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A análise de dados aferidos com os gestores aconteceu em quatro etapas. Inicialmente, 1) foram utilizadas estatísticas descritivas (frequência, porcentagem, média, desvio padrão) nos dados de descrição da amostra, para fornecer informações acerca do perfil biodemográfico, educacional e técnico-profissional dos gestores. Em seguida, 2)

utilizou-se estatística descritiva, para detectar o conhecimento dos gestores sobre o SUS. Então, 3) realizou-se uma análise lexical mecanizada das entrevistas, com auxilio do software ALCESTE 4.5 (Analyse Lexicale par Contexte d’um ensemble de Segments de Texte), para realizar análise de conteúdo por meio de técnicas qualitativas e quantitativas de tratamento de dados textuais e identificar a informação essencial presente em um texto. Desta maneira, a partir do ALCESTE, recorreu-se à análise das coocorrências das palavras nos enunciados que constituem o texto, para organizar e sumariar informações consideradas mais relevantes, possuindo como referência, em sua base metodológica, a abordagem conceitual e dos “mundos lexicais”. Gerou-se, deste modo, a categorização mecânica dos dados a partir das Unidades de Conteúdo Elementar (UCE), distribuídas em classes temáticas, que foram analisadas isoladamente, e por Análise Fatorial por Correspondência. Por fim, 4) foram extraídas estatísticas descritivas (média, desvio padrão, mediana) das notas de avaliação que os gestores atribuíram à ESF (ver Tabela 7).

Tabela 7

Procedimentos de análises de dados no Estudo 1, com gestores

4.5.2 Estudo 2 (profissionais).

Em seguida, os dados do estudo com profissionais foram analisados em mais nove etapas com auxílio do Statistical Package of Social Sciences for Windows (SPSS), versão 20: 5) nos dados de caracterização do perfil dos profissionais (biodemográfico, experiência

ESTAPA PROCEDIMENTO APOIO

1. Perfil dos gestores Estatísticas descritivas SPSS 2.Conhecimento dos gestores

sobre o SUS

Estatísticas descritivas SPSS

3. Entrevista Análise lexical ALCESTE

no SUS e vínculo e demanda de trabalho) foram obtidos com estatísticas descritivas (frequência, porcentagem, média, desvio padrão); e 6) foi utilizado Shapiro-Wilk e Kruskal-Wallis, respectivamente, para testar a normalidade dos dados e realizar comparações dos resultados por categorias profissionais (médico x enfermeira x auxiliar de enfermagem...); 7) foram, então, realizadas análises fatoriais da Escala [Ordinal] de Avaliação da Estratégia Saúde da Família pelos profissionais , com Componentes Principais (Principal Components - PC), para verificar a fatorialabilidade da matriz, e Eixo Principal da Fatorial (Principal Axis Factoring – PAF), para verificar adequação dos itens da escala, com intuito de verificar a validade e adequação da escala na capital potiguar (destaca-se que os itens 15.1 a 15.10 foram recodificados); 8) foi realizado análise fatorial, com método da PC e da PAF para validação da “Escala Numérica de Avaliação da Estratégia Saúde da Família pelos profissionais”. Em sequência, foram obtidas as avaliações da ESF por fator, 9) primeiramente, pela escala ordinal, foi retirada a moda, a frequência e porcentagem de cada pontuação do fator, os somatórios das avaliações negativas (Nunca e Raramente) e positivas (Frequentemente e Sempre), destacando que, como na análise fatorial baseia-se na média e as pontuações dos fatores apresentam números fracionados, foi realizada uma divisão de quartil desses pontos (Nunca= 1,0 - 1,8; Raramente= 1,9 - 2,5; Frequentemente= 2,6 - 3,2; Sempre=3,3 - 4,0), e foi realizada a análise de cada item do fator; em seguida, 10) pela escala numérica, foram extraídas estatísticas descritivas das notas.

Em seguida, 11) foram realizadas comparações das avaliações dos fatores por nível de escolaridade (médio/técnico x superior), utilizando o teste Qui-quadrado (com os dados da escala ordinal), e o Shapiro-Wilk (para normalidade) e teste t de Studant (para comparação das médias das notas) (com os dados da escala numérica); 12) comparações

das avaliações de notas por categoria profissional, através da ANOVA e post hoc Scheffé (com os dados da escala numérica). Por fim, 13) realizou-se comparações das notas dos fatores por Distrito Sanitário, através da ANOVA e post hoc Scheffé (com os dados da escala numérica) (ver Tabela 8)..

Tabela 8

Procedimentos de análises de dados no Estudo 2, com profissionais

4.5.3 Estudo 3 (usuários).

Por último, as análises dos estudos com usuários deram-se separadamente. Inicialmente, 14) as entrevistas com os grupos focais foram transcritas com fidedignidade e os dados foram refinados por uma Análise de Conteúdo, segundo modelo Bardin (2002), sendo descritos os 19 núcleos temáticos que emergiram, bem como a frequência e porcentagem de suas Unidades de Contexto Elementar (UCEs).

ESTAPA PROCEDIMENTO APOIO

5. Perfil dos profissionais Estatísticas descritivas SPSS

6. Comparações do perfil por categorias profissionais

Shapiro-Wilk e Kruskal-Wallis SPSS 7. Análises fatoriais da Escala

[Ordinal] de Avaliação da Estratégia Saúde da Família pelos profissionais

Principal Axis Factoring – PAFcom

rotação varimax SPSS

8. Análises fatoriais da Escala Numérica de Avaliação da Estratégia Saúde da Família pelos profissionais

Principal Axis Factoring – PAFcom rotação varimax

SPSS

9. Avaliações da ESF a partir da escala ordinal

Estatísticas descritivas SPSS 9. Avaliações da ESF a partir da

escala numérica

Estatísticas descritivas SPSS 10.Comparação das avaliações por

escolaridade Qui-quadrado, Shapiro-Wilk e teste t de Studant SPSS 11. Comparação das avaliações por

categoria profissional ANOVA e post hoc Scheffé

SPSS 12. Comparação das avaliações por

No segundo estudo, as análises dos dados ocorreram em outras cinco etapas com auxílio do SPSS: 15) foi traçado o perfil biodemográfico dos usuários da ESF, com uso de estatísticas descritivas; 16) realizou-se o processo de construção da nova escala (descrito nos resultados); 17) analisou-se as qualidades psicométricas da escala, através do método dos Componentes Principais (Principal Components - PC), para verificar o fator emergente e adequação dos itens nele. Então, 18) realizou-se a análise descritiva dos fatores da escala e de seus subfatores. Para tanto, foi criado o escore total para o fator e cada subfator (com pontuação máxima e mínima de acordo com o número de itens de cada), em seguida, foi feita a converção das notas para uma escala de 0 a 100%, padronizando-as. Por fim, 19) realizou-se a comparaçção das avaliações do fator geral em função do sexo, idade, nível de escolaridade e Distrito Sanitário (ver Tabela 9)..

Tabela 9

Procedimentos de análises de dados no Estudo 3, com usuários