Yumurta akının yüksekliği mm
6.1. Çevre sıcaklığı ve ellagik asidin yem tüketimi, yumurta ağırlığı, yemden yararlanma oranı ve yumurta verimi üzerine ekis
6.1.3. Çevre sıcaklığı ve ellagik asidin yemden yararlanma oranı üzerine etkis
Nasceu em 09/09/1929, na cidade de São Bento do Sapucaí, município localizado na microrregião de Campos do Jordão (SP). Tinha 59 anos no período da pesquisa.
Declarou-se semi-alfabetizada. Afirmou que não teve oportunidade de estudar pois o pai faleceu e a mãe foi obrigada a separar-se dos filhos. Relata que foi criada por uma tia:
Fui criada com a minha tia que era muito pobre e a gente precisava trabalhar ... então eu não podia ir à escola, porque ela não podia ficar em casa pra cuidar de mim, ela ia trabalhar, eu tinha que ir junto com ela pro serviço de roça, enfim, todo lugar que ela ia eu ia ... eu não tinha com quem ficar, então eu não tinha oportunidade de estudar. (1988, caixa 29, p.01-02)
A sra. Tereza casou-se com treze anos, teve a primeira filha com quinze anos. Relatou que o marido “bebia muito, e não tinha aquela responsabilidade, não parava em emprego”. Nesse período, reencontrou-se com a mãe e mudou para a sua residência em Presidente Prudente. Mais tarde, na década de 1940, mudou-se para São Paulo.
No período da entrevista, a entrevistada residia no bairro Campo Limpo, região sul da capital paulista e trabalhava como doméstica.
Maria Benedita de Jesus Silva – 2ª geração (filha da sra. Tereza Pereira de Campos)
Nasceu em 17/05/1944 na cidade de São Bento do Sapucaí (SP). Tinha 44 anos no período da entrevista.
A entrevistada relatou que a família realizava muitas mudanças:
Meu pai não tinha muito juízo, que bebia, né? Então ... eu via aquilo lá ... não que ele fosse ruim, mas não tinha juízo, bebia demais ... e depois disso maltratava, né? A gente vivia mudando de casa, porque não dava pra comprar... uma vez ele comprou (uma casa) ele perdeu a entrada ... porque negócio de poceiro não era assim um trabalho fixo, era bico... Ele fazia poço, não tinha encanamento, essas coisas ... então ele fazia poço. (1988, caixa 29, p.01)
Também relatou uma infância pobre:
Muitas pessoas, naquele tempo, não tinham fogão de gás, elas tinham um fogão assim ... punha um pedacinho de lenha, outros colocavam carvão, e a gente que era pobre, a maioria por ali era assim ... tinha aquelas casinhas que eles alugavam, fundo de quintal. Lavar roupa era... a maioria lavava no rio. (1988, caixa 29, p.06)
A entrevistada relatou que viveu esta situação de pobreza na Vila Penteado, região norte da capital paulista. Recordou que atravessava diariamente uma chácara e um rio que “não tinha ponte, era um ... palito roliço, com um negócio para segurar bem perigoso!” para comprar alimento. Utilizavam como pratos as “latinhas de goiabada” e os copos eram as “latinhas de leite condensado” vazias. Quando a mãe arrumou um “serviço para dormir” como doméstica, ela mudou-se para a casa da avó.
Residiram na chácara de uma amiga da avó, na região do Campo Limpo. Declarou ter o 4º ano primário, estudou em escola estadual próximo ao bairro Ferreira (região oeste da capital paulista). Suas lembranças se referem à pobreza e às dificuldades que enfrentava para estudar:
Eu estudei até o quarto ano, e não repeti nenhum ano! Então, eu gostava de estudar. E as professoras também ... eu não fazia jeito delas ter dó, mas todas tinham dó de mim... Então, como eu tava falando da escola, né, daí passei pela Dona Alice, que era uma moça assim meiga ...em Pinheiros, tinha uma padaria Colombo, pequenininha, era do pai dela. E daí, para aquelas pessoas que eram pobres, ela sempre levava pãozinho, sabe? ... Ela levava porque ela era uma pessoa muito humana e ela tinha dó, então chegava lá pra Dona Mercedes, que era a moça que cuidava lá, então ela falava assim: Oh, dê para essas pessoas mais pobres! Então ela chegava no recreio, ela pegava e dava um pãozinho pra cada um. Ah! Mas a gente ficava super contente!
(...) E a diretora era uma pessoa ... que todo mundo tinha medo dela ... Ai um dia eu fui sem uniforme, tava “de molho”, aí eu tinha, deixa eu ver, no segundo ano, eu tinha nove anos, que eu entrei com oito, tava com nove anos. Daí ela chamou assim, eu vi e me escondi atrás duma mureta, que eu sabia que ela era danada e me mandava embora. Aí ela falou: Sai daí de trás da mureta! Daí eu sai e e ela falou: Porque você veio sem uniforme? Daí eu falei o motivo. Mas ela não falou nada. Eu percebia assim pelo olho dela que ela tinha dó.
(...) Eu tinha minhas coleguinhas, às vezes elas levavam lanches ... pão com salame, pão com aquele queijo branco ... elas comiam a metade e repartiam comigo o pão. (1988, caixa 29, p.25-27).
Realizou curso de bordado em uma escola em Pinheiros, e demonstrou ter boas lembranças:
Quando a gente tava na escola de Pinheiros, então a gente começava a bordar ... eu comecei até que bordar bem, né, pra minha idade, todo mundo gostava ... eu fazia ponto cruz, ponto atrás, que eles falava, aquelas barrinha, ponto “ajour”. É, a japonesa ensinava, que era professora da nossa equipe, né. Porque na escola a gente ia fazendo, engomava tudo e no final do ano a gente fazia exposição. Ficava muito bonito, vinha bastante gente para ver. (1988, caixa 29, p.16)
A entrevistada casou-se, teve três filhos, trabalhou como doméstica. No momento da entrevista, era servente do Museu da Casa Brasileira e residia no bairro Campo Limpo, região sul da capital paulista, em residência adquirida pela família.
4.2.7. FAMÍLIA 07 – GERALDINA MARIA PATRICIO DA LUZ – 1ª