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ÜÇÜNCÜ BÖLÜM YÖNTEM

BULGULAR VE YORUM 4.1. NİCEL ARAŞTIRMA BULGULARI

4.2. NİTEL ARAŞTIRMA BULGULARI

4.2.1. Öğrencilerle Yapılan Nitel Görüşmeler

4.2.1.3. Sürecin Değerlendirilmesi

Inicialmente, foram avaliados 16 sujeitos entre 5 a 7 anos de idade, sendo 12 (75%) do sexo feminino e 4 (25%) do sexo masculino.

Os questionários para determinar os sujeitos de inclusão foram aplicados e as respostas obtidas mostraram-se coincidentes, entre a entrevista com os pais e professores, em 94% das vezes, isto é, somente um pai respondeu dizendo que seu filho não tinha alterações de fala, mas o questionário do professor e o teste ABFW indicaram que havia alteração. Não foi observado qualquer nível de dificuldade no entendimento ou preenchimento dos questionários.

Na prova de imitação (nível fonológico) do teste ABFW não foi constatada dificuldades tanto na aplicação como na avaliação das respostas. Os achados demonstraram efetividade tanto dos questionários quanto do ABFW para diferenciar as crianças com e sem alteração de fala.

No anexo 13 estão apresentadas as respostas dadas aos questionários e ao ABFW em relação à indicação de fala alterada ou não.

No procedimento de avaliação da audição, através da inspeção visual do meato acústico externo, não houve casos de impedimento para a realização da avaliação audiológica.

Na avaliação da audição uma das crianças apresentou perda auditiva moderada na orelha direita do tipo condutiva, confirmada pela curva timpanométrica tipo B e ausência na medida do reflexo acústico do músculo do estapédio no ouvido contra lateral esquerdo na via aferente. Na bateria de testes de imitância acústica somente uma criança apresentou curva tipo C na orelha esquerda e uma criança apresentou curva tipo Ad em ambas as orelhas, mas 100% das crianças apresentaram presença na medida do reflexo acústico do músculo do estapédio entre 70 a 90dBNS.

Sendo assim, neste estudo piloto, as duas crianças que apresentaram curvas C e Ad não foram retiradas da amostra já que seus limiares tonais estavam dentro da normalidade além da presença do reflexo do músculo do estapédio. Sendo retirada, somente, a criança que apresentou alteração nos limiares tonais.

Os resultados obtidos na medida do limiar de reconhecimento de fala (LRF), através da aplicação das listas LE desenvolvidas, estão descritos na tabela 4. Nas respostas obtidas para as listas experimentais (E1 e E2) considerou-se que o limiar de

reconhecimento de fala apresentou-se no limite máximo aceitável ou acima dele, isto é, a maior porcentagem de respostas para as listas, tanto para orelha direita como para esquerda, apresentaram valores entre 0 a 20dB nível de sensação.

Tabela 4: distribuição da ocorrência do LRF em dBNS, para as variáveis lista, orelha e faixa etária no estudo piloto fase 1

5 anos 6 anos 7 anos Total

LRF (dBNS) OD OE OD OE OD OE n % 0 0 1 0 2 2 1 6 19 5 0 1 3 2 1 1 8 25 10 1 0 2 2 1 2 8 25 15 0 0 4 2 0 0 6 19 20 2 1 0 1 0 0 4 12 total 3 3 9 9 4 4 32 100

Os achados foram considerados inadequados, em especial os 31% acima de 10dBNS, isto é, acima dos valores citados na literatura que propõem que o LRF deve situar-se aproximadamente em 6dBNS da

média tonal ou até 10dBNS segundo Olsen e Maktin (1979) e Russo e Santos (1993).

No geral, não foram constatadas dificuldades dos sujeitos no entendimento e execução da tarefa do LRF. As dificuldades se restringiram à própria obtenção do LRF, isto é, nas intensidades próximas ao limiar do LRF, a criança tende a cometer mais erros e se mostra mais dispersa à tarefa.

Quanto à atenção ao teste, a pesquisadora observou comportamentos como: perguntando se iria demorar muito ainda para acabar, a criança olhava para vários lados dentro e fora da cabina acústica ou parava repentinamente de responder, assim tais comportamentos foram classificados como cansaço e dispersão resultando numa possível diminuição de atenção à tarefa solicitada. Tal comportamento foi mais acentuado nos sujeitos de 5 anos, o que pode ter influenciado no aparecimento de LRF altos, isto é, 20dBNS.

Outro dado analisado foi relativo ao número de passos necessários para a obtenção do LRF. Neste estudo piloto, foram utilizados degraus descendentes de 10 em 10dBs e aumentos sucessivos de 5 em 5 dBs. Na tabela 5 observa-se que 4 a 6 mudanças no valor da intensidade, tanto para cima quanto para baixo, foram suficientes para que o LRF fosse obtido.

Tabela 5: Média do número de degraus para o estabelecimento do LRF para as orelhas direita e esquerda no estudo piloto fase 1.

OD OE total No de passos N % N % N % 4 6 37,5 5 31,2 11 34,3 5 3 18,7 5 31,2 8 25

6 5 31,2 5 31,2 10 31,2

7 2 12,5 1 6,2 30 9,9

Total 16 100 16 100 32 100

Quanto à avaliação do tempo de aplicação do material, foram gastos, em média, 2 a 4 minutos por orelha para a medida do LRF, tempo este considerado clinicamente viável.

Em relação ao manuseio dos equipamentos envolvidos, o conjunto audiômetro e discman, também não foram encontradas dificuldades, sendo de fácil acesso e visualização a seleção e troca das faixas das listas a serem apresentadas e da orelha a ser avaliada.

Os sujeitos, no geral, foram instruídos pela orientação gravada no CD. Poucos foram os casos (quatro crianças) em que foi necessário fornecer nova orientação, desta vez, a viva-voz pela pesquisadora.

Como os resultados esperados para o LRF poderiam ser melhores, isto é, LRF com valores menores dos que os encontrados, vários outros itens foram reavaliados. Inicialmente, foi solicitado ao técnico responsável uma nova checagem na calibração, que se encontrava adequada.

A seguir, o modelo de discman utilizado foi reavaliado, pois este modelo não apresentava saídas diferenciadas entre fones e saída externa (line out) e optou-se para, a próxima fase, a troca do modelo pois a indiferenciação das saídas poderia acarretar mudanças na intensidade do sinal se movimentado o controle de volume, como sugerido pelo técnico responsável.

Três aspectos referentes à gravação das listas foram avaliados. O primeiro aspecto referia-se à qualidade da articulação do

locutor, onde novamente os três juizes re-avaliaram a produção das palavras em termos de qualidade de articulação e entonação. Assim, decidiu-se gravar novamente nove palavras que apresentavam pequenas distorções na acentuação tônica, sendo elas: agora, espera, amigo, estranho, cidade, embora, socorro, cansado e comigo.

Foi necessária, também, a modificação da ordem de algumas palavras na lista, sendo, retiradas da LE1 e LE2 as palavras iniciais, pois na LE1 a primeira palavra era “espera”, assim, a criança não iniciava a tarefa aguardando pela segunda palavra. Na LE2, a primeira palavra era “cansado” e algumas crianças tenderam a interpretar como uma pergunta, respondendo à ela. A ordem de apresentação, também, foi modificada pois algumas palavras que apresentavam estrutura fonêmica bastante similar, apareciam seguidamente na lista, então foi realizado novo sorteio, para que estas palavras não aparecessem tão próximas como: ainda/aonde, bolinha/sozinho.

O terceiro aspecto avaliado foi o intervalo de gravação, de 4 segundos entre os itens da lista, que se mostrou suficiente para a resposta das crianças. Observou-se, no geral, até uma sobra de tempo, isto é, quando as crianças entendiam a palavra, elas tenderam a respondê-la imediatamente entre 1 a 2 segundos da apresentação. Quando as crianças não entendiam a palavra, no geral, não apresentavam respostas, o que dificultou a avaliação dos itens-estímulo individualmente.