• Sonuç bulunamadı

Entrevistadora: Como é, para você, atender a uma pessoa que busca

aconselhamento psicológico? Eu queria entender como se dá esse atendimento. Gostaria que você me contasse um pouquinho da sua experiência.

Mariana: Bom, ah... Primeiro eu entendo que, para poder realizar esta ação de

atendimento em aconselhamento psicológico, eu tenho que ter uma atitude. Ela é anterior à ação, quer dizer, é ela que, de uma certa forma, conduz a ação. Que atitude é essa? É uma atitude de atenção, mesmo. De atenção no sentido de disponibilidade para ouvir aquele que chega e que traz o que tiver que trazer. Ele vai trazer o que está incomodando ou, às vezes, nem é sempre o que está incomodando, é uma situação em que ele está precisando... pensar melhor, entendeu?

Entrevistadora: Hum, hum...

Mariana: Então, primeiro eu parto de uma atenção e bem no sentido de clínica, eu

me inclino (gesticula, movendo o tronco pra frente) pra ele, quer dizer, eu me dirijo pra ele, entendeu? Bem disponível para ouvir e eu procuro fazer uma distinção das coisas que escuto porque em geral, ele...

(Silêncio)

Pra mim é muito importante distinguir entre algumas coisas, por exemplo, quando você disse ‘aquele que me procura para atendimento’, então... eu considero a pro- cura, ele está vindo no sentido de que algo se encaminhe, é isso que eu entendo como pro-cura, tá? Cura no sentido... não de curar, de sarar, certo? Mas no sentido de cuidar. De prestar atenção, também, tá? E aí eu escuto se ele está vindo por ele mesmo. Se essa procura parte dele ou se ele está vindo com um pedido de outro, entendeu? Talvez de outros... Isso pra mim é importante, para poder distinguir então,

com ele, se aquilo é uma coisa que ele veio porque outros disseram e, então, a implicação dele não está muito, muito clara, tá?

Ah, bem, então, pedido é uma coisa que eu distingo, é aquilo que digamos, na procura, é a primeira manifestação... é um pedido de alguma coisa. Aí eu tento esclarecer este pedido dele pra mim. É dele mesmo? O que ele pretende com isso? Que sentido tem pedir, neste momento, o que ele vem pedir.

Aí, provavelmente, ele traz coisas que eu tento esclarecer... eu brinco que, em geral, são queixas que ele traz: ‘Porque minha vida está deste jeito... Porque não sei o quê... Porque o Fulano, o Sicrano...’ E isso pra mim, eu digo que é o emergente, o que trouxe ele até mim. É quase assim... É aquilo que está transbordando, por isso que é o emergente. É aquilo que está transbordando, tá?

Mas, lá no fundo, lá no fundo, do que de fato ele precisa? Ele precisa de alguma coisa? E isso, ouvir se ele precisa de alguma coisa está muito ligado, pra mim, com demanda. A demanda é aquilo que é necessário, que é preciso e, portanto, é aquilo que se faz urgente...no sentido daquilo que urge, que é preciso, que é necessário, tá?

Então, eu procuro distinguir estas três coisas na fala com ele, pra ele ter clareza do que é que está acontecendo ali e por onde ele quer ir. Sem este trabalho inicial de esclarecimento, para ele se apropriar daquela situação, de alguma maneira, não acontece nada, entendeu? Porque, pra mim, é super importante que aquele que procura esteja e se faça implicado, se apropriando da sua necessidade. Senão, qualquer trabalho não vai funcionar porque ele vai de novo se deixar levar. O que eu disser pra ele fazer, ele faz. Aí ele toma o que eu digo como um conselho, no sentido bem clássico de conselho e que não é, pra mim, o sentido deste trabalho. Porque eu trabalho...

Aconselhar, pra mim, significa sugerir a possibilidade da continuação de uma história, para qual o próprio sujeito pode dar encaminhamento.

Mariana: Então, não diz de eu falar qualquer coisa... Eu digo assim: ‘a vida está

meio atrapalhada, então como é que a gente continua?’ Então, aconselhar, pra mim, é estar junto com ele, pra ele deslanchar a história dele e a vida dele. É neste sentido que eu trabalho e, por isso, que eu trabalho com plantão. O plantão, pra mim, é exatamente a possibilidade de lidar com essas coisas que eu te falei, tá certo? É um trabalho, pra mim, fundamental. Ele é porta de entrada de qualquer outra coisa, porque ele pode ser a ocasião, a situação, pra aquele que necessita de fato se apropriar da sua necessidade e levar adiante seu próprio cuidado de si, clareando o que é que ele vai precisar e sair pra ele ir buscar outras coisas. Portanto, ele se encaminha e não sou eu que faço os encaminhamentos.

Entrevistadora: Ouvir tudo isso, pra mim, é muito gostoso, porque parece tão claro,

tão nítido o desencadeamento das suas idéias. Parece que está tudo tão bem organizado... Mas me conte uma coisa: Você disse que o seu trabalho é de discernir através da fala de quem te procura três coisas importantes: o pedido, as queixas e a demanda...

Mariana: Na verdade, os três estão ligados à pro-cura. Então, ela entra nos três. Só

que eu vou clareando pra ele: ‘Você está me pedindo? Você está se queixando? Ou você está, de fato, precisando?’ Quer dizer, eu trabalho, assim...

Entrevistadora: Estas três perguntas são aí... balizas pelas quais você se dirige...

Mariana: Pra ele ir se dando conta de como é que ele está se trazendo. Como é que

ele está se vendo e o que ele pode fazer. A questão funciona dele se olhar, na situação em que ele está e na situação em que ele se encontra, dentro dessa situação, e como é que se olhando e se encontrando dentro dela, ele percebe uma possibilidade de ir adiante, entendeu? Quer dizer, não sou eu que dirijo ele... Eu clareio as coisas para ele e ajudo para que ele se aproprie de que há algo, nele mesmo, que faz com que ele queira ir adiante, entendeu? Ele tem que querer se cuidar, que vir procurar já é um passo, mas que o curar está nele mesmo, entendeu? Pra ir adiante...

Então, é um trabalho concentrado, mesmo.

(Silêncio)

Entrevistadora: Você me falou sobre a realidade do plantão. Eu gostaria que você

me contasse como é que é o plantão.

Mariana: Ele é um pouco diferente em cada lugar que a gente faz. A gente faz ele

dentro da clínica- escola e na clínica-escola, a gente está lá um determinado dia da semana, sempre, e as pessoas podem ir pra conversar ou pra clarear suas coisas, etc e tal. Inclusive, às vezes, elas vêm com um pedido de psicoterapia, achando que é a psicoterapia que vai resolver e tal. E aí, no plantão, eles saem ou podem sair, dizendo: ‘Bom, acho que não é isso que eu preciso, neste momento, eu preciso primeiro olhar pra mim de outro jeito ou ver que as coisas não estão tão assim, como eu estava vendo... Então eu posso me cuidar de um outro jeito, sem me entregar nas mãos de outro pra cuidar de mim, pra fazer este cuidado por mim’.

Mas, a gente faz plantão fora...

Ah, outra coisa, o plantão está sempre aberto e a pessoa não precisa marcar hora, nem nada. Ela pode voltar na semana seguinte, pra clarear mais um pouco as coisas pra ela. E ela pode voltar, com a mesma pessoa, se estiver disponível ou com outro plantonista. Então, neste sentido, ela vai se apropriando de que o trabalho é ela que está fazendo e não alguém específico que está fazendo por ela.

Agora, quando a gente está fora de lá, é diferente. A gente vai para instituições das mais variadas, tipo uma delegacia de polícia, uma companhia da polícia militar, o hospital universitário, uma unidade da Febem, um departamento jurídico, um mutirão. E a gente se apresenta como psicólogo e está por lá, caso eles queiram conversar alguma coisa. Então, lá, é diferente porque as pessoas não estão lá pra ir falar comigo, como é o caso da clínica-escola. Elas estão no cotidiano delas, na vida normal delas. Eu é que estou indo lá e me dispondo a falar. Então, também soa um pouco estranho isso pra eles: ‘O que é que essa pessoa que está aqui quer?’, etc.

É importante, por exemplo, saber que a gente não faz parte da instituição, que a gente está, lá, porque está fazendo um trabalho, mas que não tem nada a ver com o resto da instituição. E aí, o que acontece é o seguinte: a gente fica, no cotidiano, junto com eles, conversando, esclarecendo, ouvindo o que ele faz, as perguntas que ele quer saber pra poder esclarecer, também, quem é o psicólogo, com as ideias que eles têm sobre quem é o psicólogo.

Aí, aos poucos, quando eles vão vendo a gente, lá, eles vão começando a conversar, contar do trabalho deles, etc., e aí começa a aparecer: ‘Ah, sabe, já que você está aqui, deixa eu te contar...’ Sabe? Naturalmente... Então é muito diferente de quando eles vêm procurar, mas acaba mesmo assim acontecendo, bem no sentido de um plantão: ‘Ah, sabe, hoje quando eu saí de casa, eu briguei com o meu filho’, sabe? Como quem não quer nada... Como quem está tento uma conversa, entre aspas, com alguém. Mas ele sabe que não é uma conversa e sabe que não é com qualquer alguém, entendeu? Então, é discutir aquilo que ele traz. Aí a gente discute o que ele trouxe, o que ele quer discutir.

No Hospital Universitário, por exemplo, a gente conversa muito com os pacientes e interfere quando eles estão com alguma dificuldade de saber o que é que está acontecendo com eles, a gente faz a mediação entre eles e os médicos. Na delegacia, às vezes, existe isso na hora do boletim de ocorrência. Também a gente pode entrar pra ajudar, entendeu? E no mutirão também. As pessoas vão lá fazer as suas casas, mas também têm seus problemas. Então, é ótimo! Às vezes, elas querem conversar.

Então, fica uma coisa que perde aquele caráter do psicólogo clínico. O tempo todo isso é clínico, no sentido de eu estar inclinada e atenta, disponível para cuidar. Mas, perde aquele caráter de um setting, daquela coisa tradicional. Então, o psicólogo fica de uma outra maneira, ele passa a ser visto de uma outra maneira. É muito interessante e muito gratificante!

Então, o plantão é assim... naquele momento se esclarece e tem sempre a possibilidade de a pessoa voltar. A gente sempre está lá. Cria-se uma outra forma

de aproximação de uma coisa que é até meio mística e perde o caráter místico. Fica bem cotidiano, bem no nível das pessoas comuns.

Entrevistadora: Me chama muito a atenção, o fato de que eu comecei lhe

perguntando sobre o aconselhamento psicológico e você foi direcionando para a questão do plantão.

Mariana: Porque pra mim está muito ligado.

Entrevistadora: Eu queria que você me explicasse essa ligação. Você me explica?

Mariana: Eu acho que eu... explicar assim, eu nunca pensei. Mas, eu acho que se

eu digo que aconselhamento psicológico é dar muito mais uma sugestão para a continuidade de uma história e se eu digo que o plantão é exatamente essa oportunidade de estar disponível no cotidiano, entendeu? Eu acho que é isso...

Por exemplo, eu acho que tem uma forma de te dizer isso... uma forma mais clara. Pra mim, plantão, é uma árvore grande. Então quando a pessoa está vindo, cansada da vida e vê uma árvore assim, puts... dá uma parada pra descansar, pensar na vida um pouco; a árvore conversa um pouco com ela, aí ela passa e vai embora, entendeu? Ficou a possibilidade da continuação da história. E ela vai em frente. Ela não vai voltar àquela árvore para continuar a história, ela vai começar a perceber árvores pra ela, aí, ao longo do caminho, dando continuidade à história. É mais ou menos isso...

Entrevistadora: E o aconselhamento?

Mariana: Então, o aconselhamento é a continuidade da história. São os vários

plantões que vão acontecendo, não é uma coisa... não é um processo, etc e tal. Eu entendo assim...

Pra mim, isso é o específico do psicólogo. O aconselhamento é o específico do psicólogo. É o psicólogo disponível, atento para cuidar da pessoa na hora em que ela necessita. Mas, sem fazer disso uma graaaande coisa. Ele é aquele que,

naquele momento, está presente. Pronto! E vai embora. Aconselhamento é uma presença num momento preciso e necessário. Pronto! É nisso que eu acredito!

Entrevistadora: No começo da entrevista, você disse assim... Uma frase me

marcou bastante e eu queria retomá-la com você. Você disse que, antes de fazer a ação, você se preocupa muito com a postura...

Mariana: É... Não... Vamos mudar... Não é que eu me preocupo com a postura. A

questão é a seguinte: Não é postura, é atitude. Atitude é diferente de postura. Postura é RPG (Reeducação Postural Global), né?” (ri e gesticula, deixando a coluna ereta).

Entrevistadora: Legal... (risos). Ótimo, isso!

Mariana: É gozado, né? Você contrai. Você endireita. Você assume uma coisa que

dizem que é bom pra você, mas que não é natural pra você. Você muda, aqui (mostra a coluna reta). A atitude é uma coisa que sai, entendeu? Que faz parte daquilo em que você acredita, daquilo que você é, etc. Ela é a base pra você ir fazer alguma coisa. A postura já leva para uma posição mais distante (gesticula com os braços, afastando-se). Entendeu?

Entrevistadora: Sim, pelos seus gestos é compreensível (risos).

Mariana: Pois é, eu falo com as mãos... Enquanto que na atitude, sabe? A ação

acontece! Então é um pouco diferente porque tem a ver com aquilo que você pensa, com aquilo em que você acredita, com aquilo que você é, de fato. Não adianta você querer assumir uma postura, quer dizer, você até assume, mas ela pode não ficar verdadeira pra você. Pode ser desconfortável pra você. A atitude, não. A atitude é! Ela diz de você.

Entrevistadora: Eu queria, pra ir finalizando a nossa entrevista que, dentre todos os

casos que você já atendeu, que você escolhesse um e descrevesse pra mim. Pode pensar, com calma...

Mariana: Não, eu não preciso. Foi uma das coisas que mais me marcou na vida e foi

na Febem, dentro do pátio, porque a gente fazia esses plantões dentro do pátio da Febem. Ah... e era uma noite. A gente ia à noite lá. E eu ia junto com os estagiários, porque eu sempre vou e fico... quer dizer, eu conheço o local. Eu fico junto com eles. Não tem um lugar que eles vão que eu não conheça, não tenha passado e não tenha eu mesma feito atendimentos. Isso pra eu conhecer a dinâmica. Por isso que eu falei que cada plantão depende muito da onde se está inserido. Ele tem muito a ver com o contexto das instituições. Então, estou falando isso porque tem um sentido...

Fui eu lá, à noite e entrei. Quando eu estou entrando, um funcionário da Febem que toma conta dos meninos disse: ‘Ah, doutora (porque eles chamavam de doutora) acho que Fulano está precisando conversar com a senhora hoje. Ou seria bom que a senhora fosse falar com ele porque ele soube que perdeu o pai, hoje’. Aí eu disse pra ele: ‘Você está preocupado com ele, né? Você acha que só alguém, mais experiente, pode falar com ele?’ Ele disse: ‘É, a gente está preocupado com ele porque ele é um cara muito legal, mas é diferente conversar com a gente do que conversar com a senhora.’ Aí, eu disse: ‘Então, está bom. Se ele quiser, ele vem falar comigo. Eu não vou só porque você está pedindo pra eu ir falar com ele. É você que está achando que ele precisa. Que tal deixar ele perceber que precisa e ele vir me procurar? Acho legal saber que você se preocupe com ele, mas não precisa fazer as coisas por ele.’ Está vendo? Eu trabalhei o pedido e separei...

Bom, estou lá no pátio, aí o Fulano se aproxima. E é muito interessante porque ele tinha conversado com um monte de gente. Por que eu falei da ligação institucional? E por que foi comigo que o funcionário veio falar? Por que tem um sistema de hierarquia dentro da instituição. Pra todos os rigores, eu era a chefe do grupo que ia lá.

Entrevistadora: Sim...

Mariana: E o menino era o chefe dos meninos. Então para falar com ele, assim, não

podia ser qualquer um. Quer dizer, os caras perceberam, o funcionário percebeu e manteve a hierarquia deste trabalho. Então, é muito engraçado porque você aprende

muito sobre a instituição, ao mesmo tempo em que você está fazendo um outro trabalho, né? Uma informação da instituição.

E de fato eu estava lá. Ele chegou e disse: ‘Posso conversar com a senhora?’ Eu disse: ‘Pode’ Ah... aí a gente estava no meio do pátio. No meio mesmo, literalmente. Imagine só, um pátio e a gente estava no meio, no centro dele. Aí ele parou e ficou quieto. E eu fiquei quieta. Bom, o pátio é cheio de meninos e de funcionários, fora a minha turma que estava lá. E tem nas laterais do pátio uma série de bancos que é normalmente onde as pessoas ficam sentadas, conversando.

Resumindo a história: eu não ouvi um barulho. Eu estava no meio do pátio. Eu não ouvi um barulho de nada... De repente, aparece uma cadeira. Não sei... trazida por quem, pra mim e eu sento, no meio do pátio. Eu sento na cadeira e ele se ajoelha no meu pé. Quer dizer, ele fica ajoelhado no chão, mexendo no chão, que é uma terra e chorando, chorando, chorando, chorando... Ele não disse uma palavra.

Nós ficamos por ali mais de uma hora deste jeito.

(Silêncio)

Foi o atendimento mais privado. Não tinha setting nenhum, mas ao mesmo tempo tinha um setting num lugar tão público... Eu nunca me esqueço.

Este foi o atendimento que me fez romper com muitas coisas. Quer dizer, com essa história do privado, de deixar quieto, não... as pessoas, no cotidiano daquela instituição, onde o espaço privado é muito pouco, se soube criar esse privado necessário, soube acontecer...

E ele não me disse uma palavra. Não precisou. Só chorou. Só pediu para eu estar ali, com ele. E um silêncio que eu não ouvia nada, como se eu estivesse numa câmara acústica.

Mariana: Me ensinou muita coisa, muuuita coisa. Essa questão do setting, da

atitude, de não precisar falar, ele só queria uma presença em quem ele confiava e este confiar, também estava ligado por uma hierarquia. E ele era o líder da casa e ele não se preocupou em se expor, no meio do pátio, com todo mundo em volta. Sem precisar falar nada.

Essas experiências me levaram a reformular uma série de coisas clássicas que tinha...

Entrevistadora: Como, por exemplo?!

Mariana: De que eu tinha que ter um setting, fechado...

Entrevistadora: Entre quatro paredes... O silêncio, o sigilo.

Mariana: Isso, isso.

Entrevistadora: A mediação pela palavra também...

Mariana: Quebrou tudo... Quebrou tudo... e o respeito, quer dizer, todo mundo

respeitando. O setting se formou pelo respeito e pela confiança.

(Silêncio)

Pra você ver, com essas experiências, eu não posso ficar igual, né?

E são experiências assim... muito intensas, sabe? De uma comoção muito forte, muito intensa, mesmo.

Entrevistadora: Você pode me dizer o que você sentiu, naquele momento?

(Silêncio)

Mariana: Olha, eu estava tão absorta. Foi uma surpresa, pra mim, também, não ter

E ter de fato vivido a intensidade da emoção e da situação. E eu também ter abstraído tudo. Eu não estava preocupada de estar lá. Quer dizer, eu estava com ele.

(Silêncio)

Entrevistadora: Um mergulho...

Mariana: Total, total...

Agradecimentos:

Entrevistadora: Bom, eu gostaria de lhe agradecer pela atenção, por ter estado

comigo este tempo todo.

Mariana: Imagina. Que isso? Você acha que deu? Você precisa de mais alguma

coisa?

Entrevistadora: Então, eu gostaria de transcrever, de pensar a respeito e a gente

tem aquele vínculo por e-mail, eu tenho os seus telefones, qualquer coisa eu retorno... Pode ser?

Mariana: Claro! Claro!

Entrevistadora: Qualquer coisa, eu te ligo e a gente marca. Mariana: Claro! Sem problema.

Entrevistadora: Eu gostaria mesmo de lhe agradecer a disponibilidade, a

simplicidade com que você me acolheu. Fico muito feliz, muito grata, por isso...

Entrevistadora: E acho que é por isso que eu preciso agradecer (me emociono).

Mariana: Oh, querida! Foi intenso pra você também, né?!

Benzer Belgeler