3. BEDENİN EYLEMSELLİĞİNDE SANAT VE SAHNELENEN KİMLİK
3.4 Çağdaş Sanat Yapıtlarında Kimliğin Eylemsel İnşası
Esta última seção aborda brevemente alguns aspectos microeconômicos básicos da indústria de petróleo que ainda não foram tratados. Para tanto, o trabalho de Davidson (1991) dá suporte para discutir os custos de produção, as expectativas dos produtores e a elasticidade de oferta no longo prazo.
Antes de entrar em detalhes, é importante observar como está concebida a cadeia produtiva de petróleo e gás. Segundo Pinto Jr (2007), os segmentos que a compõem estão divididos basicamente em três grandes grupos, a saber:
1) E&P – Exploração e Produção (upstream);
2) Refino, processamento, transporte e armazenamento (midstream); 3) Distribuição e revenda (downstream).
No que concerne aos custos de produção de óleo cru, Davidson (1991, cap. 22) faz a distinção entre custos suplementares e custos primários. Os primeiros dizem respeito a todos os custos que não estão diretamente ligados à produção. Os segundos, ao contrário, variam de acordo com o nível de produção.
Os custos suplementares aqui tratados consistem nos gastos de investimento realizados no segmento de E&P. São, portanto, custos de exploração e desenvolvimento, que podem ser classificados como: a) intangíveis, que correspondem àqueles gastos necessários para alcançar o petróleo depositado nas jazidas, mas que não possuem valor residual (alguns exemplos são as despesas de perfuração e o uso de produtos químicos); e b) tangíveis, que estão associados aos equipamentos e às instalações necessários para produção, sempre sujeitos à depreciação e a um valor residual ao longo de sua vida útil (DAVIDSON, 1991).
Por sua vez, os custos primários (ligados diretamente à produção) são categorizados como: a) custos operacionais, que são gastos necessários para extrair o petróleo dos reservatórios, incluindo também os dispêndios ligados aos processos de injeção de água e gás, que são necessários quando o fluxo de óleo não ocorre naturalmente; b) royalties78; e c) custos
de uso, já tratados no decorrer deste capítulo (DAVIDSON, 1991).
É importante ressaltar que esses custos normalmente estão associados às decisões de curto prazo dos agentes, ou seja, à determinação do nível de produção. Por outro lado, Davidson (1991) atribui a decisão de investir às expectativas de longo prazo dos agentes. Portanto, é pertinente abordar os elementos que atuam na formação dessas expectativas.
A variável-chave que guia as decisões de investimento (longo prazo) na indústria petrolífera é a elasticidade de oferta, ou seja, a capacidade da produção responder à demanda.
78 No Brasil, de acordo com o Art. 47 da Lei 9.478/97, “os royalties serão pagos mensalmente, em moeda
nacional, a partir da data de início da produção comercial de cada campo, em montante correspondente a dez por cento da produção de petróleo ou gás natural”. Já Davidson (1991, p. 279) informa que o valor do royalty é normalmente fixado em 1/8 da receita bruta, ou seja, 12,5% do preço de oferta.
De acordo com Davidson (1991), quanto mais perfeita for a elasticidade da oferta dos ativos petrolíferos, maior será o estímulo para realocar recursos nas atividades de E&P e menor será o efeito sobre o valor desses ativos. Ao contrário, quanto mais inelástica for a oferta daqueles recursos, maior será a riqueza dos proprietários dos ativos frente a aumentos no preço. Neste segundo caso, a atividade de exploração adicional tende a ser menor, pois é de interesse dos detentores de reservas petrolíferas a manutenção da escassez relativa do produto, pois assim é possível a obtenção de lucros extraordinários (monopolísticos). Lucros estes que são gerados à custa de um sistema de produção ineficiente. Quando a oferta é inelástica, aumentos de preço promovem a distribuição de renda real dos consumidores de energia para os proprietários das reservas.
No longo prazo, a elasticidade de oferta depende basicamente de quatro fatores: 1) O diferencial de qualidade geológica e de localização entre os reservatórios, ou seja,
em que medida os retornos decrescentes se manifestam na produção; 2) A tecnologia disponível para exploração e produção;
3) O comportamento e as expectativas dos empresários e proprietários das reservas; 4) O grau de competição e cartelização entre os produtores de energia (em geral).
Davidson (1991) afirma que dentre esses fatores apenas o primeiro é determinado por forças naturais, enquanto os demais dependem das decisões dos agentes que atuam na indústria. Portanto, estes últimos fatores são objetos de análise econômica por parte dos produtores e de políticas de regulação por parte do Estado. A busca por um maior grau de competição no setor energético através, por exemplo, de uma legislação antitruste mais rigorosa, seria uma das maneiras de tornar a oferta energética mais elástica – o que potencialmente melhora o bem estar dos consumidores. Contudo, muitas vezes a concentração de poder político decorre dos próprios monopólios formados no setor energético, que buscam manter o status quo do mercado.
Neste capítulo foram discutidas as características básicas da indústria petrolífera no contexto da economia dos recursos naturais. Foram estudados aspectos gerais importantes, os quais permitem analisar o pré-sal brasileiro por uma perspectiva mais abrangente. Davidson e Keynes foram referências utilizadas para discutir a formação dos preços em um ambiente econômico com presença de cartelização e especulação. A aplicação do conceito de custo de uso de Keynes foi útil para se pensar na gestão dos estoques de recursos naturais de um ponto de vista intertemporal. Os modelos discutidos (Hotelling, Hartwick e Parrinello) deram
suporte para o entendimento dos diferentes critérios para a utilização de recursos naturais exauríveis ao longo do tempo. Este último faz um resgate da teoria sraffiana de preços normais para estudar qual seria um nível eficaz de oferta. Foi demonstrado que tal nível seria aquele que atendesse a demanda efetiva da economia, sendo resultante da própria concorrência entre os capitais na busca por lucros normais – conforme propõe a abordagem de equilíbrio clássico.
O próximo capítulo investiga a relação entre petróleo e desenvolvimento. Sob a ótica macroeconômica, são discutidas teorias que abordam as características de economias que têm o crescimento pautado na exploração de recursos naturais, em especial, no petróleo.
CAPÍTULO III – A ECONOMIA DO PETRÓLEO E SUA RELAÇÃO COM O