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2. BÖLÜM

2.1.1. Kültürel ve Dilbilimsel Yaklaşımlar

2.1.1.3. Medya, İdeoloji ve Haber Söylemi

Na categoria de conteúdo referente à logística, diretamente interligada com a categoria anterior (infraestrutura), as subcategorias inseridas são:

 As questões associadas às melhorias nos problemas de linhas de transmissão e

distribuição; e

 O que o estado potiguar poderia realizar para melhorar as questões referentes aos

transportes.

Inserido na primeira subcategoria, as linhas de transmissão e distribuição representavam problemas na questão de infraestrutura e logística até setembro de 2014 no Estado do RN. No entanto, o problema foi superado com o novo marco regulatório, com a construção de uma linha de 230 Kv e outra de 500 Kv (Touros/RN - Campina Grande/PB).

Nesse aspecto, na visão da representante A, da ABEEÓLICA:

A inexistência de conexão de alguns parques eólicos é justificada pelo crescimento rápido e virtuoso deste setor. Contudo, este descompasso nos cronogramas de construção das linhas de transmissão e dos parques eólicos, foi solucionado no ano de 2014, com a conexão destes parques.

A superação deste problema, para as demandas futuras pode ser obtida por meio do licenciamento ambiental prévio dos parques, já que, sabe-se que se desenvolverão usinas de geração de energia, e a inclusão de cláusula nos editais dos leilões de ter conexões próximas aos projetos habilitados para participarem destes leilões, reduzindo assim o risco de desconexão.

Outra medida já iniciada é a realização dos leilões de transmissão para as regiões onde o potencial eólico é conhecido com base nos projetos já em desenvolvimento. Com isso, quando o leilão de geração for realizado, as linhas de transmissão já teriam sido leiloadas, proporcionando maior previsibilidade e planejamento.

O Governo do Estado do RN pretende mudar a forma de realizar o licenciamento ambiental de projetos de linhas de transmissão de energia. A mudança, por sua vez, tem o propósito encerrar o atraso generalizado que envolve os principais projetos de transmissão do país, comprometendo o abastecimento de energia da população e o equilíbrio financeiro dos contratos firmados com as concessionárias.

Na verdade, a medida consiste em antecipar a realização dos estudos de licenciamento, antes dos projetos serem licitados e contratados pelas empresas. No modelo atual, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) realiza um levantamento básico de informações sobre viabilidade financeira e ambiental do projeto (CERNE, 2014).

O Estado do Rio Grande do Norte, visando sanar os problemas referentes às linhas de transmissão e distribuição, deve ter uma maior participação nos leilões destas respectivas linhas e fazer um acompanhamento paripasso de todas as obras junto com o governo federal, o Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Essa parceria tem o intuito de contribuir com a finalização das obras, bem como de sua entrega dentro do prazo previsto. Além disso, ambiciona exigir que se assegure o dimensionamento para atender à geração futura, como por exemplo, o leilão de linhas realizado em 2014, que foi o quesito onde o estado falhou entre 2011 e 2012.

No início de 2015, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) acaba de divulgar uma lista com uma série de obras a serem realizadas que são necessárias para garantir a chegada de energia dos ventos do nordeste aos consumidores do sudeste, onde se encontra maior parte da demanda. Os estudos apontam investimentos de R$ 6 bilhões em 4.087 km de novas linhas de transmissão para ampliar o alcance entre os estados da Bahia, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo, além de mais R$ 600 milhões para interligações regionais com 1,2 mil Km de novas redes entre os estados do nordeste, com previsão para conclusão dos projetos no ano de 2019 (CERNE, 2015).

Na segunda subcategoria inserida na categoria de conteúdo da logística, a perspectiva dos representantes dos transportes é um fator preponderante, tanto nas questões logísticas, como na de infraestrutura. O estado potiguar, infelizmente, age equivocadamente nesse quesito, inclusive, pode-se considerar o principal ponto dentre todos a ser enfatizado e um dos agravantes para o decrescimento do desempenho nos últimos leilões de energia, uma vez que, é desfavorável para a demanda de tráfego especial (Torres/Pás/Naceles).

A fonte de transporte aéreo não seria compatível para equipamentos da indústria eólica. O Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, na realidade, contribui muito pouco para o transporte de cargas, peças, máquinas, equipamentos e ferramentas porque o projeto original de ser um grande aeroporto de carga da América Latina foi abandonado e alterado por outros fatores políticos. Se o projeto fosse mantido e concluído, o RN hoje poderia estar desenvolvendo um pólo de transporte de qualidade de eletroeletrônicos, equipamentos com grande valor agregado.

Uma boa opção para a utilização do aeroporto de São Gonçalo do Amarante é repensar o objetivo do aeroporto e tentar adequá-lo a essa política industrial, para que ele contribua, do ponto de vista logístico, com o desenvolvimento industrial do RN.

A malha ferroviária seria bastante útil para as pretensões de desenvolvimento industrial do estado potiguar, entretanto, a sua inexistência atrapalha os planos no RN. Cogitou-se o posterior desenvolvimento de uma malha com essas características, porém foi descartado, uma vez que o projeto, do ponto de vista econômico-financeiro, não se pagaria o investimento inicial, uma vez que, fosse voltado exclusivamente para a indústria eólica. Seria interessante, caso fosse para transporte de mais de um tipo de indústria, dessa forma, se faz necessário um estudo estratégico por parte do governo do estado em função do perfil econômico de cada região, com estudo de viabilidade para analisar a capacidade da malha ferroviária para os tipos de indústrias existentes e para as regiões desses tipos de indústrias.

As principais malhas de transporte são a portuária e a viária, que seriam responsáveis pelo transporte dos portos até os parques e permitiriam a redução dos custos. Todavia, como já mencionado anteriormente, nesse ponto, o estado RN sofre com grandes problemas devido a deficitária e pouco eficiente destas malhas.

A malha portuária representa o maior problema na dimensão logística para o estado do Rio Grande do Norte. O porto de Natal/RN não é apropriado para grandes equipamentos, devido a ser confinado por terra. É impossível sua utilização para o transporte de grandes máquinas, equipamentos e granéis. A cidade contorna o porto de forma a impossibilitar conceber carretas e veículos de grande porte (Exemplo: Transporte de Ferro, Clínquer e Cimento).

Em conformidade com o representante B, do CERNE:

O porto de Natal/RN, além do confinamento por terra, também é confinado para o comércio externo por mar, uma vez que, não aproveita de forma correta a localização geográfica privilegiada “de frente para o mundo” e se comporta como se tivesse “de costas para o mar”. Uma saída inteligente seria transformar o porto atual para um porto boutique, um porto reservado para containers de cargas nobres, containers refrigerados e climatizados e para passageiros.Outra saída complementar a apresentada anteriormente seria a construção de um terminal marítimo oceânico (porto) de qualidade, com maior profundidade, com boa localização e acessibilidade, para o transporte de algum componente, máquina, ferramenta, equipamento no sentido do porto (mar) para os parques eólicos localizados em terra.

Essa construção tem como objetivo melhorar o escoamento da produção que atinge vários mercados, entre eles, o da energia eólica. O desejo é que ele possa ser ligado aos distritos industriais, levando em consideração a questão da maritimidade e a importância do

desenvolvimento em conjunto de estradas e rodovias adjacentes facilitando o escoamento, dado que é impossível andar nas avenidas principais da cidade de Natal/RN.

Segundo o mesmo, representante B, do CERNE:

Construir um novo terminal portuário no litoral norte com o tamanho, por exemplo, de um terço do tamanho do porto de Pecém/CE ou Suape/PE, com capacidade de atender cargas de grande porte e granéis, com a finalidade de atender ao mercado local e quando o mesmo se esgotasse, a estrutura permitiria conforto, segurança e acesso ao mercado mundial pela localização geográfica para exportar produtos para outros lugares e principalmente fornecer a opção para o recebimento de cargas de grande porte, incluindo, componentes de parques eólicos (torres, pás, nacele).

Para o representante D, do Governo do Estado do RN, a contribuição do governo anterior, que encerrou seu mandato em 2014, foi a contratação de estudos para definir a área ideal de implementação desse novo porto. Neste sentido, o novo governo, com sua gestão iniciada no ano de 2015, se comprometeu, em suas propostas de campanha, a construir o novo porto.

A malha viária (rodoviária) é imprescindível, pois é a forma de transporte dos portos até os empreendimentos. É o segundo problema logístico de transportes, após a malha portuária, já que, a malha viária mesmo que existente é deficitária com estradas estreitas, esburacadas e de má qualidade.

As rodovias que atravessam o estado são deficitárias e necessitam de reformas, manutenção e duplicação de BR´s, como a 304 (até Mossoró/RN) e a 406 (para Ceará- Mirim/RN). Paralelo a isso, deve ser feito estudos para saber a necessidade de se construir uma via livre de escoamento do porto para as estradas que desembocam nas BR´s para facilitar o acesso a empresas e indústrias.

O governo do estado poderia solicitar ao governo federal a adequação das rodovias para atender às necessidades logísticas, adequando vias para caminhões de tamanhos padronizados para escoar os containers que saem do porto. Além disso, seria possível a requisição de uma reforma nas estradas e em áreas adjacentes, somada à duplicação de algumas rodovias federais e estaduais como, por exemplo, a BR 304 (Natal/RN – Fortaleza/CE) e a BR 406 (Natal/RN – Macau/RN) para permitir que essas estradas retas desemboquem no caminho dos parques.

Partilhando da mesma ideia, a representante A, da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEÓLICA), acrescenta que:

O RN poderia contribuir para o fluxo das cargas eólicas por meio da uniformização das exigências e regras municipais para transporte destas cargas, juntamente com melhorias nas condições das estradas em todo o estado, e aumento da fiscalização e melhoria nos processos de concessão de áreas para a construção de residências nas proximidades das estradas principais.

Vale salientar que as implicações logísticas representam um desincentivo para o desenvolvimento do setor eólico no RN de forma indireta, uma vez que, esses gargalos retromencionados interferem diretamente na decisão de investimento por parte dos investidores dos parques eólicos e das empresas na localização de suas indústrias. Os gargalos logísticos proporcionam um aumento considerável dos custos em virtude de incrementar as despesas com transportes de componentes de parques eólicos e de máquinas, equipamentos e ferramentas.

O quadro 14 a seguir apresenta um resumo das principais políticas e ações para o desenvolvimento da energia eólica em nível estadual relacionadas aos aspectos logísticos e suas respectivas subcategorias:

Quadro 14 – Resumo dos Resultados das Políticas Públicas e Ações de incentivo para o desenvolvimento da energia eólica em nível estadual da Categoria de Conteúdo referente aos Aspectos Logísticos.

SUBCATEGORIAS RESULTADOS

Melhoria nos problemas de linhas de transmissão e distribuição

Representavam problemas na questão de infraestrutura e logística até setembro de 2014 no estado do RN

No entanto, o problema foi temporariamente superado com o novo marco regulatório

Interligação com as licenças ambientais para saber a necessidade da localização de novas linhas

Leilões de linhas de transmissão e distribuição

Acompanhamento paripasso do governo estadual de todas as obras junto com o governo federal, o Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

Melhoria nas questões referentes aos transportes

A fonte de transporte aérea não seria compatível com o transporte de equipamentos para a indústria eólica

Inexistência da malha ferroviária para esse fim

O Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, na realidade, contribui muito pouco para o transporte de cargas, peças, máquinas, equipamentos, ferramentas porque o projeto original foi abandonado

O porto de Natal/RN não é apropriado para grandes equipamentos, devido a ser confinado por terra, é impossível utilizar para o

transporte de grandes máquinas, equipamentos e granéis

A malha rodoviária é o segundo problema logístico, já que a mesma existente é deficitária com estradas estreitas, com buracos e de má qualidade

Fonte: Elaborado pelo Autor, 2015.

Benzer Belgeler