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2. KURAMSAL TEMELLER

2.3 Türkiye’de Sürdürülebilir Kalkınma Süreci

De acordo com Mota e Paccelli (1994), citados por SILVA e AZEVEDO (2000), os citros são originários das regiões tropicais e subtropicais da Ásia e do arquipélago malaio, estendendo-se desde a Índia, norte da China, Nova Guiné até a Austrália. DOORENBOS e KASSAM (1979) citam que os citros são cultivados entre as latitudes de 40°N a 40°S, até 1.800 m de altitude nas zonas tropicais e até 750 m nas zonas subtropicais.

A lima ácida ‘Tahiti’, como a maioria das espécies do gênero citrus, sob regime de altas temperaturas, pode emitir, ao longo do ano, vários surtos vegetativos seguidos de fluxos florais que induzem a produção de frutos em diversas épocas do ano. A produção anual das árvores, influenciadas por esses regimes térmicos, é maior quando, comparada com a produção das que vegetam sob temperaturas mais amenas. Nas regiões de temperaturas mais amenas, a produção dos frutos concentra-se praticamente numa só

época, sendo que a densidade de frutos maduros, por unidade de volume de copa, é superior, quando comparada com aquela de plantas de regiões mais quentes.

Tanto as altas quanto as baixas temperaturas têm reflexos diretos sobre o comportamento das árvores, afetando o ritmo de crescimento vegetativo, a evolução dos frutos e sua qualidade final, e até mesmo a floração.

DOORENBOS e KASSAM (1979) comentam que a temperatura média diária ótima, para o crescimento das espécies do gênero Citrus, está entre 23 e 30ºC. ALVARENGA e NOGUEIRA (1978) apresentam um esquema de aptidão climática de alguns dos principais cultivares de citros. Segundo esse esquema, a lima ácida ‘Tahiti’ adapta-se bem em locais cuja temperatura média anual é superior a 22°C.

REUTHER (1973) cita os estudos realizados por Girton (1927), que verificou que mudas de laranja ‘doce’ e ‘azeda’ mantinham-se vivas, mas não cresciam nem emitiam novas raízes em temperaturas constantemente abaixo de 12 ou 13°C. Os ramos atingiram a taxa de crescimento máximo às temperaturas de 25 e 31°C. As raízes mostraram taxas máximas de crescimento às temperaturas de 25 e 26°C.

Temperaturas abaixo de 13°C e acima de 38°C são consideradas limitantes ao crescimento vegetativo dos citros (DOORENBOS e KASSAM, 1979), porque fora dessa faixa as plantas cítricas não emitem novas brotações, exceto em condições especiais (KOLLER, 1994). A temperatura de 13°C tem sido considerada como o “zero vegetativo” dos citros , isto é, a temperatura a partir da qual a atividade vegetativa começa a se manifestar. Acima dos 38°C, essa atividade sofre grandes decréscimos, e em torno de 42 a 44°C ela reduz-se a uma taxa mínima (NOGUEIRA, 1979).

Segundo REUTHER (1973), o crescimento dos frutos cítricos alcança índices satisfatórios quando as temperaturas diurnas variam entre 18 e 28°C e as temperaturas noturnas são inferiores às diurnas em 8°C. As temperaturas acima de 30°C não permitem taxas elevadas de crescimento dos frutos cítricos, de modo que a amplitude térmica mais favorável ao desenvolvimento dos frutos parece ser a de 10 a 28 ou 30°C.

Baixas temperaturas no sistema radicular imprimem uma condição de reduzido potencial hídrico xilemático e foliar, com menor condutividade hidráulica. Além disso, em limoeiros e toranjas, há redução na transpiração foliar com o decréscimo na temperatura do sistema radicular (WILCOX et al., 1983).

Dentre as várias espécies de citros, a cidra e a lima são as que possuem, menor resistência às baixas temperaturas. Seguem-se o limão, pomelo, laranja, tangerina e, por último, como a mais resistente, o trifoliata (MONTENEGRO, 1980).

Segundo DOORENBOS e KASSAM (1979), a maioria das espécies de citros tolera geadas leves, por curtos períodos. Os danos são produzidos por

temperaturas inferiores a -3°C, ocorrendo por várias horas. As flores e frutos jovens são especialmente sensíveis à geada e caem, sempre, após períodos muito curtos de temperaturas ligeiramente inferiores a 0°C. As árvores que se encontram em repouso são menos susceptíveis à geada.

Assim como as temperaturas baixas, as temperaturas excessivamente elevadas também causam prejuízos às plantas. Comumente considera-se que os citros podem resistir a temperaturas de até 50°C, mas, em ambientes de baixa umidade relativa, as temperaturas inferiores a este valor podem causar prejuízos, em virtude das lesões criadas por queimaduras, sobretudo nas folhas e nos frutos (NOGUEIRA, 1979).

Altas temperaturas, em momentos anteriores à primavera, determinam a queda de folhas e a morte da brotação nova, dois ou três meses mais tarde. Este fenômeno ocorre em função do baixo nível de atividade apresentado pelas raízes, quando o solo encontra-se em temperaturas iguais ou inferiores a 11,6°C, de modo que a elevada transpiração imposta pelo súbito aumento de temperatura não é compensada pela pequena quantidade de água absorvida pelas raízes ainda em estado de latência. Portanto o estresse hídrico na planta determina a queda das folhas e a morte das brotações (PLATT, 1973).

Em locais de temperaturas bastante elevadas no verão, os danos mais comumente encontrados nos frutos são a queimadura da casca, desidratação da polpa, redução no tamanho dos frutos e aumento da granulosidade dos tecidos de polpa. Os frutos que se encontram no interior da copa, geralmente, não sofrem danos (PLATT, 1973).

A temperatura afeta sensivelmente a forma, a coloração da casca, a textura e outras características físico-químicas dos frutos. Frutos produzidos em regiões ou em épocas quentes são maiores, mais oblongos e de casca menos colorida do que os produzidos em regiões onde ocorrem baixas temperaturas durante a maturação e colheita (KOLLER, 1994).

SANCHES, et al. (1978), estudaram a influência climática na qualidade de laranja ‘Clementina’ (Citrus aurantium L.), na França. Seus resultados mostraram que a temperatura e a precipitação, ocorridas nos meses anteriores à colheita, influenciaram decisivamente a concentração de sólidos solúveis (TSS) e a acidez do suco dos frutos de laranja. Observou-se uma tendência para maiores valores de TSS, nos anos de menores precipitações, e em alguns anos de menores temperaturas - menores acúmulos térmicos, ou graus-dia, para uma temperatura basal de 12,8°C - os frutos apresentaram maiores valores de TSS e acidez. Outra observação interessante é relativa à intensidade de precipitação, ou seja, nos

anos de fortes precipitação em setembro e outubro, ocasionaram frutos com menor TSS e menor acidez.

VOLPE et al. (2000) estudaram a influência da temperatura, representada pelo acúmulo de graus-dia (GD), nos indicadores de qualidade dos frutos de laranjeira ‘Valência’ e ‘Natal’, em Bebedouro-SP. Eles correlacionaram os graus- dia acumulados com a acidez do suco e com TSS, mostrando que a acidez diminui e o TSS aumenta com o acúmulo de graus-dia, e que a relação quadrática é a que melhor explica essas relações.