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Terorist Eylemlerin Silâhlı Saldırı Eşiği Bakımından Değerlendirilmesi

A. Terorist Eylemlerin Silâhlı Saldırı Koşulu Bakımından Değerlendirilmesi

1. Terorist Eylemlerin Silâhlı Saldırı Eşiği Bakımından Değerlendirilmesi

As transformações entre fases com estrutura CFC e CCC costumam apresentar relações de orientação do tipo Kurdjumov-Sachs, Nishyiama- Wassermann e em menor grau relações de Bain. As características cristalográficas de cada uma destas transformações podem ser observadas na Tabela 2.2 [18-19].

Tabela 2.2 Relações de orientações presentes em aços dúplex Relações de Orientação Correspondência dos reticulados

Kurdjumov-Sachs {110} // {111} <111> // <011> Nishiyama-Wassermann {110} // {111} <110> // <112> Bain {110} // {100} <110> // <110>

Cada relação de orientação pode ser representada por um eixo que se mantém invariante na transformação e por uma rotação de um ângulo em torno deste eixo, que pode ser determinado em função de um ângulo polar e um azimutal, com relação aos eixos cristalográficos da fase matriz. Por exemplo, a relação de Kurdjumov-Sachs pode ser representada por uma rotação de 90o (simetria do sistema cúbico) em torno de uma direção <111>. Além disso, a transformação pode ser descrita por ângulos de Euller, relacionando a orientação da fase matriz e da fase formada [20].

Fujii et al. [21] relataram a existência de relações de Kurdjumov-Sachs em ligas Cu-Fe durante a formação de ferrita em uma matriz de cobre. A direção de crescimento da ferrita depende da variante da relação de orientação encontrada entre o precipitado e a matriz. Em trabalho onde estudavam a solidificação direcional de ligas Fe-Cr-Ni, Fukumoto et al. [22] constataram que a segunda fase nucleava sobre a superfície sólida pré-existente (matriz) seguindo uma relação de orientação de Kurdjumov-Sachs.

Hu [23]realizou um trabalhou onde mostrou a ocorrência da relação de orientação de Kurdjumov-Sachs em transformações sucessivas de ferrita  para austenita e posteriormente para ferrita . Segundo este trabalho a relação de Kurdjumov-Sachs pode ser determinada ainda pela existência de uma outra direção paralela (família <112>), além daquelas citadas na Tabela 2.2.

Outra característica importante destas relações de orientação diz respeito à morfologia das partículas. Southwick e Honeycombe [24] estudando

a transformação da ferrita em austenita em um aço inoxidável dúplex com 26% de cromo e 5% de níquel observaram que a morfologia da maioria das partículas de austenita pode ser adequadamente descrita pela classificação morfológica de Dubé (Figura 1). Além disso, os resultados mostraram que as características morfológicas são independentes do sentido da reação ↔. Esta propriedade permite que os estudos da formação de partículas de austenita em aços inoxidáveis dúplex possam ser comparados aqueles envolvendo a formação de austenita em aços de baixa liga.

Ainda com relação à morfologia das partículas de segunda fase, em trabalho recente [25], foi verificado que nos estágios iniciais da formação as partículas de austenita assumem uma morfologia do tipo Widmanstätten. Novamente os resultados revelaram que as relações de orientação entre a austenita e a ferrita são próxima às de Kurdjumov-Sachs e Nishyiama- Wassermann, mas na medida em que as agulhas crescem, as relações de orientação perto das suas pontas se tornam mais próximas das de Kurdjumov- Sachs.

Fujiwara et al. [26] realizaram um estudo dos precipitados formados nas linhas triplas de contornos de grão. Os resultados mostraram que em alguns casos é possível que um precipitado de contorno de grão apresente relações de orientação quase racionais com mais de um grão da matriz. No caso das linhas triplas foram observadas relações de orientação com dois dos três grãos da matriz. Estes estudos foram realizados em amostras de grãos grandes, de modo que a variedade de contornos de grão do ponto de vista cristalográfico não era muito grande. Entretanto, para que tal fato ocorra é necessário que haja entre os dois grãos uma diferença de orientação tal que os planos atômicos envolvidos formem entre si um ângulo que permita o ajuste do precipitado aos reticulados dois grãos. Tome-se como exemplo um precipitado CFC crescendo em uma matriz CCC que apresente relações do tipo Kurdjumov-Sachs com os dois grãos adjacentes. O ângulo formado entre planos da família {111} de um mesmo cristal é de aproximadamente 70,5o. Portanto, deve haver entre os planos da família {011} dos dois grãos da matriz um ângulo bastante próximo de 70,5o . Há ainda mais uma restrição dada pelas

direções paralelas nos planos que compõem a relação de orientação. Ou seja, além do ângulo entre os planos atômicos da matriz, a orientação dos dois grãos deve permitir o ajuste das direções paralelas no precipitado. Naturalmente a possibilidade que um precipitado apresente relações de orientação exatas com os dois grãos será mínima. Entretanto, Howe et al. [27] relataram a presença de agulhas de ferrita com morfologia do tipo Widmanstätten crescendo para os dois lados dos contornos dos grãos austeníticos em aços de baixa liga.

Esta claro que o estudo das relações de orientação constitui objeto de grande interesse cientifico e tecnológico, pois tais relações podem fornecer informações importantes sobre diversas propriedades dos materiais. Para o caso deste projeto em especial, o objetivo principal do estudo das relações de orientação é obter dados que permitam inferir qualitativa e quantitativamente sobre a acomodação da deformação durante o processo de conformação desta família de aços.