1. Paydaşların EDOÖ Modeline İlişkin Sahip Olduğu Bilgiler
1.2. Öğretmenlerin EDOÖ Modelinin Uygulanışına ilişkin Sahip Olduğu Bilgiler
Segundo Mattos, as Políticas Públicas de Saúde são as respostas governamentais dadas a certas doenças ou demandas específicas para certos grupos populacionais específicos (MATTOS, 2005).
Outros autores interpretam que as “Políticas Públicas” são diretrizes, princípios norteadores de ação do poder público; regras e procedimentos para as relações entre poder público e sociedade, mediados entre atores da sociedade e do Estado. São, nesse caso, políticas explicitadas, sistematizadas ou formuladas em documentos (leis, programas, linhas de financiamentos) que orientam ações que normalmente envolvem aplicações de recursos públicos. Elas visam responder a demandas, principalmente dos setores marginalizados da sociedade, considerados como vulneráveis. Essas demandas são interpretadas por aqueles que ocupam o poder, mas influenciadas por uma agenda que se cria na sociedade civil por meio da pressão e mobilização social (TEIXEIRA, 2002; GELINSKI, 2008).
No SUS, definiu-se que os gestores são os representantes no âmbito dos municípios, dos estados, do Distrito Federal e da União designados para o desenvolvimento das funções de competência do Poder executivo na área da saúde. Cada uma das estruturas que compõem a direção do SUS nos diferentes níveis de governo possui uma organização própria. Independente da existência de uma autoridade sanitária (ministro ou secretários de saúde), essas estruturas têm órgãos gestores, com diferentes cargos de direção e gerência, que participam e são co- responsáveis pela gestão do SUS, em coerência com as funções que lhe foram atribuídas em regulamentação específica (NORONHA et al apud GIOVANELA et al, 2008).
Os Programas de saúde, como os de Controle da TB, apresentam representantes, geralmente coordenadores ou referências técnicas, que assumem esta função de gestão e contribuem na formulação de políticas públicas.
Na formulação das políticas públicas são estabelecidas algumas competências relativas a cada esfera do governo para realizar sua gestão (TEIXEIRA, 2002). Assim, de acordo com a Constituição de 1988, em seu Art. 196. “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação” (BRASIL, 2012, p.116).
Por outro lado, com a Constituição de 88, os municípios adquiriram mais autonomia política, por meio da elaboração de sua própria lei orgânica, ampliando suas competências em áreas importantes como a saúde, assim como exemplificado no art. 30 da Constituição Federal: “Compete aos municípios legislar sobre assuntos
de interesse local” (BRASIL, 2012, p. 33)
Teixeira (2002) apresenta alguns desafios e avanços nas políticas públicas na área da saúde a partir desta autonomia dada aos municípios: ocorreu maior descentralização, em uma política deliberada, resultado de um processo social dinâmico, partindo de experiências concretas, que propiciaram as diretrizes básicas para o modelo implantado em todo o país – o SUS.
Apesar de todo o processo de participação, permanecem alguns elementos centralizadores: a aprovação e análise técnica de programas e projetos para repasse de recursos; fixação e centralização de fiscalização de tarifas no Ministério. A burocracia central mantém grande parcela de poder, permanecendo a influência clientelista no repasse de recursos (TEIXEIRA, 2002).
Mas, afinal, quem deve participar do conjunto de processos que garantem as políticas públicas?
A responsabilização pela elaboração e implantação de uma ação de política pública não deve se restringir ao papel dos gestores públicos. A sociedade civil, como profissionais de saúde e pesquisadores, também deve se co-responsabilizar pelas mudanças e melhorias do sistema de saúde. Uma das estratégias é a busca por respostas, pela aproximação com os sujeitos envolvidos nos processos de mudanças, para que haja esta influência na agenda de prioridades dos gestores que participam da formulação das políticas públicas.
Assim, corroborando com Brasil, temos, em síntese, que:
“A gestão pública é responsabilidade de todos e os mais diversos atores sociais podem e devem exercer, além do controle público, a gestão participativa. A gestão governamental em saúde, quando guiada pelo interesse público, pode estabelecer juntamente com as outras representações de interesses dos diversos grupos sociais (usuários de serviços, corporações profissionais, trabalhadores) as formas de mediação política para o complexo demanda/oferta/produção de serviços e ações de saúde. No caso do SUS, além do desenvolvimento de toda uma logística e tecnologia de regulação baseada em necessidades prioritárias, vulnerabilidades, riscos, etc., há a necessidade de mediação política e definição de diretrizes e critérios a partir dos espaços de controle social e de gestão participativa.” (BRASIL, 2006a, p.11-12).
Na gestão do cuidado em sua dimensão organizacional é o profissional que atua como gestor ou que desenvolve ações gerenciais (BARRETO, 2012). De forma semelhante, qualidade política é a possibilidade que as pessoas têm de conquistar autonomia, reconstruindo sua historia, intervindo criativamente no cotidiano pela participação (PIRES, 2004).
Portanto, a busca pelo manejo integrado da TB e DM, como ação de política pública de saúde, deve ser compartilhada, de acordo com o grau de responsabilidade e competência de cada ente, sejam gestores de saúde (formuladores das políticas públicas) ou profissionais da saúde (envolvidos diretamente com o paciente que possui TB e DM). Assim, corroborando com Asensi:
A integralidade constitui-se, portanto, como um princípio e elemento constituinte do direito à saúde, pressupondo que atores não-estatais devam participar do processo de formulação, gestão e fiscalização das políticas de saúde, em parceria com as instituições dinâmicas presentes no mundo jurídico (ASENSI, 2007, apud MATTOS, 2005).
De forma semelhante, Pires propõe a “politicidade do cuidado” como referência emancipatória para a gestão de políticas de saúde, através de um olhar diferenciado para o cuidar baseado no “triedo emancipatório do cuidar: conhecer para cuidar, cuidar para confrontar e cuidar para emancipar” (PIRES, 2004).
Para que os profissionais de saúde e os gestores estabeleçam o cuidado nas suas práticas laborais é necessário que eles tenham conhecimento teórico e prático do objeto do cuidar, somente assim eles poderão confrontar as suas ações; e essa possibilidade de confronto é que os libertam, emancipam e potencializam as suas autonomias e os fazem “estimular a autonomia do outro”.