• Sonuç bulunamadı

1.2. Amaç

2.2.2. Bindirme ve Kırıklı Yapılar

3.1.2.3. Volkanik Plato (800-900m)

3.1.6.2.2. Çökme Sonucu Oluşan Dolinler

O terceiro e último modelo de negócios do mercado norte-americano está baseado na contratação, pelas distribuidoras, de energia solar FV gerada por terceiros via celebração de contratos bilaterais de longo prazo- os PPA (Power Purchase Agreement). A vantagem deste tipo de contrato são os preços fixos de longo prazo negociados e imunes às variações de mercado. Além da responsabilidade restritas ao geradores sobre a produção, operação e manutenção dos sistemas fotovoltaicos. Nos EUA, as concessionárias realizam uma série de contratos bilaterais para contratação de energia solar FV, lançando mão deste modelo de negócios como uma opção para expansão do mercado. No Brasil, entretanto, desde 2004 as distribuidoras devem contratar energia dentro do ambiente de contratação regulada por meio de leilões. Nos leilões regulados, as distribuidoras selecionam as fontes mais competitivas para atender 100% do seu mercado cativo e posteriormente celebram contratos de comercialização de energia no ambiente regulado (CCEAR). (CASTRO; FIGUEIREDO; CAMARGO, 2004, p. 2) Portanto, para que seja possível celebrar contratos de aquisição de energia solar FV no Brasil, esta fonte precisa estar disponível nos leilões públicos e ser competitiva entre as demais. Na seção 2.3.1 do capítulo 2 foi realizada uma análise do contexto regulatório da energia solar FV no Brasil- ela é ainda não competitiva com as demais fontes e foi introduzida em leilões de energia nova pela primeira vez no segundo semestre de 2013. Considerando que há a possibilidade do aumento da competividade da fonte solar FV e/ou possibilidade de realização de um leilão específico, entende-se que há validade na aplicação deste modelo de negócios ao mercado brasileiro. O papel da distribuidora sob este modelo é a de contratante de energia solar FV acima de 5MW, capacidade não passível da adoção da política de compensação da energia. As forças e fraquezas das distribuidoras neste modelo são listadas na figura 8 a seguir:

Figura 8. Forças e fraquezas das distribuidoras sob o modelo de aquisição de energia FV gerada por terceiros. Fonte: Elaboração própria

Sob este modelo, as distribuidoras não assumem nenhum papel adicional ao seu modelo tradicional de operação: contrata energia no mercado de geração para fornecer aos seus consumidores livres e cativos. Esta característica é entendida como uma força já que as empresas não assumem riscos ao se engajar em novos modelos de negócio. As distribuidoras também apresentam vantagens em relação a outros possíveis contratantes do mercado livre por contar com condições de negociar grandes quantidades de energia a preços mais competitivos. A proximidade do órgão regulador permite ainda que as distribuidoras influenciem as decisões de oferecimento da fonte solar FV em leilões específicos e, eventualmente, negociem tratamento diferenciado aos custos de contratação desta fonte.

Como fraqueza principal das distribuidoras foi levantada a impossibilidade de repassar os custos mais elevados desta fonte imediatamente à tarifa do consumidor final. Por enquanto, na ausência de incentivos financeiros para aquisição de energia solar FV, é preciso que esta fonte se torne competitiva para honrar compromissos de modicidade tarifária. O aumento da tarifa, por outro lado, leva à perda de competitividade entre os consumidores livres.

Figura 9. Oportunidade e ameaças às distribuidoras no modelo de aquisição de energia FV gerada por terceiros. Fonte: Elaboração própria

A principal oportunidade dos contratos bilaterais, que podem ser estendidas ao mercado brasileiro, reside no fato de que as distribuidoras não assumem responsabilidade sobre o planejamento, instalação, operação e manutenção dos sistemas fotovolaticos. Estas obrigações são assumidas pelo gerador. As distribudoras também encontram vantagens ao não ter que se relacionar com diversos consumidores geradores ( modelo 2) ou proprietários de locais para instalação de módulos (modelo 1). Os contratos são firmados bilateralmente e intermediados pela Câmera de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) , garantindo às distribuidoras prerrogativas de atuação. Outro aspecto favorável deste modelo de negócios está relacionado à possibilidade de revenda da energia solar FV aos consumidores cativos. As empresas podem oferecer programas de opção pela “energia solar FV” com contribuições mensais na conta de energia. Este aspecto é especialmente relevante para os casos de consumidores que não têm condições de instalar sistemas fotovoltaicos- seja pela impossibilidade de arcar com os custos iniciais de aquisição ou por não dispor de locais para sua instalação. Além da revenda de energia renovável aos conusmidores cativos, as distribuidoras podem “aproveitar”o novo canal de relacionamento para oferecer produtos e serviços relacionados. A concessionária Sacramento Muncipal Utility distric (SMUD) do estado da Califórnia, cujo programa foi descrito na seção 1.4.2.3, contratou energia solar FV via acordo de PPA e oferecia aos consumidores o programa SolarShare que disponibiliza blocos de energia solar para consumo do mercado cativo e são cobrados separadamente na conta mensal de energia. (SEPA, 2008, p.36) Por último, vale destacar a oportunidade das distribudoras em divulgar seu envolvimento com expansão de enegria renováveis.

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Oportunidades

Ameaças

• Possibilidade de revender energia solar para consumidores; • Cross-selling de outros produtos e serviços para

consumidores;

• Contribuição a expansão de fontes renováveis;

• Distribuidora não assume responsabilidade sobre sistemas FV como operação e manutenção ;

• Proporcionar alcance de energia solar para consumidores que não podem fazer uso do sistema de compensação de energia;

• Distribuidora tem que negociar com apenas um ou mais geradores ;

• Risco financeiro de contratação de projetos de nova fonte de energia;

• Aquisição de energia, mesmo que renováveis, tratados como custos e não elegíveis a taxa de retorno;

• Inexistência de leilões específicos que assegurem contratação de energia solar;

As ameaças deste modelo de negócios estão principalmente relacionadas à inexistência de incentivos para a aquisição da fonte solar FV, mais cara que as demais fontes particpantes em leilões regulados. A contratação de energia nos leilões são tratadas como custos e repassadas para a tarifa em revisões tarifárias anuais. No cenário atual, as distribudoras, comprometidas com a modicidade tarifária, não têm como contratar fontes de geração pouco competitivas. Enquanto não existerem leilões específicos ou incentivos à contratação da fonte solar FV, o cenário permanecerá o mesmo. O risco associado ao engajamento em projetos de uma fonte de geração não tradicional e pouco negociada no mercado representa, por sua vez, ameaça ao cumprimento dos contratos firmados pelas distribuidoras. A figura 10 abaixo consolida os ambientes interno e externo a este modelo de negócios:

Figura 10. Ambiente externo e interno no modelo de aquisição de energia FV gerada por terceiros. Fonte:Elaboração própria

Benzer Belgeler