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III. Alt Bölüm Uygulama Sonrası

4.1 Öğrenci Cevapları

Aplicação aérea de defensivos usando veículo sólido

Para a aplicação de defensivos agrícolas voltados ao solo e com absorção radicular pelas plantas, o uso de um veículo sólido (ou formulações sólidas) pode apresentar algumas vantagens operacionais e ambientais bastante sig- nificativas. A mistura de alguns defensivos agrícola, como herbicidas de ação em pré-emergência das plantas daninhas, em grânulos de argila de alta densidade, com sua posterior aplicação aérea, permite que eles atravessem os restos culturais e cheguem ao solo, mesmo em sistemas agrícolas com a presença de restos vegetais na superfície, o que é uma barreira, muitas vezes, para a aplicação convencional, conforme apresentado anteriormen- te. Uma vez no solo e dependendo do tipo de porosidade, o grânulo pode liberar gradativa ou imediatamente todo o ingrediente ativo do defensivo agrícola, com possibilidade de aumento do período residual e eficácia dos produtos utilizados, além de reduzir o potencial de lixiviação dos produtos e risco de contaminação de lençóis freáticos.

Outra vantagem muito importante é que o uso de grânulos elimina um dos maiores problemas em aplicações de defensivos agrícolas que é a deriva, em função do tamanho e da alta densidade das partículas, desde que estas não formem pó. A aplicação aérea apresenta-se ainda competitiva em cus- tos com a aplicação terrestre de defensivos agrícolas e com ampla vantagem em termos de capacidade operacional, permitindo também uma ótima dis- tribuição dos grânulos durante a aplicação.

Em áreas de reflorestamento, por exemplo, a aplicação de defensivos agrícolas por pulverizadores de barra convencionais, tracionados por tra- tores, apresenta baixa capacidade operacional, altos níveis de deriva e, em geral, grande desuniformidade na distribuição dos defensivos agrícolas

em função da grande dificuldade de tráfego nas áreas, causada por irre- gularidades no terreno, devido ao uso do cultivo mínimo como sistema de preparo de solo predominante e, dessa forma, pela presença de resíduos vegetais na superfície do solo. Devido a essa dificuldade nas aplicações de defensivos, observa-se, em muitos casos, além das perdas citadas, baixa eficácia dos produtos.

Carbonari e colaboradores (2010), avaliando a eficácia desse veículo só- lido para aplicação de herbicidas em pré-emergência das plantas daninhas e após o plantio do eucalipto, verificaram resultados de controle semelhantes ou superiores para a aplicação aérea da formulação granulada em relação à pulverização de calda líquida (convencional), indicando uma extensão no período do efeito do residual dos herbicidas estudados.

Também para a cultura da cana-de-açúcar esta é uma alternativa viável, permitindo a aplicação em áreas de cana crua e em áreas em que a cultura já tenha atingido um estágio de desenvolvimento que inviabilize a entrada de pulverizadores convencionais.

Atualmente, na cultura da cana-de-açúcar, um dos grandes problemas é a eliminação das plantas daninhas com uma única aplicação de herbici- da em pré-emergência, a qual deve garantir que a cultura permaneça sem a presença de plantas daninhas por um período próximo de 180 dias. Em muitos casos, isso não acontece, havendo a necessidade de se executar o controle de plantas daninhas através de operação manual (aplicação de her- bicidas em pós-emergência, com equipamento costal), devido ao tamanho das plantas e impossibilidade do trânsito de máquinas na área. Vale desta- car que o custo dessa operação manual é bastante elevado, independente do custo do produto.

Uma possível solução para esse problema seria o fracionamento da dose do herbicida aplicado em pré-emergência garantindo sua eficácia por um período maior. Dessa forma seria aplicada uma dose inicial do herbicida e uma segunda dose antes do fechamento da cultura, garantindo que não ocorra competição entre a cultura e as plantas daninhas. Tal aplicação es- barra na dificuldade operacional de aplicação da segunda dose via calda lí- quida, uma vez que não existem máquinas terrestres capazes de aplicar o produto com a cultura já em estagio avançado de desenvolvimento.

A aplicação fracionada e na forma de grânulos reduz a injúria a cultura, pois não há contato com as folhas e a liberação no solo é lenta. Assim, talvez

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a melhor oportunidade para o uso de grânulos corresponda à essa extensão do residual de herbicidas aplicados em pré-emergência. Essa modalidade de aplicação tem amplo potencial de uso em cana crua. Nesta, a extensão do residual é, ainda, uma ótima oportunidade para garantir o controle de espécies de difícil controle e germinação tardia como as cordas-de-viola.

Para a aplicação de fungicidas com absorção radicular, essa modalidade de aplicação também oferece vantagens. Antuniassi et al. (2008) avaliaram a aplicação aérea do fungicida flutriafol em formulação granulada para con- trole da ferrugem da soja em diferentes doses, isolado e seguido de apli- cações convencionais complementares, e verificaram uma boa eficácia do produto aplicado nessa modalidade, além da extensão do residual do pro- duto com a redução do número de aplicações complementares.

Uso de adjuvantes para redução de deriva

Entre as características da pulverização que influenciam a deriva, po- dem ser relacionados os tipos de ponta de pulverização, as propriedades físicas da formulação dos defensivos agrícolas, o tamanho das gotas e outros produtos adicionados ao líquido a ser pulverizado. Mudanças nas proprie- dades do líquido podem influenciar tanto o processo de formação das go- tas como o comportamento do contato destas com o alvo, alterando o risco potencial de deriva (Miller; Butler Ellis, 2000).

O uso de adjuvantes apresenta efeito direto sobre a ocorrência de deriva em aplicações de defensivo agrícolas. Existe o conhecimento de que alguns adjuvantes podem ter um significativo efeito sobre o tamanho das gotas em pulverizações agrícolas (Butler Ellis; Miller, 1997) e o tamanho de gota um dos fatores mais importante que influenciam a deriva.

A conversão de um líquido em gotas e o destino final dessas gotas depen- dem das propriedades físico-químicas das soluções empregadas (Prokop; Kejklícek, 2002). O grau de quebra das gotas está diretamente ligado à vis- cosidade e ao escoamento da solução. Uma revisão do efeito dos adjuvan- tes sobre a formação e transporte do líquido pulverizado foi apresentada por Butler Ellis e Miller (1997). Adjuvantes redutores de deriva têm sido desenvolvidos especificamente para modificar o espectro de gotas, mas muitos outros adjuvantes, usados para melhorar a dinâmica da gota sobre o alvo, também influenciam o tamanho das gotas.

Segundo Hall e Fox (1996) polímeros de poliacrilamida são populares adjuvantes redutores de deriva, entretanto, alguns desses produtos pos- suem determinadas características que dificultam o uso e podem prejudi- car a eficácia, como hidratação lenta, baixa dispersão, sensibilidade à qua- lidade da água e degradação sob determinadas condições. Apesar disso, os autores relatam que pesquisas indicam reduções de deriva da ordem de 70% para esse tipo de molécula. Zhu e colaboradores (1997) reafirmam existir evidências de diminuição de deriva e aumento no diâmetro das gotas pul- verizadas causadas pelo uso compostos, entretanto, na maioria dos casos, a eficácia é reduzida pela recirculação da calda de aplicação no pulverizador.

Western e colaboradores (1999) obtiveram incremento no tamanho das gotas e redução na deriva detectada em túnel de vento, ao adicionarem óleo vegetal ou mineral na calda de aplicação, quando comparados aos resultados obtidos com outros adjuvantes e à água somente. As maiores reduções na deriva foram obtidas com a adição óleo vegetal à calda. Cunha e colaborado- res (2003), avaliando estratégias para redução da deriva de produtos fitossa- nitários, concluíram que a adição de um óleo vegetal à calda altera o espec- tro de gotas pulverizadas, aumentando o diâmetro das gotas e diminuindo a porcentagem delas mais suscetíveis às perdas por deriva. Outro exemplo da eficácia do uso de adjuvante para redução da deriva foi observado por Velini e Carbonari (dados não publicados), no qual um adjuvante específico (antievaporante e umectante) contribuiu significativamente com a redução de deriva, melhorando a chegada do produto até o alvo desejado em até 22%. Costa (2006) também verificou um efeito bastante significativo do uso de adjuvantes para a redução da deriva em aplicações de glyphosate e 2,4-D. O mesmo autor verificou, ainda, que os efeitos dos adjuvantes utilizados para redução de deriva são dependentes das pontas de pulverização utilizadas. Aplicação de defensivos agrícolas em operação conjugada à colhedora em cana-de-açúcar

A colheita mecanizada da cana sem queima da palha deu origem a um novo sistema de produção denominado de cana crua. A colheita tradicional com queima da palha deverá estar extinta em futuro próximo, em função de pressões ambientais e trabalhistas. O resíduo vegetal que permanece na su- perfície, afeta diretamente a dinâmica de ocorrência de plantas daninhas e

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algumas pragas importantes para a cultura da cana-de-açúcar e a aplicação de defensivos agrícolas voltados ao solo, conforme já foi discutido.

Em muitas situações, o controle de plantas daninhas na cultura da cana- de-açúcar deve ser mantido por longos períodos, havendo urgência na pro- cura de soluções e/ou alternativas que permitam o uso de herbicidas de ação residual em áreas com espessas camadas de palha, minimizando as perdas por retenção e fotodegradação. Uma possível solução para se contornar esse problema é o desenvolvimento de um equipamento de aplicação de herbi- cidas acoplado à colhedora de cana, de modo que as operações de colheita e aplicação possam ser realizadas simultaneamente. Como a deposição da palha é feita na parte posterior da colhedora, é possível realizar a aplicação, principalmente de herbicidas, diretamente sobre o solo e cobri-lo com pa- lha após a operação. Esse tipo de aplicação apresenta grandes vantagens, destacando-se a proteção do herbicida contra evaporação e fotodecomposi- ção, a manutenção de níveis estáveis e mais elevados de umidade do solo e a redução da quantidade do herbicida retido pela palha, aumentando a sua disponibilidade no solo.

Carbonari (2007) verificou que o herbicida amicarbazone aplicado em operação conjunta com a colhedora, apresentou elevados níveis de controle de diversas plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar, indicando uma maior disponibilidade do herbicida no solo, principalmente na camada su- perficial, para essa modalidade de aplicação. Para os herbicidas tebuthiuron, metribuzim, hexazinone + diuron e imazapic, alguns trabalhos realizados simulando a condição de aplicação na colhedora, aplicando o herbicida so- bre o solo e em seguida cobrindo com palha, apresentaram níveis de eficácia, em geral, iguais ou superiores aos tratamentos convencionais sobre a palha ou em solo descoberto (Negrisoli, 2005; Rossi et al., 2006; Corrêa, 2006).

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