4. STATCOM
4.4. Statcom Denetim Yöntemleri
4.4.7. Bulanık Mantık Kuramı
4.4.7.1. Mamdani Çıkarım Yöntemi
A criação de mais grupos escolares — logo, de mais classes e alunos — projetou a matrículas da escola primária; sua circulação cresceu mais intensamente que a das escolas isoladas e reunidas. Mas a escolarização pública primária de crianças disputou espaço com as iniciativas educacionais dos municípios e de particulares, ainda que numa extensão menor, como se vê na Tabela 16. Uma leitura analítica dessa tabela mostrará que as matrículas estaduais superaram as das escolas municipais e particulares. No caso destas ultimas, segundo Costa, talvez o “[...] crescimento da contribuição da iniciativa privada [...] no setor do ensino primário, relativamente modesto evidencia [...] que a democratização do ensino representava um encargo que recaía sobre o Estado”.445 Quanto à iniciativa pública municipal para o ensino primário, os recursos orçamentários a limitavam, diz Costa.
Com efeito, mensagem do presidente Manoel Joaquim de Albuquerque Lins446 de 1908 informa a existência de 82.622 matrículas em escolas públicas estaduais e municipais e 14.866 nas particulares. (Ao todo, a população estadual discente era de 97.488.) Em 1909, as matrículas nas estaduais somavam 80.469 alunos: 41.275 nos grupos escolares, 39.194 nas escolas reunidas e isoladas. Nestas, houve frequência de 30.072 alunos; naqueles, de 33.130 — informa mensagem do presidente,447 que ressalva a incompletude dos dados de instituições particulares porque faltaram dados de vários municípios. Em 1910, a matrícula foi de 99.203 — 54.804 nos grupos escolares, 44.399 nas escolas isoladas e reunidas.
Além de manter as escolas estaduais, o estado subvencionou escolas particulares em 1918. Mensagem do presidente Altino Arantes diz que 38 receberam 199:150$000.448 Relatório de 1919 do governo de Washington Luis Pereira informa o funcionamento de 423 escolas custeadas pelas câmaras de vários municípios, com matrícula de 15.246 alunos.
444 ANT UNHA, 1976, p. 194. 445 COST A, 1983, p. 73.
446 SÃO P AULO. Conselho Legislativo.Mensagem do presidente Manoel Joaquim de Albuquerque Lins de 14
de julho de 1 9 0 9. Disponível em: <http://www.crl.edu.brazil.br>. Acesso em: 25 abr. 2010, p. 8
447 SÃO P AULO. Conselho Legislativo.Mensagem do presidente Fernando Prestes de Albuquerque de 14 de
julho de 1 9 1 0. Disponível em: <http://www.crl.edu.brazil.br>. Acesso em: 25 abr. 2010, p. 6.
Havia 461 particulares na capital e 864 no interior — 1.325 ao todo. É provável que algumas tenham fechado, pois o governo teve conhecimento de que funcionavam 421 na capital e 753 no interior, isto é, 1.174. Ainda assim, esses números indicam “[...] acréscimo de 236 dessas escolas e de 7.949 alunos sobre o ano de 1918”.449
Em 1926, as escolas mantidas pelo estado matricularam 288.675 alunos de todos os níveis, inclusive jardim de infância. As municipais matricularam 12.308 alunos, o que eleva a 64.282 o número de matriculados em estabelecimentos não mantidos pelo estado, ou seja, de alunos em escolas municipais e particulares. Mensagem do presidente Antonio Dino da Costa Bueno diz que “[...] nas escolas particulares matricularam-se 16.746 alunos na Capital, e 35.228 no interior, num total de 51.974 alunos”.450 Portanto, em 1926, frequentaram escolas públicas municipais e particulares 352.965 alunos, ante os 282.370 de 1925. Ainda assim, houve queda no total de matrícula das instituições municipais. Em 1927, 61.705 alunos frequentaram escolas particulares de ensino primário. O presidente Júlio Prestes de Albuquerque informou que
[...] nas escolas custeadas pelas Câmaras Municipais, em número de 355, matricularam-se 11.284 crianças do curso primário. O número total de crianças matriculado nos estabelecimentos de ensino público e particular em 1927 foi de 403.733 alunos, sendo 365.404 no curso primário.451
A matrícula geral nos estabelecimentos de ensino público e particular em 1928 foi de 434.602 no curso primário; nos de ensino primário, somou 345.490 alunos — superior à de 1927 em 53.075 alunos. A mensagem do presidente Júlio Prestes de Albuquerque diz que “[...] 187.924 eram do sexo masculino e 157.566 do feminino. [E que Funcionaram 7.699 classes, sendo, pois, de 44,8% a matrícula média por unidade escolar. O número geral de promoções atingiu a 134.422”.452 Todos os dados apresentam superioridade relativamente a 1927.
Em 1929, os estabelecimentos de ensino primário matricularam 388.418 alunos, mais que em 1928 — quando o foram 42.928. Segundo mensagem do presidente Heitor Teixeira Penteado, os alunos somavam 206.227 e as alunas, 182.191, “[...] distribuídos por 8.032 classes, sendo, pois de 48,35% a matrícula média por unidade escolar. O número de
449 SÃO P AULO, 1920, p. 54–5. 450 SÃO P AULO, 1927, p. 15. 451 SÃO P AULO, 1928, p. 224. 452 SÃO P AULO. Conselho Legislativo.
Mensagem do presidente Júlio Prestes de Albuquerque de 14 de julho de 1 9 2 9. Disponível em: <http://www.crl.edu.brazil.br>. Acesso em: 25 abr. 2010, p. 230.
promoção atingiu a 152.111 e o de alfabetização, 69.541”.453 A mensagem ainda apresenta um número de escolas particulares de 1.145.470 na capital e de 675 no interior, as quais totalizaram 92.484 matrículas no curso primário. As 370 escolas mantidas pelas municipalidades matricularam 15.702 — mais do que em 1928, quando houve 11.430 matrículas.
Dito isso, no período 1909–29, a matrícula em estabelecimentos estaduais de ensino cresceu 79,28%;454 nos municipais, 13,63%; e nas escolas particulares, 69,02%.455 Como se deduz, estaduais e particulares recebiam a maioria expressiva de crianças em idade escolar. 3.2 Escolas primárias do Paraná
Nas primeiras décadas republicanas, as escolas primárias paranaenses incluíam modalidades distintas, com características específicas; segundo Gisele de Souza, eram “[...] peças que compunham a mesma ‘engrenagem’, um mesmo projeto de organização de instrução pública republicana, ‘modelos’ escolares que deram forma e vida aos espaços educativos paranaenses”.456 Regulava o ensino primário o decreto 31, de 29 de janeiro de 1890, cujo art. 3º o divide em dois graus: um elementar, outro complementar. O primeiro devia ser ministrado “[...] por cadeiras já criadas e as que forem estabelecidas nas cidades, vilas e freguesias, e nos povoados onde verificar-se a existência de quarenta alunos em condições de aprender compreendia as colônias” (art. 1º); por escolas “[...] providas mediante contrato, em qualquer localidade, preferidas para regê-las os professores legalmente habilitados” (art. 2º); por aulas “[...] mantidas pelas câmaras municipais, com recursos próprios” (art. 3º); enfim, por “[...] estabelecimentos livres, não subvencionados” (art. 4º).457
Segundo mensagem do presidente Vicente Machado da Silva Lima, o meio prático de desenvolver o ensino “[...] consiste em criar escolas em todas as localidades em que o recenseamento demonstrar determinado número de meninos no caso de aprenderem [...] falta provê-las de mobília, e do material necessário”.458 Tais escolas representavam a fragilidade da
453 SÃO P AULO, 1930, p. 209.
454 Total de matrículas das escolas estaduais 80.469 – 388.418= 307.949 x 100 dividido por 388.418 =
79,28%.
455 Total de matrículas das escolas estaduais 28.648 – 92.484= 638.360 x 100 dividido por 92.484 =
69,02%.
456SOUZA, Gisele de. Instrução, o talher para o banquete da civilização: cultura escolar dos jardins de infância e grupos escolares do Paraná, 1900–1929. 2004. Tese (Doutorado Educação: História, Política, Sociedade) — Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, p. 113.
457 PARANÁ. Decreto 31, de 29 de janeiro de 1890. In: ______. Leis e decretos do estado. Arquivo Público
do Paraná. Curitiba: Typ d’a República, 1890, p. 39–40; HISTEDBR [on-line], Campinas, n. 38, p. 261–7, jun. 2010.
instrução pública: funcionavam em propriedades particulares, quase sempre do professor, cujo aluguel onerava o Tesouro. Em mensagem, o presidente Francisco Xavier da Silva informa que, salvo a “[...] ‘Oliveira Bello’ e ‘Tiradentes’ esta inaugurada no dia 8 de fevereiro último, ambas nesta Capital, a escola ‘Faria Sobrinho’ em Paranaguá, e a ‘Casa Escolar’ em Antonia, todas as outras funcionam em prédios alugados, sem necessárias acomodações”.459
Para Maria Isabel Moura Nascimento, as chamadas casas-escolas ou escolas isoladas visavam suprir a demanda da “[...] população que vivia à margem das colônias [...]”; mas eram “[...] precariamente organizadas, com pouca luz e salas sem ventilação adequada para atender à quantidade de criança de cada lugarejo”.460 Para Gisele de Souza, “As denominadas ‘casas escolares’ constituíam-se, para este período, no modelo mais provável de organização de ensino em lugar dos grupos escolares, segundo o argumento das autoridades locais”.461 A organização do ensino por grupos escolares seria mais útil e proveitosa para “[...] cidades de grandes áreas e pouca gente [...]”; nelas, “[...] aplicam-se melhor as casas escolares, construídas em vários pontos, criteriosamente localizadas”.462 Verifica-se que há grupos escolares para o cenário urbano, a constituição de casas escolares e a urgência em organizar a escola primária no estado, inserido no ideário republicano de delegar à instrução a alavanca do progresso.
A instrução pública no estado compreendia o ensino primário — ministrado nas escolas primárias mantidas pelo estado e dividido em 1° e 2° graus e misto, como definiu a lei 136 de 31 de dezembro de 1894; o ensino normal — ministrado na escola normal da capital; e o ensino secundário — ministrado no Ginásio Paranaense ou noutros estabelecimentos criados por lei. Quanto à instrução primária, o art. 7° prescrevia como “Obrigatória para meninos de 7 a 14 anos, sendo obrigatório a matrícula e a freqüência no raio de dois quilômetros para o sexo masculino e para as meninas de 7 a 12 anos”; e a obrigatoriedade de matrícula e frequência para alunas residentes num raio de um quilômetro.
A lei 365, de 11 de abril de 1900, reviu a estrutura do ensino primário ministrado nas escolas primárias do estado — dividindo-o em 1º e 2º graus — e do ensino primário ministrado nas particulares mantidas pelas municipalidades. E prescreveu o ensino leigo e
459 PARANÁ, Mensagem do Presidente do Estado do Paraná. Francisco Xavier da Silva. Mensagem de 13 de
novembro de 1895. Disponível em: <http://www.crl.edu.brazil.br>. Acesso em: 25 abr. 2010, p. 8.
460 NASCIME NT O, Maria Isabel Moura. Grupos escolares na região dos Campos Gerais Paraná In: VIDAL,
Diana G. (Org.). Grupos escolares: cultura escolar primária e escolarização da infância no Brasil (1893–1971). Campinas: Mercado de Letras, 2006, p. 326.
461 SOUZA, 2004,p. 121.
462 PARANÁ. Relatório do delegado do Ensino da 3ª Circunscrição, Ismael Alves Pereira Martins, ao diretor-
gratuito,463 prescrição esta mantida pelo o regulamento da Instrução Pública do estado, criado pelo decreto 93, de 11 de março de 1901.464
A criação de escolas de ensino primário era competência do Poder Legislativo, enquanto ao Executivo cabia suprimir as não enquadráveis nos casos estabelecidos. Sem citar grupos escolares, o regulamento de 1901 determinava que só professores regessem escolas para meninos e só professoras regessem aquelas destinadas a meninas e as “promíscuas” — isto é, mistas. Também estipulava que o estado não poderia manter nenhuma escola com menos de 20 alunos frequentes em povoados e vilas nem menos de 30 nas cidades; nem exceder 80 alunos (art. 33, 35, 37 e 48). O decreto definiu, no art. 21º, que “Não é mais permitido o ensino misto” e que ensino será leigo e gratuito (art. 1º).
Segundo Gisele de Souza, as escolas paranaenses se enquadravam nestas categorias: grupos escolares, semigrupos escolares, escolas isoladas, escolas reunidas, escolas ambulantes e jardins de infância.465 Assim como em escolas de SP — embora a nomenclatura das diferisse, conforme classificação do decreto 248,466 de 26 de julho de 1894, art. —, cada escola teria uma tabuleta onde se pudesse ler um destes dísticos em letras legíveis à distancia: “escola pública para meninos”, “escola pública para meninas”, “escola pública mista”.