2. MARKA HAKKININ HAKSIZ REKABET HÜKÜMLERİ
2.4. Tescilsiz Markanın Korunmasının Sınırları
O presente trabalho tem foco na bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu, localizada entre as coordenadas 20º 44’ S e 42º 53’ O, no município de Viçosa, Zona da Mata mineira. A bacia ocupa uma área de 5.422 ha, representando cerca de 18% da área do município. O ribeirão é afluente do rio Turvo Sujo, que deságua no rio Piranga que, por sua vez, é um dos principais afluentes do rio Doce. Nas Figuras 7 e 8 são apresentadas a localização da bacia hidrográfica do ribeirão São Bartolomeu no município de Viçosa e no contexto da bacia hidrográfica do rio Doce, respectivamente.
Figura 7 - Localização da bacia do ribeirão São Bartolomeu no município de Viçosa
Figura 8 - Localização da sub-bacia do ribeirão São Bartolomeu na bacia do rio Doce
A bacia é composta por áreas com predomínio de latossolos e relevo que varia de ondulado a montanhoso. De maneira geral, em relevo forte ondulado são encontrados solos Cambissólicos e em relevo ondulado os Latossolos Vermelho-Amarelo ou Latossolos Cambissólicos. Nas áreas mais planas de
Bacia do ribeirão São Bartolomeu Município de Viçosa
Brasil
Bacia do rio Doce
Rio Doce Rio Piranga
Sub-bacia do rio Piranga Bacia do rio Doce
Rio Piranga
Sub-bacia do rio Piranga
Sub-bacia do ribeirão São Bartolomeu Município de Viçosa
terraços são encontrados Argissolos Vermelho-Amarelo e junto aos cursos de água predominam solos Hidromórficos.
De acordo com a classificação de Köppen, o clima é do tipo CWB, ou seja, tropical de altitude com verões frescos e chuvosos (EMBRAPA, 1982).
Quanto à vegetação, a cobertura vegetal nativa da bacia pertence ao domínio da floresta atlântica, com presença de mata higrófila e mata mesófila (RIZZINI, 1963). Devido ao intenso processo de substituição da vegetação natural para dar lugar a pastagens e lavouras, em especial de café (FRANCO, 2000), bem como pela exploração seletiva das madeiras nobres, a mesma encontra-se fragmentada, muito empobrecida em sua composição florística e praticamente inserida nos topos de morros e áreas de maior declive, exatamente em terrenos em que a atividade agropecuária praticada na região não se adapta bem (TEIXEIRA e COELHO, 2001).
Em geral, a região é um ambiente degradado, ocupado por agricultores que enfrentam problemas de produtividade com solos frágeis, bastante suscetíveis à erosão, e pouco férteis (CARDOSO, 2003), devido ao histórico de uso intensivo das terras, com práticas não-adaptadas ao ambiente. Para contornar essas adversidades, as atividades de pecuária e de agricultura familiar acabam sendo praticadas nas margens dos rios, pois são nessas áreas que os pequenos agricultores, que representam a grande maioria na região, encontram os solos mais férteis e fáceis de trabalhar (FRANCO, 2000) e tentam, assim, se manter nas terras. O que vem acontecendo, então, é que áreas de pastagem e de culturas agrícolas vêm ocupando as margens dos cursos de água, topos de morro, encostas íngremes e outras Áreas de Preservação Permanente (APP’s), que representam 19% da área da bacia do ribeirão São Bartolomeu, conforme relatado, detalhadamente, por Franco (2000) em seu trabalho a respeito dos sistemas agroflorestais da Zona da Mata de Minas Gerais.
De acordo com Souza (2004), citando Torres (1983)35, o superpastejo parece ser a principal causa da degradação das pastagens, uma vez que compromete
35 Torres, E. El papel de las lenosas perenes em los sistemas agrosilvopastoriles. Turrialba: CATIE, 1983. 46p
a ciclagem biogeoquímica de nutrientes nesses sistemas. Para o autor, este fato se deve ao manejo inadequado dos animais nas pastagens, onde são colocadas quantidades de unidades animal por hectare (UA/ha) acima da capacidade de suporte ou de suprimento de forragem.
Em geral, uma pastagem degradada suporta apenas de 0,3 a 0,5 UA/ha enquanto que pastagens recuperadas podem manter a capacidade de suporte de 1,8 UA/ha (MOURA et al, 2009). Na região, a capacidade de suporte não chega a 1 UA/ha, o que reflete a taxa de lotação média no Brasil, que é de 0,6 UA/ha (SANTOS, 2007). Na Zona da Mata, a situação é ainda mais crítica, com capacidade de suporte das pastagens, segundo informações coletadas na EMATER-MG por Souza (2004), em torno de 0,4 UA/ha O autor realça, porém, que uma pastagem bem formada e manejada de Brachiaria brizantha poderia alcançar 4,0 UA/ha.
Assim, o processo de ocupação inadequada que esta bacia vem sofrendo ao longo dos anos, agregado à falta de práticas conservacionistas vem contribuindo para uma menor recarga de aquíferos e um elevado carreamento de partículas em direção aos cursos d’água (ROMANOVSKI, 1997). As declividades elevadas da região favorecem a ocorrência de enxurrada, erosão e lavagem de nutrientes, empobrecimento do solo, assoreamento dos cursos de água, potencializando a ocorrência de enchentes. Desta forma, fica caracterizada o tipo de poluição marcante nesta bacia, a difusa, que tem por característica a disseminação ao longo de sua extensão.
Sendo assim, a bacia do ribeirão São Bartolomeu representa um modelo ideal de bacia localizada em centros urbanos que vem, ao longo dos anos, passando por processos erosivos, com a ocupação inadequada das áreas que deveriam estar reflorestadas nas encostas, existência de pastagens progressivamente degradadas e plantações agrícolas em áreas de preservação permanente e inexistência de isolamento dessa faixa de preservação.
A modelagem e simulação de cenários nesta área são particularmente importantes por não haver nenhum tipo deste estudo na região, que é representativa das áreas de planalto dissecado do mar de morros, originadas do Complexo Cristalino Brasileiro, que se repetem em grandes extensões no
território brasileiro em sua fachada Atlântica. Os parâmetros obtidos a partir da modelagem poderão ser estendidos em áreas que apresentem características semelhantes, as quais representam grandes feições do território nacional.