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4. UYGULAMA

4.1 Çalışma Alanları

Essa etapa metodológica, entre tantas outras, foi escolhida porque leva em consideração a opinião dos pedestres, que são os principais interessados na qualidade das calçadas. Suas respostas a um questionário fechado tornaram-se coeficiente de ponderação na nota da análise técnica, resultando em uma classificação do nível de serviço. Dos entrevistados, 69% foram mulheres e 31% foram homens majoritariamente, entre 26 e 55 anos, considerados apenas adultos.

Feita aos pedestres a seguinte perguta “qual a característica que mais influencia sua decisão ao escolher uma calçada?”, eles puderam escolher uma medida de desempenho (MD), entre duas opções, neste caso, foi atribuído 10 pontos para a MD selecionada; ou escolher as duas opções e posteriormente a pesquisadora distribuir 5 pontos para cada. Foi esclarecido ao entrevistado que ele poderia escolher as duas opções, caso ele achasse ambas igualmente importantes. As notas finais e sua soma total estão na tabela 9.

Tabela 9. Resultado da pontuação das respostas das entrevistas par-a-par com pedestres.

Parâmetros Pontuação Parâmetros Pontuação

10 pts 5 pts Total 10 pts 5 pts Total Tópico 1 Segurança 46 5 485 conforto 49 5 515

Tópico 2 Conforto 21 5 235 segurança pública 74 5 765

Tópico 3 Segurança 28 10 330 manutenção 62 10 670

Tópico 4 Manutenção 59 3 605 atratividade 38 3 395

Tópico 5 Segurança 31 8 350 segurança pública 61 8 650

Tópico 6 Conforto 38 7 415 manutenção 55 7 585

Tópico 7 Segurança 73 4 750 atratividade 23 4 250

Tópico 8 Manutenção 36 5 385 segurança pública 59 5 615

Tópico 9 Conforto 74 4 760 atratividade 22 4 240

Tópico

10 segurança pública 78 6 810 atratividade 16 6 190 Fonte: arquivo pessoal, 2015.

A tabela 9 apresenta a quantidade de pessoas que escolheram as opções. No tópico 1, 46 pessoas escolheram apenas a MD de segurança, já 49 optaram pela MD conforto e 5 pessoas acharam que ambas são igualmente importantes a ponto de influenciar sua decisão na

escolha de uma calçada. Assim, somando o número de pessoas pela pontuação pré-definida, obteve-se o valor total.

Após a tabela preenchida e com os resultados dos valores totais, analisou-se par-a- par a porcentagem das medidas de desempenho, de modo a tornar o resultado legível. O gráfico 5 mostra esses valores quando comparadas pela ordem de perguntas feitas no questionário. Percebe-se que uma das maiores porcentagens estão no tópico 2, com segurança pública (77%) em relação ao conforto (23%), que por sua vez, no tópico 9, quando comparada a atratividade (23%), o valor de conforto aumenta (77%). Isso consequentemente justifica a preferência de segurança pública (81%) comparada a atratividade (19%)

Gráfico 5. Porcentagem par-a-par dos parâmetros.

Fonte: arquivo pessoal, 2015.

Ao analisar a porcentagem de preferência entre todas as outras medidas de desempenho, levando em consideração as que tinham sido preferidas no gráfico 5, chegou-se a conclusão que as medidas preferidas, por ordem das respostas, foram: segurança pública, manutenção, conforto, segurança e atratividade, como indica a tabela 10. É válido lembrar que os entrevistados sempre achavam que todos os parâmetros eram imporantes, contudo, alguns acharam que alguns influenciam mais sua decisão de caminhada do que outro, ou mesmo que ambos são igualmente influenciavéis.

Tabela 10. Preferência dos pedestres em relação aos demais parâmetros.

Influencia Não influencia

segurança pública 100% 0

manutenção 75% 25%

conforto 50% 50%

segurança 25% 75%

atratividade 0 100%

Fonte: arquivo pessoal, 2015.

A tabela 10, mostra a ordem de influência dos parâmetros para os pedestres. Assim, pode- se perceber que em todas as perguntas par-a-par, a MD de segurança pública sempre foi a escolhida, já não aconteceu o mesmo com a MD de atratividade que comparada com outro parâmetro, de acordo com o gráfico 5, sempre ficou em segunda opção.

Com resultado das respostas dos pedestres, foi possível compilar esses dados usando a técnica da Soma Constante e fazendo uma matriz com a disposição das pontuações obtidas. Assim, foram estabelecidos os coeficientes de ponderação para cada medida de desempenho, expostos da figura 27.

Figura 27. Cálculo da ponderação dos coeficientes através do método da soma constante.

Fonte: arquivo pessoal, 2015.

Os valores dessas medidas cruzam com os dados obtidos da tabela 9, pois quanto maior o coeficiente maior a influência, segundo os pedestres. Levar em consideração a opinião dos usuários na forma de coeficiente de ponderação, em uma análise técnica, torna o resultado

mais completo, afinal os pedestres são os principais interessados e beneficiados na melhoria das calçadas.

Com as notas técnicas e o coeficiente de ponderação da opinião dos pedestres foi possível conhecer cada medida de desempenho de calçada por lote de cada trecho, através do calculo exposto na metodologia (apêndice A). Apesar da análise técnica ter sido realizada por lote, verificou-se as notas por trechos, como na metodologia inicial proposta por Zampieri(2006), resultando, ao final, a média como resultado da nota do nível de serviço (tabela 11).

Tabela 11. Nota do nível de serviço por trecho. Nota do Nível de serviço

TRECHO I 3,14

TRECHO II 3,22

TRECHO III 3,19

Média dos três trechos 3,18

Fonte: arquivo pessoal, 2015.

As notas de nível de serviço por trecho são bastante semelhantes, embora as porcentagens de usos do solo sejam diferentes. Assim, de acordo com a tabela 6, que aborda os níveis de serviços e suas notas, pode-se afirmar que os três trechos possuem nível C, que significa calçadas em boas condições (tabela 12). Comparando as notas das quadras com as notas finais, se percebe que não há grandes alterações nos valores, embora existam algumas notas por quadras que se classificam como nível de serviço B, ou seja, calçadas em ótimas condições.

Tabela 12. Classificação dos níveis de serviço e suas notas

Nível de Serviço Condição Nota

A Excelente 4,6667 – 5 B Ótimo 3,3334 - 4,1666 C Bom 2,51 - 3,3333 D Regular 1,6666 - 2,50 E Ruim 0,8334 - 1,6666 F Péssimo 0 - 0,8333

Com esse resultado por trecho, comparado com a análise técnica em paralelo com o diagnóstico feito por lote, pode-se afirmar que essa é uma verdade distorcida da realidade, pois nem todas as calçadas estão em boas condições, principalmente porque também não são todos os atributos das MDs que apresentam notas satisfatórias.

Verifica-se, então, que apesar da análise técnica ter sido realizada por lotes e que, consequentemente, isso resulta em uma média, seja por quadras, seja por trechos, dos níveis de serviço, o resultado final desse nível não, verdadeiramente, condiz com a realidade. Este trabalho não tem a intenção de verificar veracidade da metodologia utilizada, mas, no momento que ela foi mais minusiosamente trabalhada, chegou-se à conclusão de que ela não se adequa às análises feitas por lotes, que, embora mais demoradas, resultaram em um diagnóstico mais real. Vale lembrar que essa análise técnica tende a ser interpretada de distintas maneiras, pois quando existem diferentes termos, já citados anteriormente, isso induz a uma análise mais pessoal.

Por isso, vale ressaltar a importância de fazer uma análise técnica por lotes, independente de se conhecer o nível de serviço, pois só assim é possível descobrir os verdadeiros problemas das calçadas de forma a não generalizá-los. Os problemas nas calçadas devem ser solucionados pontualmente, de forma a encontrar a melhor solução para cada tipo de calçada, considerando-as dentro de uma visão mais ampla, integrada com ações de conscientização e de educação referentes ao acesso e uso coletivo deste espaço público.

Benzer Belgeler