1. OG MODÜLER GİRİŞ HÜCRELERİ
1.2. Modüler Giriş Hücreleri
1.2.2. Çeşitleri ve Yapıları, Bağlantı Şemaları
Esta foi a primeira entrevista realizada nesta pesquisa, uma entrevista piloto, que decidimos aproveitar por sua relevância para a compreensão do tema estudado. Foi efetuada em 04.08.08, na PUC-SP, com Danilo, aluno do quarto ano do curso de psicologia da PUC-SP, em uma sala do quinto andar, reservada para esta finalidade. A entrevista foi gravada e teve a duração de 58 minutos.O entrevistado foi informado sobre a pesquisa, os objetivos da entrevista e suas garantias como participante de pesquisa. Em seguida assinou um termo de consentimento livre e esclarecido.
O aluno estudou em duas escolas: do Maternal ao final do Ensino Fundamental em uma escola que designaremos por F, e por M a escola onde fez o Ensino Médio. Na época da entrevista Danilo tinha 22 anos.
E: Danilo, gostaria de conversar com você sobre a sua experiência escolar. Que papel você diria que teve na sua vida?
D.: Papel na minha vida. Teve diversos papéis na minha vida, não posso dizer que teve um só. Com certeza formação no sentido acadêmico, de matérias, física, química, história, etc. Não deixa de ser um papel muito importante, mas acho um papel muito importante que teve na minha vida foi o papel de socialização mesmo. Eu mudei de escola da 8ª série para o 1º ano, eu estava no F e fui para o M.
E: Antes disso você tinha estudado todo o tempo no F?
D: Todo tempo no F desde o maternal. Ganhei o que eles chamam de medalhinha do saco de ouro, que é uma medalhinha para quem fica até a oitava série do F.
E: E é dada por quem, pela escola?
D.: Pela escola. E fui para o M. Quando eu estava no F., eu era meio.., era um cara muito inseguro, eu era muito...me pegavam muito para cristo, eu tinha amigos mas eu tinha uma convivência muito difícil lá. A oportunidade de mudar de colégio me deu a oportunidade de mudar essas minhas relações. Então,...mudar um pouco até a minha personalidade. Eu não era mais um cara inseguro no M, eu era um cara muito mais sociável, muito menos tímido, muito mais....comunicativo, tal. Fiz um grupo de amigos rapidamente, entrei num time de futebol lá, são amigos que eu tenho até hoje.
10 D.: Eu não sei dizer por quê...parece que é uma coisa que foi sendo construída aos poucos, ao longo dos onze anos que eu fiquei no F., alguma coisa assim, onze, doze treze anos que eu fiquei lá, então, não sei dizer exatamente porque ficou daquele jeito, mas...eu tive a oportunidade de mudar.
E: E você tinha essa percepção de que você gostaria de mudar?
D.: Sim, foi um dos motivos de ter saído do F, ter aceitado sair. Foi uma idéia que a minha mãe teve, pela educação forte que o M tem; um colégio top e que eu aceitei, mas pensando mais nessa renovação.
E: Possibilidade de ser de outra forma.
D.: Exatamente, de mudar, de ter outras relações, de conhecer gente....O F é um colégio pequeno, também, é meio limitado nesse sentido. O M tem 250 alunos por ano, né...então, abriu muitas portas para mim. Até hoje eu estou envolvido com o M de algumas maneiras. O meu estágio de licenciatura, eu fiz lá, sou monitor de encontro de jovens lá, até hoje.... Vou todo ano à festa junina, tem festa dos ex-alunos,...é uma comunidade da qual eu ainda faço parte ativamente porque foi de fato uma mudança muito grande na minha vida.... e foi muito importante, eu dou muito valor para isso, até hoje. Então eu continuo rondando por ali.
E: Uma mudança que você achou positiva? D.: Extremamente positiva, sem dúvida nenhuma. Mas, é claro, tem também a
questão da qualidade da educação, o S. tem uma qualidade de educação absurda, muito grande, é muito bom lá. Os professores são muito bons.
E: Quando você fala em qualidade da educação você se refere a que?
D.: À questão acadêmica, pedagógica. Os professores são muito bons, os orientadores são muito bons, os projetos que eles têm lá são muito bons. Por exemplo, a gente tinha um semestre com... um projeto que era meio ambiente. Então tinha viagem de estudo do meio, fui para a Amazônia com o M que foi espetacular...Uma série de coisas, os projetos sociais lá eram muito bons também...Tinha sempre parte de esporte, tinha FEI, que era o campeonato de futebol, tinha...As aulas eram ótimas, uma qualidade muito boa. Eu tenho muito orgulho de ter, ter...
E:...Estudado lá.
D.: Ter estudado lá, ter feito o colegial lá. Ensino médio,...na época era colegial, ainda.
11 E: E tem alguma experiência que você destacaria, nessa mudança? Como foi essa passagem de uma escola para a outra e essa mudança que você traz, na sua identidade, talvez a gente pudesse dizer assim. Você acha que houve algum fato que ajudou? Você rompeu com um grupo de pessoas que te colocam num determinado lugar e isso já representa muito. Você foi com uma expectativa de criar um lugar novo, parece. Como você foi acolhido por esses colegas ?
D.: Foi muito bem, às vezes até, eu acho que dei uma certa sorte porque... eu estava na sala do primeiro ano, aquela confusão, todo mundo vindo da 8ª série para o colegial, toda aquela história, setenta alunos novos de outros colégios...então, só pelo fato de ter 70 alunos de outros colégios já se cria uma abertura naturalmente; porque um terço da sala é novo. ...E o grande acontecimento de abertura foi que por algum motivo ficaram sabendo que eu era goleiro. Tinha um time de futebol, estavam precisando de um goleiro, resolveram chamar o moleque novo para ser goleiro. E eu entrei nesse time de futebol e eu fiz os meus amigos lá, o meu grupo, que são os amigos que eu tenho até hoje. Foi esse o momento de abertura. Eram amigos que estavam juntos desde a primeira série, normalmente grupos assim são difíceis de entrar, são grupos muito fechados, por isso que eu digo que eu tive uma certa sorte, porque teve essa abertura, essa oportunidade. É engraçado, estão precisando de um goleiro, eu sou goleiro, essa coincidência aí que abriu essa porta de criar novos laços de amizade que foram super especiais para mim ali.
E: E você acha que a escola tinha alguma preocupação em trabalhar essa integração, essa relação entre os colegas, tanto o F quanto o M?
D.: Eu não sei dizer se o F tinha tanta preocupação com isso, mas eu também era mais moleque , não sei se eu prestava muita atenção.
E: Mas você sentia que era um lugar onde você não estava tão à vontade. D.: É, sentia que não era um lugar onde eu estava à vontade, sem dúvida. O M eu lembro que nas aulas de orientação vocacional tinha essa preocupação. A gente tinha trabalhos, exercícios, pequenas dinâmicas que trabalhavam exatamente com isso. Eu lembro até de um que era, acho que é o único que eu lembro daquele ano, onde você tinha que....tinham desenhos com bolinhas algumas juntas, outras separadas, outros eram grupinhos de bolinhas e umas soltas, e você tinha que pintar qual era você, se vc estava num grupo grande, se estava solto e tinha outros grupos, se você era a intersecção entre dois grupos...
12 D.: No M. Esse é um exercício que eu lembro de fazer. Eu não lembro de outros, mas eu lembro que tratava-se disso no primeiro ano, na orientação educacional. Então tinha uma preocupação.
E: De saber como o aluno está situado no espaço da escola? D.: É, como está situado na área do social mesmo.
E: Neste exercício, me parece, há uma preocupação em entender como você estava se percebendo no grupo.
D.: Sim, concordo.
E: Quando coloca a bolinha, mostra como você se vê. D.: Como você se coloca, sim.
E: No F você não sentiu isso, que houvesse isso como uma preocupação central?
D.: Não, não, acho que não. Eu não sentia, não lembro. E: Você não lembra?
D.: É, eu não posso dizer se tinha. Talvez tivesse e eu nunca percebi. Mas ....assim, eu não percebi essa preocupação, talvez tivesse, mas eu não...
E: Como você vê a questão do respeito e da relação com os professores nas escolas em que estudou?
D.: Relação com os professores, respeito....Bom, eu acho que as relações com os professores, aí nesse sentido, no F, eram ótimas. Eu não posso reclamar de nada, eles prestavam atenção, eles estavam lá, apoiavam. Eu sempre fui bom aluno, então nunca fui o cara que precisava de muita ajuda no sentido acadêmico,...Mais...no sentido da insegurança, tal, mesmo. Alguns professores falavam, um ou outro mais velhos. Inclusive são professores com quem ainda tenho um certo contato, às vezes. Mas não era uma coisa muito....institucional fazer isso, era do professor, uma coisa pessoal daquele professor.
E: Isso no F?
D.: Isso no F. No M é diferente, no M eu acho que os próprios professores não entram tanto na parte mais pessoal da sua vida. Se eles percebem alguma coisa, eles passam para a orientação e para a coordenação daquele ano. E a
13 orientadora e a coordenadora entram e conversam com você, te chamam para conversar e...fazem o trabalho que deve ser feito.
E: Entendi.
D.: No segundo ano do M eu perdi a minha irmã...E foi um baque fenomenal e eu tinha um resguardo ali no M muito bom. Os professores, o que eles faziam ali na sala de aula, era me deixar sair e entrar , meio à vontade da aula, sem ficar fazendo pergunta ou enchendo o saco, nem nada. E eu sentia que as pessoas ficavam meio de olho em mim, para ver se eu estava bem e tal. Os vigilantes vinham conversar às vezes, uma em especial, a B., sempre vinha falar comigo. E a orientação e a coordenação estavam a par de tudo o que estava acontecendo, e estavam abertos o tempo todo. Eu conversei muito com o pessoal a respeito disso. Então, bem...aí parece que era uma coisa mais institucional sabe, porque tem uma organização: quem é que vai fazer essa parte, entendeu? Qual é a função dos professores, não, não vamos falar disso com ele, a gente vai dar essas liberdades e tal, por enquanto, e ficar esperto, ficar de olho; quem vai fazer esse trabalho são mais as orientadoras e coordenadoras.
E: E você se sentia cuidado?
D.: Sim, eu me sentia extremamente seguro no M, sem dúvida nenhuma. Eu até acho que eles me deixaram de recuperação em uma matéria só para ficar um tempinho a mais no colégio para ficarem de olho em mim. Era multimídia, era uma matéria dessas que ninguém pega e que não era importante no sentido educacional; era uma aula de artes, uma coisa a parte, e eu fiquei de recuperação o único do meu grupo. Tinha um grupo ali de 6 e eu fui o único do grupo que fiquei de recuperação, eu acho que foi para eu ficar um tempinho a mais freqüentando o colégio naquele primeiro semestre, para eles ficarem um pouco mais de olho em mim.
E: E isso um pouco depois do falecimento da sua irmã? D.: É, no mesmo semestre.
E: Para te manterem mais próximo...
D.: Eu acho que foi isso. Na época eu fiquei puto, sabe um absurdo, como eu fui o único do grupo que fiquei de recuperação, ou vai o grupo inteiro ou não vai ninguém, né. Mas hoje eu penso e acho que foi mais ou menos por causa disso. Então eles têm esse apoio.
E: Essa preocupação. D.: Essa preocupação.
14 E: D., e a relação dos seus pais com a escola como era? A percepção dos seus pais, a sua maneira como percebiam a escola?
D.: Sempre me foi falado que a escola era minha única responsabilidade, que eu não precisava trabalhar, não precisava trazer dinheiro para casa, e que a escola era minha responsabilidade. Minha mãe e meu padrasto nunca foram muito participativos, assim de ir a reunião de pais e mestres e etc, né....Eu como nunca dei trabalho nesse sentido, sempre fui bom aluno, não era uma coisa que era uma preocupação muito grande deles, eles não precisavam se preocupar com isso,...então,... não sei responder essa pergunta, acho que....
E: E você conversava com eles sobre a escola?
D.: É falava o que estava acontecendo, o que eu tava aprendendo tal, mas ...num....a visão deles era essa a escola era minha obrigação, minha responsabilidade, tinha que ir bem na aula, era minha responsabilidade, era a única coisa que eu tinha que fazer.
E: E no momento de mudar do F, para o M foi uma decisão sua...? D.: A idéia foi deles.
E: Foi idéia dos seus pais?
D.: É, a idéia foi idéia da minha mãe.
E: Como vc já colocou por ser uma escola “boa”, “forte”?
D.: É, exatamente. Uma escola maior, menos família, menos tio e tia, sabe. No F um dos meus professores me conhecia desde que eu era bebê, porque era irmão de uma amiga da minha mãe, alguma coisa assim. Sabe, então, era bem família mesmo, bem paroquial.
E: E essa escola maior o que traria para você? O que eles imaginaram, você acha?
D.: Imaginaram que me traria uma abertura para o mundo, gente nova, grande...sabe, uma coisa mais....não sei uma coisa maior mesmo com mais gente, com..onde eu não sou tão conhecido, não sou tão....né, é...não tem essa relação tão próxima, tão afetuosa... nesse sentido do tio e da tia mesmo, sabe...uma coisa um pouco mais madura, madura é melhor, acho que é uma palavra boa. Mais de amadurecimento mesmo....O F. era muito...por conta dos professores que tinham dado aula para o meu irmão, então eu era o irmãozinho do R., tal.
15 E: Os teus outros irmãos tinham estudado lá, também ? Você tem quantos irmãos?
D.: Um irmão mais velho.
E: O seu irmão mais velho estudava no F? D.: Ele estudou lá a vida inteira.
E: E a sua irmã ?
D.: Ela estava estudando no F. E: Ah, ela estava no F?
D.: Ela era sete anos mais nova do que eu, estava na terceira série, acho.... E: Tá...
D.: Então,.... era isso, era bem família...
E: E alguma lembrança, alguma marca da escola. Você trouxe uma lembrança importante relacionada à sua irmã. Que impacto você acha que isso teve na sua vida, ou você nunca pensou sobre isso?
D.: Sobre o que, sobre..
E: Sobre a questão do acolhimento que a escola te deu no momento em que aconteceu esse fato com a sua irmã?
D.: A importância disso?
E: É, para a sua maneira de ser hoje. Você faria alguma ligação, ou não? D.: Olha, acho que nem tanto com a escola, muito com os amigos que eu fiz lá no M. Minha irmã morreu, eu estava no M, e quem me deu o grande apoio, estava mais presente mesmo, era esse time de futebol....o pessoal desse time de futebol. Inclusive, foi uma grande surpresa minha quando eu estava lá ...tinha acabado de acabar o Carnaval, foi em 2002, eu estava no segundo ano, nem tinha começado...tinha tido tipo duas aula, quinta e sexta, depois de quarta-feira de Cinzas, era isso.Nem tinha começado a escola ainda, eu voltei de viagem de carnaval, a minha irmã morreu nessa viagem, num resort....E...quando eu cheguei no cemitério, no enterro, estava lá, tal, e apareceu um deles, né...e depois apareceram todos. Eu nem sabia que eu tinha feito uma amizade naquele nível de intimidade, até. Conhecia eles há um ano,
16 não estava esperando essa presença. E, daí, de repente, eles apareceram. Esse foi o grande momento de acolhimento, talvez, que eu tive no colegial, foi quando eles estavam lá....Lembro de até ficar feliz, de sorrir, ali quando eu vi o primeiro chegando, né...Então,...o acolhimento,... a grande... a maior parte dele foi por parte desse...
E: Desses colegas, dos amigos. D.: Desses colegas.
E: Mas da escola também, não D? Quando você me diz que sente como uma coisa institucional esse cuidado da escola, essa escola que te deixa até de recuperação...
D.: ..para ficar um pouco mais... E: ..um pouco mais com você. D.: Sim, sem dúvida tem.
E: As pessoas acabam dando na medida das suas possibilidades.
D.: ...É....eu só digo porque eu...É eu sabia que a escola estava lá,..mas mais presente...
E: Mas, você acha que podia contar com a escola? D.: Podia, podia sem dúvida nenhuma.
E: Essa percepção que você tinha, isso te deixava...
D.: Sim. Eu tinha muito, eu tinha...eu tive síndrome do pânico naquela época, eu tinha ataques do pânico o tempo inteiro, menos em dois lugares: em casa e na escola.
E:...É mesmo? Isso começou depois do falecimento da sua irmã, ou não teve uma ligação direta com esse fato?
D.: Eu já tinha antes. Já tive algumas vezes, antes,....mas passou,...não tive mais. Não tinha por um ano, um ano e tanto, depois que a minha irmã morreu, eu comecei a ter bastante, mas na escola não,...nem em casa.
E: No ensino fundamental, no F, você já tinha tido? D.: Já tinha tido.
17 E: E isso era conversado na escola?
D.: Quando teve estudo do meio, no F, a escola estava a par....Ah...eu lembro de....Na sexta série eu não fui no estudo do meio por causa disso. Na sétima eu fui, e o professor que ficou, ia ficar no meu quarto durante o estudo do meio estava sabendo, né... Tinha uma certa preocupação da escola...
E: E no estudo de meio, normalmente fica alguém no quarto?
D.: Fica, um professor ficou no quarto, na sétima série, na oitava não, na sétima sim. Na oitava não? Na oitava tinham os monitores e não eram os professores, mas..enfim...o professor alí que ficou com a gente, no nosso quarto ele estava sabendo, estava a par, e...às vezes ele perguntava se estava tudo bem, tal...tinha um cuidado também.
E: Você sentia que você podia contar com aquela pessoa, que era um apoio? D.: É, mas não era uma coisa tão...., não sei dizer, era uma...eu sabia que qualquer pepino eu podia falar com os professores,...mas não era uma coisa que eu ficava tão à vontade,...entendeu. Não era uma coisa tão...é, não era tão à vontade assim...Um ou outro professor que estava lá, aqueles que também na escola estavam mais presentes, tal, sim, ficava bem à vontade falando com eles, mas...não com aquele professor que ficou no meu quarto aquela semana, não conheço direito, sabe, é meio...foi meu professor de educação física uma vez, não tem muito a ver, sabe.
E: Entendi.
D.: Na oitava série, eu fui no ensino do meio de novo e também tinha essa questão, mas já tava um pouco mais resolvida,...então esse apoio nem era tão necessário mais.
E: Agora, como você mencionou, você sentia que não era uma preocupação institucional da escola?
D.: Não, era feito meio.
E: Era mais individual, por cada professor.
D.: É, era feito mais no bom senso, sabe....mais no...uma coisa meio... sei lá, imagino o que eu faria se fosse se o meu filho que estivesse numa situação dessas, mais no instinto, no bom senso, não uma coisa tão formalizada, planejada.
18 D.: Não, isso não. Falou um pouco ali, antes dessa viagem que, caso acontecesse alguma coisa...
E: Ela te chamou para conversar?
D.: Não, não lembro de ser isso. Também, faz bastante tempo heim....Você está forçando um pouco a memória aqui...
E: Não, tudo bem, só o que você lembra.
D.: Eu não lembro muito bem como foi essa aproximação, eu acho que...eu não lembro de ir para uma reunião.
E: Uma coisa mais formal, institucional, isso não?
D.: É, acho que foi mais uma coisa tipo na saída: “D. vem cá”, ou então no estudo do meio, sabe, alguma coisa nesse sentido, nada formalizado. Mas no M também não teve uma reunião: “vamos falar sobre isso”... Eu fui falar com a orientadora, avisei o que tinha acontecido, a gente conversou um pouco a respeito,...e ficou meio acertado mais ou menos o que ia acontecer, sabe...então...não teve uma...não fui chamado para nada...foi uma coisa.... E: Mas essa percepção da preocupação institucional, parece que você marca bem essa questão da preocupação institucional do S. em lidar com essa questão. Então, ainda que não diretamente, parece ser a forma como se lida. Mas você se sentia cuidado, pelo professor, pelo funcionário....Fazia parte das preocupações da escola. No F, pelo que eu entendo que você me traz, e se não for assim eu gostaria que você me corrigisse, porque são as suas lembranças, então a preocupação de não ficar interferindo, que era mais por parte de um determinado professor ou de outro e não da escola...