3. ÇİZİM ÇIKTISI
3.2. Yazıcı Ayarlarını Yapma
3.2.2. Çıktı Kopya SayısınıAyarlama
análise acerca da eventual mudança de lotação
O presente estudo identificou, recorrendo à base de dados dispo- nível no SIGRH, os servidores técnico-administrativos da UFC que tiveram aumento salarial advindo de majoração ou implemen-
tação do IQ no primeiro semestre de 2016. Tal pesquisa ensejou a formação de um espaço amostral de 173 sujeitos. Dessa fase, re- sultou a construção de planilha com nome, função, lotação e data de admissão dos 173 servidores técnico-administrativos.
Mesmo em sumária análise aos dados coletados, já é possível inferir, a partir do expressivo número de portarias identificadas, que, de uma maneira geral, os servidores estão buscando quali- ficação superior à exigida para o desempenho do cargo que ocupam. Esse fato é atribuído a uma busca por novos conheci- mentos por parte dos servidores técnicos administrativos, em um ambiente institucional de expressivo fomento à qualificação de seu quadro funcional.
Em que pese não ser este o escopo do presente estudo, importa frisar que, além do aumento salarial advindo da implementação ou majoração dos Incentivos à Qualificação, os servidores são estimulados a realizarem cursos de capacitação, muitos dos quais são promovidos pela própria autarquia, para que consigam pro- gressão funcional.
Voltando ao escopo do estudo, os dados mostraram que 72 su- jeitos tiveram data de admissão a partir de setembro de 2015, o que sugere que parcela significativa dos servidores estudados (42% da população) já ingressaram em seus cargos possuindo titulação superior à exigida. O cargo que mais se destacou nessa configu- ração foi o de Assistente em Administração, com 32 sujeitos (44% do estrato aqui observado). Essa informação chama atenção para um possível desafio para a Gestão de Recursos Humanos, tendo em vista que a desmotivação pode ser uma consequência possível desse cenário. Possivelmente, esse comportamento reflete um con- texto nacional de insegurança laboral, que contribui para esforços na direção do ingresso no serviço público, ainda que em área dife- rente da expectativa ocupacional dos sujeitos.
No que tange à observância da data de admissão dos sujeitos, percebe-se a seguinte distribuição, conforme o Quadro 1:
Quadro 1 - Número de admissões dos servidores Técnico-Administrativos nos dados pesquisados, por década.
Período Década de 1970 Década de 1980 Década de 1990 Década de 2000 A partir de 2010 Total 2 15 4 24 118 (72%) Fonte: Dados da pesquisa coletados nos boletins de pessoal da PROGEP/UFC e no SIGRH.
Depreende-se que a maioria expressiva dos servidores estu- dados teve seu ingresso no serviço público num passado re- cente. Essa informação pode apontar, por exemplo, para a ocor- rência do acesso a informações relativas ao desenvolvimento na carreira, estimulado pela Gestão de Recursos Humanos da insti- tuição. Por outro lado, a existência de sujeitos que já compõem o quadro da instituição há mais de 20 anos e que incorporaram recentemente o IQ pode trazer diversos questionamentos rela- cionados ao hiato temporal entre suas admissões e o acesso ao referido incentivo. Por não ser este o foco desta pesquisa, pas- sa-se à análise específica acerca de eventual mudança de lo- tação dos sujeitos.
Dos 173 servidores, constatou-se, em consulta ao SIGRH, a alte- ração da unidade de lotação de 29 após o ano de 2016. Em re- lação a 3 servidores, o sistema não retornou resultados às buscas relativas à lotação. Há ainda 1 caso em que a mudança apontada no sistema indica remoção do servidor para a uni- dade de lotação provisória. Tal alteração, portanto, não possui relação com o “IQ”.
Importa ressaltar que não se pode aferir, apenas a partir desses dados, que os 28 servidores remanescentes (que correspondem a 16% da amostra) tiveram mudança de lotação diretamente re- lacionada com a nova titulação. Entretanto, mesmo considerando que todos mudaram de lotação em virtude do novo título, o per- centual identificado é pouco expressivo, o que pode indicar que,
de uma maneira geral, os servidores que adquirem nova titulação não costumam ser removidos em decorrência disso.
Repisa-se, entretanto, que tais dados devem ser analisados de forma cautelosa, visto que os servidores que não foram remo- vidos podem ter passado a executar novas atribuições, correlatas aos novos conhecimentos adquiridos, no mesmo setor.
Pontua-se, finalizando esta seção, que a universidade deve per- manecer estudando maneiras de aproveitar, de forma ainda mais efetiva, o capital intelectual de seus servidores.
Considerações finais
Considera-se que a realização deste estudo pode contribuir como mais um passo na construção de conhecimentos sobre o impacto das concessões do Incentivo à Qualificação no desen- volvimento organizacional da Universidade Federal do Ceará. Diante do que foi exposto, tem-se que os servidores da autarquia têm buscado titulação superior à exigida para o cargo que ocupam. No mesmo sentido, a instituição tem fomentado o in- cremento de seu capital intelectual, na medida em que cria con- dições e gratifica financeiramente seus ativos humanos que se destacam nessa seara. Constatou-se, ainda, que um baixo nú- mero de servidores muda de lotação após auferirem a nova titu- lação, o que não implica, necessariamente, num baixo aproveita- mento dos novos conhecimentos adquiridos.
Reafirma-se, ainda, a importância de se discutir qualificação e melhores formas de aproveitamento do conhecimento dentro de uma instituição da magnitude de uma universidade que, na qua- lidade de criadora e difusora de ideias deve, sim, continuar com- prometida com a qualificação de seu quadro funcional.
Por fim, tem-se que o presente artigo apresenta reflexões preli- minares sobre a qualificação dos servidores técnico-administra- tivos e sobre o Incentivo à Qualificação nesta Universidade. O enfoque específico que conduziu o presente estudo pode ser complementado em pesquisa posterior, lançando novas pers- pectivas em torno da problemática. Dessa forma, tem-se como sugestão de novas pesquisas, a ser enfrentada pelos autores ou por pesquisadores diversos, a investigação junto aos próprios servidores acerca do impacto das novas habilidades adquiridas com a nova titulação no desempenho laboral.
Referências
AMORIM-BORHER, B. et al. Ensino e pesquisa em propriedade intelectual no Brasil. Revista Brasileira de Inovação, v. 6, n. 2, p. 281-310, 2007.
BEUREN, M. I.; DE OLIVEIRA, J. M. O tratamento contábil do capital intelectual em empresas com valor de mercado superior ao valor contábil. Revista de Contabilidade &Finanças, São Paulo, v. 14, n. 32. maio/ago. 2003. Disponível: <http://www.scielo.br/scielo.php? script=sci_arttext&pid=S1519-70772003000200006>. Acesso em: 7 dez. 2017.
ANTUNES, M. T. P.; MARTINS, E. Capital Intelectual: Verdades e Mitos. Revista Contabilidade & Finanças, São Paulo, n. 29, p. 41- 54, maio/ago. 2002.
BRASIL. Lei nº 11091, de 12 de janeiro de 2005. Dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico- Administrativos em Educação, no âmbito das Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação, e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 12 jan. 2005.
Seção 1, p. 1. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil _03/_ato2004-2006/2005/lei/l11091.htm>. Acesso em: 20 set. 2017.
______. Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 11 dez. 1990. Brasília, DF, 1990. Disponível em: <http://www2. planalto.gov.br/>. Acesso em: 4 jan. 2017.
FERREIRA, A. P. F. et al. Proposição de metodologia para o mapeamento de competências: um estudo de caso em um órgão público do Estado do Pará. In: CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO, 8., Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: UFF, 2012.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos de metodologia científica. 6. ed. 5. reimp. São Paulo: Atlas, 2007.
______. Fundamentos de metodologia científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
PRODANOV, C. C.; FREITAS, E. C. Metodologia do trabalho científico: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. 2. ed. Novo Hamburgo: Feevale, 2013.
RUAS, R. A. Módulo: Consolidação, aplicação e apropriação do treinamento. SEBRAE/RS, CEPA/UFRGS, NADE, 1998.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Lema, Visão e Compromisso. Disponível em: <http://www.ufc.br/a- universidade/conheca-a- ufc/60-lema-missao-visao-e-compromisso>. Acesso em: 23 set. 2017.
______ . PRÓ-REITORIA DE GESTÃO DE PESSOAS. Boletins de Pessoal. Disponível em: <http://www.progep.ufc.br/documentos-
e-formularios/14-boletins-de-pessoal/763-boletim-de-pessoal -2016>. Acesso em: 23 set. 2017.
VAZ, C. R. et al. Capital intelectual: classificação, formas de mensuração e questionamento sobre usos futuros. Revista de Gestão e Tecnologia, Florianópolis, v. 5, n. 2, p. 73-92. abr./jun. 2015. Disponível em: <http://navus.sc.senac.br/index.php/navus/ article/viewFile/253/220>. Acesso em: 12 dez. 2017.