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C. Ortam ve Koşullara Bağlı Direnç: Antibiyotiklerin in vitro ve in vivo etkinliklerinin farklılık göstermesine neden olan dirençtir Antibiyotiklerin infeksiyon

2.7. Beta-Laktamaz Enzimlerine Bağlı Direnç

2.7.5. Sınıf D Beta-Laktamazlar(Oksasilinazlar)

As Aves

Em primeiro lugar estão as referências a Sócrates feitas em outras obras de Aristófanes que não as Nuvens, ou seja, duas passagens nas Aves e uma nas Rãs:

Ὤ κλεινοτάτην αἰθέριον οἰκίσας πόλιν Οὐκ οἰσθ΄ὅσην τιμὴν παρ΄ἀνθρώποις φέρει, ὅσους τ΄ἐραστδς τῆσδε τῆς χώρας ἔχεις. Πρὶν μὲν γδρ οἰκίσαι σε τήνδε τὴν πόλιν ἐλακωνομάνουν ἅπαντες ἄνθρωποι τότε ἐκόμων, ἐπείνων, ἐρρύπων, ἐσωκράτων,

69 Platônio, Sobre a diferença entre os personagens.

σκυτάλι΄εφόρουν71

Ó fundador da famosíssima cidade etérea, Não sabes quanta fama possuis entre os homens? Quantos amantes tens nesta terra?

Pois antes de fundares esta cidade Laconizavam todos os homens,

Sofriam, passavam fome, maltrapilhos socratizavam Levando bastõezinhos

A referência a Sócrates dá se na criação de um verbo denominativo a partir do nome de Sócrates, um suposto verbo σωκρατέω. Tal procedimento não é único na literatura grega, o de criar se um verbo a partir de um nome de uma figura famosa, assim verbalizando uma característica especial de tal nome, sendo que há pelo menos um exemplo do mesmo recurso na Comédia Antiga, neste famoso fragmento de Cratino:

Τίς δὲ σύ; Κομψός τις ἔροιτο θεατής,

ὑπολεπτολόγος, γνωμοδιώκτης, εὐριπιδαριστοφανίζων. E quem você é? Dir se ia algum espectador refinado

E de frases delicadas, perseguidor de máximas, euripidoaristofanizante.

Tal fragmento de Cratino, entretanto, constitui se para nós algo que pode soar como um oxímoro para a pessoa acostumada à obra de Aristófanes. Pois dada a famosa e constante freqüência com que esse ridiculariza Eurípides em sua obra, parece pouco provável que ambos possam ser equiparados. E de forma ainda mais curiosa, ao interpretarmos o fragmento, ele soa como a maioria dos comentários a Eurípides da obra de Aristófanes, isto é, Eurípides é, em Aristófanes, o personagem tradicional do “modernista” literário72, que sacrifica a tradição por um tipo diferente de poesia, exatamente o que o adjetivo ὑπολεπτόλογος parece querer dizer. Para se ter certeza disso, basta constatar a freqüência com que a raiz λεπτ ocorre nas Nuvens (quatorze vezes em toda a comédia, sendo dez sendo no sentido figurado de “refinado”), pois ela representa bem, no imaginário grego da época, um tipo específico de pensamento, o pensamento refinado dos entendidos e, para usar um termo moderno, “antenados” com a modernidade.

No caso do trecho d’As Aves em questão, entretanto, não está em questão a sutileza dos pensamentos de Sócrates, porém reforça se a sua aparência suja e descuidada a que já nos referimos no capítulo passado. A princípio, poderíamos tomar isso como alguma característica tradicional de Sócrates.

71 Aristófanes, Aves 1277 83

As Aves apresentam outra citação de Sócrates: Πρὸς δὲ τοῖς Σκιάποσιν λί- μνη τις ἔστ΄ἄλουτος οὗ ψυχαγογεῖ Σωκράτης. Ἔνθα καὶ Πείσανδρος ἦλθε δεόμενος ψυχὴν ἰδεῖν ἥ ζῶντ’ἐκεῖνον προὔλιπε σφάγι’ἔχων κάμηλον ἀ- μνόν τιν’ἧς λαιμοὺς τεμὼν ὥσπερ Οὑδυσσεὺς ἀπῆλθε, κᾆτ’ἀνῆλθ΄αὐτῷ κάτωθεν πρὸς τὸ λαῖτμα τῆς καμήλου Χαιρεφῶν ἡ νυκτερίς.73

Próximo ao povo dos pés sombreiros Há um certo palude não lavado onde Sócrates encanta as almas.

Para lá também veio Pisandro Pedindo para ver uma alma Que ainda vivo o abandonou. Portando na mão como vítima

Um certo camelo ovelha e cortando sua goela, como Ulisses, afastou se

E depois apareceu lhe por cima Diante do golfo do camelo Querefonte, o morcego.

Aqui, novamente, algumas características externas estão associadas a Sócrates. Mas a passagem é mais uma invectiva contra este Pisandro, que é chamado de covarde por Êupolis74, e há também a referência ao ritual da entrada de Odisseu no Hades no canto 11 da

Odisséia75, por causa da ocorrência do sacrifício e da procura da alma.

Aristófanes trabalha com o duplo sentido do verbo ψυχαγογέω, que pode significar “conjurar almas”, que é o sentido etimológico e semanticamente mais evidente, além do sentido derivado já existente de “convencer, persuadir, enganar”. Sócrates é, portanto, nesta passagem, novamente “confundido” com os sofistas (inclusive porque a retórica, um pouco mais tarde, será definida como ψυχαγογία), e a piada dá se apenas pela frustração do sentido esperado (o de enganação) pelo uso do sentido etimológico da palavra, mas, mesmo assim, a identificação de Sócrates como um personagem que engana e convence os outros, tal como nas Nuvens, permanece forte.

73 Aristófanes, Aves 1553 1564

74 Cf. Frr. 31Kock Πεισάνδρος εἰς Πακτωλὸν ἐστρατεύετο / κἀνταῦθα κάκιστος ἦν ἀνήρ Pisandro armou campanha contra Pactolo e lá foi o pior dos homens” & 182Kock ἄκουε νῦν Πείσανδρος ὡς ἀπόλλυται “ouça agora como Pisandro morre”

No entanto, a importância desta passagem é sem dúvida e mais uma vez a atribuição de uma frugalidade exagerada a Sócrates, uma frugalidade que foi expressa nas Nuvens e que pode ser facilmente verificada nos escritos socráticos, e também por esse comportamento enganador e sofístico, contra o qual tão freqüentemente a literatura socrática se volta. Torna se, portanto, importante buscar saber se tal conjunto é único para Sócrates ou se ele faz parte da visão contemporânea, ou ao menos da visão cômica da figura do filósofo, mas isto é um assunto para mais tarde.

As Rãs

Outra citação de Sócrates importante está na comédia As Rãs:

Χαρίεν οὖν μὴ Σωκράτει Παρακαθήμενον λαλεῖν ἀποβαλόντα μουσικὴν τά τε μέγιστα παραλιπόντα τῆς τραγῳδικῆς τέχνης τὸ δ΄ἐπὶ σεμνοῖσιν λόγοισιν καὶ σκαριφησμοῖσι λήρων διατριβὴν ἀργὸν ποεῖσθαι παραφρονοῦντος ἀνδρὸς76 Não é agradável ficar assentado E falar com Sócrates,

Abandonando a música e

Deixando de lado o mais importante Da arte trágica,

E com discursos elevados E com ninharias tagarelando Passar o tempo à toa

É coisa de um homem desvairado.

O coro em tal passagem parece querer traçar uma relação de proximidade entre Eurípides e Sócrates e o estilo do tragediógrafo, como se Sócrates fosse uma influência para Eurípides. Isso ocorre no final da comédia, no momento em que Eurípides é derrotado no

agón com Ésquilo. Neste momento, estabelece se a relação, que também já estava presente

n’As Nuvens, de uma forte ligação entre Sócrates e Eurípides. N’As Nuvens, Eurípides é citado quando Fidípides volta de seu treinamento socrático; não há a relação que vemos aqui, de Sócrates como um mentor de Eurípides, e certamente não se trata de nenhuma afirmação de valor, mas apenas de um reforço da situação intelectual da Atenas da época, e da função de

Sócrates como um revolucionário que, portanto, deveria ser visto ao lado de outros “revolucionários”.

Até aqui nos restringimos às citações em Aristófanes. Ora, é possível que tal caracterização seja fruto do fato de Aristófanes nutrir alguma antipatia especial contra Sócrates, e então essa caracterização seria somente uma particularidade do autor. Para verificar isso, ou se, pelo contrário, se trata de um lugar comum da Comédia Antiga, é importante saber o que outros autores falaram de Sócrates para ver se há correspondência.