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4. GÜNEŞ ENERJİ SANTRALİ ÜRETİM VE MALİYET ANALİZİ

4.2. FV Sistemler İçin Üretim ve Maliyet Analizleri

4.2.4. Çift eksenli güneş takip sistemi için üretim analizi

fonológicos operantes na fala desviante

A seguir, a Tabela 18 apresenta as correlações entre os julgamentos da gravidade do DFE, nas narrativas e nas nomeações, e a classificação qualitativa baseada nos tipos de processos fonológicos (incomuns, iniciais e atrasados) operantes na fala com DFE. Para os cálculos, foram utilizadas as Modas dos julgamentos dos sujeitos e o percentual de ocorrência de cada tipo de processo fonológico.

TABELA 18 – Correlação entre a gravidade do DFE julgada e a classificação qualitativa baseada nos tipos de processos fonológicos operantes nas narrativas e nas nomeações

Processos Fonológicos Incomum Inicial Atrasado

Grupos rs p* rs p* rs p* Narrativas Geral -0,525 0,003* -0,102 0,598 0,421 0,023* Fonoaudiólogas -0,519 0,004* 0,099 0,611 0,224 0,244 Mães -0,415 0,025* -0,112 0,562 0,383 0,040* Leigas -0,343 0,068 -0,128 0,509 0,428 0,020* Professoras -0,343 0,068 -0,167 0,387 0,445 0,015* Pediatras -0,422 0,023* -0,134 0,490 0,441 0,017* Nomeações Geral -0,582 0,001* 0,079 0,684 0,184 0,340 Fonoaudiólogas -0,432 0,019* 0,065 0,736 0,121 0,533 Mães -0,472 0,010* -0,025 0,896 0,306 0,107 Leigas -0,651 <0,001* 0,001 0,996 0,259 0,175 Professoras -0,471 0,010* 0,117 0,545 0,126 0,514 Pediatras -0,536 0,003* -0,009 0,963 0,267 0,161 Legenda: rs= coeficiente de correlação linear; * = estatisticamente significante.

Na Tabela 18 observou-se que as correlações entre a gravidade do DFE julgada e os processos fonológicos incomuns operantes nas narrativas e nas nomeações foram estatisticamente significantes para a maior parte dos grupos julgadores. Além disso, as correlações foram inversamente proporcionais,

demonstrando influenciar e agravar os julgamentos do grau do DFE, independentemente da modalidade avaliativa.

Os DFE com características incomuns apresentam processos fonológicos incomuns e geralmente estão presentes naqueles casos com maior gravidade, que levam ao prejuízo da inteligibilidade devido à restrição do contraste de traços distintivos (KESKE-SOARES, 2001; KESKE-SOARES, BLANCO e MOTA, 2004).

A Tabela 18 mostrou também que as correlações entre a gravidade e os processos fonológicos atrasados operantes nas narrativas foram estatisticamente significantes e diretamente proporcionais para grande parte das julgadoras.

A fala dos sujeitos com DFE com características atrasadas apresenta alterações de algumas fricativas, palatais, líquidas e noções de estrutura silábica que não são tão agravantes se comparadas às alterações presentes nas crianças com DFE com características incomuns (KESKE-SOARES, BLANCO e MOTA, 2004).

Os dados estatisticamente significantes (p≤0,050), apresentados na Tabela 18, são expostos em gráficos nas Figuras 29, 30 e 31.

A correlação entre a gravidade do DFE julgada pelas fonoaudiólogas, mães, pediatras e por todos os grupos no geral e os processos fonológicos incomuns operantes nas narrativas é apresentada na Figura 29.

Figura 29 – Correlação entre a gravidade do DFE julgada pelas fonoaudiólogas, mães, pediatras e por todos os grupos no geral e os processos fonológicos incomuns operantes nas narrativas

Legenda: 1 = Grave; 2 = Moderadamente-grave; 3 = Levemente-moderado; 4 = Leve.

Conforme a Figura 29, as correlações entre a gravidade do DFE julgada pelas fonoaudiólogas, mães, pediatras e por todos os grupos no geral e os processos fonológicos incomuns nas narrativas foram todas regulares. Além disso, pôde-se observar que as variáveis se alteraram em sentidos opostos, isto é, os julgamentos da gravidade foram inversamente proporcionais à presença de processos fonológicos incomuns. Portanto, quanto menor a presença de processos fonológicos incomuns, mais leve foi julgada a gravidade.

Dessa forma, a presença de processos fonológicos incomuns pareceu influenciar os julgamentos das narrativas de crianças com DFE. O fato de praticamente todos os grupos que possuem contato com crianças apresentarem correlação entre a gravidade do DFE julgada e os processos fonológicos incomuns pode ser justificado com base em Keske-Soares (2001), a qual refere que os desvios com características incomuns apresentam contraste de traços distintivos restrito, que compromete os níveis iniciais do MICT (MOTA, 1996).

A Figura 30 apresenta a correlação entre a gravidade do DFE julgada pelas fonoaudiólogas, mães, leigas, professoras, pediatras e por todos os grupos no geral e os processos fonológicos incomuns operantes nas nomeações.

Figura 30 – Correlação entre a gravidade do DFE julgada pelas fonoaudiólogas, mães, leigas, professoras, pediatras e por todos os grupos no geral e os processos fonológicos incomuns operantes nas nomeações

Legenda: 1 = Grave; 2 = Moderadamente-grave; 3 = Levemente-moderado; 4 = Leve.

Conforme a Figura 30, as correlações entre a gravidade do DFE julgada pelas fonoaudiólogas, mães, professoras, pediatras e por todos os grupos no geral e os

processos fonológicos incomuns nas nomeações foram regulares, enquanto que a correlação apresentada pelas leigas foi forte. Esses resultados demonstraram que as variáveis se alteraram em sentidos opostos, isto é, os julgamentos da gravidade foram inversamente proporcionais à presença de processos fonológicos incomuns. Assim, quanto menos processos fonológicos incomuns na fala das crianças, mais leves foram os julgamentos da gravidade.

Todos os grupos julgadores correlacionaram a presença de processos fonológicos incomuns aos julgamentos da gravidade nas nomeações. A fala desviante com esse tipo de processo fonológico é caracterizada por um sistema fonológico bastante defasado, que prejudica a compreensão da fala (KESKE- SOARES, 2001), o que, consequentemente, pode ter agravado os julgamentos do grau do DFE desta pesquisa.

Nenhuma correlação estatisticamente significante entre a gravidade do DFE e os processos fonológicos iniciais foi observada, tanto nas narrativas como nas nomeações. Conforme Keske-Soares (2001), os DFE com características iniciais apresentam um sistema típico do desenvolvimento inicial da aquisição da linguagem, em que ocorrem processos fonológicos que já deveriam ter sido suprimidos, considerando-se a idade cronológica da criança. No presente estudo, pareceu que os processos fonológicos iniciais não influenciaram nem agravaram os julgamentos das narrativas e das nomeações.

A Figura 31 exibe a correlação entre a gravidade do DFE julgada pelas mães, leigas, professoras, pediatras e por todos os grupos no geral e os processos fonológicos atrasados operantes nas narrativas.

Figura 31 – Correlação entre a gravidade do DFE julgada pelas mães, leigas, professoras, pediatras e por todos os grupos no geral e os processos fonológicos atrasados operantes nas narrativas

Legenda: 1 = Grave; 2 = Moderadamente-grave; 3 = Levemente-moderado; 4 = Leve.

A Figura 31 demonstrou que todas as correlações entre os julgamentos da gravidade do DFE realizados pelas mães, leigas, professoras, pediatras e por todos os grupos no geral e os processos fonológicos atrasados foram regulares. Além disso, as variáveis se alteraram no mesmo sentido, isto é, os julgamentos da gravidade foram proporcionais à presença de processos fonológicos atrasados.

A partir dos resultados expostos, percebeu-se que os processos fonológicos atrasados não influenciaram negativamente os julgamentos da gravidade do DFE, visto que as correlações foram diretamente proporcionais.

A correlação entre a gravidade do DFE e os processos fonológicos atrasados nas narrativas não foi estatisticamente significante somente para as fonoaudiólogas. Da mesma forma, nas nomeações, nenhum grupo julgador apresentou correlação estatisticamente significante entre as variáveis. Portanto, considerando-se a idade cronológica da criança, aqueles processos fonológicos que já deveriam ter desaparecido não influenciaram os julgamentos das nomeações.

Segundo Keske-Soares (2001), os DFE com características atrasadas apresentam um “simples atraso” em relação à etapa de aquisição, visão que podem ter tido as julgadoras da presente pesquisa, pois as correlações foram diretamente proporcionais ou não houve correlação estatisticamente significante entre esse tipo de processo fonológico e a gravidade do DFE.

É importante observar que todas as correlações entre a gravidade do DFE e os processos fonológicos operantes nas narrativas foram regulares. Mereceu destaque a forte correlação entre os julgamentos da gravidade realizados pelas leigas e os processos fonológicos incomuns operantes nas nomeações.

Observou-se a predominância de correlações entre os processos fonológicos operantes e os julgamentos da gravidade do DFE na modalidade avaliativa das narrativas, provavelmente por que o contexto da história contribuiu para a identificação dos processos fonológicos presentes na fala espontânea da criança.

4.2.6 Correlação entre a gravidade do DFE julgada, nas narrativas e nas

Benzer Belgeler