ALANA İLİŞKİN BULGULAR
5.1. Çocuklara Uygulanan Anket Sonuçlarının Değerlendirilmesi
O presente tópico parte do amplo processo de alterações estruturais ocorridas na economia brasileira desde o final dos anos de 1980, sendo que seu foco encontra-se na liberalização das relações financeiras do país com o exterior e em seus impactos sobre sua economia.
Julgamos importante este tópico devido ao contraste verificado entre a realidade vivida em práticamente toda a década de 1990 com a realidade vivida no período anterior à abertura financeira é muito grande. A presença e a preponderância dos atores como os “mercados financeiros”, os “investidores estrangeiros” e a “comunidade financeira internacional” no dia-a-dia e na condução da política econômica é gritante. Este tema se tornou um tema tratado com cautela pelos economistas, devido às conseqüências imediatas da divulgação de determinadas posições oriundas de ocupantes de certos cargos de comando da mesma. Por outro lado, trata-se de uma temática na qual noções básicas do liberalismo econômico se apresentam de modo explícito, no entanto, nossa maior motivação para a realização
deste estudo está na percepção de que os impasses atuais da economia brasileira têm relação direta com a abertura financeira.
Resumidamente podemos dizer que o período a ser trabalhado foi marcado por uma sucessão de ondas de abundância e escassez de liquidez internacional para países periféricos que liberalizaram suas relações financeiras com o exterior.
A partir do Plano Real o Brasil recebeu uma grande quantidade de bancos estrangeiros, e o país deixou de ser uma economia fechada para se tornar uma economia aberta e globalizada com uma mínima proteção tarifária e sem proibição nas importações o que resultou em um aumento da competitividade. Pode-se dizer que esse plano foi o grande incentivador da mudança que ocorreu no cenário financeiro brasileiro.
Estes “novos investidores” ingressaram no SFN através de programas de saneamento e de recuperação implementados pelo Banco Central e BNDES, programas estes que iniciaram um processo de transferência de controle societário das empresas sob o regime de administração especial temporária.
Os bancos participantes destes programas, em sua grande maioria bancos estaduais, encontravam-se há muito com problemas estruturais devido à excessiva concentração de créditos, com elevado grau de inadimplência. Somando-se a isto temos ainda o significativo volume de títulos públicos de emissão dos próprios estados e estruturas administrativas inadequadas o que resulta em custos fixos incompatíveis com sua capacidade de geração de receitas.
A maior preocupação, no entanto, que gerava uma posição conservadora nas transações entre empresas no início da década era a incerteza quanto ao futuro do país, motivado principalmente pelo descontrole da inflação brasileira. A partir do Plano Real, o mercado começou a se tornar menos conservador.
Com relação a esta preocupação os economistas brasileiros pertencentes à visão “liberal” defendem que a renegociação da dívida externa associada a uma postura que respeitasse os mecanismos de mercados traria a restauração da confiança internacional e os empréstimos voluntários privados. A ordem seria então aproveitar ao máximo, com o mínimo de intervenção, ou seja, para estes economistas a abertura financeira então em curso era o caminho para a superação rápida das restrições da crise da dívida e esta prometia dinamizar os mercados de crédito e de capitais. Além de colocar em um horizonte próximo a possibilidade de se implementar um programa de estabilização sustentado pelo influxo de divisas atraídas pelo diferencial de juros, o que permitiria o uso ativo da política cambial no combate à inflação.
Nos anos de 2001 e 2002 o mercado de fusões e aquisições mundial encontra- se em crise. Suas operações somaram menos que a metade dos registrados entre 1990 e 2001. Entre os principais motivos estão:
a) Atentado de 11 de setembro3 b) Quebra da Enron4
c) Colapso da Argentina5 d) Concordata da WorldCom6
Neste momento a certeza existente cai sobre terra e a argumentação desloca-se para o campo das promessas e esperanças. O avanço nas reformas liberalizantes passa a ser defendido como a garantia de um fluxo de financiamento externo
3 Dois aviões derrubaram as torres gêmeas do complexo de World Trade Center em Nova Iorque. Outro avião se chocou contra o Pentágono e um terceiro, que se dirigia provavelmente para Washington. Os atentados nos EUA foram transmitidos pela televisão, ao vivo, e assistidos por pessoas de todos os países.
4 Escândalo financeiro onde o grupo Enron executou práticas contábeis duvidosas. A Enron teve um prejuízo líquido de 618 milhões de dólares.
5 O colapso deriva de um processo de aculturação imposto pelos imperativos da globalização. Este colapso significou a falência de um modelo de inserção internacional estruturalmente equivocado.
contínuo e de qualidade progressivamente melhor, onde deveria ser revisto a política cambial.
O ano de 2003 sedimentou mais uma etapa do processo de consolidação da atual estrutura do SFN. As políticas fiscal e monetária garantiram um ambiente de estabilidade econômica, reforçaram a busca por ganhos de escala como forma de compensarem suas perdas de receitas resultantes neste momento da queda nas taxas de juros.
As instituições passam a apostar mais na aquisição ou ampliação de estruturas de financiamento ao consumo, via crédito direto ao consumidor e empréstimo pessoal, e na segmentação dos portifólios segundo o perfil do cliente.
Enfim, em 2004 e 2005, o SFN não sofreu impactos capazes de alterar a sua estrutura e sua trajetória de crescimento. A dinâmica mais significativa originou-se da ampliação das alternativas de concessão de crédito no sistema financeiro em fins de 2003, com a regulamentação do crédito consignado7.
É sabido que o sistema financeiro ainda se encontra em processo de consolidação das grandes modificações experimentadas em anos recentes, decorrentes da reestruturação das instituições em virtude das mudanças ocorridas. Verificamos ainda o aprofundamento da segmentação das instituições de grande porte, mediante a organização em uma mesma sociedade de diversos segmentos especializados segundo os nichos de mercado em que atua; o fortalecimento das instituições de médio e pequeno porte nos seus respectivos nichos de atuação e, sobretudo, a assimilação dos impactos produzidos na estrutura econômica devido à
6 Fraude contábil d US$ 11 bilhões através da inserção de receitas (maquiagem dos resultados operacionais da empresa). 7 Crédito criado para que os trabalhadores / aposentados / pensionistas possam retirar até 30% de seu salário líquido como forma de empréstimo (financiamento). Este desconto é realizado diretamente em folha de pagamento e desta forma a taxa de juros é reduzida, uma vez que a garantia é fixa.
adaptação das instituições às mudanças regulamentares introduzidas para funcionamento.
A atual estrutura do Sistema Financeiro Nacional apresenta-se com adequada estabilidade, com instituições satisfatoriamente capitalizadas, cujo desempenho se revela compatível com a eficiência e competitividade que se requer de um sistema financeiro.