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3.3.2.2.1. Complexo sortivo, fósforo disponível, pH em água e KCl,

alumínio trocável e carbono orgânico

Foram determinadas na TFSA, e constaram de: pH em água e em

solução de KCl 1 mol L

-1

(1:2,5), cálcio, magnésio e alumínio trocáveis

extraídos com solução de KCl 1 mol L

-1

. O cálcio e o magnésio foram

quantificados por espectrofotometria de absorção atômica, e o alumínio

por titulação com solução NaOH 0,025 mol L

-1

, enquanto o potássio e

sódio trocáveis foram extraídos com solução de HCl 0,05 mol L

-1

e

quantificados por fotometria de chama. A acidez potencial (H + Al) foi

extraída com solução de acetato de cálcio 0,5 mol L

-1

ajustada a pH 7,0,

e determinada por titulação com solução de NaOH 0,025 mol L

-1

. O

fósforo disponível foi extraído com solução de HCl 0,05 mol L

-1

+ H2SO4

0,0125 mol L

-1

(Mehlich – 1), e determinado por colorimetria. Os

procedimentos de extração e quantificação foram realizados, conforme os

métodos descritos e aplicados rotineiramente na UFV (DEFELLIPO e RIBEIRO,

1997). O carbono orgânico total foi determinado pelo processo de

Walkley-

Black, com oxidação da matéria orgânica, por via úmida, com dicromato de

potássio 0,1667 mol L

-1

sem aquecimento. A titulação foi realizada com sulfato

ferroso amoniacal 0,1 mol L

-1

(DEFELIPO e RIBEIRO, 1997).

Quadro 4 – Diâmetro das peneiras utilizadas na separação de partículas da

fração TFSA

Diâmetro de malha das peneiras

Escala ø

---- mm ----

---- Tyler ----

---- -log2d

1/

----

2,00 09 -1,00

1,68 10 -0,75

1,41 12 -0,5

1,19 14 -0,25

1,00 16 0,00

0,84 20 0,25

0,71 24 0,50

0,59 28 0,75

0,5 32 1,00

0,42 35 1,25

0,35 42 1,50

0,297 48 1,75

0,25 60 2,00

0,21 65 2,25

0,177 80 2,50

0,149 100 2,75

0,125 115 3,00

0,105 150 3,25

0,088 170 3,50

0,074 200 3,75

0,062 250 4,00

0,053 270 4,25

0,044 325 4,50

1/ d = diâmetro da fração em milímetros.

3.3.2.2.2. Fósforo remanescente

O fósforo remanescente (P-rem) foi determinado conforme DEFELIPO

e RIBEIRO, 1997; ALVAREZ V. et al., 2000. Foram utilizados 5 cm

3

de TFSA

de cada amostra de solo, e transferiu-se para erlenmeyer de 125 mL. Em

seguida, adicionaram-se 50 mL de solução de CaCl2 10 mmol L

-1

contendo 60

mgL

-1

de P na forma de KH2PO4. Agitou-se por 5 minutos, deixando em

repouso de um dia para o outro, ou seja, aproximadamente 16 horas. Decorrido

esse período de repouso, coletou-se uma alíquota de 1 mL do sobrenadante e

adicionaram-se 9 mL de reagente de trabalho. As diluições, quando

necessárias, foram efetuadas utilizando 0,5 mL de sobrenadante, 0,5 ml de

solução de CaCl2 10 mmol L

-1

e 9 mL de RT. Depois, esperou-se 30 minutos

para completa formação da cor e procedeu-se a leitura em espectrofotômetro

(comprimento de onda de 725 nm).

3.3.2.2.3. Ferro extraível pelo ditionito

Foram feitas três extrações sucessivas de ferro com ditionito, de acordo

com COFFIN (1963). Pesou-se 1 g de solo (duplicata) passado previamente em

peneira de 100 mesh (0,149 mm), transferindo-a depois para tubos de ensaio

de 50 mL. Adicionaram-se 10 mL de solução 0,2 mol L

-1

de citrato de sódio e

0,5 g de ditionito em pó, e levou-se ao banho-maria à temperatura de 50

o

C por

30 min. Agitou-se continuamente para facilitar a extração. Após 30 minutos, o

material foi centrifugado a 2000 rpm por 10 minutos, sendo o extrato transferido

para recipiente de plástico e guardado em geladeira. Esse procedimento foi

repetido por mais duas vezes, sendo o extrato acondicionado em recipientes

diferentes a cada extração, totalizando, no final, três extrações. Para

determinação dos teores de ferro, retirou-se uma alíquota de cada extrato e

procederam-se às devidas diluições, sendo a determinação feita por

espectrofotometria de absorção atômica.

3.3.2.2.4. Ferro extraível em oxalato

A extração dos óxidos de ferro de baixa cristalinidade (amorfo) foi feita

com o oxalato ácido de amônio 0,2 mol L

-1

(McKEAGUE e DAY, 1966). Para

tanto, pesou-se 1 g de solo (em triplicata), passado previamente em peneira de

100 Mesh (0,149 mm), transferindo-a para tubos de PVC opacos (para que a

reação se processasse no escuro) com capacidade aproximada de 50 mL. Em

seguida, adicionou-se 10 mL de solução de oxalato ácido de amônio 0,2 mol L

- 1

. Os tubos foram vedados e submetidos à agitação horizontal por um período

de 2 horas. Depois, o material foi centrifugado a 2000 rpm durante 10 min.

Transferiu-se o extrato para recipientes de plástico escuro, que foram

guardados em geladeira. Para a determinação dos teores de ferro, retirou-se

uma alíquota de 2 mL de cada extrato, sendo a determinação feita por

espectrofotometria de absorção atômica.

3.3.2.2.5. Ataque sulfúrico

Para a determinação dos teores de silício (SiO2), ferro (Fe2O3),

alumínio (Al2O3) e titânio (TiO2), utilizaram-se amostras de TFSA tanto dos

horizontes como das camadas delgadas, submetidas ao ataque com H2SO4,

(EMBRAPA, 1997). De posse dos dados, calcularam-se as relações

moleculares Ki e Kr (EMBRAPA ,1997).

3.3.2.2.6. Extração e fracionamento de substâncias húmicas

O fracionamento químico de substâncias húmicas do solo foi baseado

nas características de solubilidade dos ácido húmico (AH), ácido fúlvico (AF) e

humina (HUM). Para extração, utilizou-se a metodologia preconizada por

SCHNITZER (1982). Pesou-se 1 g de TFSA (em duplicata) das camadas

delgadas (item 3.7.2), passado previamente em almofariz, e colocado em tubos

de centrífuga juntamente com 10 mL de NaOH 0,1 mol L

-1

. Em seguida, agitou-

se por 1 hora em agitador horizontal, deixando em repouso por 24 horas.

Decorrido esse tempo, centrifugou-se a 3000 rpm por 20 minutos. Transferiu-se

o sobrenadante para béquer de 50 mL. Esse procedimento foi repetido por

mais três vezes, excetuando a centrifugação e o tempo de descanso de um dia

para o outro, deixando-se em descanso por 1 hora. O precipitado obtido, que

inclui a fração HUM, foi transferido para tubos de digestão e seco em estufa a

45

o

C. O conteúdo do sobrenadante teve seu pH ajustado para um valor inferior

a 2,0 (entre 1,5 a 1,8) com H2SO4 concentrado, com o propósito de precipitar a

fração AH. Deixou-se a suspensão em repouso por 18 horas, separando-se,

então, o AH da fração solúvel (AF) por centrifugação (3000 rpm por 10

minutos). A fração AF foi transferida para balão volumétrico de 50 mL,

completando-se seu volume com água destilada. Ao precipitado (AH),

adicionaram-se 30 mL de NaOH 0,1 mol L

-1

, agitando e deixando em repouso

por 1 hora. Depois, o precipitado redissolvido foi transferido para balão

volumétrico de 50 mL, completando-se o volume com água destilada. Na

determinação do carbono orgânico presente nessas frações (AF, AH e HUM) e

o carbono orgânico total (CT), utilizou-se o processo de dicromatometria com

aquecimento proposto por YEOMANS e BREMNER (1988).

Benzer Belgeler