujos complexos industriais da saúde estão entre os mais poderosos, e que foram os precursores no desenvolvimento de reagentes para diagnóstico.
Esse também é um dado que demonstra a complementariedade entre as plantas industriais que produzem parte dos reagentes para diagnóstico que é acabado (ou continuado) em outros países, revelando assim a existência de um circuito espacial produtivo dos reagentes para diagnóstico. No caso do Brasil, podemos apontar que muitos dos reagentes para diagnóstico que chegam ao país, ainda tem que passar por alguns procedimentos finais para sua posterior comercialização, isso acontece, pois a
ANVISA estabelece rigorosas normas para a comercialização desse insumo no país, e isso pode incluir desde algumas pequenas alterações na embalagem dos produtos, como, até mesmo, algumas finalizações nos reagentes para sua posterior comercialização no mercado brasileiro17. Por esse motivo, as principais empresas desse circuito mantêm algumas plantas industriais no país que, em muitos casos, são responsáveis não apenas pela produção de novos reagentes para diagnóstico, mas também pela finalização de alguns reagentes importados de outras filiais distribuídas pelo mundo, para que os mesmos atendam as exigências técnicas estabelecidas pela ANVISA.
Outro dado que merece destaque é a desigualdade em relação aos volumes de exportação que o Brasil realizou com os principais países produtores de reagentes para diagnóstico do mundo. No ano de 2011 importou-se U$ 155 milhões dos EUA e U$ 107 milhões da Alemanha, em contrapartida exportamos respectivamente U$ 615 mil e U$ 14 mil para esses países. Podemos observar que a maioria dos países que receberam reagentes para diagnóstico brasileiros foram os países da América Latina (ver tabela 3), países esses, que não tem ainda um grande complexo industrial voltado à pesquisa de regentes para diagnóstico e que, por esse motivo, precisam estabelecer relações comerciais com outros países para o suprimento das suas demandas internas de suprimentos médico hospitalar, no qual temos além dos reagentes para diagnóstico outros insumos como vacinas e hemoderivados.
Conforme já mencionado, o mercado brasileiro é especializado na produção de reagentes para diagnóstico voltado a detecção de doenças tropicais e produz alguns reagentes órfãos que não representam grande interesse comercial para os complexos industriais dos países desenvolvidos, mas que exercem um papel estratégico nos sistemas de saúde de muitos dos países latino-americanos. Esse pode ser apontado como outro motivo que leva o Brasil a se destacar na região como um importante produtor de reagentes para diagnóstico e que explica o grande volume de exportação de reagentes para diagnóstico para os países da América do Sul.
17 Tratando apenas da embalagem dos reagentes para diagnósticos importados, o manual para a
regularização de equipamentos médicos da ANVISA, estabelece que um kit de reagentes para diagnóstico, tem que ter um rótulo específico em língua portuguesa que, entre outras coisas, conste com a descrição do conteúdo da embalagem, o nome técnico do produto, o nome comercial do produto, as partes e acessórios que acompanham o produto, incluindo os opcionais e materiais de consumo com seus respectivos códigos, ou outro número que os referenciem, manuais que expliquem como o produto funciona e seu processo de montagem e proteção, seu prazo de validade, o número do certificado de livre comércio que somente é expedido pela autoridade competente no Brasil e o número de registro na ANVISA do reagente de diagnóstico (ANVISA, 2010).
Tabela 3 - Principais países que o Brasil exportou reagentes de diagnóstico do Brasil em 2011
Países Valor (US$ milhoes FOB)
França 2 Colômbia 1,6 Argentina 1,4 Chile 0,8 Equador 0,7 Peru 0,7 Venezuela 0,6 Total 7,8
Fonte: ALICE – Web, 2012.
A principal exceção no caso das exportações realizadas pelo Brasil é a França, que realizou a mais expressiva importação de reagentes para diagnóstico brasileiros, totalizando cerca de 2 milhões de dólares. E um dos principais motivos para essa expressiva importação de reagentes brasileiros por parte da França, foi o fato do Brasil produzir alguns reagentes órfãos especializados com doenças tropicais, insumos que são muito utilizados nos departamentos ultramarinos de possessão francesa e que estão em sua maioria localizados na América latina e na África.
Quando nos aprofundamos ainda mais na análise dos dados referentes a importação e exportação de reagentes para diagnóstico, podemos notar que alguns estados se destacam como os maiores produtores dos reagentes para diagnóstico e como os maiores consumidores desses insumos. Nos mapas abaixo (ver mapas 8 e 9) é possível visualizar a enorme discrepância existente entre os estados da região concentrada ou centro sul do país e o restante do território nacional. Tal discrepância se dá, sobretudo, pelo enorme aparato técnico cientifico que esses estados têm, e pelo importante complexo econômico-industrial da saúde que é conformado nesses pontos do território.