K- medoids Algoritması
5. TASARLANAN STOK YÖNETİM MODELİ VE GRUPLAMA ALGORİTMASI ALGORİTMASI
5.1. RFID Temelli Tasarlanan Stok Yönetim Modeli
5.3.3. Problem Verilerinin Oluşturulması
“O consciente e o inconsciente não formam um todo quando um deles é suprimido e prejudicado pelo outro. (...) A consciência deve proteger a razão e proteger-se, e à vida caótica do inconsciente deve ser dada uma forma de fazer valer os seus próprios métodos.” (STEIN, 2006, p.168)
Murray Stein (2006) referindo-se à teoria psicanalítica de Jung afirma que a maturação psíquica do homem caminha para um processo denominado individuação. Grosso modo, isso significa que para atingir a plenitude de sua existência, o ser humano necessita buscar a integração dos elementos conscientes aos inconscientes. Quando o indivíduo, de alguma forma, tem acesso à parte de seu universo inconsciente, aquele que, mesmo escapando qualquer grau de consciência, move e determina comportamentos externos e o relacionamento que desenvolve com seu mundo interior, consegue atingir um grau de percepção maior de todos os fenômenos que circundam sua existência. Essa é uma questão de fundamental importância quando necessita entrar em contato com suas questões mais íntimas, destacando a busca por um sentido de vida.
Segundo Jung (2008), a análise das imagens e acontecimentos oníricos são de importância fundamental no processo de individuação. A partir de estudos antropológicos ele chega à conclusão que a religião e as produções artísticas também configuram o ingresso ao inconsciente permitindo a manifestação dos conteúdos dessa natureza. Isso ocorre porque tanto os sonhos, como a arte e a religião se desenvolvem e
se manifestam através de elementos simbólicos. A emergência de conteúdos simbólicos requer o relacionamento de um indivíduo com esses elementos que se movem em conjunto com a sensibilidade e a intuição.
“Jung viu o desenvolvimento contínuo e as oportunidades para promover um ainda maior desenvolvimento psicológico como uma opção ao alcance de pessoas de qualquer idade, incluindo a meia idade e a velhice” (STEIN, 2006, p. 155).
Jung acredita que o período que se inicia na meia idade prolongando-se até a velhice seja a melhor fase para a exploração dos elementos simbólicos que povoam o imaginário das pessoas, por ser o período em que elas se aposentam e, de alguma forma, são convidadas e se questionar sobre o significado de suas vidas. Essa tomada de consciência pode levar um indivíduo a mudanças significativas na sua maneira de existir (JUNG, 2008).
“O homem realmente necessita de idéias gerais e convicções que lhe dêem um sentido à vida e lhe permitam encontrar o seu próprio lugar no mundo. Pode suportar as mais incríveis provações se estiver convencido de que elas têm um sentido. Mas sente-se aniquilado se, além dos seus infortúnios, ainda tiver envolvido numa ‘história contada por um idiota’” (JUNG, 2008, p. 111).
Em “O homem e seus símbolos” Jung desenvolve a teoria de que o acesso ao mundo simbólico está mais presente na análise dos sonhos e na religião. Entretanto, nessa mesma publicação, concebida e organizada pelo autor, nos capítulos escritos pelos seus colaboradores, especialmente por Aniela Jaffé, o simbolismo nas artes é examinado com maior profundidade. Cabe ainda ressaltar que Jung enfatiza o aspecto negativo do distanciamento do homem contemporâneo das suas origens religiosas, tão ricas de elementos simbólicos. Na atualidade observa-se que a aproximação ou a vivência da morte conduz as pessoas ao interesse pelas religiões.
“O aspecto da morte próxima muitas vezes estimula tais pensamentos. Desde tempos imemoriais os homens especulam a respeito de algum ser supremo (um ou vários) e sobre o ‘além’. Só hoje em dia é que julgam prescindir dessas idéias” (JUNG, 2008, p. 107).
Um símbolo expressa o sentido de totalidade tanto do homem que o criou como de uma cultura que o assimilou atribuindo-lhe valores e possibilidades de interpretação de seus significados. A compreensão dos símbolos escapa investigações assentadas em
parâmetros racionais porque uma mesma representação simbólica pode assumir diferentes formas de interpretação. Através da intuição o homem primeiro produz o símbolo sem ter uma consciência racional do sentido que ele possui – e na verdade, por ser símbolo, não possui de fato um sentido único e definitivo. A significação desse símbolo pode ser construída por determinado grupo social – como é o caso dos símbolos religiosos - ou permanecer aberta a interpretações individuais.
As obras de arte são basicamente a expressão de conteúdos simbólicos que se mantém abertos, embora culturalmente o homem não cesse a busca de definições absolutas para elas. A obra “Retrato de Lisa del Giocondo” (A Gioconda, ou Mona Lisa), de Leonardo da Vinci, com o “sorriso que quase imperceptivelmente anima a figura feminina, em que a reação da mulher é deixada propositalmente ambígua”(DA VINCI, 2011), é um exemplo incontestável desse impulso que leva o ser humano a sentir-se desconfortável quando se defronta com diversos elementos que sua mente consciente não é capaz de digerir ou racionalizar.
“A história interligada da religião e da arte, que remonta aos tempos pré-históricos, é o registro deixado por nossos antepassados dos símbolos que tiveram especial significação para eles a que, de alguma forma, os emocionaram. Mesmo hoje em dia, como mostram a pintura e a escultura modernas, continua a existir viva a interação entre religião e arte.” (JAFFÉ In JUNG, 2008, p. 312).
É importante lembrar que hoje esses símbolos se encontram expostos em museus tendo adquirido o status de obras de arte. Símbolos primitivos se transformaram em objetos artísticos no curso da história. Cabe lembrar que o homem primitivo produziu tais símbolos motivados por impulsos religiosos ou numinosos – as sociedades primitivas objetivamente se movem no sentido da manutenção de sua sobrevivência, não produzindo para a contemplação no conceito ocidental de beleza - e que no contexto do homem primitivo esse tipo de produção normalmente esteve vinculada à esfera sobrenatural.