ÖĞRENĠLMĠġ ÇARESĠZLĠK
4.4.3. Çocuklarda Depresyon Belirtilerinin Yordanması
Neste item buscamos investigar como, na percepção das lideranças, as igrejas inclusivas poderiam contribuir com os movimentos sociais LGBT.
Em linhas gerais as lideranças foram unânimes em colocar que, a principal contribuição das igrejas inclusivas com o movimento LGBT é a reconciliação da população LGBT com a fé cristã que elas proporcionam ao aceitarem as pessoas sem restrições, melhorando desta forma a auto-estima dessa população.
Pode, uma das coisas que eu vejo que ela pode contribuir é com relação ao resgate, ao resgate que pode ser feito e a reconciliação da sexualidade das pessoas com a sua fé cristã. O Brasil é o maior país católico do mundo e as pessoas querendo ou não são influenciadas por códigos religiosos. Uma coisa que a gente notou no começo do trabalho da igreja é que a militância tinha uma resistência muito grande às comunidades religiosas inclusivas, daí um dia numa reunião né, que nós tivemos, que haviam vários militantes e eu fui nessa reunião, alguém disse eu tenho nojo de igreja inclusiva, eu acho isso horroroso. Eu fiquei preocupado, falei não sei porque, né! Qual que é problema de igreja inclusiva. Ele falou assim: não porque eles reproduzem o discurso opressor das outras igrejas e outro dia eu tive lá, e eles falaram que a melhor forma de se prevenir do HIV é o relacionamento estável monogâmico e isso não funcionou nem com os heterossexuais vai funcionar com os homossexuais? Aí eu falei: “olha mas aí você está com um problema no seu conceito de igreja inclusiva”. E aí eu tirei um tempo pra conversar um pouco sobre a maneira como vemos isso e aí isso foi quebrando um pouco o preconceito, com o tempo. E esse ano nós tivemos a alegria de ser convidados, isso foi legal, porque a gente teve esses enfrentamentos e hoje a militância confia muito mais. Eles têm, eles tão desarmados quando vão falar conosco, e pela primeira vez saiu no material todo de divulgação da parada do orgulho gay o apoio da ICM, como uma igreja que apoia a parada né. Isso foi interessante nós tivemos o nosso “logo”, o nosso nome vinculado ao material da parada sem ter
orações e com a nossa presença nas discussões.(Cristiano Valério)
Sim...sim, sim. A igreja ainda surpreende muitos movimentos porque, pelo que a sociedade ou que a própria igreja convencional, ela...ela inculcou em nós é que não combina sexua... a homossexualidade com igreja, com religião né, então é...os próprios movimentos se surpreendem quando nos vêem desejando militar, alguma coisa assim, nesse sentido, mas aos poucos a gente também tá conquistando, fazendo algumas parcerias com o Centro de Referências, ou o próprio... já participamos várias vezes com o próprio CADS aqui da prefeitura e alguns movimentos que acontecem nós estamos envolvidos também; claro que sempre visando a parte religiosa.(Cláudio Justino)
Sim, com intuito, de que maneira se o grupo, se o interesse das ongs é visibilidade, é conseguir direitos, é mostrar justamente à sociedade que os homossexuais são pessoas é... normais que levam uma vida normal, que respiram, que trabalham, que estudam, que tem a sua religião né. Eu acredito sim que a igreja colabore nesse sentido de mostrar visibilidade até porque a igreja também participa de marcha, de passeatas de...e ensina a auto-estima que é uma coisa que tem em comum com esses movimentos, imagino eu, promover a auto- estima desses jovens, dessas pessoas, a igreja tem também esse fim e fazendo com eles se sintam dignos de mostrar o quão são dignos e os seus direitos e deveres e isso a igreja ela coloca pra cada um os direitos, coisa que eu imagino que seja o intuito, de não de todos mas da maioria dos movimentos.(Indira)
A nossa contribuição com o grupo LGBT maior é a parada, o grupo GLS né, a nossa contribuição maior é quando nós vamos lá evangelizar, quando nós vamos lá falar do amor de Deus, vamos lá falar que Deus aceita a pessoa homossexual como ele é, que ele não precisa mudar, o que precisa mudar é em termos de comportamento. Ser homossexual não é ser promíscuo, ser homossexual não é ser drogado né, não é ser prostituto, não é ser adúltero, ser homossexual é outra história. Então, é isso que nós tamos falando, olha pelo fato de você ser homossexual você não precisa ser drogado, adúltero, promíscuo nada disso. Você pode ser íntegro como o hétero é também, também existe o hétero adúltero, promíscuo, os garotos de programas, as meninas de programa são héteros e são a margem da sociedade. Então, eu acho que a igreja inclusiva contribui, não é que ela pode, ela contribui nesse sentido né, na afirmação que o homossexual, ele é homossexual e não precisa ser nada do que a sociedade fala.(Wladimir)
Por outro lado encontramos nestes discursos, o relato de uma tensão entre o questionamento da reprodução de certos valores das igrejas convencionais, como a monogamia, por algumas igrejas inclusivas, o que parece gerar repulsa a elas dentro da militância. E por outro lado já encontramos o temor de Indira com relação à participação de fiéis da igreja em movimentos sociais, que pode estar relacionado justamente com as questões envolvendo o comportamento sexual que destoam das posições defendidas pelas Igrejas Evangelho Para Todos e Comunidade Cristã Nova Esperança. A Igreja da Comunidade Metropolitana, por outro lado, afasta-se um pouco dessa tensão por ter como princípio não buscar normatizar as atitudes de seus membros, pois considera que o modo como a pessoa vive a sua vida sexual é uma decisão pessoal. Ao que tudo indica as questões envolvendo a sexualidade são os principais pontos de distanciamento entre as igrejas inclusivas e a militância
LGBT.
Segundo Mac Rae(2005) os homens homossexuais ao se organizarem politicamente partem da premissa que sempre foram reprimidos em seus desejos. Por isso, um dos seus primeiros atos políticos é extravasá-los o mais abertamente possível, fazendo com que estes sejam contrários a qualquer tipo de normatização de sua vida sexual.