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2. GENEL BİLGİLER

2.3. Hışıltı Fenotipleri

2.3.2. Semptoma Dayalı Sınıflandırma

2.3.2.2. Çoklu Tetikleyici Hışıltı

Os procedimentos de tradução e adaptação cultural dos itens da cartilha seguiram os passos propostos segundo o protocolo de Beaton et al. (2007) que compreende de cinco etapas: tradução inicial, síntese das traduções, tradução de volta ao idioma original, comitê de juízes e pré-teste da versão final. Portanto, com a finalidade de melhorar a compreensão do processo de realização deste estudo, segue o fluxograma e a explicação das fases do protocolo.

Figura 1-Fluxograma das etapas do estudo

Fonte: Beaton (2007)

Etapa I: Tradução Inicial

•Duas traduções para o Espanhol (T1 eT2) Etapa II: Sínteses das Traduções

•Sínteses das duas traduções (T1 e T2) para realizar a versão de consenso (T12)

Etapa III: Tradução de volta ao idioma original

•Duas retraduções (RT1 e RT2 ) para o português da versão de conseso e sínteses delas (RT12)

Etapa IV: Comitê de Experts

Realizam a sínteses das traduções e produzem a versão pré- final.

Etapa V: Pré-teste da versão pré-final

4.2.1.1 Etapa I: Tradução inicial

A tradução inicial foi o processo de traduzir a cartilha educativa do português brasileiro ao espanhol latino. Para que a tradução conte com validade e não incorra em viés, precisou-se de duas traduções para o espanhol elaboradas por pessoas diferentes e nativas na língua, as quais foram chamadas de “Tradutor 1” (T1) “Tradutor 2” (T2).

Para todas as traduções e sínteses a técnica de amostragem foi por conveniência, por meio do website do Ministério das Relações Exteriores e Culto da Costa Rica (www.rree.go.cr) na seção de serviços, tradutores oficiais registrados para autenticação e apostila. Após a busca, foram selecionados 11 tradutores oficiais de português-espanhol, enviou-se um convite para os juízes (APENDICE C) e um e-mail explicando que as traduções seriam para uma pesquisa de mestrado e também se perguntou sobre a nacionalidade, a língua nativa, o orçamento e a disponibilidade para trabalhar em reuniões posteriores à tradução.

Dos 11 tradutores selecionados: 1 não se conseguiu contatar pelo e-mail proporcionado, já que se recebeu uma mensagem de volta notificando a inexistência do e-mail, 5 tradutores responderam a mensagem e perguntaram o número de palavras a traduzir, já que baseado nesse número se extrai o orçamento; 2 responderam que por motivos de trabalho e saúde não poderiam participar, e 3 não responderem.

Posteriormente, dos 5 tradutores que responderam e que cumpriram com os critérios de inclusão, foi enviado o número de palavras para avaliar o orçamento. Foram selecionados os tradutores que ofereceram o melhor orçamento para a pesquisa.

As traduções iniciais foram feitas por dois tradutores costarriquenhos, proficientes no português brasileiro comprovado por meio do CELP BRAS. O primeiro tradutor com uma Licenciatura em Artes e pós-graduando de maestria, teve conhecimento da cartilha na íntegra com objetivos e imagens; assim, as peculiaridades do tema estudado foram respeitadas e as situações e contextos da cartilha foram os mais adequados.

A segunda tradutora é formada em Relações Internacionais teve acesso ao texto sem influência dos objetivos e nem das imagens, também não teve ligações com a área de estudo. A tradução ofereceu uma linguagem usada pela população em geral (BEATON, 2007).

4.2.1.2 Etapa II: Sínteses das traduções.

A segunda fase consistiu em uma síntese das duas traduções iniciais, T1 e T2 para obter a versão de consenso em espanhol (T12). A finalidade desta fase foi mediar a discussão sobre as diferenças

entre ambas traduções, descrever as alterações e anotações, e por fim, sugerir uma versão única das traduções. A mesma foi feita por um “juiz neutro”, com Licenciatura em Filologia Espanhola e que atuou como o profissional que não tinha ligações com os outros dois tradutores, mas teve conhecimentos na área linguística do espanhol (BEATON, 2007). Portanto, a função principal do juiz foi iniciar o processo de conciliação das duas traduções, o que envolveu a comparação entre as duas versões, para identificar pontos de diferença e então conciliá-las para criar uma versão única (COSTER, C, MANCINI, 2015).

4.2.1.3 Etapa III: Tradução ao idioma original

A terceira etapa é a Backtranslation ou retradução, consistiu na tradução da versão de consenso em espanhol (T12) ao idioma português. O objetivo deste processo foi a verificação da validade da cartilha traduzida, com o fim de certificar que a versão traduzida estava refletindo o mesmo conteúdo da versão original, aumentando a probabilidade de "destacar as imperfeições”, corrigindo a redação pouco clara nas traduções e destacando inconsistências linguísticas grosseiras ou erros conceituais na tradução.

A T12 foi enviada a dois tradutores brasileiros proficientes na língua espanhola, o primeiro tradutor é professor de português e tradutor para a Revista Actual de Enfermería da Universidad de Costa Rica o segundo tradutor é formado em Linguística Espanhola. Eles produziram duas traduções chamadas: retradução 1 (RT1) e retradução 2 (RT2) de forma independente e às caegas, no que diz respeito a versão original, pois não foram informados dos conceitos e objetivos da cartilha original, bem como figuras e imagens.

A síntese da retradução (RT12) foi realizada por outro “juiz neutro” formado em Linguística, que iniciou o processo de conciliação das duas retraduções, o que envolveu a comparação entre as duas versões para identificar pontos de diferença e então conciliá-las para criar uma versão única e compará-la com a cartilha original. Em caso de dúvidas sobre alguma palavra com sentido diferente, o juiz teve acesso ao contato da autora do material educativo, para compreender o sentido do termo em português e então definir o termo mais equivalente no idioma espanhol (COSTER; MANCINI, 2015).

4.2.1.4 Etapa IV: Comitê de Juízes

Nesta etapa se formou um comitê de juízes que tiveram como objetivo realizar a versão pré- final para o pré-teste, por meio da consolidação das diferentes versões. Em relação ao número ideal de juízes para o processo de validação de conteúdo, a literatura apresenta critérios diversos. Para a

seleção dos juízes se utilizou a técnica de bola de neve, nela se identificou um juiz como ponto de partida, e se lhe solicitou sugerir algum outro professional. Este comitê foi composto por profissionais experientes na área de estudo, violência, violência sexual, adolescência e educação. Os profissionais tiveram que cumprir com os seguintes critérios de inclusão sempre dentro da área de interesse: doutorado, mestrado ou especialização; tese, dissertação ou TCC; participação em grupos de pesquisa, ONG ou voluntariado e experiência laboral.

O número de especialistas dependeu de aspectos como a facilidade de acesso ou a possibilidade de conhecer especialistas suficientes sobre o assunto investigado (CABERO & LLORENTE, 2013). Vários autores ressaltam a importância de ter um número ímpar para evitar o empate de resultados tendo um máximo de 10 juízes e o mínimo de sete. O comitê foi composto de sete profissionais: duas professoras com mestrado em gênero e estudos da mulher, dois enfermeiros com mestrado em saúde mental, uma professora da escola com especialização em inglês, por possuir conhecimento do ambiente escolar e dos estudantes, uma professora com mestrado em estudos da violência e a mulher e um professor em língua espanhola.

O fim do comitê foi chegar a um consenso sobre qualquer discrepância encontrada, segundo os critérios de avaliação de Beaton et al. (2007) que são necessários para criar uma validez e adaptação cultural correta de cada tela da cartilha, os critérios são:

• Equivalência semântica: Refere-se à equivalência do significado das palavras. É preciso verificar se o significado das palavras da cartilha original foi mantido na versão traduzida. Também se realiza avaliação gramatical e do vocabulário.

• Equivalência idiomática: Refere-se a linguagem coloquial ou expressões idiomáticas que, geralmente, são difíceis de traduzir. É preciso analisar se as expressões idiomáticas foram passíveis de tradução, se foram encontradas expressões equivalentes ou itens para substituí- las.

• Equivalência cultural: Refere-se ao uso de termos de acordo com a realidade cultural da população do estudo. É preciso analisar se a cartilha traduzida utiliza termos coerentes com a experiência de vida da população a que se destina.

• Equivalência conceitual: Consiste em verificar se os conceitos traduzidos possuem o mesmo significado em espanhol e em português, e se são utilizados e explorados pela população alvo; ou ainda se possuem a mesma importância em diferentes culturas, apesar de sua equivalência semântica (MOURA, 2015).

universidades: Universidad Nacional, Universidad Estatal a Distancia, Universidad de Costa Rica; instituições oficiais de proteção a mulheres, crianças e adolescentes: Patronato Nacional de la Infancia, Instituto Nacional de la Mujer: assim como instituições para denúncias e proteção judicial: Poder Judicial de Costa Rica. Após a seleção, realizou-se o contato através de endereço eletrônico e se enviou o convite para participar do estudo.

Os juízes receberam um envelope com: convite, folha com o título e objetivos do projeto, TCLE, fluxograma do protocolo de tradução e o instrumento que orientou a avaliação da equivalência semântica, idiomática, cultural e conceitual. Realizou-se nove reuniões com os juízes, com uma duração de uma hora quarenta e cinco minutos cada uma aproximadamente. Apresentou-se inicialmente a cartilha em sua totalidade em no adobe flash, posteriormente, avaliou-se cada cena em Power Point para facilidade dos juízes e as sessões foram gravadas para obter detalhadamente as diferentes observações e sugestões por parte deles.

4.2.1.5 Pré-teste da versão final.

A versão pré-final aprovada pelo comité de juízes foi submetida ao pré-teste com população alvo na escola República de Argentina. A cartilha na sua versão pré-final em espanhol foi submetida a uma população de 61 adolescentes com idades entre os 10 e os 13 anos. Com os seguintes critérios de inclusão: ter idade entre 10 e 13 anos 11 meses e 29 dias, e nível de escolaridade que possibilite a leitura. E serão critérios de exclusão: aqueles sujeitos que possuam alguma deficiência visual ou cognitiva que impossibilite a leitura da cartilha.

Essa população foi selecionada por possuir as mesmas caraterísticas (adolescentes e faixa etária) da população utilizada no estudo original que avaliou aparência e conteúdo da cartilha em sua versão brasileira. A importância de manter a mesma população é diminuir os vieses referidos pelas opiniões diferentes influenciadas pela idade dos adolescentes assim como prever de validez o estudo. A população alvo foi selecionada por meio de amostragem por conveniência para atingir os sujeitos que o protocolo traz como sugestão para testar a versão pré-final. Para o consentimento da população, realizou-se uma visita à escola, com intuito de esclarecer os objetivos da pesquisa, portanto se entregou o seguinte documento: carta de solicitação de autorização para trabalhar na escola (APÊNDICE D) para direção e coordenação, que autorizaram a realização do estudo (APÊNDICE E). O contato inicial foi com a diretora do centro educativo quem autorizou a participação do estudo, e facilitou o contato com a professora orientadora dos grupos, quem foi a encarregada de selecionar os grupos e enviar aos pais o termo consentimento livre esclarecido (TCLE) (APÊNDICE F) e seus filhos o termo de assentimento (TA). (APÊNDICE G). Para a aplicação do

material o contato foi com a bibliotecária da escola quem é a encargada de custodiar as equipes de informática e coordenar a agenda das mesmas.

A avaliação dos adolescentes foi realizada em cinco sessões, com um tempo aproximado de 45 minutos cada uma, em grupos de seis e 10 adolescentes. Eles foram levados em grupos para a biblioteca, e utilizaram a cartilha educativa, após o uso cada um preencheu o questionário “Instrumento de validación de contenido e apariencia del folleto educativo “prevención da violencia sexual en la escuela” e fizeram uma avaliação oral da cartilha.

Benzer Belgeler