• Sonuç bulunamadı

Sebîlullah’ın İman Unsuru

Belgede Kur'an'da "sebilullah" kavramı (sayfa 92-97)

II. ÇALIŞMANIN ÖNEMİ VE YÖNTEMİ

2.3. KUR’AN’DA SEBÎLULLAH İFADESİNİN KULLANIMI

3.1.1. Sebîlullah’ın İman Unsuru

A professora Zélia Adghirni (2001), legitima a produção de notícia on-line como um campo de atuação jornalística. Porém, ela questiona o trabalho de produção noticiosa “a partir de informações de segunda ou terceira mão” como um espaço de atuação do jornalista. Por isso, ela prefere utilizar o termo „produtores de conteúdo‟ para designar o profissional responsável pela publicação de notícias para a Web. Na sua análise, Adghirni vai associar a produção da notícia on-line a um processo de desregulamentação do mercado profissional do jornalista. Segundo ela, com a internet qualquer um pode se declarar jornalista sem jamais ter saído da frente de um computador. Na verdade, sob o nome de „jornalismo‟ se manifestam uma multiplicidade de funções, meios e formas discursivas distintas. Dessa forma, é impossível compreender a natureza da profissão jornalística sem entender as suas condições de produção. Nesse sentido, importante destacar a análise da produção noticiosa on-line a partir da concepção da internet como uma nova mídia, cujas especificidades vão levar à construção de uma identidade profissional distinta dos demais meios. A afirmação do jornalista C.P (M/4), quanto a sua atuação como jornalista produtor de conteúdos para a Rede, demonstra a dificuldade de se chegar a um consenso sobre o assunto. O jornalista se diz um “aventureiro do jornalismo on-line”:

Se levar em consideração que para exercer o jornalismo – em qualquer um dos meios – não é mais obrigatório ter diploma, eu diria que sim, o fato de minhas matérias estarem na Rede, me torna um jornalista online. Ocorre que o jornalismo online exige mais do profissional do que apenas publicar sua matéria produzida, em essência e neste caso, para o impresso no site do jornal. Poderia me considerar um jornalista online se eu produzisse especificamente para a Rede, na velocidade e nos termos que ele exige. Assim, como se faz, me considero um „aventureiro‟ do jornalismo online. (C.P, entrevista por e-mail 27.12.2010)

Ao integrar infografias, vídeos e sons, o webjornalismo implica conhecimentos técnicos nos campos do tratamento de imagem, animação, edição de vídeo/som e html. O objetivo é fazer com que o jornalista possa produzir alguns dos conteúdos mas, sobretudo, dotá-lo de uma linguagem técnica capaz de lhe permitir desenhar o

produto final. Ao nível da formação, portanto, o grande desafio continua sendo o de dotar os jornalistas de conhecimentos teóricos e práticos diretamente ligados aquelas que são as características fundamentais do jornalismo na web. A redação de notícias com hipertexto requer todo um novo sistema de construção. A tradicional técnica “pirâmide invertida” dá lugar a uma arquitetura noticiosa mais aberta, com blocos de informação organizados em diferentes modelos, sejam eles lineares ou complexos. O elemento base da notícia, um primeiro nível onde todos os utilizadores iniciam o seu percurso de leitura, deve ser um parágrafo ou uma infografia que responda de forma simplificada ao Quem, Onde, O quê, e Quando. A partir deste elemento, que deverá incluir links, a notícia evolui de forma livre para o Como e o Porquê, com o utilizador a escolher o seu percurso de leitura. Não basta „resumir‟ o texto e „colar‟ no Portal, como relatam os jornalistas entrevistados para esta pesquisa. Apesar da presença do Diário da Manhã na Rede, através do Portal diariodamanha.com, pouco ter influído nas práticas profissionais dos jornalistas das três Redações, a maioria dos profissionais entrevistados para a pesquisa se considera um jornalista on-line, já que produzem conteúdos para o meio. A jornalista V.A.V (F/3) cita que tecnicamente os jornalistas possuem as condições necessárias para enriquecer o texto no Portal. Porém, segundo ela, não o fazem por absoluta falta de tempo. (...) Assim, o único recurso presente no texto é relacionar a notícia através de um link com outras notícias anteriores já publicadas (V.A.V, entrevista por e-mail em 04.01.2011)

Não resta dúvida que o jornalista, enquanto categoria profissional, é diretamente atingido por esta metamorfose da mídia e que o perfil dos profissionais é determinante na qualidade do material produzido. A constatação de que o jornalismo está mudando impõe aos editores desafios cotidianos que incluem um novo desenho das redações e novas atribuições aos jornalistas. Pablo Bockkowski (2006), ao se referir sobre as inovações do jornalismo on-line afirma que ao jornalista digital não basta somente investigar, confrontar fontes, redigir uma história atrativa e convencer o seu editor a publicá-la (...) Além disso, ele precisa ser um gestor de todo terreno da informação: redação, gestor de conteúdos, webmaster – capaz de estruturar e trabalhar com dados textuais, gráficos e audiovisuais -, ser design de páginas web, consultor e assessor de projetos em Internet e ainda vendedor de idéias (...) O autor frisa que não é necessário saber tudo isso, porém o

desconhecimento absoluto destes processos pode lhe gerar muito trabalho. Bockkowski (2006), chama a atenção, porém, que a Internet como novo meio está gerando um novo tipo de jornalista, onde a maior dificuldade está em encontrar o equilíbrio entre habilidade tecnológica e o ofício jornalístico.

Somente habilidades técnicas não fazem milagres, não convertem maus jornalistas em bons, porém, podem ser de grande utilidade Ou seja, a habilidade para o uso de elementos técnicos, desde o uso correto do Word até uma sofisticada investigação em base de dados, não substitui de nenhuma maneira o olfato periodístico, nem a importância de saber escrever, de saber contar histórias. (BOCZKOWSKI, 2006, 233)

O autor lembra que houve um tempo em que tudo que se precisava para ser um jornalista era dedicação a verdade, muita energia e algum talento para escrever. (...) Essas coisas ainda são necessárias, porém não são suficientes (...). Bokskowski defende que a missão do jornalista que trabalha com o jornalismo digital é estar consciente do potencial da Rede, assim como saber utilizar e obter o máximo de benefício de suas ferramentas.

Como gestor da informação digital é sua responsabilidade o reconhecimento de dados concretos e a definição de novos conteúdos baseados em uma combinação totalmente nova de fontes.Em resumo, conhecimentos técnicos e versatilidade são as notas definidoras dos membros desta nova espécie de jornalistas (BOKSKOWSKI, 2006, p.159)

Nesse sentido, o autor faz uma crítica aos jornalistas que hoje produzem conteúdos digitais. Para ele, os jornalistas, além de escrever textos, usam o computador apenas para navegar na Internet e enviar e-mail, mas não utilizam a Rede para produzir conteúdos atrativos. As dificuldades, no entanto, são atribuídas também às estruturas atuais das empresas de comunicação, com uma nova organização nas redações, transformando-as em multimídias, onde se valorize e estimule o jornalista, proporcionando as melhores condições – pessoais e técnicas – para pensar nas possibilidades que a Internet oferece. Sobre as conseqüências desta transformação nos modos de produção e distribuição da notícia e das

modificações na atividade e na identidade profissional dos jornalistas, Zélia Adghirni (2001), afirma que ainda é preciso formar o cyberjornalista:

Mas ele deve ser jornalista antes de ser cyber. E mais jornalista que produtor de conteúdo, podemos acrescentar. Ele tem um pouco do jornalista antigo e muito do novo. O importante na Web é possuir competências em todas as formas de tecnologia presentes na rede de comunicação e não se deixar ultrapassar pelas inovações. (ADGHIRNI, 2001, p.14)

Nas rotinas produtivas que abrangem o processo de coleta, elaboração e seleção das informações para o portal diariodamanha.com, observa-se que a prática dos jornalistas obedece os mesmos procedimentos do jornal impresso, sem nenhuma alteração no processo. Ou seja, o conteúdo digital é uma conseqüência do processo produtivo do jornal impresso. Assim, para as informações chegarem até o site, elas passam por um processo de captação e seleção seguindo a mesma rotina produtiva estabelecida pela Redação para o jornal impresso. Tal processo já foi alvo de inúmeros estudos nos últimos 50 anos que resultou em uma vasta literatura sobre temas que envolvem a cultura profissional dos jornalistas e a organização do trabalho e dos processos produtivos. Como aponta Mauro Wolf (1987),

(...) dos mass media, é necessário conhecer-se não apenas os sistemas de valores, de representações, de imaginário coletivo que eles propõem, mas também o modo, os processos, as restrições e as limitações em que tudo isso acontece. (WOLF, 1987, p.163)

A linha de pesquisa que se debruça sobre tais aspectos está inserida na sociologia da comunicação sob a abordagem do newsmaking, que define a noticiabilidade como o conjunto de elementos através dos quais o órgão informativo controla e gera a quantidade e o tipo de acontecimentos, de entre os quais há que selecionar as notícias, o que pode ser definido como valores-notícia.

Belgede Kur'an'da "sebilullah" kavramı (sayfa 92-97)