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Bazı Yerel Domates Genotip ve Çeşitleri ile Bunların Melezlerinin Küçük Yaprak Durumu, Küçük Yaprak Uzunluğu, Küçük Yaprak Genişliği ve Yaprak

4. ARAŞTIRMA SONUÇLARI VE TARTIŞMA

4.4. Bazı Yerel Domates Genotip ve Çeşitleri ile Bunların Melezlerinin Küçük Yaprak Durumu, Küçük Yaprak Uzunluğu, Küçük Yaprak Genişliği ve Yaprak

O  processo  de  formulação  do  Proálcool  foi  marcado  por  dois  momentos  centrais:  a  publicação do Decreto nº 75.966 em julho de 1975, que criou as bases iniciais do que  viria a ser o Proálcool e a promulgação do Decreto nº 76.593, de novembro de 1975,  que efetivamente criou o Programa Nacional do Álcool, o Proálcool.  Uma série de disputas interburocráticas permeou o período compreendido entre março  de 1974  momento que ascende à agenda de decisão a ideia de uma política de fomento  à produção nacional do álcool carburante  e julho de 1975, quando se promulga este  primeiro Decreto estruturante.  

Apesar  de  haver  o  envolvimentos  de  diferentes  atores  governamentais,  o  núcleo  do  conflito burocrático se deu entre o Ministério de Indústria e Comércio  MIC , agora sob a  condução do Ministro Severo Gomes, e o Instituto do Açúcar e do Álcool  IAA , órgão  responsável  por  organizar  o  mercado  sucroalcoleiro.  O  principal  embate  ocorreu  em  torno  da  forma  como  se  daria  a  expansão  da  produção  do  álcool  carburante,  que  se  materializou na polêmica envolvendo a criação de destilarias autônomas e de destilarias  anexas para a sua produção, e ao percentual de mistura do álcool à gasolina. 

O  IAA  defendia  a  política  de  criação  de  destilarias  em  regiões  não‐canavieiras,  as  chamadas destilarias autônomas, com o propósito de se evitar que parte da produção da  matéria prima destinada à produção do açúcar fosse direcionada à produção do álcool  anidro,  o  que  afetaria  a  balança  de  pagamentos.  O  IAA  temia  que  a  diminuição  da  produção e exportação do açúcar reduzisse seus recursos financeiros, já que o IAA, por  deter  o  monopólio  da  exportação  do  açúcar,  controlava  o  Fundo  Especial  de  Exportações, constituído de parcela das taxas cobradas sobre cada saco de açúcar e litro  de álcool para fins‐não carburantes exportado. A manutenção da exportação do açúcar,  cujo preço encontrava‐se elevado, era um importante recurso de poder do IAA  SANTOS,  ,  p.  .  O  IAA  defendia  um  percentual  de  mistura  do  álcool  à  gasolina  que  não  excedesse  %.  

      

 O Instituto do Açúcar e do Álcool  IAA  foi criado por Getulio Vargas em    Decreto nº  , de  / / ,  com  o  objetivo  de  ser  o  responsável  por  organizar  o  mercado  sucroalcooleiro.  Administrativamente, estava vinculado ao Ministério da Indústria e Comércio. 

A  posição  do  IAA  era  compartilhada  pela  Cooperativa  Fluminense  dos  Produtores  de  Açúcar  e  Álcool  COPERFLU ,  que  declarara  que  a  sua  prioridade  era  a  expansão  da  produção do açúcar. Assim, a produção do álcool deveria ser considerada apenas como  válvula de segurança  para situações de crise de superprodução de açúcar, o que para  eles era considerado algo improvável. 

Esta posição, contudo, não era compartilhada pela Cooperativa Central dos Produtores  de Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo  COPERSUCAR . Explica‐se. 

Os  produtores  de  cana‐de‐açúcar  de  São  Paulo  já  se  dedicavam  há  alguns  anos  à  produção  de  álcool  hidratado  para  uso  industrial ,  situando‐se  como  os  maiores  produtores do Brasil, e já possuíam, portanto, destilarias anexas à produção da cana‐de‐ açúcar.  

Contudo, os produtores paulistas conviviam com dois problemas: de um lado, este álcool  não  encontrava  fácil  aceitação  no  mercado  internacional,  pois  seus  custos  eram  superiores ao do álcool sintético, produzido a partir do petróleo; por outro, depararam‐ se  com  dificuldades,  ao  longo  da  década  de  ,  de  escoar  seu  produto  no  mercado  nacional. Assim, o final da década de   encerra‐se com uma produção excessiva de  álcool e com uma grande quantidade de destilarias ociosas  São Paulo vê‐se, por assim  dizer, afogado em álcool , SANTOS,  , p.  . A obrigatoriedade de mistura do álcool  à  gasolina  situa‐se,  portanto,  como  uma  excelente  solução  para  o  problema  dos  produtores paulistas. Logo, defendem, contrariamente à posição do IAA, a utilização da  capacidade  ociosa  das  destilarias  já  existentes  e  a  instalação  de  destilarias  anexas  às  usinas  que  ainda  não  as  possuíam  para  a  produção  do  álcool  anidro  para  fins  carburantes  SANTOS,  , p.  .  

O  Ministério  da  Indústria  e  Comércio  posicionou‐se,  em  todas  as  arenas  de  decisão  formadas ao longo do processo de formulação, favorável à criação de destilarias anexas e  a um percentual mais elevado de mistura carburante, que variava entre   e  %. Ou  seja, sua posição ia ao encontro dos interesses do setor sucroalcoleiro paulista . 

      

  O  Ministro  Severo  Gomes  era  paulista  e  havia  sido  Ministro  da  Agricultura  no  governo  de  Castello  Branco.  Além  de  empresário  proprietário  dos  Cobertores  Paraíba   era  também  fazendeiro.  Enquanto 

E, em função das incertezas quanto aos rumos da política pública, os usineiros paulistas  também fizeram uso de seus contatos pessoais com a alta burocracia para fazer valer  seus  interesses,  o  que  nos  permite  identificar  características  do  modelo  dos  aneis  burocráticos   SANTOS,  , p.  . 

Ademais, representados pela COPERSUCAR, os usineiros paulistas fizeram forte uso do  lobby para defender seus interesses. Por divergirem da posição do IAA, entidade pública  que  representava  institucionalmente  o  caminho  formal  para  o  direcionamento  das  demandas  da  agroindústria  do  açúcar,  a  COPERSUCAR  recorreu  a  outros  meios  não  institucionais  para  disseminar  sua  posição,  como  a  divulgação  de  estudos  técnicos,  a  realização de fóruns públicos  como os Encontros Nacionais dos Produtores de Açúcar e  os  Seminários  Anuais  da  Agroindústria  Açucareira ,  a  presença  recorrente  nos  noticiários  dos  principais  jornais  do  País  e  a  divulgação  de  matérias  pagas.  Vale  mencionar que essa  participação pública  da COPERSUCAR representa um dos indícios  da distensão política iniciada com Geisel. 

Após vários embates entre o IAA e o MIC, e o posicionamento público da COPERSUCAR,  finalmente  o  MIC  conseguiu  fazer  valer  suas  preferências.  O  Ministério  produziu  uma  proposta de minuta de Decreto, que fora assinada por Geisel, e promulgada em Julho de  . O Decreto nº  . , que  dispõe sobre a produção e a comercialização do álcool  anidro  carburante  e  dá  outras  providências ,  priorizou  a  construção  de  destilarias  anexas. Não se definiu, contudo, o percentual da mistura do álcool à gasolina. 

Geisel foi um ator que influenciou fortemente os rumos seguidos pela política do álcool  carburante.  Santos    narra  que  meses  antes  da  promulgação  deste  decreto,  o  presidente realizou uma visita ao Centro Técnico da Aeronáutica  CTA , que despertou  sua  total  atenção  para  o  programa.  Impressionado  com  os  estudos  realizados  e  os  projetos  em  andamento,  Geisel  visualizou  uma  perspectiva  promissora  no 

       

esteve  no  governo,  sempre  assumiu  uma  postura  de  forte  apoio  às  empresas  de  capital  nacional  MANTEGA,  . Em função desse perfil, não é de se estranhar que o posicionamento do MIC fosse ao  encontro das preferências dos produtores paulistas. 

 Também assinaram o Decreto: Severo Gomes, Mário Henrique Simonsen  ministro da Fazenda , Alysson  Paulinelli  ministro da Agricultura  e Shigeaki Ueki  ministro de Minas e Energia . 

desenvolvimento  do  álcool  combustível .  Para  a  autora,  essa  visita,  ao  despertar  o  interesse  de  Geisel,  contribuiu  para  a  promulgação  do  Decreto  de  Julho  de  ,  que  criou as bases iniciais do que viria a ser o Proálcool. Como afirma a autora:  

A  importância  da  atuação  de  Geisel  no  que  se  refere  à  promulgação  deste  decreto  não  deve,  de  fato,  ser  descartada,  especialmente  se  se  lembrar  que  os  parâmetros  básicos  de  decisão  continuavam  desfavoráveis à política de álcool combustível. O mercado internacional  do  açúcar  era  visto  como  muito  promissor  para  as  exportações  brasileiras  e,  após  o  grande  salto  entre  outubro  de    e  janeiro  de  , os preços do petróleo permaneceram relativamente estáveis até    SANTOS,  , p.  . 

Após  a  promulgação  da  minuta  do  Decreto  do  MIC  em  Julho  de  ,  um  novo  fluxo  externo ocorre em agosto de  , fazendo com que a política do álcool ganhe novos  contornos.  Novamente  evidenciam‐se  conflitos  interburocráticos  e  a  manifestação  pública dos representantes de interesse do setor sucroalcooleiro contra as diretrizes da  política pública que estavam sendo formuladas. 

Neste mês ressurge a possibilidade de haver um novo aumento dos preços do petróleo, o  que leva Geisel a reunir no Palácio do Planalto os Ministros de Minas e Energia  MME ,  da  Indústria  e  Comércio  MIC ,  da  Agricultura  MA   e  o  Ministro  Chefe  da  Casa  Civil,  General  Golbery  Couto  e  Silva,  para  discutir  critérios  que  permitissem  substituir  o  petróleo  e  reduzir,  ao  máximo  possível  e  com  a  maior  rapidez,  o  seu  consumo  e,  consequentemente,  sua  importação.  Ou  seja,  esse  novo  evento  externo  conferiu  uma  grande prioridade à política pública, contando com a participação direta do Presidente  da República na dinâmica de sua formulação. 

Dias  depois,  o  Conselho  de  Desenvolvimento  Econômico  CDE ,  presidido  por  Geisel,  definiu a formação de um Grupo de Trabalho  GT , composto por representantes do MIC,  MME, MA e SEPLAN  Secretaria do Planejamento  para estudar as possibilidades de se  ampliar com a maior urgência a produção de álcool, que poderia ser produzido a partir          Foi‐lhe apresentada, inclusive, a possibilidade de se produzir álcool com outras matérias‐primas além  da cana‐de‐açúcar, como a mandioca, o babaçu e outros vegetais do cerrado. A Secretaria de Tecnologia  Industrial e o CTA conduziram um estudo sobre as possibilidades do uso da mandioca na produção do  álcool, que além do ser a maior produção do mundo, permitiria evitar o desvio da matéria prima para a  produção do açúcar e a possibilidade de cultivo em solos não apropriados para a cana, recorrendo a solos  menos férteis. Neste estudo destacou‐se a possibilidade de haver  vertente social  do programa. 

da  cana‐de‐açúcar,  mandioca  e  batata‐doce.  O  fato  da  arena  de  decisão  encontrar‐se  agora sob o âmbito do CDE demonstra a prioridade dada por Geisel à política pública.  O  processo  de  discussão  do  arcabouço  institucional  do  programa,  que  definiria  as  responsabilidades  dos  ministérios  e  demais  órgãos  públicos,  foi  marcado  por  uma  grande disputa interna dentro do GT. Os conflitos acentuaram‐se quando uma cópia da  minuta do Decreto do Programa Nacional do Álcool, elaborada pelo GT,  cai nas mãos da  COPERSUCAR   SANTOS,  ,  p.    e  é  divulgada  em    de  outubro  de    pela  imprensa nacional. Santos   considera esse evento determinante para os rumos do  Proálcool porque suas repercussões iriam influenciar as futuras escolhas que dariam as  bases para a política do álcool carburante. 

Conforme  a  minuta,  o  controle  do  Proálcool  ficaria  inteiramente  nas  mãos  do  IAA:  caberia ao instituto fomentar a produção do álcool, promover a ampliação de destilarias  existentes e coordenar a instalação de novas. Ademais, caberia ao Instituto o monopólio  de comercialização do álcool,  de todos os tipos e destinado a todos os usos, bem como  de mel residual, tanto no mercado interno como externo   SANTOS,  , p.  .  

Como esta minuta fora redigida em uma arena fechada, dentro da  própria burocracia,  sua  divulgação  permitiu  que  houvesse  a  ampla  manifestação  de  grupos  de  interesse.  Assim,  com  a  sua  divulgação,  a  decisão  ultrapassou  os  limites  da  arena  burocrática,  alterando,  novamente,  as  escolhas  finais  da  política  SANTOS,  ,  p.  .  De  fato,  a  divulgação da minuta na imprensa pela COPERSUCAR foi o caminho escolhido por esta  associação  para  expressar  sua  insatisfação  quanto  aos  rumos  seguidos  pela  política.  Interessante notar que a COPERFLU, que outrora se manifestara em direção oposta à da  COPERSUCAR, posicionava‐se neste momento alinhada à associação paulista e contrária  às diretrizes da minuta. O Sindicato da Indústria de Fabricação do Álcool do Estado de  São Paulo também se manifestou publicamente contrário à minuta. Santos narra que os  grupos de interesse:  ...  se manifestariam através da imprensa ou se dirigiram ao CDE, quer  através  de  associações  de  interesse,  quer  através  de  mecanismos  informais  e  contatos  pessoais.  O  período  de  consulta   duraria  algum  tempo,  ao  fim  do  qual  os  tomadores  de  decisão,  levando  em  conta  algumas demandas, redigiram o projeto final, que, então, seria aprovado  pelo  Presidente  da  República  na  forma  de  decreto  SANTOS,  ,  p.