2. SİYASETNÂME TARİHİNE GENEL HATLARIYLA BİR BAKIŞ
3.2. KOÇİBEY RİSALELERİ
3.2.1. Sultan 4. Murad’a Sunulan Risale
A acrescentar à observação participante e às notas de campo, para além das conversas informais, decidimos que seria pertinente realizar, junto das educadoras cooperantes, entrevistas, de modo a obter informações adicionais aos nossos registos, pois tal permite ao investigador, enquanto observador participante, o confronto da “ sua (…) percepção do “significado” atribuído pelos sujeitos aos acontecimentos com aquela que os próprios sujeitos exprimem” (Lessard-Hébert, Goyette, e Boutin, 1990, p. 160), possibilitando também “ (…) desenvolver intuitivamente uma ideia sobre a maneira como os sujeitos interpretam aspectos do mundo” (Bogdan e Biklen, 1994, p. 134).
Segundo Moreira (2007, p. 107), a entrevista pode ser vista como um “processo de comunicação interpessoal, inscrito num contexto social e cultural mais amplo”, que permite desenvolver-se um ambiente de interacção, pois há uma influência mútua entre entrevistador e entrevistado (Lüdke e André, 1986), no decorrer da entrevista.
Tendo em conta as informações que pretendíamos recolher e ainda o grau de confiança com as educadoras cooperantes, dos diferentes estilos existentes, optámos pelo uso de uma entrevista semi-estruturada, por permitir recolher informações de diferentes entrevistados para depois serem comparadas (Bogdan e Biklen, 1994). Encaramos ainda a entrevista semi-estruturada como sendo a mais adequada, por se
Capítulo 2 – Quadro Metodológico da Investigação considerar que se desenvolve a partir de um “esquema básico”, embora não seja aplicado de forma inflexível, permitindo assim ao entrevistador intervir quando considerasse necessário, de modo a adaptar as questões colocadas para alcançar o que pretende (Lüdke e André, 1986). Sobre este tipo de entrevista, Moreira (2007, p. 203) descreve como sendo “guiada por um conjunto de perguntas e questões básicas a explorar, mas em que nem a redacção exacta nem a ordem das perguntas está pré- determinada (…) ”. Refere também que as perguntas elaboradas devem ser redigidas por igual a todos entrevistados, para que se alcance um contexto semelhante e para se obter o mesmo significado, “de modo a que quando surgem diferenças entre entrevistados estas se possam atribuir a variações reais de resposta e não ao instrumento de pesquisa” (Denzin, 1970, citado por Moreira, 2007, p. 123) ”.
Sendo uma entrevista, houve um processo prévio na realização das questões que formaram os guiões (anexo 5 e anexo 6). As questões foram elaboradas posteriormente a um novo delinear no percurso no nosso Projecto de Investigação, compreendendo assim as informações que queríamos alcançar, além das perspectivas defendidas pelas educadoras. O guião desenvolvido, tal como deve ser, “ contém os temas e subtemas a abordar de acordo com os objectivos da investigação mas não formula textualmente perguntas nem muito menos sugere opções de resposta (…) pois o que se pretende é “ (…) justamente, recolher o fluxo de informação particular” (Moreira, 2007, p. 124).
No total, foram realizadas quatro entrevistas: duas à educadora Sara e duas à educadora Cláudia.
Numa primeira intervenção, como podemos constatar no quadro 4, os objectivos da nossa entrevista, rondavam na compreensão da importância que o adulto dá sobre a interacção entre o adulto/criança, sobre a forma como o apoiava, e, sobre a importância e valor que dão ao próprio percurso profissional e pessoal.
Capítulo 2 – Quadro Metodológico da Investigação
Objectivos na 1ª Entrevista
A. Interacção entre o Adulto/Criança em Creche e Jardim-de-Infância
Compreender a opinião das educadoras sobre a importância da interacção entre o
adulto/criança;
Compreender o que consideram influenciar tais interacções;
Compreender qual o papel do adulto no desenvolvimento da criança; B. Apoio do Adulto nas aprendizagens das crianças
Compreender em que momentos a educadora ajuda a criança, e de que forma gerem
essa ajuda;
Perceber como consideram gerir essas ajudas;
C. Dimensão Pessoal e Profissional do Educador de Infância na Profissão
Perceber de que forma a educadora percepciona o seu percurso pessoal e profissional
enquanto factores influenciáveis na sua prática educativa
Compreender como o percurso profissional influência a filosofia de trabalho da educadora
Depreender se a sua dimensão pessoal influência a sua forma de ser enquanto
educadora;
Quadro 4 – Objectivos do guião da 1ª entrevista às educadoras a intervir no contexto de creche e jardim-de-infância
Tendo como base estes objectivos, devemos ainda referir que as entrevistas, foram realizadas nos respectivos contextos educativos, fora do horário lectivo, de modo a não prejudicar o bom funcionamento das salas. De modo a nos permitir um melhor registo das conversas, com o consentimento das educadoras, recorremos a um gravador digital para memorizar os diálogos, que decorreram num período que não excedeu os 90 minutos e que pode ser entendido, como refere Edward Ives (1974), “como uma terceira presença, que não se consegue ver”(citado em Bogdan e Biklen, 1994, p. 139). Deve ainda considerar-se que o gravador permitiu ainda verificar com a maior das exactidões o que foi referido pelos entrevistados no momento da transcrição (Bell, 1997). No decorrer das entrevistas, por respeito também às participações das mesmas, foi dada
Capítulo 2 – Quadro Metodológico da Investigação
uma liberdade para se exprimirem sobre as questões colocadas, permitindo assim “ que todos os tópicos considerados cruciais sejam abordados (…) ” (Bell, 1997, p.122).
O principal objectivo destas entrevistas é a obtenção de “uma riqueza de dados, recheados de palavras que revelam as perspectivas dos respondentes” (Bogdan e Biklen, 1994, p. 136) e, embora possam surgir perspectivas com as quais se discorde, pretende- se sempre incitar a que os entrevistados se expressem, pois o nosso papel, enquanto entrevistadores, não “ consiste em modificar pontos de vista, mas antes em compreender os pontos de vista dos sujeitos e as razões que os levaram a assumi-los.” (Bogdan e Biklen, 1994, p. 138).
Após as entrevistas e depois de realizada as transcrições (ver anexo 7 e anexo 8) para o papel, foi entregue às entrevistadas a cópia das transcrições, para que acedessem ao conteúdo das conversas, de modo a dar ainda a oportunidade de reformular aquilo que disseram, permitindo-nos assim, o uso das informações que obtivemos para análise. Com base nesta transcrição, a educadora Sara, deu como feedback o facto de considerar que ficou algo por dizer, considerando assim que as suas respostas ficaram aquém das suas próprias expectativas. Assim sendo, e após analisar as entrevistas, sentimos necessidade de realizar uma segunda entrevista, com o intuito de esta educadora acrescentar os aspectos que considerou terem ficado por dizer nas suas respostas, acrescentando ainda novas questões que considerámos pertinentes a responder, nas questões.
Com base nas respostas que foram dadas, considerámos que seria pertinente, questionar ainda, ambas as educadoras, sobre duas novas questões, cujos objectivos se encontram no quadro 5, e que têm o intuito de compreenderemos a concepção que têm de criança, e a própria concepção que têm de educação de infância. Embora somente a educadora Sara tenha expressado a sua necessidade de reformular a sua entrevista, é de referir que a nossa segunda intervenção se realizou junto de ambas as educadoras, para que, de certo modo, tivéssemos informações para utilizarmos posteriormente, e para que conseguíssemos, posteriormente, ter um meio-termo de comparação, embora tenhamos a noção de que têm diferentes percursos profissionais, e se encontram em diferentes contextos, com diferentes grupos de crianças.
Capítulo 2 – Quadro Metodológico da Investigação
Esta segunda entrevista, ocorreu sobre as mesmas condições anteriormente descritas, sempre com o intuito de não interferir com o trabalho das educadoras, nem com o horário lectivo das crianças, apresentando no final, mais uma vez, a transcrição das entrevistas (ver anexo 9 e anexo 10) para que revissem o produto final das suas entrevistas. Além deste aspecto, e de modo a complementar a informação obtida na entrevista da Educadora Sara, foram retomadas as questões apresentadas no anexo 5, mais precisamente, as questões do bloco B do guião apresentado.
Objectivos da 2ª Entrevista
A. Concepção de criança
Perceber que percepção a educadora tem sobre criança;
Compreender como influenciam as características da criança o currículo que constrói para o grupo;
Compreender que tipo de voz (activa ou passiva) é dada à criança no seu próprio
desenvolvimento;
B. Apoio do Adulto nas aprendizagens das crianças
Compreender que papel as educadoras atribuem a este nível de ensino, no
desenvolvimento das crianças;
Compreender qual a importância que é dada à educação de infância em creche e jardim- de-infância
Quadro 5 – Objectivos do guião da 2ª entrevista às educadoras a intervir no contexto de creche e jardim-de-infância
Capítulo 2 – Quadro Metodológico da Investigação