BÖLÜM I – DRAMA İLE İLGİLİ KAVRAMLAR VE YAKLAŞIMLAR
6. ÇOCUKLARLA TİYATRO
De acordo com o ITAR, qualquer pessoa (excluindo os representantes do governo ou funcionários que estejam a actuar oficialmente) envolvida no negócio respeitante ao fabrico, exportação, importação ou transferência de qualquer artigo de defesa ou serviços de defesa é obrigado a registar-se nesta agência governamental. Isto aplica-se a qualquer cidadão americano, onde quer que esteja, e a qualquer estrangeiro residente nos EUA ou sujeito à jurisdição dos EUA. Cada pedido com vista à obtenção de uma licença para efectuar um contrato, para negociar armamento ou serviços militares, segue um processo interno, envolvendo uma variedade de agências nacionais e regionais, incluindo as agências de protecção dos direitos democráticos e humanos.
As PMI antes de vender os seus serviços a um governo estrangeiro, por imposição do ITAR, devem obter aprovação do Departamento de Estado. O US State Department’s
Office of Defense Trade Controls do Bureau of Political Military Affairs certifica que as
propostas não violam qualquer restrição ou qualquer outra política americana.
Ainda que, os processos coloquem algumas restrições para as empresas que vendem serviços militares no estrangeiro, estes reflectem mais a preocupação com a política estrangeira dos EUA, do que com providências dentro do direito internacional. O próprio processo de autorização é considerado idiossincrático. “A Defesa e os gabinetes do Departamento de Estado que têm interferência no processo variam de contrato para contrato, e nem as empresas nem os observadores independentes estão certos de como o processo funciona” (Avant, 2000: 2).
O Governo mantém o direito de confirmar que os procedimentos para obtenção das licenças estão a ser cumpridos, e como já referido, a administração pública tem que informar antecipadamente o Congresso de vendas iguais ou superiores a $50 milhões, independentemente da venda ter sido negociada pelo Governo, directamente pela indústria de armamento, ou por um intermediário. Muitos contratos caem naturalmente abaixo deste valor, e os de maior valor são facilmente repartidos até também caírem abaixo deste valor (Jung, 2006: 50).
Apesar de o US Customs Service ser responsável pelo controlo das PMI nos EUA, após ter sido concedida a licença, não há nenhuma fiscalização formal, nem garantias de transparência. No país contratante, a monitorização das PMI, é responsabilidade geral dos funcionários da embaixada dos EUA, não havendo, no entanto, responsabilidade directa
atribuída, para a referida monitorização nem para as actividades que desenvolvem (Singer, 2004d: 153).
Por outro lado, o Estatuto Criminal Federal dos EUA proibe os cidadãos dos EUA de se alistar ou de recrutar, dentro dos EUA, para servir um governo estrangeiro ou, uma parte em conflito com um governo estrangeiro, com o qual os EUA estão em paz. Ainda que haja relatos de vários atropelos à justiça, poucos contratados, incluindo pessoal das empresas militares privadas, foram criminalmente responsabilizados por actos cometidos, mesmo no Iraque. No entanto, algumas leis poderiam ter sido usadas para regular estes casos:
• O War Crimes Act of 1996 (18 U.S.C. § 2441,) com a emenda de 2006, considera ofensa criminal as violações da Convenção de Genebra, de 1949 bem como e especificamente, as violações do Artigo 3º, comum para as convenções de Genebra, e que inclui a tortura, e tratamento cruel e desumano, cometidas por militares ou cidadãos dos EUA. Até hoje ainda ninguém foi processado.
• O Federal anti-torture statute (18 U.S.C. § 2340ª), de 1994, prevê o julgamento de qualquer cidadão dos EUA, ou de qualquer residente nos Estados Unidos que, tenha cometido, ou tentativa de cometer, tortura, fora do território americano. Apenas foi julgado, até à data, o filho de anterior líder da Libéria, Charles Taylor, por acusação de tortura praticada na Libéria.
• O US Special Maritime and Territorial Jurisdiction (SMTJ) (18 U.S.C. § 7) permite a acusação de cerca de 30 crimes federais, incluindo assassinato, mutilação, e assalto, se cometidos por, ou contra, um cidadão dos EUA, numa base militar dentro ou fora do território americano. Porém, os crimes cometidos pelos contratados fora das bases militares e instalações não são cobertos pelo SMTJ.
O governo de EUA empregou o SMTJ para condenar David Passaro, que trabalhava para a CIA no Afeganistão, por agressão armada a um prisioneiro afegão, numa base americana, em Junho de 2003. Passaro é o único contratado que foi condenado por abuso contra um iraquiano ou afegão em custódia.
• O Military Extraterritorial Jurisdiction Act (MEJA) (18 U.S.C. § 3261) permite o julgamento de pessoas “empregados por ou acompanhando as FFAA” por crimes puníveis com prisão superior a um ano. O termo “empregado por ou acompanhando as FFAA” é definido como os contratados e subcontratados pelo DoD, bem como os contratados e subcontratados de outras agências federais, para os contratos “de apoio à missão do
Departamento de Defesa fora do território americano”. Ainda que o verdadeiro alcance da lei não tenha sido testado no tribunal, muitos comentaristas acreditam que a lei não pode ser aplicada aos contratados fora do DoD, e que operem independentemente das operações militares. Não é claro, por exemplo, se o MEJA poderia ser usado para julgar os empregados da Blackwater envolvidos no tiroteio que provocou a morte de 11 civis desarmados, em 16 de Setembro de 2007.
Legislação pendente no Congresso irá expandir o MEJA para englobar todos os contratados pelo governo americano, em todas as áreas de operação militar. Esta legislação também irá impor ao Federal Bureau of Investigation dos EUA (FBI) a missão de investigar todos as alegações de má conduta dos contratados.
Apêndice VI - Tipos de procedimentos para relacionamento entre a indústria e o