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ÇALIŞMA VE SÖZLEŞME HÜRRİYETİ (ANAYASA’NIN 48 MADDESİ), ÇALIŞMA HAKKI VE ÖDEVİ (ANAYASA’NIN

Tanto informação quanto conhecimento sempre foram imprescindíveis ao sistema capitalista de produção. O destaque que ganharam mais recentemente deve-se ao fato de as normas de acumulação terem se voltado para a inovação, processo este atrelado ao uso e à apropriação contínua de novas informações e conhecimento. A inovação torna-se crucial para a produção fabril e, portanto, fator de competitividade nas atuais condições de concorrência.

O valor de uso da informação/conhecimento desloca-se para um valor de troca, à medida que passa a reproduzir mais e novos conhecimentos, base para a inovação tecnológica, tão cara ao modelo de desenvolvimento contemporâneo.

Há no elemento informação uma insígnia que converge para a configuração

da sociedade contemporânea . O que vem a ser, então, informação?

Buckland (1990) considera informação a partir de três categorias:

informação como processo: em que esta entra como um agente

transformando o ambiente e/ou os atores nele envolvidos;

informação como conhecimento: aquela que reduz a incerteza da ação

humana para um objetivo preestabelecido;

informação como coisa: aquela contida nos objetos e documentos.

Assim, a informação apresenta-se como um fenômeno de diversas facetas,

que vão desde o estático até a dinâmica das interações máquina – máquina; máquina –

homem; homem - homem .

Neste trabalho, a informação é compreendida sob a perspectiva processual,

a informação operando uma transformação no contexto e no indivíduo. Também a

Os elementos determinantes da competitividade industrial vêm definidos como localizados em três campos: o dos fatores internos à empresa (basicamente a gestão de recursos humanos, produtivos e da inovação), o dos fatores estruturais (aí compreendidos o mercado, a configuração do setor industrial e a relação concorrencial do setor) e os fatores sistêmicos (ou seja, aqueles relacionados como as políticas vigentes nos planos macroeconômico, institucional e social)”. (Coutinho & Ferraz, apud Saul, 1996. In: Vargas, 1998: 268). A informação passa a ser substrato de competitividade tanto nos fatores internos à empresa – no que tange ao processo: geração de conhecimento – inovações (o que será descrito na Parte II da dissertação) – quanto nos fatores sistêmicos, enquanto elemento balisador de decisões apoiadas no “rastreamento ambiental”. Este último aspecto não será tratado, por extrapolar os objetivos desta dissertação. [Para mais detalhes sobre este último item, consultar: Mcgee e Prusak (1993), Nonaka (1997), Choo (1995)].

informação é considerada como geradora, impulsora de conhecimento, isto é, como

elemento redutor de incertezas e, portanto, vetor das decisões estratégicas da empresa e

balizador da atividade humana no trabalho. Assim, toda informação, nessas duas

perspectivas, depende de uma convenção e de uma intenção. A convenção está

vinculada à relevância que o contexto organizacional confere à informação (informação

contextualizada); a intenção está atrelada ao sentido que o indivíduo produz sobre

determinado fenômeno a partir da informação recebida, estabelecendo, assim, uma

relação entre a produção de sentido, o conhecimento individual e a informação

contextualizada.

Para Shannon (apud Horton JR., 1979) muitos dados e fatos podem

responder às questões sobre o que está acontecendo, quem está envolvido, quando e

onde. Somente a informação contextualizada responde ao como e ao porquê. O dado se

apresenta como fenômeno sensorial/perceptível, a informação como fenômeno

conceitual; ou seja, passa pelo processo cognitivo do indivíduo (percepção -

pensamento - conhecimento) para produzir um sentido. Como bem apresentado em

Possas (1997: 23), a informação é a base para a aquisição de conhecimentos. Portanto,

“as informações não são apreendidas instantaneamente. Há de se percorrer todo um caminho que permita ir estruturando e recriando uma matriz cognitiva a partir da qual os novos dados façam sentido”.

A informação contextualizada busca dar uma homogeinização básica

aos diferentes e diversos dados, orientando a assimilação de novos conhecimentos.

O que se presencia é a busca de uma aprendizagem contínua – aprender a

aprender –, o que leva à geração de conhecimentos, enquanto estratégia das

organizações, para se adaptarem e, até mesmo, para se anteciparem às

necessidades externas, dado o alto grau de incerteza e de complexidade do

ambiente socioeconômico do mundo atual. Essa é uma estratégia hoje demarcada

pela gestão da informação no que tange ao processo de geração de conhecimento e

de inovações.

Como gestão da informação

entende-se os processos de sua

captação, decodificação em

vias das necessidades

empresariais, armazenamento

e mecanismos/ferramentas de

disponibilização, que

objetivam fornecer

continuamente a informação

certa (informação de

qualidade) e em tempo hábil.

Essas duas últimas

características são

fundamentais para os

processos de geração de

inovação. Possas (1997)

acrescenta à gestão da

informação a idéia da

estratégia do “esquecimento”

(descarte) da informação

como um mecanismo

necessário diante da dinâmica

econômica capitalista, a qual

torna permanentemente muitos

conhecimentos obsoletos. Isso

se dá por meio das

modificações de seu objeto (o

objeto do conhecimento se

desloca permanentemente), a

exemplo dos mercados, e

também pela “substituição de

objetos via as inovações.

Assim, torna importante

controlar o seu descarte, o

processo dos esquecimento,

tanto para promovê-lo quanto

para evitar que ocorra por

simples desuso de alguma

peça de conhecimento que

ainda pode vir a ter utilidade”

(1997:23).

Hoje, portanto, a gestão da

informação implica também

seu descarte, devido, além do

acima exposto, à abundância

de informação, que pode ser

fator de confusão ao invés de

vetor para a redução de

incertezas e da almejada

geração de conhecimentos e

inovações.

Na próxima parte iremos expor o caminho metodológico percorrido e

descrever a história da NANSEN, que em seus setenta anos de existência ilustra o

percurso realizado nesta dissertação acerca das mudanças ocorridas (e em ocorrência)

na base técnico-produtiva dos processos de trabalho e suas interfaces com a

(re)organização do trabalho, dos trabalhadores, tendo como exemplo deste processo a

reconfiguração do produto medidor de energia elétrica.

Parte II

PRINCÍPIOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS: O RECORTE

CONCEITUAL DA ABORDAGEM METODOLÓGICA E

Capítulo 4

ABORDAGEM METODOLÓGICA