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2.6. TÜRKİYE BİNA DEPREM YÖNETMELİĞİNE GÖRE ÇELİK

2.6.1. Çelik Taşıyıcı Sistemler

Existem cerca de 436 instalações para produção de energia (reatores nucleares) em 32 países. Dentre estas, 104 operam nos Estados Unidos, produzindo cerca de 20% da energia consumida naquele país (AIEA; 2003).

De acordo com Hohenemser, Goble e Slovic (1992), dentre os problemas para a forte diminuição do crescimento desse tipo de energia está a crise continua de confiança pública expressa na oposição à energia nuclear por mais de 50% do público nos Estados Unidos. A despeito da expectativa de que a energia nuclear se tornaria mais aceita em função da insignificante contribuição na emissão de CO230, que contribuiria para evitar o aquecimento global, ela tem sido rejeitada pela maioria dos ambientalistas que a vêem em termos das instalações existentes e seus problemas. Segundo o autor, o aparecimento da energia nuclear tornou-se inextricavelmente ligado às mais amedrontadoras armas jamais produzidas, na percepção de políticos e público em todo o mundo. O primeiro protesto significativo contra a energia nuclear comercial nos Estados Unidos foi em 1960, quando, como parte do crescente movimento ambientalista, as preocupações sobre o fallout radioativo de testes de bombas foram transferidas para as emissões rotineiras das instalações nucleares. O desenvolvimento das avaliações de riscos se deu em paralelo com o crescimento dos protestos. Para analisar a

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Referiu-se à Bacon na introdução que defendeu, no século XVII, a identidade da verdade científica com a utilidade e não com a procura de verdades absolutas (OLIVEIRA, 2002).

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questão dos riscos, a então recém-formada Nuclear Regulatory Comission-NRC- (1973-75) financiou a primeira aplicação da avaliação probabilística de risco para reatores nucleares, publicada no Reactor Safety Study (NRC, 1975) e atacada imediatamente por cientistas e outros sob uma variedade de aspectos técnicos como inadequado tratamento das incertezas, falhas metodológicas, análise da árvore de falhas incompleta, não quantificação de erros humanos e a não consideração da inadequação de projeto.

Com o tempo, os protestos se estenderam aos problemas de descomissionamento de instalações31 e aos rejeitos com alto nível de radiação.

Desde 1980, torna-se crescentemente claro que rejeitos nucleares com alto nível (de radiação), mesmo sem a reciclagem de plutônio, transformou-se em um problema político substancial, no qual especialistas técnicos defrontam-se com a desconfiança pública e o medo crescente, enquanto a procura por uma solução do problema retrocede (HOHENEMSER; GOBLE e SLOVIC, 1992, p.156)32.

As considerações anteriores servem para exemplificar como, desde o início da utilização da energia nuclear, a questão da percepção pública dos riscos foi importante e como, ao ser negligenciada ou não entendida pelo sistema de perícia e não ser considerada pela análise técnica dos riscos, contribuiu para que o crescimento da energia nuclear nos Estados Unidos esteja praticamente paralisado atualmente. Como observaram Hohenemser, Goble e Slovic (1992, p. 157), “cientistas e gestores políticos demoraram a reconhecer a importância da percepção e atitudes do público na formação do destino da energia nuclear” (1992; p. 157). Esse reconhecimento da importância da percepção de risco é demonstrado também por Weinberg (1976, p.19):

Quando eu comparo as questões que nós percebemos durante a infância da energia nuclear com aquelas que emergiram durante sua maturidade, a percepção e aceitação pública da energia nuclear parecem ser as questões em que mais falhamos. Esta questão emergiu como a mais crítica com relação ao futuro da energia nuclear 33.

A confiança é um conceito fundamental no contexto da área de aplicações das radiações quando essa área é vista como um sistema de perícia técnica.

Uma das razões enunciadas pela AIEA (1999, p.ii) para o estabelecimento de um processo de comunicação com a sociedade é "manter a confiança social e a crença de que a tecnologia nuclear está sendo operada sob padrões apropriados de segurança". O objetivo descrito utiliza basicamente o conceito de sistema de perícia técnica de Giddens (1991) (seção

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Descomissionar uma instalação significa desmontar e dar destino adequado aos equipamentos e materiais fazendo com que o local volte ao nível de radiação equivalente ao anterior à existência da instalação.

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Original em inglês. 33

2.3 a 2.5) e sua referência à expectativa de funcionamento adequado. Contudo, segundo a AIEA, essa confiança no sistema especialista já existe e o objetivo é mantê-la.

Para uma avaliação preliminar da existência dessa confiança no Brasil, recorreu-se a uma pesquisa de Wieland et al. (1997), segundo a qual, a despeito do grande número de instalações e atividades envolvendo radioatividade no País, a ampla maioria da população não tem consciência dos benefícios ou dos riscos reais envolvidos no uso das radiações.

A autora chama a atenção para o fato de que os resultados obtidos não podem ser tomados como representativos da população brasileira, mas constituem informações preliminares valiosas.

Foram entrevistadas 227 pessoas, das quais 80% aprovam, como indispensáveis ou muito importantes, as aplicações das radiações na medicina, indústria e pesquisa (em cerca de 2.600 instalações). Dentre os entrevistados, 55% aprovam a utilização da energia nuclear, mas, nesse caso, expressaram dúvidas sobre a capacidade do Brasil em lidar com essa tecnologia com segurança, sem um risco excessivo para a população e o meio ambiente. Alguns também expressaram dúvidas quanto à própria necessidade de sua utilização.

A pesquisa constatou que há grande interesse nos assuntos da área nuclear, com quase 90% afirmando que gostariam de receber mais informações sobre os conceitos básicos de radiação.

Na recuperação das memórias do acidente com material radioativo ocorrido na cidade de Goiânia, em 1987, contatou-se que 92% dos entrevistados se lembravam do acidente dez anos depois. Essas memórias foram descritas livremente pelos entrevistados, expressando emoções em vários casos. Dentre as recordações, cerca de 28% das pessoas expressaram insatisfação com os sistemas de perícia técnica envolvidos e 3,4% dos homens e 0,9% das mulheres se queixaram da falta de informações sobre o acidente.

O trabalho desses autores, além de seu objetivo principal que foi o levantamento das falhas de comunicação entre comunidade científica, mídia, gestores e público em geral e as possíveis correções, fornece um exemplo da percepção do público sobre as questões de radioatividade em situação de normalidade de suas rotinas.

Nessa situação, observa-se que a opinião pública é sensível ao assunto e demonstra certa desconfiança nos sistemas especialistas responsáveis pela utilização da tecnologia nuclear, pelo menos no tocante à geração de energia. A mídia e a área científica nuclear, ambos sistemas de perícia técnica, desconfiam um do outro, tanto em situação de normalidade como em casos de acidentes ou emergências.

A pesquisa demonstrou que o público tem uma percepção do risco relacionado à tecnologia nuclear maior que a percepção dos riscos envolvidos em atividades do dia-a-dia. Segundo os autores, esses riscos, quando calculados em termos de probabilidades, mostram que isso não é verdadeiro para muitas atividades. O público teria uma aversão inerente às informações sobre risco apresentadas como eventos probabilísticos. Por exemplo, um risco igual a 10-6 não é normalmente entendido como aceitável, embora, na realidade, riscos maiores sejam aceitos rotineiramente durante atividades de lazer, segundo os autores.

Por meio do exemplo, fica clara a ineficácia da comunicação da avaliação científica do risco em termos do estabelecimento de uma relação entre sistema especialista e sociedade, evidenciando a necessidade de aprofundar as questões relativas a risco e confiança, informação e percepção de risco.

Benzer Belgeler