• Sonuç bulunamadı

8. Kişinin duygusal durumu (Tamer ve ark 1994).

1.3. Çocuk ve Spor

4.3.3.1 Acessibilidade Física

Considera-se como acessibilidade o disposto no Decreto nº 5.296/2004. O artigo 2º da Portaria MEC nº 1.679/99, também dispõe sobre requisitos de Acessibilidade57 a pessoas com deficiência.

Ao indagar se os locais de prova são acessíveis58, os entrevistados responderam que sim. Contudo, a acessibilidade ainda não é uma realidade em

57 Parágrafo único. Os requisitos estabelecidos na forma do caput, deverão contemplar, no mínimo: a ) para alunos com deficiência física

- eliminação de barreiras arquitetônicas para circulação do estudante permitindo o acesso aos espaços de uso coletivo;

- reserva de vagas em estacionamentos nas proximidades das unidades de serviços;

- construção de rampas com corrimãos ou colocação de elevadores, facilitando a circulação de cadeira de rodas;

- adaptação de portas e banheiros com espaço suficiente para permitir o acesso de cadeira de rodas; - colocação de barras de apoio nas paredes dos banheiros;

- instalação de lavabos, bebedouros, e telefones públicos em altura acessível aos usuários de cadeira de rodas;

b) para alunos com deficiência visual

- Compromisso formal da instituição de proporcionar, caso seja solicitada, desde o acesso até a conclusão do curso, sala de apoio contendo:

- máquina de datilografia braille, impressora braille acoplada a computador, sistema de síntese de voz;

- gravador e fotocopiadora que amplie textos;

- plano de aquisição gradual de acervo bibliográfico em fitas de audio; - software de ampliação de tela do computador;

- equipamento para ampliação de textos para atendimento a aluno com visão subnormal; - lupas, réguas de leitura;

- scanner acoplado a computador;

- plano de aquisição gradual de acervo bibliográfico dos conteúdos básicos em braille.

c) para alunos com deficiência auditiva

- Compromisso formal da instituição de proporcionar, caso seja solicitada, desde o acesso até a conclusão do curso, sala de apoio contendo:

- quando necessário, intérpretes de língua de sinais/língua portuguesa, especialmente quando da realização de provas ou sua revisão, complementando a avaliação expressa em texto escrito ou quando este não tenha expressado o real conhecimento do aluno;

- flexibilidade na correção de provas escritas, valorizando o conteúdo semântico;

- aprendizado da língua portuguesa, principalmente na modalidade escrita (para uso de vocabulário pertinente às matérias do curso em que o estudante estiver matriculado);

- materiais de informações aos professores para que se esclareça a especificidade linguística dos surdos.

todos os ambientes acadêmicos59 das Instituições de Ensino Superior pesquisadas, conforme declararam seus gestores:

G1 - Aí não, né? Estão tentando. Estão fazendo muito já, viu? Se alguém quiser discutir alguma coisa tem que vir até aqui ou eu tenho que descer (entrevista concedida à pesquisadora em fevereiro de 2011).

G2 - Não. Temos algumas adaptações, acho que está melhorando pouco a pouco. Está melhorando com certeza (entrevista concedida à pesquisadora, em fevereiro de 2011).

G4 - Sim, em todos os acessos aos departamentos e salas de aulas há rampas disponíveis e passarela interligando as faculdades no Campus Central e em alguns Campi nos municípios de atuação (entrevista concedida à pesquisadora, em março de 2011).

Diante desses relatos, surgem algumas dúvidas, a respeito de que forma os candidatos com deficiência se deslocam de suas residências aos locais de prova, se estes ficam próximos ou distantes das moradias dessas pessoas, se a Prefeitura Municipal ou as IES oferecem algum serviço de transporte para essa clientela.

Não obstante as iniciativas, é fundamental ponderar que o acesso de alunos com deficiência ao Ensino Superior ainda é muito pequeno, assim como muitos impedimentos que inibem a permanência dos mesmos, de forma que a supressão desses impedimentos está relacionada com o comprometimento de todos, especialmente dos gestores, “frente ao significado desses obstáculos e das atitudes decorrentes, para sua superação” (CARVALHO, 2003, p. 62).

4.3.3.2 Banca Especial

A Banca Especial consiste no oferecimento de serviços e recursos aos candidatos com deficiência, tais como: adaptações, tempo adicional, ledores e escribas para a realização de exames, de forma a minimizar a condição de desigualdade dos referidos candidatos em relação aos demais. Ela deve ser solicitada pelo candidato que declara sua condição de pessoa com deficiência no ato

da inscrição. Nem sempre o termo aparece explícito na legislação ou nos editais. O Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, assegura que:

Art. 27. As instituições de ensino superior deverão oferecer adaptações de provas e os apoios necessários, previamente solicitados pelo aluno portador de deficiência, inclusive tempo adicional para realização das provas, conforme as características da deficiência.

§ 1o As disposições deste artigo aplicam-se, também, ao sistema geral do processo seletivo para ingresso em cursos universitários de instituições de ensino superior (BRASIL, 1999, p. 7, grifos nossos).

Alguns estudantes encontram empecilhos para solicitação da Banca Especial nas Instituições de Ensino Superior ou deixam de solicitar por não terem conhecimento que este é um direito assegurado por lei.

Ao serem perguntados sobre o oferecimento de Banca Especial, os gestores relataram o seguinte:

G1 - Nós temos um caso de alguém, tem um computador especial para isso aí, não tem? Já foi feito aqui. Nós estamos tentando instalar na universidade. A própria pessoa que usou (eu não conhecia também porque não é minha área, então vou aprendendo com eles), nos mostrou e eu mostrei interesse em ter. Ela me passou tudo e eu levei à Direção e começou a ideia de implantar. Lupa, por exemplo, se precisar também tem. Não é que você tenha guardadinho pra ele. Mas se alguém solicitar, você pega, se alguém pedir tem. O que houve de diferente nesses 8 anos, que observei, foi o computador, que não usamos porque não temos o programa. Mas já há uma tentativa de usar (entrevista concedida à pesquisadora, em fevereiro de 2011).

G2 - Provas em braille, prédios com acessibilidade, cadeiras especiais, mesas especiais. Dentro das possibilidades a gente atende (entrevista concedida à pesquisadora, em fevereiro de 2011). G3 - De modo geral, a gente coloca professores da área específica. Algum professor que trabalha, por exemplo, com deficiência visual. Ele vai usar um gravador, de forma que ele possa corresponder ao questionamento que tá ali (entrevista concedida à pesquisadora, em fevereiro de 2011).

Percebe-se que, mesmo sem ter muitos conhecimentos específicos sobre as tecnologias assistivas disponíveis, muitos gestores procuram atender às solicitações dos candidatos da melhor forma possível, buscam inclusive, orientação de especialistas. No entanto, depreende-se desses relatos que, nem tudo que é

solicitado pelos candidatos é providenciado porque as IES ainda estão se estruturando.

Já o G4, informa uma série de recursos ofertados aos solicitantes de banca especial no concurso vestibular:

G4 - Dentre as principais, podemos destacar: Impressora em Braille Index Everest; Scanner de mesa - possibilita a transferência de textos impressos para microcomputadores. O texto digitalizado pode ser lido através de um sintetizador de voz de um terminal Braille, impresso em Braille ou no sistema comum ampliado; A Máquina Perkins Brailer; Aparelho de gravação digital; Lupas (entrevista concedida à pesquisadora, em março de 2011).

Sobre o assunto em questão, a Recomendação nº 001/2010 informa que:

3.1. As provas devem ser aplicadas em Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, com recursos visuais, por meio de vídeo ou outra tecnologia análoga, conforme as normas técnicas em vigor, disponibilizando, inclusive, intérprete habilitado para permitir o acesso ao conteúdo das provas, sempre que solicitado pelo candidato surdo ou com deficiência auditiva (BRASIL, 2010, s̸p).

No entanto, Manente et al. (2007, p. 33) afirmam que 91% dos estudantes não tiveram um intérprete de LIBRAS durante a realização do processo seletivo vestibular:

[...] mostrando que este é um recurso especial ainda pouco oferecido pelas universidades e cursos de formação superior brasileiros. Porém, 74% colocaram que o intérprete em LIBRAS é um recurso que pouco lhes beneficiaria na realização das provas. Entretanto, temos de destacar que a maioria dos sujeitos pesquisados não faz uso dessa linguagem, pois foi educada exclusivamente no método oralista.

Daí, mais uma vez, se constata a importância da análise dos pedidos por uma equipe de especialistas para verificar as reais necessidades desses candidatos.

Sob esse ponto de vista, as bancas especiais têm sido utilizadas com a intenção de promover igualdade de oportunidades no processo seletivo vestibular, visto que este é o momento inicial60 de inclusão que as IES possibilitam para acesso

desse alunado à Educação Superior.

Benzer Belgeler