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Ao final do experimento, percebeu-se que a prática do reúso de efluentes tratados em estações de tratamento de esgotos domésticos proporcionou um bom crescimento das mudas de citronela que foram regadas durante o período do experimento, em relação à utilização de água de abastecimento para a rega.

Além da produção de mais matéria foliar (plantas maiores), a prática foi relacionada diretamente com a produção de compostos voláteis ou que evaporam em temperatura de 70°C por 64 horas, dentre as quais podem estar o citronelol. Também ficou claro que as plantas regadas com efluentes tratados produziram mais clorofila em suas folhas, apresentando uma coloração mais escura de verde.

Apesar de ter se mostrado benéfica para as referidas plantas, a prática causou um aumento na concentração de sódio presente no solo, além de interferir nas concentrações de outras substâncias, como indicado no laudo laboratorial. Esse fato confirma que a prática, com o tempo, pode salinizar os solos que são expostos a aplicações de efluentes tratados, caso não haja técnicas de manejo ou medidas compensatórias para diminuir a salinidade.

Além disso, houve relação direta com a presença de matéria orgânica presente no solo e a presença de cloro no líquido de rega. A reação do halogênio com a matéria orgânica fica evidenciada pela disponibilidade desse quesito no solo.

Concomitante a esses aspectos, a rega das plantas não interferiu negativamente nas operações rotineiras realizadas dentro da ETE. Sem tomar um tempo necessário para outras atividades inerentes ao processo, como inspeção e limpeza das unidades, a prática proporcionou um ambiente de trabalho melhor para os operadores, sendo pela atividade lúdica de cuidar das plantas ou sendo pelo desenvolvimento de um ambiente menos pesado para se trabalhar.

Atingindo os objetivos do referido trabalho, a prática de irrigação de citronela com efluentes tratados mostrou-se positiva. Além de trazer consigo um viés de melhor aproveitamento dos recursos hídricos, a produção artesanal de repelentes a partir de suas folhas pode ser uma excelente aliada no combate ao mosquito transmissor da Dengue, Zica e Febre Chikungunya.

REFERÊNCIAS

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APÊNDICE I

LABORATÓRIO DE SOLOS/ÁGUA - CAMPUS DO PICI - BLOCO 807 - CAIXA POSTAL 12168 - CEP 60021 - 970 - FORTALEZA - CE (Fone/Fax: (085) 3366 9689 INTERESSADO: PROF. SUETÕNIO BASTOS MOTA - UFC Data de Entrada: 22/02/2017 Data de saída: 13/03/2017 PROCEDÊNCIA: Messejana - Fortaleza / Ceará

RESULTADOS DA ANÁLISE DE SOLO Nº de Protocolo Identificação da amostra (H 2O) pH

dS/m Complexo Sortivo ( Cmolc/kg ) ( % ) (g/kg)

C/N (mg/kg) CE Ca Mg Na K H+Al Al SB T V m PST C N M.O. P Fe Cu Zn Mn 150/1 Matriz 01 5,7 0,63 0,60 0,50 0,24 0,14 1,32 0,25 1,5 2,8 53 14 9 3,54 0,37 6,10 10 11 - - - - 150/2 Matriz 02 5,5 0,27 0,60 0,50 0,23 0,11 1,32 0,25 1,4 2,8 52 15 8 3,42 0,35 5,90 10 11 - - - - 151 A1 6 0,40 0,90 0,80 0,24 0,16 0,83 0,20 2,1 2,9 72 9 8 3,36 0,36 5,79 9 9 - - - - 152 A2 0 0,63 0,80 0,70 0,57 0,16 1,16 0,20 2,2 3,4 66 8 17 3,66 0,35 6,31 10 6 - - - - 153 A3 4,7 0,59 0,70 0,60 0,34 0,12 0,83 0,15 1,8 2,6 68 8 13 3 0,32 5,17 9 9 - - - - 154 A4 4,7 0,66 1,50 0,80 0,36 0,12 0,83 0,10 2,8 3,6 77 3 10 4,08 0,42 7,03 10 36 - - - - 155 A5 6,5 0,45 3,20 1,50 0,46 0,21 0,66 0,15 5,4 6,0 89 3 8 5,7 0,61 9,83 9 191 - - - - 156 A6 5,7 0,61 6,50 4,80 0,41 0,36 0,00 0,00 12,1 12,1 100 0 3 11,76 1,25 20,27 9 454 - - - - 157 A7 6,1 0,50 2,80 1,90 0,46 0,26 0,50 0,10 5,4 5,9 92 2 8 6,24 0,63 10,76 10 201 - - - - 158 B1 6,4 0,42 1,40 0,70 0,43 0,11 0,83 0,15 2,6 3,5 76 5 12 3,96 0,42 6,83 9 15 - - - - 159 B2 6,8 0,56 1,20 1,20 0,58 0,24 0,83 0,15 3,2 4,0 80 4 14 5,16 0,49 8,90 11 19 - - - - 160 B3 7,8 0,72 1,00 0,80 0,54 0,10 1,49 0,20 2,4 3,9 62 8 14 3,84 0,40 6,62 10 9 - - - - 161 B4 7,1 0,65 1,20 0,70 0,41 0,15 0,83 0,15 2,5 3,3 75 6 13 3,3 0,34 5,69 10 24 - - - - 162 B5 6,5 0,72 1,10 1,00 0,52 0,13 0,83 0,15 2,7 3,6 77 5 14 3,54 0,38 6,10 9 23 - - - - 163 B6 6,5 0,72 1,00 0,80 0,59 0,18 0,50 0,10 2,6 3,1 84 4 19 3 0,31 5,17 10 28 - - - - 164 B7 6,4 0,73 1,20 1,20 0,58 0,28 0,66 0,20 3,3 3,9 83 6 15 4,14 0,43 7,14 10 17 - - - - 165 C1 6,7 1,31 7,20 2,80 0,50 0,19 0,50 0,00 10,7 11,2 96 0 4 11,04 1,19 19,03 9 355 - - - - 166 C2 6,5 0,98 5,50 1,30 0,46 0,25 0,66 0,10 7,5 8,2 92 1 6 9,3 0,96 16,03 10 321 - - - - 167 C3 6,8 0,30 6,80 1,20 0,80 0,38 0,66 0,10 9,2 9,8 93 1 8 11,76 1,26 20,27 9 392 - - - - 168 C4 6,7 0,88 6,20 2,70 0,46 0,30 0,50 0,10 9,7 10,2 95 1 5 11,7 1,20 20,17 10 335 - - - - 169 C5 7,6 0,63 11,80 4,40 0,80 0,36 0,99 0,05 17,4 18,4 95 0 4 23,04 2,43 39,72 9 354 - - - - 170 C6 7,2 0,27 6,00 4,30 0,43 0,29 0,66 0,10 11,0 11,7 94 1 4 15,42 1,65 26,58 9 483 - - - - 171 C7 7,1 0,40 8,20 6,00 0,64 0,31 0,17 0,05 15,1 15,3 99 0 4 19,68 2,06 33,93 10 759 - - - -  Responsável:

LABORATÓRIO DE SOLOS/ÁGUA - CAMPUS DO PICI - BLOCO 807 - CAIXA POSTAL 12168 - CEP 60021 - 970 - FORTALEZA - CE (Fone/Fax: (085) 3366 9689 INTERESSADO: PROF. SUETÕNIO BASTOS MOTA - UFC Data de Entrada: 22/02/2017 Data de saída: 13/03/2017 PROCEDÊNCIA: Messejana - Fortaleza / Ceará

RESULTADOS DA ANÁLISE DE SOLO

Nº de Protocolo

Identificação da amostra (CaCl2 ) pH (mg/kg) Boro Composição granulométrica (g/kg) Classificaçao Textural (g/100g) Grau de floculação Densidade (g/cm³) Umidade (g/100g) Areaia

Grossa Areia fina Silte Argila natural Argila

Global Partí

cula 0,033MPa 1,5 MPa Água Útil

149 Matriz -- -- 476 358 66 100 45 Areia franca 55 1,56 2,72 -- -- --

APÊNDICE II

Condutividade 528,0 µS/cm Laboratório Daniel

Amônia 0,5 mg-N/L Laboratório Daniel

RAS 20,8 Laboratório Daniel

Cloretos 101,9 mg/L Laboratório Daniel

Fluoretos 0,8 mg/L Laboratório Daniel

Nitratos 0,1 mg-N/L Laboratório Daniel

Fosfatos 0,5 mg/L Laboratório Daniel

Brometos 0,3 mg/L Laboratório Daniel

Sulfatos 5,0 mg/L Laboratório Daniel

Sulfetos 0,8 mg/L Laboratório Daniel

DQO 156,7 mg/L Laboratório Daniel

Condutividade 1149,0 µS/cm Laboratório Daniel

Amônia 30,4 mg-N/L Laboratório Daniel

RAS 39,3 Laboratório Daniel

Cloretos 154,7 mg/L Laboratório Daniel

Fluoretos 0,9 mg/L Laboratório Daniel

Nitratos < L. D. mg-N/L Laboratório Daniel

Fosfatos 8,1 mg/L Laboratório Daniel

Brometos 1,5 mg/L Laboratório Daniel

Sulfatos 37,2 mg/L Laboratório Daniel

Sulfetos 21,6 mg/L Laboratório Daniel

DQO 201,7 mg/L Laboratório Daniel

Condutividade 1183,0 µS/cm Laboratório Daniel

Amônia 39,5 mg-N/L Laboratório Daniel

RAS 35,5 Laboratório Daniel

Cloretos 179,8 mg/L Laboratório Daniel

Fluoretos 0,9 mg/L Laboratório Daniel

Nitratos < L. D. mg-N/L Laboratório Daniel

Fosfatos 6,5 mg/L Laboratório Daniel

Brometos 1,7 mg/L Laboratório Daniel

Sulfatos 36,1 mg/L Laboratório Daniel

Sulfetos 18,7 mg/L Laboratório Daniel

Água Cagece A MO STR A S TIP O II Esgoto Sem Cloração A MO STR A S TIP O II I Esgoto Com Cloração A MO STR A S TIP O I

APÊNDICE III

FOTOGRAFIAS DA CONDUÇÃO DO EXPERIMENTO

Figura 18 - Fotografia do início do experimento, em 28/10/2016

Fonte: O Autor (2017).

Figura 19 - Fotografia da condução do experimento, em 28/12/2016

Fonte: O Autor (2017).

Figura 20 - Fotografia da condução do experimento, em 18/01/2017

Figura 21 - Fotografia do final do experimento, em 16/02/2017

Fonte: O Autor (2017).

Figura 22 - Fotografia da visita do professor orientador, em 02/02/2017

Fonte: O Autor (2017).

Figura 23 - Separação das amostras para pesagens

Figura 24 - Amostras em dessecador para manutenção da umidade

Fonte: O Autor (2017).

Figura 25 - Amostras na estufa

Benzer Belgeler