• Sonuç bulunamadı

Her türlü çalıĢmanın, 4857 sayılı ĠĢ Kanunu, 6331 sayılı ĠĢ Sağlığı ve Güvenliği Kanunu ve bu kanunlara dayanılarak hazırlanan yürürlükteki ilgili mevzuat

Neste trabalho a chamada Curva de Incidência de Crescimento, desenvolvida por Ravallion e Chen (2003), é descrita e tem seu comportamento devidamente analisado para todos os estados da região Nordeste, relativamente ao período de 1995 a 2005, a partir de dados obtidos na PNAD do IBGE para o período em questão.

Esta curva mostra a variação na renda média de cada percentil da distribuição de renda em relação ao crescimento ocorrido na renda média familiar per capita, evidenciando, deste modo, o efeito do crescimento econômico sobre cada percentil da distribuição de renda. Conseqüentemente, facilita a compreensão do direcionamento do referido crescimento.

As Curvas de Incidência de Crescimento estão expostas a seguir e contemplam todos os estados da região Nordeste, considerando o período analisado.

A nomenclatura de cada curva em análise é determinada pela denominação “Gráfico”, seguida de um índice de numeração do estado, o qual é definido pela ordem alfabética.

Assim, por exemplo, a Curva de Incidência de Crescimento relativa ao estado do Ceará, terceiro estado da região Nordeste em ordem alfabética, está descrita no Gráfico 3.

GRÁFICO 1 : Crescimento da Renda M édia do Percentil p em Relação ao Crescimento da Renda M édia Familiar per Capita

Alagoas - 1995 a 2005 -0,5 -0,4 -0,3 -0,2 -0,1 0 0,1 0,2 0,05 0,1 0,150,2 0,25 0,3 0,35 0,4 0,45 0,5 0,55 0,6 0,65 0,7 0,75 0,8 0,85 0,9 0,95 1

Percentil p da Distribuição de Renda

GRÁFICO – 1 - Curva de Incidência de Crescimento para o Estado de Alagoas Fonte: Elaboração do autor a partir dos dados da PNAD/IBGE.

O gráfico 1, acima, descreve o comportamento da Curva de Incidência de Crescimento para o estado de Alagoas, relativamente aos anos de 1995 a 2005, a partir dos dados obtidos da PNAD/IBGE para o referido período.

O eixo horizontal do gráfico 1 está dividido em percentis de renda, enquanto seu eixo vertical reflete o crescimento verificado na renda média de cada percentil relativamente ao possível crescimento ocorrido na renda média familiar per capita.

De acordo com o que estabelece a metodologia utilizada neste trabalho, os percentis para os quais a Curva de Incidência de Crescimento situa-se acima do eixo horizontal são aqueles que, efetivamente, foram beneficiados com o crescimento econômico possivelmente ocorrido no período em análise, evidenciando, assim, o tipo de direcionamento do crescimento verificado. Por conseguinte, os percentis para os quais a curva se localiza abaixo do eixo horizontal são aqueles que não foram beneficiados pelo crescimento possivelmente ocorrido.

Se a curva está localizada abaixo do eixo horizontal e possui inclinação positiva em determinada faixa de percentis, esta faixa, embora não tenha se beneficiado do possível crescimento, teve menos perdas relativas. O contrário terá ocorrido para faixas de percentis os quais a curva tenha inclinação relativamente

negativa, além de está localizada abaixo do eixo horizontal. Caso a curva seja coincidente ou paralela ao eixo horizontal, o crescimento tem sido neutro, do ponto de vista da distribuição de renda.

Como se pode verificar, então, no gráfico 1, a Curva de Incidência de Crescimento, descrita para o estado de Alagoas, relativamente ao período de 1995 a 2005, encontra-se acima do eixo horizontal justamente num intervalo que abrange os percentis de renda mais baixa dentro da distribuição de renda.

Analisando o gráfico 1, percebemos que a curva é crescente entre os dois primeiros percentis, 0,05 e 0,1, alcançando, nesse último, seu ponto máximo. A partir do segundo percentil, a curva começa a decrescer, cruzando o eixo horizontal entre os percentis 0,25 e 0,30. Embora a renda média familiar per capita tenha diminuído em 2005 relativamente a 1995 em Alagoas, pode-se considerar que esse comportamento da curva sobre estes percentis caracteriza que os mais pobres foram menos afetados pela queda verificada na renda média, haja vista a curva ter se mantido acima do eixo horizontal justamente numa faixa de renda notadamente baixa, relativamente à distribuição de renda.

Após cruzar o eixo horizontal a curva continua a decrescer, atingindo seu ponto mínimo entre os percentis 0,7 e 0,75, a partir do que volta a ser crescente até o percentil 0,8, quando volta a decrescer até o percentil 0,9, voltando, a partir daí, a ser crescente até o último percentil permanecendo, contudo, abaixo do eixo horizontal. O comportamento da curva, situando-se abaixo do eixo horizontal em percentis de maior renda, por sua vez denota, neste caso, que houve perdas maiores para essa faixa de maior renda, comparativamente ao que ocorreu com faixas menos favorecidas, levando em conta a queda verificada na renda média familiar per capita em Alagoas, no período em questão.

Bahia - 1995 a 2005 -0,5 -0,4 -0,3 -0,2 -0,1 0 0,1 0,2 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35 0,4 0,45 0,5 0,55 0,6 0,65 0,7 0,75 0,8 0,85 0,9 0,95 1

Percentil p da Distribuição de Renda

GRÁFICO 2 : Crescimento da Renda Média do Percentil p em Relação ao Crescimento da Renda Média Familiar per Capita

GRÁFICO – 2 - Curva de Incidência de Crescimento para o Estado da Bahia Fonte: Elaboração do autor a partir dos dados da PNAD/IBGE.

O gráfico 2, por sua vez, evidencia o comportamento da Curva de Incidência de Crescimento para o estado da Bahia, relativamente ao período de 1995 a 2005, considerando os dados obtidos da PNAD/IBGE para o período em questão.

Como podemos perceber no gráfico 2 a Curva de Incidência de Crescimento encontra-se acima do eixo horizontal especificamente num intervalo que abrange os percentis de renda mais baixa dentro da distribuição de renda.

Conforme descrito no gráfico 2, a curva tem seu traçado inicial acima do eixo horizontal e é decrescente em praticamente toda a sua extensão, com exceção de uma restrita faixa entre os percentis 0,25 e 0,30, onde se localiza sobre o eixo horizontal, de acordo com que passa a decrescer abaixo do referido eixo.

Seu ponto máximo se reporta, justamente, ao percentil de menor renda, o qual chegou a ser beneficiado com crescimento médio de 10% a mais do que o crescimento da renda média. Desde o percentil inicial até o início da faixa coincidente com o eixo horizontal, que se localiza no percentil 0,25, a curva reflete um crescimento com direcionamento pró-pobres, haja vista localizar-se acima daquele eixo entre os citados percentis.

Depois do restrito intervalo sobre o qual coincide com o eixo horizontal, a curva continua a decrescer abaixo do referido eixo, refletindo ganhos cada vez menores do que o crescimento da renda média para todos os percentis seguintes, até o último, detentor de maior poder aquisitivo.

Isto reforça ainda mais o direcionamento pró-pobres ocorrido no período em análise, haja vista que os percentis iniciais da distribuição de renda, que, neste caso, representam a parcela considerada mais pobre da população da Bahia, foram os mais beneficiados pelo crescimento econômico ocorrido naquele estado.

Ceará - 1995 a 2005 -0,25 -0,2 -0,15 -0,1 -0,05 0 0,05 0,1 0,05 0,1 0,150,2 0,25 0,3 0,35 0,4 0,45 0,5 0,55 0,6 0,65 0,7 0,75 0,8 0,850,9 0,95 1

Percentil p da Distribuição de Renda

GRÁFICO 3 : Crescimento da Renda Média do Percentil p em Relação ao Crescimento da Renda Média Familiar per Capita

GRÁFICO – 3 - Curva de Incidência de Crescimento para o Estado do Ceará Fonte: Elaboração do autor a partir dos dados da PNAD/IBGE.

O gráfico 3, descrito acima, evidencia o comportamento da Curva de Incidência de Crescimento para o estado do Ceará, relativamente ao período de 1995 a 2005, considerando os dados obtidos da PNAD/IBGE para o período em questão.

Como podemos verificar no gráfico 3, a Curva de Incidência de Crescimento encontra-se acima do eixo horizontal de modo correspondente a dois segmentos do referido eixo, sendo que o primeiro se refere a um intervalo bem mais expressivo, que abrange os percentis de renda mais baixa dentro da distribuição de renda, enquanto o segundo reporta-se à, apenas, uma limitada faixa que envolve o percentil de maior renda dentro da distribuição de renda.

Ao analisarmos o gráfico 3, percebemos que a curva se inicia acima do eixo horizontal e é crescente entre os dois primeiros percentis, 0,05 e 0,1, alcançando, neste intervalo, uma magnitude semelhante à do último percentil e que representa ganho médio um pouco acima de 5% a mais do que o crescimento da renda média. A partir daí começa a decrescer, cruzando o eixo horizontal no percentil 0,2, representando, com este comportamento, um direcionamento pró- pobres do crescimento, haja vista que a curva manteve-se acima do eixo horizontal entre estes percentis de baixa renda.

Após cruzar o eixo horizontal a curva continua a decrescer, atingindo seu ponto mínimo no percentil 0,55 a partir do que volta a ser crescente até o percentil 0,85. Passa a decrescer até o percentil 0,9, voltando a partir daí a ser crescente até o último percentil, onde cruza o eixo horizontal atingindo acima deste eixo um ponto máximo de magnitude semelhante ao observado no primeiro percentil, ou seja, em torno de 5% a mais do que o crescimento da renda média, o que denota crescimento também voltado aos mais favorecidos na distribuição de renda.

Embora o percentil de maior renda tenha sido beneficiado, os percentis iniciais da distribuição de renda, que, neste caso, representam a parcela considerada mais pobre da população do Ceará, também foram beneficiados pelo crescimento econômico ocorrido no estado, o que configura, portanto, um crescimento com direcionamento pró-pobres no Ceará durante o período analisado.

Maranhão - 1995 a 2005 -0,5 -0,4 -0,3 -0,2 -0,1 0 0,1 0,2 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35 0,4 0,45 0,5 0,55 0,6 0,65 0,7 0,75 0,8 0,85 0,9 0,95 1

Percentil p da Distribuição de Renda

GRÁFICO 4 : Crescimento da Renda Média do Percentil p em Relação ao Crescimento da Renda Média Familiar per Capita

GRÁFICO – 4 - Curva de Incidência de Crescimento para o Estado do Maranhão Fonte: Elaboração do autor a partir dos dados da PNAD/IBGE.

O gráfico 4, descrito acima, evidencia o comportamento da Curva de Incidência de Crescimento para o estado do Maranhão, relativamente aos anos de 1995 a 2005, levando em conta os dados obtidos da PNAD/IBGE para o período em análise.

Conforme evidenciado no gráfico 4, a Curva de Incidência de Crescimento encontra-se acima do eixo horizontal, justamente num intervalo que abrange os percentis de renda mais baixa dentro da distribuição de renda.

Analisando o gráfico 4, verificamos que a curva é crescente entre os dois primeiros percentis, 0,05 e 0,1, alcançando, nesse intervalo, seu ponto máximo, o qual evidencia um crescimento médio em torno de 15% acima do crescimento da renda média da distribuição. A partir daí começa a decrescer, cruzando o eixo horizontal entre os percentis 0,25 e 0,30. Portanto, entre os citados percentis de baixa renda, a curva manteve-se acima do eixo horizontal, o que já caracteriza que houve crescimento pró-pobres.

Após cruzar o eixo horizontal a curva permanece relativamente estável, muito próxima e quase paralela ao referido eixo até o percentil 0,5, quando volta a decrescer atingindo seu ponto mínimo entre os percentis 0,7 e 0,75, a partir do que volta a ser crescente até o percentil 0,95. A partir daí, volta a decrescer até o último percentil. Essa permanência da curva abaixo do eixo horizontal, em toda a extensão dos percentis mais favorecidos, reforça, ainda mais, o direcionamento pró-pobres do crescimento ocorrido.

Podemos concluir, então, que os percentis iniciais da distribuição de renda, que, neste caso, representam a parcela mais pobre da população do Maranhão, foram os mais beneficiados pelo crescimento econômico ocorrido naquele estado, o que configura um crescimento com direcionamento pró-pobres durante o período de 1995 a 2005.

Paraíba - 1995 a 2005 -0,3 -0,2 -0,1 0 0,1 0,2 0,3 0,05 0,1 0,150,2 0,25 0,3 0,35 0,4 0,45 0,5 0,55 0,6 0,65 0,7 0,75 0,8 0,85 0,9 0,95 1

Percentil p da Distribuição de Renda

GRÁFICO 5 : Crescimento da Renda Média do Percentil p em Relação ao Crescimento da Renda Média Familiar per Capita

GRÁFICO – 5 - Curva de Incidência de Crescimento para o Estado da Paraíba Fonte: Elaboração do autor a partir dos dados da PNAD/IBGE.

O gráfico 5, evidenciado acima, descreve o comportamento da Curva de Incidência de Crescimento para o estado da Paraíba, relativamente ao período de 1995 a 2005, considerando os dados obtidos da PNAD/IBGE para o período em questão.

Conforme evidenciado no gráfico 5, a Curva de Incidência de Crescimento encontra-se acima do eixo horizontal de modo correspondente a dois segmentos do referido eixo, sendo que o primeiro se refere a um intervalo que abrange os percentis de renda mais baixa dentro da distribuição de renda, onde a intensidade do crescimento relativo foi menor comparativamente ao segundo. Neste o crescimento foi consideravelmente maior e se reporta a uma faixa que envolve, inclusive, o percentil de maior renda dentro da distribuição de renda.

Ao analisarmos o gráfico 5, percebemos que a curva se inicia de forma decrescente acima do eixo horizontal, onde chega a refletir no ponto máximo do primeiro percentil um crescimento médio de 10% acima do crescimento da renda média, cruzando o referido eixo no percentil 0,2. Sendo assim, considerando que relativamente aos percentis iniciais de renda a curva se manteve acima do eixo horizontal, já podemos concluir que houve crescimento pró-pobres durante o período em análise.

Logo após cruzar o eixo horizontal a curva tem um leve crescimento, tocando o referido eixo no percentil 0,35, de onde volta a decrescer até o percentil 0,7, após o qual assume uma trajetória ascendente, cruzando o eixo horizontal no percentil 0,85, mantendo-se acima do referido eixo e atingindo seu ponto máximo no último percentil. Sendo assim, podemos concluir que os mais favorecidos também foram bastante beneficiados pelo crescimento verificado no período em questão.

De qualquer forma, os percentis iniciais da distribuição de renda, que neste caso, representam a parcela mais pobre da população da Paraíba, foram beneficiados pelo crescimento econômico ocorrido no referido estado, embora a parcela considerada mais favorecida também o tenha sido, e de forma até mais expressiva. Pernambuco - 1995 a 2005 -0,2 0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35 0,4 0,45 0,5 0,55 0,6 0,65 0,7 0,75 0,8 0,85 0,9 0,95 1

Percentil p da Distribuição de Renda

GRÁFICO 6 : Crescimento da Renda Média do Percentil p em Relação ao Crescimento da Renda Média Familiar per Capita

GRÁFICO – 6 - Curva de Incidência de Crescimento para o Estado de Pernambuco Fonte: Elaboração do autor a partir dos dados da PNAD/IBGE.

O gráfico 6, descrito acima, evidencia o comportamento da Curva de Incidência de Crescimento para o estado de Pernambuco, relativamente ao período de 1995 a 2005, considerando os dados obtidos da PNAD/IBGE para o período em questão.

Como se pode verificar no gráfico 6, a Curva de Incidência de Crescimento encontra-se acima do eixo horizontal em quase toda a sua extensão. Porém, isto ocorre de modo praticamente irrelevante na maior parte do eixo.

Quanto aos percentis iniciais considerados de baixíssima renda a curva se localiza abaixo do eixo horizontal, o que caracteriza que não houve crescimento relativo nessa faixa de renda.

Na realidade, os grandes beneficiados do crescimento foram aqueles percentis representantes da parcela da população de maior poder aquisitivo, haja vista o comportamento crescente da curva sobre esses últimos percentis, embora os percentis relativos à baixa e média rendas também tenham se beneficiado, mesmo que de forma mais modesta.

A curva se inicia de forma crescente abaixo do eixo horizontal correspondentemente aos dois primeiros percentis. Cruza o referido eixo no percentil 0,15, a partir do qual seu comportamento permanece quase inalterado, só passando a ser bastante relevante a partir, justamente, dos percentis relativos à parcela da população considerada como de alta renda dentro da distribuição de renda.

Pela análise do comportamento da curva, verifica-se, então, que os percentis finais da distribuição de renda que representam a parcela mais favorecida da população de Pernambuco, foram os grandes beneficiados pelo crescimento econômico ocorrido no referido estado durante o período analisado. Isto configura, portanto, um crescimento principalmente direcionado aos não pobres, embora tenha havido ganhos modestos para percentis de baixa e média rendas. Ou seja, pode-se considerar que também houve algum crescimento direcionado aos mais pobres, porém isto ocorreu às custas de um considerável aumento na concentração de renda.

Piauí - 1995 a 2005 -0,4 -0,3 -0,2 -0,1 0 0,1 0,2 0,3 0,05 0,1 0,150,2 0,25 0,3 0,35 0,4 0,45 0,5 0,55 0,6 0,65 0,7 0,75 0,8 0,85 0,9 0,95 1

Percentil p da Distribuição de Renda

GRÁFICO 7 : Crescimento da Renda Média do Percentil p em Relação ao Crescimento da Renda Média Familiar per Capita

GRÁFICO – 7 - Curva de Incidência de Crescimento para o Estado do Piauí Fonte: Elaboração do autor a partir dos dados da PNAD/IBGE.

O gráfico 7, descrito acima, evidencia o comportamento da Curva de Incidência de Crescimento para o estado do Piauí, relativamente ao período de 1995 a 2005, considerando os dados obtidos da PNAD/IBGE para o período em questão.

Como evidenciado no gráfico 7, a Curva de Incidência de Crescimento encontra-se acima do eixo horizontal justamente num intervalo que abrange os percentis de renda média a alta, situando-se abaixo deste eixo em dois outros intervalos: primeiramente nos percentis relativos à população de renda mais baixa dentro da distribuição de renda e, depois, numa limitada faixa de alta renda, a qual também está, da mesma forma, excluída do efeito positivo descrito pela curva.

Ao analisarmos o gráfico 7, percebe-se que a curva inicia-se abaixo do eixo horizontal de forma decrescente atingindo um ponto mínimo no percentil 0,1, a partir do qual passa a assumir uma trajetória crescente, só ultrapassando o eixo horizontal, no entanto, em percentil praticamente de renda média, permanecendo sobre o referido eixo até cruzar, em trajetória decrescente, o percentil 0,95, a partir do qual volta a posicionar-se abaixo do eixo horizontal. Este comportamento assumido pela curva ao longo da distribuição de renda evidencia claramente a exclusão dos menos favorecidos em relação aos benefícios do crescimento, os quais foram direcionados basicamente para as parcelas da população consideradas de renda média a alta.

Os percentis iniciais da distribuição de renda, que, neste caso, representam a parcela mais pobre da população do Piauí, não obtiveram benefício do crescimento econômico ocorrido naquele estado no período em análise o que configura, portanto, um crescimento basicamente direcionado aos mais favorecidos, ou seja, aos não-pobres no Piauí.

Rio Grande do Norte - 1995 a 2005

-0,15 -0,1 -0,05 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35 0,05 0,1 0,150,2 0,25 0,3 0,35 0,4 0,45 0,5 0,55 0,6 0,65 0,7 0,75 0,8 0,85 0,9 0,95 1

Percentil p da Distribuição de Renda

GRÁFICO 8 : Crescimento da Renda Média do Percentil p em Relação ao Crescimento da Renda Média Familiar per Capita

GRÁFICO – 8 - Curva de Incidência de Crescimento para o Estado do Rio Grande do Norte Fonte: Elaboração do autor a partir dos dados da PNAD/IBGE.

O gráfico 8, descrito acima, evidencia o comportamento da Curva de Incidência de Crescimento para o estado do Rio Grande do Norte, relativamente ao período de 1995 a 2005, considerando os dados obtidos da PNAD/IBGE para o período em questão.

Como se pode verificar no gráfico 8, a Curva de Incidência de Crescimento encontra-se acima do eixo horizontal em diversos percentis, desde aqueles que representam baixa renda até os que se referem aos indivíduos possuidores de alta renda, contemplando, também, parcela relativa àqueles detentores de um nível médio de renda, dentro da distribuição de renda.

Podemos afirmar neste caso que, embora os percentis mais favorecidos tenham sido os detentores de maior renda dentro da distribuição, outras faixas de renda também foram consideravelmente favorecidas, inclusive duas de baixa renda.

Ou seja, o efeito concentrador de renda ocorrido na distribuição de renda, refletido pela trajetória ascendente da curva observada nos últimos percentis foi, de certa forma, amenizado pelo comportamento da curva sobre percentis de renda mais baixa, o que caracteriza algum direcionamento pró-pobres naquele estado.

Sendo assim, pode-se considerar que os percentis iniciais da distribuição de renda, que, neste caso, representam a parcela mais pobre da população do Rio Grande do Norte, foram em boa parte beneficiados pelo crescimento econômico ocorrido naquele estado, mesmo que outros percentis mais economicamente favorecidos também o tenham sido, o que configura, portanto, um crescimento com direcionamento pró-pobres durante o período analisado.

Sergipe - 1995 a 2005 -0,4 -0,3 -0,2 -0,1 0 0,1 0,2 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35 0,4 0,45 0,5 0,55 0,6 0,65 0,7 0,75 0,8 0,85 0,9 0,95 1

Percentil p da Distribuição de Renda

GRÁFICO 9 : Crescimento da Renda Média do Percentil p em Relação ao Crescimento da Renda Média Familiar per Capita

GRÁFICO – 9 - Curva de Incidência de Crescimento para o Estado de Sergipe Fonte: Elaboração do autor a partir dos dados da PNAD/IBGE.

O gráfico 9, descrito acima, evidencia o comportamento da Curva de Incidência de Crescimento para o estado de Sergipe, relativamente ao período de 1995 a 2005, considerando os dados obtidos da PNAD/IBGE para o período em questão.

Como evidenciado no gráfico 9, a Curva de Incidência de Crescimento encontra-se acima do eixo horizontal de modo correspondente a dois segmentos do referido eixo, sendo que o primeiro se refere a um intervalo bem mais expressivo, que abrange os percentis de renda mais baixa dentro da distribuição de renda,

enquanto o segundo reporta-se à, apenas, uma limitada faixa que envolve o percentil de maior renda dentro da distribuição de renda.

As outras faixas de renda, para as quais a curva se posiciona abaixo do eixo horizontal, abrigam percentis identificados com parcelas da população

Benzer Belgeler