• Sonuç bulunamadı

5. SONUÇ, TARTIŞMA VE ÖNERİLER

5.1. Sonuç ve Tartışma

5.1.3. Öğrenci resimlerine ilişkin sonuçlar

O questionário é um dos instrumentos mais comumente utilizados em pesquisas exploratórias e descritivas. Difere da entrevista e do formulário por ser preenchido pela própria pessoa que fornece as informações (CERVO e BERVIAN, 2002). Dentre as várias vantagens apontadas por Marconi e Lakatos (2002) a opção pelo questionário na presente pesquisa considerou em especial a dificuldade de acesso aos respondentes, em virtude da abrangência geográfica, a disponibilidade de tempo desses respondentes e a possibilidade de obtenção de um grande número de informações. O emprego do questionário seguiu as seguintes fases: elaboração e pré-teste, aplicação do questionário e codificação e tabulação dos dados.

3.4.1 Elaboração e Pré-teste

A elaboração do questionário foi feita de acordo com os objetivos da pesquisa e de forma a possibilitar o teste das hipóteses formuladas. Um aspecto muito importante considerado foi a impossibilidade de trabalhar com amostra probabilista e também a heterogeneidade e pequena quantidade dessa amostra: usuários que poderiam manifestar-se sobre parte ou totalidade dos cinco portos do Nordeste brasileiro escolhidos. Assim, o instrumento deveria oferecer condição de ser respondido por usuários de portos que não necessariamente teriam conhecimento de todos os cinco portos estudados e para quem os fatores competitivos apresentariam significado e importância potencialmente diversa.

O instrumento foi dividido em quatro partes principais. Em todas as questões formuladas, para cada uma das partes, foi utilizada a escala do tipo Likert com variações de um até cinco, em colunas respectivas, e uma coluna adicional com a alternativa “N” para o caso do respondente não possuir conhecimento ou opinião formada sobre a questão, ou mesmo não desejar responder.

Na primeira parte do questionário o usuário foi solicitado a manifestar sua opinião sobre o grau de relevância de cada fator individual para o conjunto de fatores competitivos correspondente. Buscou-se dessa forma dividir o grande número de variáveis em seis blocos ou conjuntos, para evitar um número exagerado de questões formuladas sobre a relação de cada uma das trinta e oito variáveis (fatores) com a competitividade total de um porto. Com esta primeira questão buscou-se também introduzir o conceito dos seis conjuntos competitivos e quais os fatores específicos que a pesquisa considerou como

constituintes do conjunto, permitindo ao usuário validar essa conceituação através da atribuição de um grau de relevância do fator para o conjunto.

A segunda parte do questionário apresentou seis questões, uma para cada conjunto de fatores, em que foi solicitada a opinião do usuário sobre a competitividade relativa dos cinco portos nordestinos selecionados, avaliando cada conjunto competitivo isoladamente. Esta seção permitirá mapear a opinião do usuário sobre as principais vantagens e desvantagens competitivas dos portos em cada um dos conjuntos: infra-estrutura, instalações, serviços de apoio, movimentação de cargas, gestão do porto e facilitação ao comércio.

Na terceira parte foi formulada uma questão para que o respondente opinasse sobre o grau de importância dos seis conjuntos para a competitividade total de um porto e uma questão para enquadrar a posição competitiva do porto de Natal em relação aos outros quatro portos pesquisados.

A quarta e última parte consistiu da caracterização do usuário respondente, sendo que as quatro últimas questões desta seção eram dirigidas exclusivamente a usuários dos portos que fossem empresas produtoras ou exportadoras.

As questões foram formuladas de forma a permitir sua validação, tomando-se o cuidado de não oferecer ao respondente uma impressão de redundância. Assim, as questões formuladas na segunda parte – posição competitiva de cinco portos nordestinos em cada um dos seis conjuntos de fatores competitivos – permitiram uma análise de validação envolvendo a segunda questão da terceira parte do questionário, que trata do enquadramento competitivo total do porto de Natal em relação aos outros quatro portos selecionados.

Com o intuito de reduzir a possibilidade de viés quanto à ordem de apresentação das questões, foram elaboradas três versões do instrumento, denominadas “A”, “C” e “E”. As três versões apresentaram exatamente as mesmas questões, modificando-se apenas sua ordem de apresentação: iniciando a seqüência respectivamente com os conjuntos “a” (infra-estrutura de acesso aquaviário e terrestre), “c” (serviços correlatos às operações e preços atribuídos) e “e” (gestão do porto).

Num primeiro levantamento sobre a amostra não probabilista a ser trabalhada, dispunha-se de cerca de 70 potenciais respondentes. Após a elaboração de uma primeira

versão do questionário, este foi submetido ao procedimento de pré-teste para verificarem- se falhas de interpretação e também para aferir aproximadamente o tempo de resposta.

Segundo Mattar (1996) os objetivos do pré-teste são verificar: 9 a compreensão dos termos pelos respondentes;

9 se as perguntas estão sendo entendidas como deveriam ser; 9 se as opções de respostas nas perguntas fechadas estão completas; 9 se a seqüência das perguntas está correta;

9 se há objeções na obtenção das respostas;

9 se a forma de apresentar a pergunta apresenta viés;

Além disso, no pré-teste deve também ser solicitado ao respondente que cronometre o tempo de resposta. Um tempo muito longo pode causar desinteresse, sendo recomendável que o tempo total de resposta seja em torno de trinta minutos (MARCONI e LAKATOS, 2002). Foram encaminhados questionários a cinco pessoas para a realização do pré-teste, sendo duas pertencentes ao quadro de funcionários da CODERN no nível de gerência, um gerente de empresa de navegação marítima, um diretor de empresa de operações portuárias e uma pessoa vinculada à administração do Órgão Gestor de Mão-de-Obra do porto de Natal. Este número correspondia a aproximadamente 8% da amostra inicialmente prevista. Entretanto, entre a aplicação do pré-teste e a elaboração da versão final do questionário, conseguiu-se ampliar o número potencial de respondentes para cerca de 90 usuários. O pré- teste revelou a necessidade de melhor definição e síntese de algumas questões, sobretudo em decorrência da especificidade das perguntas relacionadas à infra-estrutura portuária; também foram verificadas algumas dificuldades decorrentes da utilização de escalas de medição diferenciadas, o que resultou na decisão de padronizar o tipo da escala para o modelo Likert adotado, com cinco graus de amplitude - sendo a avaliação mais positiva sempre relacionada ao nível “5”. O tempo de resposta ao questionário variou de 25 a 40 minutos.

3.4.2 Aplicação do Questionário

Em decorrência das poucas dúvidas suscitadas no pré-teste, procedeu-se às alterações necessárias e passou-se à aplicação do instrumento.

Elaborou-se uma listagem contendo o nome da empresa ou instituição, a atividade exercida, uma pessoa para contato - preferivelmente do nível de gerência ou superior, ou pessoa vinculada aos serviços de exportação ou logística - e telefone. O pesquisador

contatou por telefone e em alguns casos pessoalmente cada um dos potenciais respondentes, apresentando um rápido resumo dos objetivos da pesquisa e solicitando endereço eletrônico (“e-mail”) para envio do questionário.

Apesar do contato telefônico e da disponibilidade dos usuários em participar da pesquisa, havia uma preocupação com a possibilidade de pequena quantidade de respostas ou com respostas tardias – fatos que estão entre as maiores desvantagens desse instrumento (MARCONI e LAKATOS, 2002; GIL, 1999). A fim de atenuar essa reconhecida limitação do instrumento, o pesquisador adotou uma estratégia de reenvio dos

e-mails, alternada com a renovação dos contatos telefônicos, buscando atingir uma taxa de

retorno acima das estimativas de 25% a 40% citadas (MARCONI e LAKATOS, 2002; MATTAR, 1996). A aplicação ocorreu nos meses de abril e maio de 2004, obtendo-se uma taxa de retorno de 68%, ao final do período.

3.4.3 Codificação e Tabulação dos Dados

As respostas dos questionários foram codificadas com facilidade tendo em vista a preparação prévia das questões. Assim, cada fator competitivo já havia sido previamente numerado de 1 a 38, os seis conjuntos de fatores competitivos foram identificados pelas letras de “a” até “f” e os cinco portos pesquisados foram identificados pelas suas duas primeiras letras: FO (Fortaleza), NA (Natal), PE (Pecém), SA (Salvador) e SU (Suape).

As respostas foram tabuladas em planilha Excel, pela facilidade de manuseio desse aplicativo e por sua compatibilidade com o programa estatístico de tratamento de dados, o software Statistica versão 6.0. Cada linha correspondeu a um usuário pesquisado; as colunas receberam os valores atribuídos a cada variável, de acordo com a escala ou situação da variável.

Benzer Belgeler