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BÖLÜM 3. DP ÇELİKLERİ

3.2. Çift Fazlı Çelikler (DP)

3.2.2. Çift fazlı çeliklerde mekanik özellikler

Paço Municipal, 10 de janeiro de 1996. JOSÉ ROBERTO MAGALHÃES TEIXEIRA

Prefeito Municipal Autoria: Prefeitura Municipal de Campinas Fonte: Biblioteca Jurídica da P.M.C.

Neste diploma, que serviu de base para as modificações posteriores, seguida pela Lei nº 10.566/2000 e a Lei Complementar nº62/2014, todas apresentando um conjunto de equívocos que se repetem, e que servem apenas como válvula de escape para as inadequações, já apontadas de um modelo de planejamento

100 baseado, exclusivamente, no zoneamento, e no caso, de alto grau de restrição. Entre estes equívocos, podemos citar:

1. A restrição ao porte (Art. 4º, Inciso I, alínea a): ao fixar um porte máximo independentemente da demanda, e de fatores específicos do ramo de atividade (como necessidade de equipamentos e volume dos produtos), obriga o comerciante a procurar estratégias de como burlá-la, ajudado pela várias leis de anistia (“puxadinhos”), ou simplesmente ignorá-la dadas as deficiências de fiscalização. Ao consumidor, cujas necessidades e exigências mudam e se sofisticam com o desenvolvimento econômico e tecnológico não é dada opção, pois terá de se deslocar para satisfazer suas necessidades de consumo e abastecimento, na medida em que seus padrões de consumo também se alterarem;

2. A liberação de apenas algumas categorias de usos (Art. 4º, Inciso I, alínea b), supondo que as necessidades de consumo sejam estáticas ao longo do tempo;

3. A proteção aos bairros da elite com as exceções de praxe (Art. 8º);

4. A porta aberta para os casuísmos e subjetividade do agente público (Artigos 5º, e 9º ao 12º);

5. O ato de aproveitar a oportunidade de uma nova lei para incluir assuntos diversos do objeto original, no caso a inclusão de parâmetros construtivos relativos à ocupação em empreendimentos de interesse social.

Em 2000 surge a Lei nº 10.566/00 que apenas aumenta os trechos das áreas listadas na lei anterior, e abre a porta para a liberação geral ao agregar a figura da data do C.C.O. (Habite-se) como corte para a concessão do Alvará de Uso.

Deste modo, a situação pode ser resumida da seguinte maneira: se uma atividade comercial ou de serviços for exercida em um imóvel existente (com Habite- se) anterior a 31/12/2000 a empresa poderá funcionar, mesmo que em um bairro zoneado como “estritamente residencial” (exceto nos chamados bairros protegidos pela já citada alínea d, que são moradia das classes mais abastadas). Porém, se o interessado em abrir um comércio ou escritório quiser edificar em um terreno vago um imóvel comercial para nele exercer a mesma atividade, esta obra e o uso não poderão ser autorizados, e assim se mantém o discurso de que está se preservando o caráter residencial unifamiliar daquela área.

101 Como se passaram mais 14 anos e o poder público não conseguiu rever a legislação, e a data de 31/12/2000 não atende mais às necessidades das novas dinâmicas urbanas e econômicas de diversas áreas da cidade, em 20 de janeiro de 2014 é promulgada mais uma alteração, a Lei complementar nº 62/2014 que revoga as anteriores e estende a possibilidade de Alvará de uso para outras áreas, diminui a restrição do porte e acaba por repetir alguns dos mesmos equívocos já citados, especialmente no que tange à questão do porte e à liberação de apenas determinadas categorias ou subcategorias.

Esta Lei Complementar possibilita a obtenção do Alvará para comércio e serviços em 6 dos bairros originalmente protegidos na alínea d) do Inc. III do Art.27 da Lei 6.031/88, em todas as principais vias do município (as classificadas como Arteriais pela Lei do Polos Geradores de Tráfego – Lei nº 8.232/94) e, em mais 113 vias do município, reconhecendo, finalmente, que os logradouros que tem como características grandes fluxos de pessoas e veículos, tendem a se tornar áreas atrativas ao comércio e serviços, independentemente do que a legislação estipular.

Ao intervir em alguns bairros protegidos cria a “exceção da exceção”, não fazendo nada mais do que reconhecer (tardiamente) as mudanças na dinâmica urbana experimentada por estas áreas, e na verdade, por toda a cidade.

Além destas leis de caráter geral patrocinado pelo Executivo Municipal, até o advento do Plano Diretor de 2006 (Lei Complementar nº15/06) era possível que vereadores propusessem alterações pontuais no zoneamento, numa relação que sempre motivou dúvidas quanto ao real motivo das alterações propostas, se no interesse de indivíduos ou grupos, ou se no interesse da cidade.

No período de 1988 até 2006 (quando a Promulgação do Plano Diretor – Lei Complementar nº15/06 - estabelece que a prerrogativa de elaborar Leis de mudança de zoneamento é exclusiva do Poder Executivo, não podendo ser pontual e somente após estudos detalhados), pudemos identificar dezenas de leis específicas de alteração do Zoneamento, patrocinadas pelo Poder Legislativo (18 delas servindo de “guarda-chuvas” para diversas emendas), muitas delas com artigos alterando o zoneamento de um quarteirão apenas, ou até mesmo de um lote ou gleba singulares. Além destas, há uma expressiva quantidade (que não foi possível precisar) de alterações pontuais, propostas através de emendas à Projetos de Lei

102 que versavam originalmente sobre outros assuntos.

Como paradigma deste modelo podemos citar a Lei nº 11.764/04 de autoria do vereador Sebastião dos Santos, e que recebeu diversas emendas de outros parlamentares num total de 34 alterações, algumas pontuais em um único imóvel, outras alterando praticamente bairros inteiros (vide Inciso XII).

Reproduzimos a seguir trechos desta lei que foi objeto posteriormente de ADIn (Ação Direta de Inconstitucionalidade) por parte do Ministério Público de São Paulo em 200860, quando muitos empreendimentos e obras já haviam sido

executados e empresas se estabelecido nestes locais.

Isto criou um grave problema de insegurança jurídica para os adquirentes e proprietários de imóveis, além dos empreendedores, e pondo em risco o funcionamento de empresas comerciais que adquiriram terrenos baseados em um zoneamento cuja validade estava sendo questionada, cinco anos após a publicação da sua alteração.

LEI Nº 11.764 DE 25 DE NOVEMBRO DE 2003

Benzer Belgeler