Teorem 2.4. Sonsuz sayıda asal sayı vardır
5. Topoloji, Metrik ve Norm
Como Thiollent (2011, p. 47) aponta “a relação entre conhecimento e ação está no centro da problemática metodológica da pesquisa social voltada para a ação coletiva”.
Antes de apresentar a análise referente ao conhecimento, considerou-se necessário resgatar o que é conhecimento para a pesquisa-ação. Desta forma, este tópico se pauta no pensamento de Thiollent (2011, p. 49), que aponta os principais objetivos de conhecimento que são alcançáveis em uma pesquisa-ação:
a) A coleta de informação original acerca de situações ou de atores em movimento;
b) A concretização de conhecimentos teóricos, obtida de modo dialogado na relação entre pesquisadores e membros representativos das situações ou problemas investigados;
c) A comparação das representações próprias aos vários interlocutores, com aspecto de cotejo entre saber formal e saber informal acerca da resolução de diversas categorias de problemas; d) A produção de guias ou de regras práticas para resolver problemas e planejar as correspondentes ações;
e) Os ensinamentos positivos ou negativos quanto à conduta da ação e suas condições de êxito; e
f) Possíveis generalizações estabelecidas a partir de varias pesquisas semelhantes e com o aprimoramento da experiência dos pesquisadores.
Baseada nestes critérios, e por meio do subNó intitulado ‘conhecimento gerado por utilizar p.a.’ foram codificados trechos onde os autores dos artigos declaravam quais os resultados obtidos justamente por terem usado este método de pesquisa e não outro. Na sequencia foi realizada uma comparação entre o subNó ‘conhecimento gerado por utilizar p.a.’ com o Nó ‘objetivo da pesquisa-ação’.
O primeiro fragmento extraído mostra os resultados diretamente ligados aos possíveis conhecimentos impactantes nas pessoas e nos processos produtivos.
Outros resultados alcançados foram: maior conhecimento das equipes de produção (operação e supervisão) sobre o impacto do processo na qualidade final do produto; conhecimento da aplicação da cal e suas funções dentro do processo siderúrgico; vários conhecimentos intangíveis foram explicitados e agregados aos padrões de operação; satisfação interna dos profissionais da fábrica com a qualidade do produto e sucesso do projeto; e replicação do projeto para outros produtos da empresa (MELO FILHO e CHENG, 2004).
Portanto, esta primeira citação nos remete ao conhecimento gerado por meio das ações a que trouxe contribuição técnica para tanto para a organização quanto para as equipes de produção. O próximo trecho extraído também apresenta resultados semelhantes ao primeiro, porém com um viés mais geral, dentro do contexto teórico da pesquisa-ação, não descrevendo a especificidade do conhecimento obtido.
A pesquisa-ação, principalmente na fase exploratória, contribuiu significativamente para a identificação dos processos, pois esta técnica privilegia o contato com o campo em que está desenvolvida (GIL, 2002). Os benefícios observados na adoção da pesquisa-ação da rede interorganizacional, como técnica investigativa, foram: interação entre a possibilidade de intervenção em tempo real e elucidação e visualização de seus processos (GONÇALVES e ABREU, 2004).
Este próximo fragmento de texto nos remete para o conhecimento dialogado entre os envolvidos no processo de pesquisa-ação, embora não declare explicitamente essa participação.
A metodologia da pesquisa-ação, por ser uma ferramenta de integração entre os pesquisadores e as pessoas envolvidas na situação observada, aumenta o conhecimento dos destes com relação à realidade analisada, não limitando-se assim apenas a uma formatação engessada, mas que se molda ao longo do processo participativo de decisão (DE ALMEIDA, et al., 2009).
A questão sobre a relação entre a prática e a teoria é apresentada no fragmento seguinte, onde apresenta também a dificuldade encontrada durante o processo da aplicação da pesquisa-ação, por parte das artesãs.
Os pesquisadores deste projeto trabalharam de forma ativa nesta experiência, inseridos como atores do processo, baseando-se na metodologia da pesquisa-ação. Verificou-se que a utilização desta ferramenta metodológica, favorece o conhecimento do trabalho real das artesãs e das dificuldades enfrentadas pelas alunas envolvidas no estudo, o que favorece a geração de soluções que melhor se adéquam à ambas realidades.
pesquisadores junto aos envolvidos no processo de pesquisa-ação é apresentado a seguir:
A aplicação de uma metodologia de pesquisa participativa, como a pesquisa-ação, é vista como fundamental nesse sentido. Garantindo o envolvimento de todos os interessados, é facilitado o alinhamento entre as necessidades por gestão do conhecimento identificadas e a aplicação de ferramentas de operacionalização da GC que mesclem, na devida medida, soluções tecnológicas e sociais (DE OLIVEIRA, CORTIMIGLIA e FOGLIATTO, 2008).
Ao realizar as leituras nos códigos, nota-se determinada frequência com relação a contribuição que fica atrelada no termo participação. A ação norteadora das mudanças decorrentes da participação motivada pela presença de todos acaba não sendo destacado pelos artigos, o que causa um pouco de estranheza dado que se há a participação como centro motivador do uso da pesquisa-ação, esperava-se encontrar resultados próximos e condizentes com o mesmo. O que é muito visível com relação aos artigos que declararam o uso de metodologias participativas e/ou pesquisas participativas. Nestes casos, há uma melhor explicação a respeito dos resultados bem como foi o processo de mudança ocasionando assim, aprendizagem (tanto para o pesquisador quanto para a comunidade onde foi realizada a pesquisa). Observe o exemplo a seguir:
Dessa forma, o trabalho proporcionou a possibilidade de se construir uma nova abordagem de análise organizacional, calcada em metodologias participativas, em que o saber técnico e o saber advindo da experiência dos trabalhadores dialogam na construção conjunta de um diagnóstico de problemas e suas soluções. Vale ressaltar ainda que, no campo particular da Engenharia de Produção, tal abordagem surge com importância, uma vez que se reconhece cada vez mais como fundamental a necessidade de incorporação dos empregados, fornecedores, comunidade nas decisões e ações a serem tomadas pela empresa (RUTKOWSKI e DIAS, 2002).
Outro aspecto observado foi que ao ler os resultados apresentados como conhecimento gerado, nota-se que não há uma continuidade no que refere aos tipos de pesquisa já realizado por alguém, ou seja, existe uma pesquisa-ação que já foi realizada, por exemplo, na subárea de Gestão do Conhecimento, mas para consolidar esta pesquisa (e por que não dizer validar?) seria interessante outro pesquisador aplicar a pesquisa-ação nos mesmos moldes na mesma subárea. Ou ainda, em determinados setores em específico, como por exemplo, hospitais. Talvez falte maior divulgação da pesquisa-ação nos meios acadêmicos, de tal forma que se torne uma prática comum usar caminhos já percorridos e tentar aplicar em outros contextos, embora cada situação tenha sua particularidade. Como bem aponta Thiollent (2009, p. 29), para viabilizar a pesquisa-ação nas organizações, os profissionais deveriam propor experiências limitadas que, mais tarde, seriam divulgadas e implementadas em maior escala.
O que se observa é que os próprios autores dizem que existe essa carência, porém não há continuidade nos próprios trabalhos apresentados. É que com a leitura foi observado também que os autores diziam em determinado ano que haveria uma continuidade na pesquisa, mas isso não se configurou quando da realização das análises nos anos seguintes.
Por exemplo,
Os próximos passos previstos para esta Pesquisa-Ação incluem o aprimoramento na utilização de diferentes sistemas de informação, buscando fortalecer o processo de Emancipação Digital da comunidade de Tibau do Sul e incluindo o desenvolvimento de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), Portais e ferramentas específicas, assim como o compartilhamento desses conhecimentos com outras localidades, por meio de parcerias e novos arranjos comunicativos locais.
Como não se tem condições de apontar os motivos e as razões pelos quais não houve essa continuidade, surgiu nova necessidade: Quais dificuldades são declaradas pelos autores quando da realização da pesquisa-ação? Esta questão é tratada no próximo item.
O resultado que se obtém quando se usa a pesquisa-ação é diferente do resultado quando se usa outro método de investigação científica. Considerando o fato de que em uma pesquisa científica onde o pesquisador aplica questionários e/ou obtém seus resultados apenas de modo unilateral, já nos leva a crer que este resultado tem um viés, podendo ser um olhar mais de perto do pesquisador ou ainda, da empresa onde foi realizada a pesquisa. Quando se utiliza a pesquisa-ação, o processo de aprender se faz presente, de tal forma que a participação é o alicerce que fundamenta o crescimento desta vasta experiência. Difícil imaginar que os resultados seriam os mesmos. O que não se pode afirmar de modo genérico, é se o resultado obtido é melhor ou não quando do uso da pesquisa-ação.