4.2. Türkiye’de Konaklama İşletmelerinde Sürdürülebilir Turizm Uygulamaları ve
4.2.2. Türkiye’de Yapılan Diğer Sürdürülebilir Turizm Uygulamaları
Em Borrões de Verde e Amarelo (1925), Cassiano Ricardo procura recriar a história do Brasil utilizando uma espécie de epopéia poética.191 Inicia a descrição com o
O panorama político que antecede o conflito, do ponto de vista de Menotti, também é descrito. “Nada perturbava um largo ritmo de fraternidade coletiva, expressa na unidade de um partido político e organicamente forte, embora não o iluminasse o idealismo de um programa” (1932/1958: 20).
191 Em 14.01.1926, ocorreu a primeira impressão, pela Editorial Hélios, de Borrões de Verde e Amarelo, que saiu
com data de 1925. A segunda edição saiu em 24.08.1926 e um pouco diferente da que a precedeu. Essa segunda edição (1926) tem como poema de abertura a exortação aos imigrantes “louros”, enquanto na primeira edição tal tema só aparece depois da descrição do descobrimento. Cassiano Ricardo dedica o livro a Flamínio Ferreira, diretor do jornal do PRP (Correio Paulistano), e aos companheiros Menotti Del Picchia e Plínio Salgado, em homenagem pelo “apreço intelectual e pessoal”.
descobrimento do País, focalizando a chegada das treze caravelas portuguesas e a paisagem em terra, onde acontece o encontro entre selvagens e portugueses. As praias, as árvores, as plumagens, os caminhos, a terra, as cores, os sons... as raças, enfim, são os signos escolhidos que se entrecruzam no desfile das imagens do poeta verde-amarelo. As personagens aparecem sempre descritas por meio de uma imagística da cor, orientadora da narrativa.
Ó louro imigrante que trazes a enxada ao ombro e, na roupa em remendos azuis e amarelos
o mapa de todas as pátrias! (1925:23)192
As três raças participam do mesmo destino que desembocará na construção da nação.
... e homens filhos do sol (os índios) homens filhos do luar (os lusos) homens filhos da noite (os pretos)
aqui vieram sofrer, aqui vieram sonhar (1925:24).
A descrição da terra é feita por meio de símbolos religiosos e de imagens panteístas, nos quais frutos e árvores, por exemplo, lembram corpos de mulher, numa paisagem pintada com pinceladas de mil cores e sons, onomatopéias que simulam a vivência de um mundo tropical. Montanhas se assemelham a gigantes de pedras e borboletas dançam como em um baile. As paisagens e personagens são caracterizadas por cores que funcionam como emblemas identificadores que definem o clima da narrativa do autor.
Não sei que Deus foi esse que pintou a nossa terra de verde tosco e de amarelo
fosco,
192 Em 1953, esse poema de Cassiano Ricardo foi gravado em bronze em monumento aos imigrantes no Rio
e que deixou cair da palheta encantada em cada borboleta, em cada
cousa um borrão de alvorada (1925:26).
Associações entre cores, pedras ou metais preciosos, frutos, corpos de mulher e prazer sexual ficam muito freqüentes na fase nacionalista de Cassiano. As mulheres são freqüentemente identificadas por meio de imagens naturistas, quando não “selvagens” ou “primitivas”. Parecem, segundo o autor, “filhas do mato”. Frutos tropicais são associados à sexualidade própria da região e as árvores lembram mulheres enraizadas no solo. O vermelho é a cor do pecado.
Dia das uvas cor de vinho ou de esmeralda, em bagas de veludo. Dia dos cambucis cheirosos e carnudos
e das jabuticabas pretas trescalantes como beijos estalados. Dia dos frutos escandalosos
e mais vermelhos do que pecados;
dos mamões e limões que pareciam, pendurados, seios de bicos verdes e apontados.
Cada árvore lembrava um vulto de mulher que balançasse os ramos como braços longos e
úmidos para abraçar lascivamente a quem lhe fosse chupar o sangue aos frutos que eram feitos de carne rosiclér (1925: 31-34).
De outro lado, o autor associa ao Brasil a “terra dos papagaios”. Imagens tipificadoras e estereotipadas surgem em “Carnaval”193, cujo enredo é construído no meio da
floresta, como se fosse primitivamente vivenciado e produzido por pássaros, anfíbios, insetos multicores e plantas várias. Cultura e natureza (carnaval e floresta tropical) são manifestações unidas por meio de analogias.
Mas para terdes
idéia exata desse estranho carnaval
lembrai-vos que os cipós são serpentinas verdes numa trama infernal;
e que a lua depois, por trás das trepadeiras,
é uma cabeça arlequinal que espia o carnaval... (1925:39)
No entanto, a nostalgia e as metáforas fúnebres ainda são elementos de solução poética, permanecendo em descrições como em “O enterro da tarde”. Em poemas como “Plenilúnio”, a angústia do poeta parece forçosamente retornar e se manifesta por meio de metáforas que associam pátria e angústia, como na imagem que descreve “dor de minha terra” (1925:63-65).
O contraste entre cores extremas, o preto e o branco, surge em contrapontos como “carvão e giz”, em que o primeiro é associado à noite, o quadro negro riscado pelo giz é comparado ao vaga-lume que pisca na amplidão noturna. A terra aparece novamente, associada ao corpo feminino e às frutas, ao “sabor tropical”, como no poema “Apego à terra” (1925:44).
Agarrado ao teu corpo, sinto que estou amarrado
nas tuas tranças lúbricas de sol (1926:36).
A natureza permanece povoada por imagens antropomórficas. Morros têm cabeças e “borrões de noite negra” mancham a pele das onças-pintadas. A alvorada encontra com a noite no pêlo da onça, e a mulher autóctone (indígena) tem sua aparição análoga ao nascimento de uma manhã.
Começou a escorrer, pela cabeça Negra de um morro ainda noturno o fogo límpido da alvorada. Nisto uma onça pintada Saltou do mato como um gato
enorme e elástico que trouxesse no pelo colorido
borrões de noite negra e man- chas amarelas de arrebol.
***
Foi quando a manhã indígena à semelhança de uma caçadora saiu por trás da montanha verde
e, esticando o horizonte em forma de arco,
lhe arremessou de pronto uma flecha de sol (1925:49).
Após um incêndio no mato, as árvores são queimadas e parecem “gente”.
Agora o vulto de carvão em cada tronco semelha um negro revoltado preso ao solo, agitando nas mãos uma tocha vermelha (1925:57).
O “Dedo de Deus” também se transforma em mensagem da natureza para os homens.
Apontando o destino aos homens, em silêncio, vejo o “Dedo de Deus”, imovelmente ergui- do para as estrelas, para o Ideal ... (1925:87).
O mundo predominantemente sombrio da fase parnasiana de Cassiano Ricardo se abre para um Brasil matutino, colorido e festivo, país em que animais e plantas, no dia quinze de novembro, preparam para comemorar (1925:90). Passando pela floresta e diversas
paisagens associadas ao sertão e ao bandeirismo, Cassiano descreve ainda o mundo rural e a fazenda, chegando a temáticas típicas de um ambiente urbano que fazem referência ao cinema (1925:121).194 Cita desde Iracema, no Ceará, até o gaúcho no pampa, harmonizando, assim, no
plano simbólico todos esses ambientes tomados pelos seus contrastes.195 O autor alterna
imagens que formam um jogo entre realidade e ilusão, e parece optar pela segunda, como em “Pássaro Enfermo” (1925:97) ou “Malazarte” (1925: 101, 102). Mas o sonho acaba, às vezes, acompanhado pela decepção, como em “Canção da hora morta” (1925:113).
Ó douda felicidade,
Ó mais furtivo de todos os bens! Há quantas noites é que te espero E tu não vens... e tu não vens.
Já nesse primeiro livro da fase nacionalista a noite e o luto estão associados pelo poeta à mulher de raça negra e à sujeira, assim como o louro se associa à luz, procedimento que é possível verificar em poemas como “Remorso”.
Como uma negra imunda
descera a noite vagarosa, va- gabunda com os seus lampiões de gás
louro pálido
sobre a tristeza do beco ... (1925:105)
Assim como na fase de O Evangelho de Pan, que associava o éden à luz, aos frutos de ouro e ao Sol, na fase verde-amarela, a cor negra aparece associada à sombra e à
194 Em anotações do exemplar de Borrões de Verde e Amarelo, pertencente a Mário de Andrade, na biblioteca do
IEB, o autor registra o ufanismo no qual havia caído Cassiano e outros modernistas, além de assinalar momentos em que reconhece imitações de poemas de Guilherme de Almeida e Manuel Bandeira. Uma das anotações faz a crítica do difícil momento modernista de virada nacionalista pelo qual passavam esses autores: “Cassiano descobre a todo instante imagens lindas mesmo. Porém, a gente sai dum livro destes, Menotti, Cassiano, mesmo o Gui de ‘Meu’ com a resolução firme de nunca mais escrever uma imagem”, lamenta Mário de Andrade (p. 55). O advogado de Guilherme de Almeida, autor da obra “Meu”, acusou Cassiano de plágio, mas o poeta verde-amarelo respondeu as acusações, ainda em maio de 1927 (ver artigo “Terra Papagalorum”, de Brito Broca, em A Gazeta, de 25.02.1958).
195 Nessa obra, Cassiano desfila imagens que identificam diversos pontos geográficos, como se percorresse o
mapa do Brasil, ao mesmo tempo que retoma “flashes” de diversos acontecimentos históricos, enaltecedores da nação, assim como S. Paulo e seus bandeirantes “audaciosos”.
treva. Por analogia, à raça negra fica reservado o lado fúnebre do País. A raça africana no Brasil é, pela pena de Cassiano, associada à morte, ao escuro, ao assombrado, ao chumbo, ao cativeiro das lavouras de café, à crucificação e, depois, a Palmares, ao sangue, à redenção, mas, sobretudo, a uma história de luto, ainda que Cassiano se refira a isso, esporadicamente, como “um luto de glória”. Curiosamente, samba e luto são parceiros nesta fase de experimentação e renovação literária do poeta. Veja-se, por exemplo, o poema “Sangue Africano”, no qual os negros produzem “lá fora” sons e ritmos associados ao primitivo:
Lá fora, no terreiro da fazenda,
a dança trágica e noctâmbula dos pretos, de sarabanda em bamboleios de perna bamba, no resmungo sem fim do bumbo ou do urucungo no arrasta-pé grosseiro e fúnebre do samba que retumba na noite lúgubre que descamba: é o choro surdo e entrecortado do batuque,
no bate-pé que enche de assombro o próprio chão... [...]
O meu Pai João, por que choraste? ***
E ele nem me voltou o rosto do carvão. Como um grito de dor, dentro do coração, pareceu-lhe escutar o clamor da senzala. E grandes lágrimas de opala,
lhe estrelaram a face negra, à hora do jongo, como se o pobre preto, em sua noite escura,
conseguisse acender as estrelas do Congo... (1925:136-139).
Borrões de Verde Amarelo pode ser interpretado, portanto, como um momento de
levantamento de temas, imagens, fenômenos naturais, regiões brasileiras (como no poema “Amazônia”) capazes de criar e valorizar as coisas que seriam tipicamente nacionais, entre os quais: os rituais compartilhados, suas frutas e clima, e a mistura de raças. Aliás, a própria expressão “borrões” aponta para certa indefinição do autor quanto à epopéia nacionalista a ser estampada de forma poética em sua narrativa. É um novo momento de exploração da
potencialidade das cores e materiais a serem mobilizados como suportes que possam representar a identidade brasileira por meio de uma história ou de um “mito verdadeiro” sobre a nação.
Em Vamos Caçar Papagaios (1926), o autor desenvolve o mesmo tema da formação e história da nacionalidade, tomando novamente como evento de partida o descobrimento do Brasil, que será trabalhado de forma bem mais acabada no decorrer das várias edições de Martim Cererê (1928).196
O autor pretende traçar a gênese da nação tomando como foco inicial a chegada dos marujos. Desde o mar, o céu claro e o dia “branco” indicam aos marinheiros a promessa de “mundos nunca vistos nem sonhados”. A presença de um Porto Seguro e de um Monte Pascoal era anúncio de um grande futuro.
Tudo isto eram sinais de alguma terra maravilhosa ou pelo menos de alguma ilha
onde uma natureza mansa lhes dizia haver fruitas gostosas (1926: 17).
O jogo com as cores persiste, mas o autor incorpora um bom número de termos de origem tupi, como signos de autenticidade de uma poesia nacional. Cresce ainda mais a freqüência de descrição de imagens, que passam pelo inventário de aves típicas, frutos tropicais e sensações.
À sombra de altivas palmeiras caciques contavam seus feitos tocando boré no rumor da pocema tomando cauim nas festanças da taba: heróis de coroa e de tanga,
com frexas de sol na uiriçaba andavam caçando onças brabas e papagaios decorativos.
196 Cassiano Ricardo considerava que as obras Borrões de Verde Amarelo, Vamos Caçar Papagaios e Martim Cererê formavam uma trilogia, sendo as duas primeiras obras polêmicas e a terceira expressão de uma síntese
Um cheiro de moita orvalhada
fazia pensar em goiaba e pitanga (1926:13-14).
Ou em “Profecia”:
E quando a noite veio
o vulto negro de um jequitibá arremedou o capelão da armada
erguendo a lua como uma hóstia iluminada num altar de carvão... (1926:21).
Nesse contexto, os papagaios marcam presença com uma algazarra de cores e gritos simulados. Em uma seqüência de rituais e motivos que foram marcos históricos da consolidação oficial da nação brasileira, como “A Primeira Missa”, “O Batismo”, “A Noite Africana”, “Anchieta, o Primeiro Poeta”, “A Conquista das Esmeraldas” e “A República Negra”, Cassiano Ricardo procura traçar seu percurso poético nacionalista. Com esse tipo de procedimento, o autor parece selecionar marcos inaugurais explicativos, ao mesmo tempo em que vai associando certas características estereotipadas aos habitantes do País, sobretudo sua primitividade original.
Ilha onde havia mulheres nuas anhangás a sonhar com histórias de luas e cantos bar- baros de borés em poracés batendo os pés.
Uma das associações principais e mais persistentes no pensamento de Cassiano Ricardo na fase nacionalista pode ser vislumbrada no poema “A noite africana” (1926:24). A negra recebe a função de nutriz, ou ama de leite, a dar de mamar à criança selvagem “nascida num berço de plumas vermelhas”.
Todo o trabalho que o autor já vinha desenvolvendo segundo o estilo parnasiano e que se referia à descrição de percepções subjetivas sensoriais dos fenômenos naturais ou dos próprios sentimentos, associações de uma poética tradicionalista, como noite/negro/luto, é transferido para signos identificadores e que podem ser associados à nação brasileira. As três raças, tema dos mais recorrentes e que serve como motivo de
descrição das particularidades do processo de ocupação territorial brasileiro, serão repetidamente retomadas.
Temas sacros, como os Reis Magos (1926:29), surgirão novamente encarnados nos papéis das três cores raciais tomadas como originais, cada uma com sua contribuição para a fundação do País, conjugando imaginário católico e composição social. Numa interpretação que se quer descompromissada e bem humorada, o negro é associado ao ininteligível, ao irracional e ao primitivo.
E vieram três reis encantados: um branco, um vermelho e um preto.
O rei vermelho trouxe uma penca de pássaros verdes, peles de onça, e uma porção de papos de tucano.
O rei branco que andou cavalgando as ondas de anil com cabelos de luas trouxe uma cruz de sangue em cada vela e um pouco d’água azul do mar.
O rei preto rezou qualquer cousa falando em mandinga e em candonga (gritava lá dentro das árvores
a primeira araponga) (1926:30).
O tratamento em torno do bandeirante e do tema da conquista surge de forma incipiente em “O rasto das pedras verdes”, ou “As Minas de Prata”, mas a presença dos metais ficará cada vez mais freqüente.
Quando o Brasil era menino
foi que entrou pelo mato cheio de onça levando muita pólvora e muito chumbo
pra caçar esmeraldas.
E que andou a brincar com seu próprio destino. (Cada alvorada era uma estampa cor de rosa) E então ele caçou uma porção de papagaios
e enamorou-se de uma indígena formosa (1926:43).
O sertão do Brasil é retratado como um hábitat de cores e sons, tomado pelo barulho produzido pelo dia, representado em forma de uma natureza anímica e humanizada. Por meio da aplicação de palavras que sugerem a presença da vida de modo metafórico, os fenômenos naturais sertanejos são humanizados ou animados, como no poema “Pantomima”.
O dia azul soltou um grito de araponga. O macaxeira de cabelos encarnados,
botou pra fora da restinga o cabeção de songa-monga
pegou tatamanhá no aroma da caatinga e madrugou no pé por moitas de aguapé. E ao vê-lo disparar tão vivo e tão veloz um tronco mascarado de amarelo
com um ar de bom humor fiou a barba de cipós e gargalhou em flor como um polichinelo (1926:50).
O argumento das três raças é recriado em incontáveis versões, em poemas em que a “cor” é o elemento central para a articulação e a cristalização das metáforas.197 A epopéia
das raças com suas variadas encarnações históricas é o argumento poético responsável pela maior parte das poesias de Cassiano, afinal, como no trecho do poema “Proclamação”:
E abro uma história do Brasil
toda figuras e borrões de cores, pintalgada
197 Traços físicos são, às vezes enfatizados nos poemas, como nos versos:
“A índia amorosa de cabelos lisos
de homens de espada, de homens pretos, de homens brancos; de tiradentes com cabeças de alvora- da, com garibaldis de chapéu redondo em ca- valgada ...
E então, de dentro dela
salta um soldado azul de dragona amarela e grita: viva a República! (1926: 100, 101).
É na contramão desse movimento ufanista de construção de uma identidade idealizada para o País que podem ser compreendidos certos poemas de Mário de Andrade em livros como Clan do Jaboti (1927). As fábulas estão presentes no discurso do autor, porém ele reagiu às publicações de Menotti e Cassiano com uma alternativa de aproximação estética em relação ao uso e significado das cores e, mesmo, ao tema das raças, que subvertia a ordem e o ritmo verde-amarelo. Confira-se o poema “Lembranças do Losango Cáqui” (ANDRADE, 1927:37). Enquanto Menotti divinizava, em certos poemas, a cor branca e Cassiano caracterizava a uiara por sua formosura, Mário escrevia poemas como:
Meu Deus como ela era branca!... Como era parecida com a neve... Porém não sei como é a neve, Eu nunca vi a neve,
Eu não gosto da neve!
E eu não gostava dela...
Ou “Poema” 198 (ANDRADE, 1927:75): Neste rio tem uma iara...
De primeiro o velho que tinha visto a iara Contava que ela era feiosa, muito!
Preta gorda manquitola ver peixe boi. [...]
De toda forma, a busca por circunscrever uma identidade nacional é um objetivo que tornou esses autores interlocutores entre si e leitores das obras dos adversários, o que permitiria definir campos complementares no Modernismo paulista. Em autores como Cassiano Ricardo, a preocupação nacionalista em abordar a formação racial brasileira sem perder a referência da busca pela “beleza” é verificada pela forma como o autor a reencontra nas cores, nos frutos, na exuberância da natureza tropical. Não por acaso certos poemas encarnam um exagero ufanista ímpar no contexto da história da literatura brasileira.