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4. MATERYAL VE METOD

4.2. Çalışmanın Dizaynı

Nas últimas décadas, muitos modelos foram propostos a respeito dos processos de busca de informação (JÄRVELIN & WILSON, 2003). Um ponto comum entre esses modelos tem sido, historicamente, o foco na estrutura do processo de busca de informação, vale dizer, seus estágios, os atores envolvidos, as estratégias de acesso à informação e, evidentemente, a escolha das fontes. Aqui devem ser destacados os modos de interpretação propostos por Daft & Weick (1984), assim como os modos de busca de informação de Bates (2002). Também vale menção à consolidação, através desses modelos, do paradigma “centrado na pessoa” (WILSON, 2002b) e, por extensão, das metodologias qualitativas de pesquisa em ciência da informação (WILSON, 1994).

Hoje, reconhece-se que a busca de informação encontra-se embutida na própria atividade que lhe deu origem (DERVIN & NILAN, 1986; VAKKARI, 1998; WILSON, 1981). Em outras palavras, é cada vez mais freqüente a aceitação de que tanto as necessidades de informação quanto os processos de busca e de recuperação da informação dependem da tarefa a ser desempenhada (BELKIN et al.,1982, BYSTRÖM & JÄRVELIN, 1995). A literatura técnica oferece alguns modelos, a exemplo de Kuhlthau (1994) e Wilson (1981), que descrevem essa relação. No entanto, há relativamente poucos estudos que analisam empiricamente como a busca de informação está associada aos vários aspectos da atividade para a qual deveria contribuir (BYSTRÖM & JÄRVELIN, 1995).

As relações entre a complexidade da tarefa e a busca de informação já mereceram alguns estudos empíricos, a exemplo de Tushman (1978). No entanto, os resultados deixam a desejar por questões de ordem metodológica: não foram utilizadas tarefas individuais como referência, e sim projetos complexos; da mesma forma, os dados sobre comportamentos de busca de informação foram coletados através de questionários, desprezando-se a riqueza da observação direta durante o processo. Em razão dessas questões, Järvelin & Ingwersen (2004) apontam para a necessidade de aprofundamento das pesquisas sobre as características do contexto, da situação e da tarefa e suas relações com as características do processo de busca e recuperação de informação.

O modelo a seguir, proposto por esses autores, contribui para esclarecer as relações entre os processos de busca e recuperação da informação e o contexto da tarefa. O símbolo humano presente nos três contextos significa a presença do responsável pela execução da tarefa em questão, que é também o responsável pela busca de informação, pela recuperação da informação e ainda pela interpretação da tarefa e dos resultados pretendidos.

Figura 5: Relação entre os contextos de busca e recuperação da informação e o contexto da situação tarefa. Fonte: Järvelin & Ingwersen, 2004.

Observe-se que o contexto da recuperação da informação é parte integrante do processo de busca de informação. Pode-se dizer que o processo de recuperação da informação é um caso especial de busca de informação que enfatiza o recurso a sistemas de informação, documentos, etc. Seu desempenho é avaliado em termos de precisão, eficiência e qualidade da informação recuperada. Ao se expandir o foco de análise para o contexto da busca de informação, o desempenho passa a ser aferido pelo grau de pertinência e pela qualidade da informação, vis à vis a tarefa a ser cumprida. No contexto da tarefa, é testada a aplicabilidade da informação para os processos de trabalho associados aos resultados pretendidos. No contexto maior de natureza sócio-organizacional e cultural, a avaliação refere-se à qualidade da tarefa desempenhada. Desta forma, o impacto efetivo dos processos de recuperação e busca de informação encontra-se na sua contribuição aos processos associados ao desempenho efetivo da situação-tarefa, seja em termos de tempo ou esforço despendidos, seja no que diz respeito à qualidade do desempenho auferido.

Compreendida a relação da busca de informação e a consecução dos resultados pretendidos na situação-tarefa, vale menção ao modelo de busca de informação apresentado por Byström & Järvelin (1995) e inspirado em Mick et al. (1980). Como se verifica, a interpretação da necessidade de informação é influenciada pelos fatores situacionais (por exemplo, tempo disponível) e pelos fatores pessoais. Esses fatores pessoais, como mencionado anteriormente, são influenciados pelo contexto da organização. A escolha da ação de busca depende, evidentemente, das necessidades reconhecidas, do grau de acesso percebido aos canais e fontes de informação, e ainda do estilo pessoal de busca, o qual se desenvolve a partir da experiência vivenciada.

Figura 6: Modelo de busca de informação Fonte: Bystrom & Javerlin, 1995.

A complexidade da tarefa é definida por Vakkari (1999) como o grau em que se pode pré- determinar o desempenho de uma tarefa. Esta pré-determinabilidade da tarefa pode ser entendida em três dimensões: pré-determinabilidade dos requisitos de informação, do processo de trabalho e dos resultados da tarefa (BYSTRÖM & JÄVERLIN, 1995). Nessa linha, quanto mais estruturada for a tarefa, mais se sabe sobre suas variáveis e interrelações, e mais determinados são os requisitos de informação, de processo de trabalho e de resultado da

tarefa.

Byström & Jäverlin (1995) sugerem ainda uma tipologia de informação e uma metodologia para a mensuração do grau de complexidade da tarefa.

As categorias de informação são as seguintes:

a) informação sobre o problema, focalizando sua estrutura, propriedades e outras características e requisitos;

b) informação sobe o domínio, contemplando fatos conhecidos, conceitos e teorias associados ao problema (tipicamente, informação publicada de natureza científica e/ou tecnológica);

c) informação sobre a metodologia de solução do problema.

Estas três categorias de informação são de natureza ortogonal, vale dizer, representam três diferentes dimensões e têm papéis também diferentes – todos necessários – no tratamento do problema.

Para avaliar o grau de complexidade da tarefa no que tange à informação, Byström & Jäverlin (1995) atribuíram pesos diferenciados a cada categoria de informação: informação sobre o problema e informação sobre o domínio ganharam peso 1; à informação sobre metodologia, foi atribuído peso 2 (a questão de metodologia, para os autores, não é apenas factual, mas exige quadros de referência e experiências tanto a respeito do problema quanto sobre o domínio). Outras combinações foram ajustadas de acordo com essa regra básica.

Além desse Índice de Exigibilidade de Informação, os autores ainda sugeriram outros parâmetros para avaliar a situação-tarefa:

Participação de informação metodológica sobre informação total requerida;

Grau de êxito no processo de busca de informação (sem êxito, êxito relativo, êxito total)

Grau de aplicabilidade da informação (sem aplicabilidade, aplicabilidade relativa, aplicabilidade total);

Número total de fontes de informação utilizadas para o atendimento à situação-tarefa;

Grau de internalidade dos canais utilizados (participação dos canais internos sobre o número total de canais).

Benzer Belgeler