1.1.2 Türkiye’de Klasik Dönem Musikisinin ve Kuramına Yönelik
1.1.2.4 Türkiye’de Klasik Dönem Armonisine Yönelik Öğretim
A agricultura foi a base econômica de todas as sociedades complexas do Novo Mundo, tanto nos Andes como na Amazônia. Oliver (2001) elaborou uma revisão sobre a natureza e o desenvolvimento da agricultura, e do processo de aquisição, preparação, consumo e estocagem de alimento na Amazônia, com destaque para o uso da mandioca (Manihot esculenta Crantz). Partindo do princípio de que a Amazônia como uma floresta virgem é mais um mito que uma realidade, Oliver (2001) dividiu a Amazônia em quatro grandes macro-habitats, além de reconhecer a tipologia proposta por Sioli para os rios amazônicos: as savanas ou campos tropicais, as florestas de águas
pretas, as florestas de terra firme, e as florestas de várzea. Cada um desses foi, por sua vez, subdividido em inúmeros outros micro-habitats.
Até recentemente, a agricultura de corte e queima era tida como um sistema ótimo e eficiente na floresta tropical, possivelmente o único capaz de fornecer os recursos necessários para a manutenção de populações humanas, tendo sido utilizado desde a pré-história. Mas, sabe-se hoje que as florestas tropicais também foram afetadas pelas marcantes mudanças climáticas globais que ocorreram na transição do Pleistoceno terminal (18.000 – 12.500 AP) para o Holoceno (12.500 – 9.000 AP), período em que o Homem já ocupava a Amazônia. Em toda a região amazônica, o último período glacial (c. 18.000 – 12.500 AP) foi marcado por um resfriamento que tornou a região mais árida, permitindo a expansão das savanas para locais antes ocupados pelas florestas. De acordo com a Teoria dos Refúgios, as florestas Pleistocênicas se reduziram a um mosaico de ilhas isoladas (refúgios), onde diferentes sub-espécies da fauna e da flora evoluíram separadamente para, posteriormente, se espalharem quando as condições climáticas do Holoceno se tornaram mais amenas10 (Oliver 2001).
Dentre as muitas variáveis climáticas desse período, duas têm importância particular na avaliação sobre a distribuição da vegetação e em seu potencial para exploração econômica por populações humanas durante o Pleistoceno terminal. A primeira, foi uma redução de cerca de 33% no nível atmosférico de gás carbônico, e a segunda foram as variações sazonais de precipitação e temperatura. Dependendo do tipo de metabolismo, as plantas respondem de modo diversificado a estes tipos de variações. Alguns grupos de plantas, como os tubérculos e a maior parte das árvores tropicais, crescem melhor sob concentrações mais altas de dióxido de carbono. Durante o Pleistoceno tardio, os ancestrais das raízes tuberosas mais importantes para as culturas agrícolas contemporâneas11 – como a mandioca (Manihot esculenta ), a batata doce (Ipomoea spp.), o cará
(Dioscorea spp.), araruta (Maranta spp.) e mangará (Xanthosoma spp.) – deveriam ocorrer naturalmente em números e densidades relativamente baixos, devido às concentrações mais baixas de dióxido de carbono e à redução no contraste entre as estações seca e chuvosa. As plantas tuberosas estavam, provavelmente, em desvantagem adaptativa com relação àquelas que possuíam o metabolismo oposto, como as gramíneas selvagens (dominantes nas savanas), incluindo o ancestral do milho (Zea
mays). Assim, as baixas concentrações de dióxido de carbono funcionariam como um importante inibidor para o desenvolvimento de sistemas de cultivos efetivos nas floresta tropicais, como aqueles baseados em raízes tuberosas (Oliver 2001).
10 Colinvaux et. al. (1985 apud Moran 1993b) por sua vez, propuseram que uma grande variedade de processos de
distúrbio teriam criado condições cada vez mais diversas para a sobrevivência e a especiação. Alguns destes processos seriam muito antigos, outros recentes e contínuos.
As plantas tuberosas selvagens existentes durante o Pleistoceno terminal provavelmente cresciam pouco, de forma dispersa, despertando pouco interesse entre as populações de caçadores-coletores e forrageadores na Amazônia. Com a mudança nas condições climáticas para a situação que conhecemos hoje (c. 12.500 – 9.000 AP), houve um crescimento na concentração atmosférica de dióxido de carbono, aumentando a temperatura média da Terra e a vantagem adaptativa das plantas tuberosas. Todavia, a transição para as condições Holocênicas de clima e vegetação não foi um processo homogêneo, e as condições “modernas” parecem ter sido atingidas em tempos diferentes, dependendo da região considerada, entre c. 12.500 e 9.000 AP. Para a Amazônia, a questão central é saber quando foi que as florestas começaram a se expandir novamente, ocupando o lugar das savanas, o que teria obrigado as populações humanas a ajustar suas estratégias de busca de alimento através do aumento do investimento na busca e processamento de espécies vegetais (Oliver 2001).
Todavia, existem divergências entre os estudiosos quanto ao tamanho e a distribuição dos refúgios de floresta durante o Pleistoceno. Para aqueles que acreditam que os refúgios eram dispersos e pequenos demais para fornecer recursos alimentares suficientes para as populações humanas (como Betty Meggers, por exemplo), estas populações teriam migrado para as áreas abertas de savanas, ao invés de permanecer nas florestas, só tendo retornado no Holoceno médio. Outros, porém, não acreditam que a floresta tenha sido tão fragmentada, e acham que grandes áreas contíguas de floresta permaneceram durante a última era glacial, o que é confirmado por dados paleobotânicos atuais. A compreensão dos fenômenos ambientais desse período é crucial para que possamos entender as mudanças nas estratégias de forrageio e busca de alimento do início do Holoceno, e do advento da agricultura na Amazônia (Oliver 2001).
Por muito tempo acreditou-se que o surgimento da agricultura tivesse sido um processo mais ou menos rápido. A domesticação das plantas teria levado à sedentarização das populações humanas e à complexificação social. Sabe-se hoje, porém, que o surgimento da agricultura foi posterior à domesticação de animais e à sedentarização12 e que, antes de seu surgimento, existiu (e ainda existe)
um longo período de interações simbióticas Homem-plantas. Na busca por alimento e outros recursos vegetais, as populações humanas começaram a alterar a paisagem bem antes que qualquer cultivo sistemático existisse (Oliver 2001). Entretanto, a transição definitiva para um sistema agrícola ainda é objeto de controvérsias.
A teoria da Revolução da Dieta de Amplo Espectro procura explicar porque seria mais vantajoso para uma população mudar de um sistema de forrageio exclusivo para um sistema de produção agrícola, ainda que não testado e, potencialmente, sujeito a riscos. Os recursos vegetais que formam
a dieta de um grupo forrageador não são os mais abundantes em uma dada região, mas aqueles que são mais eficientes de serem conseguidos, em termos do esforço despendido versus o retorno calorífico obtido. Com o declínio na abundância dos recursos mais valorizados, no fim do Pleistoceno, o forrageio eficiente teria significado investir menos tempo na busca desses recursos, e mais tempo na busca e coleta de uma gama mais ampla de recursos menos valorizados. Ou seja, conforme os plantas mais valorizadas fossem se tornando mais raras, os forrageadores mais eficientes teriam escolhido uma dieta mais ampla e diversificada, para obter uma taxa de retorno mais alta do que na estratégia anterior. Uma redução no tempo de busca teria permitido aos forrageadores investir mais tempo no processamento e estocagem de alimento, agregando valor nutricional aos recursos alimentares. O aumento no espectro da dieta e a redução no tempo de busca teria levado a uma área de forrageio menor, aumentando o sedentarismo (Oliver 2001).
Essas mudanças no espectro da dieta poderiam resultar em mudanças sócio-demográficas, dependendo da natureza e das características dos recursos alimentares que estivessem sendo acrescentados à dieta. Porém, estas mudanças não devem ser consideradas de forma determinista. Se o desenvolvimento do sedentarismo, da domesticação e da agricultura fossem inevitáveis, forrageadores modernos como os Nukak estudados por Politis (2001) simplesmente não existiriam. Da mesma forma, grupos horticultores sedentários do passado, como os Kayapó Gorotire, nunca teriam “revertido” para a agricultura nômade no início do século XX (Oliver 2001). Oliver (2001) apresentou, também, uma revisão sobre as evidências arqueológicas amazônicas em termos das diferentes estratégias de dieta, que será brevemente resumida a seguir.
As evidências mais antigas de populações paleoíndias forrageadoras surgiram das escavações da Caverna da Pedra Pintada, em Monte Alegre (PA), e referem-se ao fim do Pleistoceno e início do Holoceno. Os remanescentes vegetais e animais mostram a exploração de árvores tropicais, palmeiras, mexilhões de água doce, peixes e tartarugas e, em menor escala, de mamíferos terrestres, o que aponta para a existência de um ambiente similar, mas não necessariamente idêntico, à floresta tropical moderna e à floresta de várzea. Por volta da metade do Holoceno, os ocupantes deste sítio ainda mantinham uma dieta similar, de amplo espectro, baseada em recursos da floresta, várzea e rio, apesar das mudanças verificadas na cultura material e na tecnologia cerâmica, que ocorreram por volta de 7.580 AP. Em outras regiões da Amazônia brasileira também existem evidências da presença de grupos humanos com dietas de amplo espectro ocupando diferentes habitats, no fim do Pleistoceno e início do Holoceno. Uma comparação dos sítios da região de Araracuara (fronteira Brasil/Colômbia) com aqueles encontrados no Baixo Amazonas e na costa Atlântica, principalmente
12 A domesticação é o resultado de longo prazo das interações predador-presa (Homem-planta/animal), onde ambas as
populações tem um benefício, enquanto que a agricultura lato sensu se refere ao comportamento humano que cria uma nova forma de sucessão ecológica, onde os ciclos de vida dos cultivares estão sob controle humano (Oliver 2001: 55).
em termos da evolução dos padrões de busca e processamento de alimento, mostra que existem diferenças regionais, localizadas, nos sistemas alimentares de cada região. Todavia, não se pode descartar a hipótese de falhas no registro e na recuperação arqueológicos (Oliver 2001).
Sítios localizados no Baixo Amazonas (Santarém – PA) confirmaram a existência de populações de pescadores semi-sedentários dedicados à exploração intensiva de recursos pesqueiros e roças domésticas. Nestes sítios também foram encontradas as cerâmicas mais antigas já escavadas na Amazônia, datando de 7080 AP em Taperinha e 7600 AP na Caverna da Pedra Pintada, e que deram origem a uma tradição que continuou por, pelo menos, mais 2.500 anos. Algumas evidências parecem indicar que recursos vegetais, não necessariamente domesticados, estavam sendo cozidos para consumo. Grupos de pescadores semi-sedentários também ocuparam a região estuarina (Ponta de Pedras, Porta da Mina e Sambaqui do Uruá), associados a outra tradição cerâmica de longa duração. Diversos sambaquis são encontrados na região estuarina e nos mangues da foz do Amazonas e na Costa Atlântica. Apesar da presença de cerâmica nestes sítios de pescadores semi- sedentários, ainda não foram encontradas evidências claras da existência de plantas domesticadas, e também não foi possível inferir, ainda, que sua economia estava baseada primordialmente num sistema agrícola. Mas a falta de evidências não é suficiente para contradizer a hipótese de que estes grupos eram formados por pescadores semi-sedentários, utilizando as florestas ripárias, o estuário e o mangue para obter recursos, e caracterizados por uma dieta forrageadora de amplo espectro (plantas e fauna aquática). Se eles possuíam, ou não, hortas domésticas, ainda precisa ser demonstrado (Oliver 2001).
Mesmo assim, pode-se estimar que a ocorrência de hortas domésticas já estivesse mais ou menos generalizada nos assentamentos ribeirinhos por volta de 8.000 - 5.000 AP. A partir dessas pequenas roças experimentais, as variedades mais apropriadas eram transplantadas para áreas de cultivo agrícola recém-abertas na floresta, através de corte e queima. Vários cultivares domésticos importantes, como a mandioca, foram encontrados em sítios bastante afastados dos locais onde foram provavelmente domesticados, nas terras baixas da Amazônia. Evidências arqueológicas mostram que o corte e queima já estavam presente na Amazônia por volta de 6.000 – 5.000 AP, indicando que talvez algum tipo de agricultura já estivesse sendo praticada (Oliver 2001).
O período que vai de c. 4.000 – c. 2.000 AP na Amazônia é conhecido pelos arqueólogos como o período “formativo”, para indicar a presença de aldeias de agricultores sedentários e de sociedades mais complexas nascentes. Infelizmente, a carência de dados paleoeconômicos desse período é generalizada na maior parte da Amazônia. A falta de conhecimentos a respeito da mudança crítica de sistemas agrícolas incipientes para sistemas mais intensivos é um dos maiores “mistérios” ainda por serem desvendados sobre a ocupação da Amazônia. Evidências indicam que, por volta de 4.000 AP houve um aumento significativo no número e no tamanho dos sítios formativos, que revelam uma
enorme quantidade de utensílios cerâmicos, utilizados para a preparação de alimento, cozimento, consumo, e estocagem, bem como urnas especiais para atividades rituais, incluindo enterramentos. Esses achados fazem os arqueólogos concluírem que a agricultura deveria ser capaz de fornecer a maior parte das calorias necessárias à sobrevivência destas populações, provavelmente suplementada pela coleta de plantas, pesca e caça para atingir uma dieta balanceada. Todavia, muitas perguntas ainda permanecem sem reposta: que tipos de sistemas agroeconômicos teriam se desenvolvido? Como eles teriam divergido, intensificado e se espalhado pela região? Quais teriam sido as conseqüências em termos demográficos, de organização social e econômicos? (Oliver 2001).
Os dados econômicos disponíveis para o período da conquista européia também são escassos. Com base em informações etnohistóricas, etnológicas e etnobotânicas, os arqueólogos inferem a existência de diversos sistemas agrícolas distintos, que teriam evoluído ao longo dos últimos quatro milênios pré-conquista. O sistema mais disseminado era o da agricultura itinerante, ou de derrubada e queima, utilizado até hoje (Oliver 2001). Este autor discute dois sistemas contemporâneos: um sistema intensivo utilizado nas várzeas férteis do oeste da Amazônia, e um sistema de chacras utilizado nas pouco férteis florestas de águas pretas, na bacia do rio Negro.
De qualquer forma, o sistema de agricultura itinerante, na terra firme, e o cultivo anual, nas várzeas, são a base de subsistência da maior parte das sociedades amazônicas contemporâneas. Das espécies cultivadas, a mandioca (Manihot esculenta Crantz) é o recurso vegetal mais importante. A mandioca pertence à família Euphorbiaceae, é nativa do Neotrópico, e é bem adaptada à baixa fertilidade dos solos ácidos, comuns na Amazônia (Dufour 1995). Sua introdução na alimentação das populações amazônicas teria ocorrido por volta de 2.000 AC, ampliando a base de subsistência (Carneiro 1995)13 e, por volta do século XVI, a mandioca já era o cultivo de subsistência preferencial
de quase todas as sociedades indígenas das terras baixas da América do Sul, e de parte da América Central. De fato, a mandioca só é ultrapassada pelo arroz asiático como principal cultura de subsistência tropical (Oliver 2001).
Há várias razões para isso: a mandioca pode ser plantada sob várias condições ambientais e ainda fornecer boas safras; é fácil de cultivar através do corte de estacas (ramas) e replantio (propagação vegetativa); pode ser “estocada” viva no subsolo por dois ou mais anos; pode ser conservada por períodos mais ou menos longos, dependendo da técnica empregada (mingaus, farinha, beijú, tapioca, bebidas fermentadas); é resistente à seca e ao mesmo tempo tolera inundações sazonais sem apodrecer; suas inúmeras variedades possuem substâncias tóxicas naturais que as defendem dos potenciais predadores e herbívoros, protegendo-as contra o ataque de pragas; e, além disso, a
mandioca é, entre os tubérculos, aquele que fornece a maior quantidade de energia (calorias) (Oliver 2001).
Uma das razões mais óbvias para o sucesso da mandioca é justamente sua importância como fonte de alta energia para repor as calorias gastas em um dia de trabalho. Todavia, a mandioca é deficiente em proteínas essenciais, motivo pelo qual ela não pode, sozinha, constituir uma dieta saudável. È por este motivo que a complementação alimentar, através do forrageio de plantas e da obtenção de fauna aquática e terrestre, é tão crítica para a manutenção de uma população saudável na Amazônia (Oliver 2001).
De maneira geral, duas grandes variedades de mandioca são reconhecidas na Amazônia: a mandioca doce ou macaxeira, com baixos teores tóxicos, e a mandioca brava, com altos teores. Entre elas existe um gradiente de toxicidade. Essas toxinas são as responsáveis pela proteção contra a herbivoria e os patógenos, minimizando as perdas agrícolas com pragas. Várias estratégias agrícolas ajudam a minimizar os riscos de perdas agrícolas devido a predadores da mandioca, incluindo a rotação do plantio, o cultivo consorciado e o plantio de diversas variedades, com diferentes resistências às pragas. Normalmente, solos mais férteis produzem uma mandioca mais resistente às pragas. Nos solos mais pobres ocorre o inverso, e as quantidades de toxinas são maiores, como ocorre nas florestas oligotróficas de águas pretas (Oliver 2001).
Apesar de ser altamente produtiva nos solos de terra firme da Amazônia, a mandioca é uma das únicas plantas utilizadas na alimentação humana em que o conteúdo de cianeto pode criar problemas de toxicidade, tornando seu uso um estresse nutricional potencial. Alguns autores chegam a considerar a mandioca inadequada para o consumo humano, enquanto outros apontam que seu consumo na África é fonte de vários problemas de saúde. Entre as populações indígenas da Amazônia, a mandioca doce tem uma distribuição mais ampla, mas tende a ter um papel secundário em complexos agrícolas dominados pelo milho ou pela mandioca brava (Dufour 1995).
Todos os cultivares de mandioca possuem algum grau de glucosídeos cianogênicos, cuja concentração varia dependendo da estação, do clima e das condições edáficas. Em termos êmicos, a distinção entre as variedades de mandioca refere-se à necessidade ou não de um processamento mais elaborado para seu consumo (no caso da mandioca brava). Em termos éticos, o termo doce é utilizado para as variedades que contém concentrações inferiores a 100 ppm, e mandioca brava para designar aquelas cujas concentrações estão acima de 100 ppm por peso fresco (Dufour 1995).
Experimentos realizados por Dufour (1995) mostraram que alguns dos pressupostos adotados por antropólogos com relação ao uso da mandioca, no passado, estavam incorretos. Acreditava-se que o processo de descascar a mandioca, o uso do tipiti para extrair a água, e do calor para processar a mandioca seriam os três passos mais importantes na desintoxicação da raiz. Pensava-se, ainda, que o
processamento reduziria muito o valor nutricional da mandioca. Na verdade, Dufour (1995) mostrou que o descascamento pode até influir negativamente na remoção do cianeto; que o papel desintoxicante do tipiti depende da etapa do processo em que é empregado (e que o uso do ralador é muito mais eficiente neste sentido); e que os métodos mais simples de cozimento em água ou de assar as raízes não são muito efetivos para reduzir a concentração de cianeto. Quanto às perdas nutricionais, estas estão associadas, em grande parte, ao tipo de processo utilizado.