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D. Çevirisi yap›lm›fl ve yap›lmam›fl eserler ile nüshas› bulunan ve bulunmayan eserler

III. Çeviri Çal›flmalar›na Yönelik De¤erlendirmeler

1. Re’s-aynl› Sergius

Dentre as possibilidades de categorização dos gêneros jornalísticos, uma das mais utilizadas é a que os separa em opinativos e informativos. Tal classificação foi elaborada por José Marque de Melo a partir da proposta de Luiz Beltrão, que considerava a existência de três categorias8:

A) Jornalismo informativo: notícia, reportagem, história de interesse

humano, informação pela imagem;

B) Jornalismo interpretativo: reportagem em profundidade;

C) Jornalismo opinativo: editorial, artigo, crônica, opinião ilustrada e

opinião do leitor. (MELO, 1985, p.45)

Beltrão amparou-se no critério da funcionalidade dos textos, observando aqueles que tinham como propósito, respectivamente, informar, explicar e orientar. Sua proposta não leva em consideração, por exemplo, aspectos estruturais.

Melo, por sua vez, tem dois critérios para sua classificação, primeiro o fato de que os textos jornalísticos se articulam a partir de duas possibilidades: a reprodução do real e a leitura do real. O segundo diz respeito à estrutura organizacional para a elaboração dos textos, alguns dependem de um referencial externo para sua construção, ao passo que outros são mais controlados pela instituição jornalística. Assim, a classificação proposta considera a existência de:

8 As categorias a que Melo se refere são abordadas nos seguintes trabalhos: BELTRÃO, Luiz. A imprensa informativa. São Paulo. Folco Masucci, 1969.; ______. Jornalismo interpretativo. Porto Alegre: Sulina, 1976.; ______. Jornalismo opinativo. Porto Alegre, ARI, 1980.

A) Jornalismo informativo: nota, notícia, reportagem e entrevista;

B) Jornalismo opinativo: editorial, comentário, artigo, resenha, coluna,

crônica, caricatura e carta (MELO, 1985, p. 48-9).

Trata-se de uma abordagem efetuada predominante pela perspectiva da comunicação, não ancorada, portanto, em teorias linguísticas. Em linhas gerais, o que está em questão nesta separação não é o fato de o texto ser constituído com ou sem opinião, mas a qual imagem os veículos de comunicação lhe imprimem. Notícias e reportagens, por exemplo, são aqueles sobre os quais se passa a imagem de objetividade, em que se espera encontrar descrições e informações sobre os fatos; enquanto em outros, como editoriais e colunas, busca-se a posição do jornal ou de pessoas específicas com relação aos fatos. Nesse ponto reside a ilusão da reprodução do real, dado que em todos o que se tem é a leitura do real.

A própria nomenclatura utilizada leva à consideração de que somente em um grupo de textos se manifestaria a opinião, ao passo que nos demais sobressair-se-ia a informação a ser transmitida, entretanto o autor esclarece que, ao fazer a distinção, tem clareza sobre a não exclusividade da opinião somente nos textos opinativos:

Ao estabelecer uma fronteira metodológica entre jornalismo informativo e jornalismo opinativo, com a finalidade de situar os gêneros que agrupam unidades redacionais ou “matérias” que possuem natureza semelhante, de acordo com os critérios formulados no capítulo anterior, não pretendemos absolutamente fazer crer que a expressão opinativa (formada no sentido de direção ideológica) se reduza à segunda categoria (MELO, 1985, p. 57).

Da mesma forma, observa-se que a ideologia presente em um determinado texto, resultante das diferentes formas pelas quais se pode remeter a um fato, não se relaciona diretamente ao gênero em que é escrito:

a questão da defasagem que existe entre a realidade e o seu relato nas páginas de um jornal ou revista ou nos programas de uma emissora de rádio ou de televisão, não decorre diretamente dos gêneros utilizados e sim do próprio sentido que a instituição jornalística dá ao ordenamento das mensagens que procuram representar a realidade observada (MELO, 1987, p. 58).

Desse modo, tanto uma notícia quanto um editorial realizam uma leitura do real, marcada ideologicamente pela orientação do veículo de comunicação, pelas referências dos jornalistas, pelos efeitos que se pretende causar, etc. Linguisticamente, o que se tem indicado até aqui como opinião, pode se manifestar por uma série de arranjos efetuados no texto, como

a ordem em que se apresentam as informações, o espaço dedicado, as fontes escolhidas, as escolhas lexicais, entre outros aspectos.

No plano linguístico, uma tipologia dos gêneros jornalísticos foi a efetuada por Charaudeau (2013). Partindo da própria conceituação efetuada pelo jornalismo, ele considera que os gêneros midiáticos são o resultado do cruzamento entre “um tipo de instância enunciativa, um tipo de modo discursivo, um tipo de conteúdo e um tipo de dispositivo” (CHARAUDEAU, 2013, p. 206).

A instância enunciativa diz respeito à origem do texto, se produzido por um agente interno ao veículo de comunicação ou, por exemplo, por uma personalidade convidada externa ao jornal. O tipo de modo enunciativo relaciona-se à abordagem que se dá ao acontecimento midiático, podendo ser o relato do acontecimento, comentário do acontecimento ou o ato de provocá-lo; aspectos que se assemelham às classificações de Beltrão e Melo. Quanto ao tipo de conteúdo temático, este se refere ao domínio de que trata o texto, como educação, economia e esportes. Por fim, o tipo de dispositivo é suporte midiático em que se insere o texto, como jornal, rádio e televisão.

Nessa perspectiva, o que define os textos de interesse para esta pesquisa são predominantemente o conteúdo temático (sobre resultados de avaliações externas) e o dispositivo utilizado (jornal impresso Folha de S.Paulo). A instância enunciativa e modo enunciativo, por sua vez, são relevantes, não para a seleção dos dados, mas para as análises realizadas.

Para fins de organização dos dados a serem analisados, partiu-se da categorização efetuada por Melo, porém com algumas alterações. Além dos critérios apresentados pelo autor, considerou-se também o foco principal de interesse para a pesquisa, a saber: as vozes manifestadas ao longo dos textos. No que diz respeito àquelas expressas nos gêneros que constituem o corpus de análise, há especificidades, principalmente, com relação às fontes utilizadas, foco da próxima seção.

Benzer Belgeler