2. SİYASETNÂME TARİHİNE GENEL HATLARIYLA BİR BAKIŞ
3.2. KOÇİBEY RİSALELERİ
3.2.3. Koçibey Risaleleri Hakkında Genel Bir Değerlendirme
Compreendendo o valor que é atribuído à educação de infância, decidimos compreender, até que ponto, a interacção do adulto com a criança, nesta fase, é suficiente para o seu desenvolvimento. Perante esta questão, surgem nas respostas das educadoras alguns pilares, designemos assim, nos quais devem apoiar o seu trabalho, com o intuito de permitir que haja uma continuidade no trabalho desenvolvido sobre e com a criança.
Ao nível da educação de infância, a educadora Sara expressa que “é impensável trabalharmos em creche ou mesmo no pré-escolar, sem a colaboração, a participação
da família, porque efectivamente, eles são o nosso elo de ligação à criança.” (entrevista, 29 de Junho de 2011).
É para nós importante realçar que, quando nos referimos à família, referimo-nos a um conceito mais abrangente, e que vai além da família caracterizada pelos pais. Há que considerar as evoluções da sociedade, e acompanhar estas alterações, para que não existam descriminações. As famílias nos dias de hoje são mais do que os progenitores biológicos. Tal como acontece na própria sala de jardim-de-infância, existem crianças que têm pais separados, têm padrastos ou madrastas e há ainda quem não tenha contacto com um dos progenitores. Por esta razão, o conceito de “família” aqui abordado, vai além do estereótipo de família, englobando as famílias monoparentais e as famílias poliparentais, e ainda familiares com outros graus de parentesco, que acabam por ter uma participação activa na educação da criança.29
Segundo o modelo ecológico de Bronfenbrenner a criança insere-se num contexto ecológico, nos quais estão existem quatro sistemas interligados, pelo que “ o desenvolvimento seja entendido como o processo de discernir, compreender e reestruturar o nosso contexto ecológico em níveis de complexidades crescentes.” (Smith, Cowie, Blades, 1998, p. 37). Assim sendo, o núcleo da familia e o núcleo do
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Pré-Escolar influenciam-se e dependem de forma mútua, para que funcionem em conformidade, que é o que se pretende no desenvolvimento da criança.
Portanto, nesta perspectiva, a educadora Sara foca no seu PP o trabalho com as famílias, referindo que este trabalho é importante, uma vez que “Ninguém conhece melhor uma criança que os próprios pais, e se este saber for partilhado connosco, profissionais de educação, pode-nos ajudar a proporcionar o suporte adequado para as crianças.” (Projecto Pedagógico, p.12). Assim sendo, no trabalho que se propõe a
desenvolver com as famílias, defende que os pais e os educadores deverão trabalhar em conjunto, de forma a proporcionar um ambiente caloroso, seguro e interessante, para que a separação não seja tão difícil e assim podermos assegurar que "o lar é o primeiro ambiente de aprendizagem com que a criança contacta" (BricKman, 1996). Assim sendo “uma relação próxima com a família garante, sem margem para dúvidas uma articulação e acção coerente entre ambos os agentes educativos, contribuindo para o desenvolvimento da criança” (Projecto Pedagógico, p.12). Ainda dentro do PP, a educadora Sara considera que o trabalho com as famílias passa pelos registos diários, pelas trocas de informação diária sobre a criança, pelas reuniões de pais e pela realização de pequenos trabalhos para a sala.
Ao longo do nosso tempo de estágio, neste contexto, percepcionámos por experiência própria o quão difícil é o trabalho com as famílias. As comunicações mais frequentes entre os profissionais e os familiares ocorrem no momento do acolhimento, onde são trocadas as informações essenciais sobre a criança, nomeadamente quanto à hora da última refeição, como passou a noite e a que horas vêm buscar o bebé, e na hora da saída, e neste caso transmite-se como a criança passou o dia, como comeu e a hora da última refeição, o que permite um atendimento mais individualizado de cada criança,
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como se pretende ao nível da creche, e mesmo como se defende ao nível do PP da educadora Sara.
Os contactos com os pais são essencialmente informais, pelo que os adultos das salas tratam os pais por “pai” ou “mãe” quando se dirige a estes, acabando assim por se
criar uma relação de à vontade necessária para que se realize uma comunicação aberta.
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Ao longo do contacto com os pais, sentimos uma certa distância, e falta de confiança na entrega dos seus filhos, mesma na presença da educadora ou assistentes na sala. No nosso percurso, houve uma situação que se relaciona com o facto anteriormente referido. No momento em que tal sucedeu, foi com grande desânimo que lidámos com a situação, pela frustração de não saber como agir ou alterar a situação. Através dos diálogos que mantivemos com a educadora e as várias assistentes, compreendi que os pais são bastante exigentes em relação às pessoas que tomam conta dos seus filhos. Consideramos que, o nosso papel, naquele momento, nos limitou, por haver falta de confiança por parte dos pais, algo que aconteceu no momento do acolhimento, da festa de Natal e ainda na saída de uma criança. Este aspecto levou-nos ainda a reflectir e a questionar sobre como poderia ter a criança confiança em nós, se os próprios pais não o demonstravam, através do tipo de interacção que estabeleciam connosco, no papel de estagiários, inseridos na equipa de trabalho que acompanhava as crianças? Embora compreendamos a falta de confiança, inferimos que tal poderia ter influenciado o próprio comportamento dos seus filhos, uma vez que, observavam o adulto que têm como referência, a nível familiar, rejeitar, de forma não-verbal, o nosso apoio.
No que diz respeito ao nível do jardim-de-infância, a educadora Cláudia descreve também a família como sendo um suporte ao trabalho que realizam, descrevendo que “a família também tem um papel muito importante. E por aí também a importância de um trabalho paralelo, em termos de escola família, os intercâmbios com as
famílias, a articulação com as famílias, as reuniões” (entrevista, 27 de Junho de 2011).
Assim sendo, ao nível do PCG, é referido que, para as aproximar do Jardim-de-infância, pretende-se promover momentos que envolvam a participação dos pais, para que trabalhem em conjunto com o educador, contribuindo assim para uma melhor compreensão da criança, e para que compreendam também que, enquanto estas estão neste local, além de estarem à guarda de alguém e a brincar, também vivem aprendizagens significativas, de forma lúdica.
Para que consiga estabelecer esta aproximação com a família, como objectivos, estabeleceu-se que seriam realizadas: reuniões trimestrais de informação e discussão de problemas educativos; trocas de informações de forma informal, partilha de competências e conhecimentos das famílias, como contributos par a uma aprendizagem activa; e, por fim, apelar a uma participação activa com a colaboração em pesquisas e
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elaboração de trabalhos conjuntos com a criança sobre temas abordados. (Projecto Curricular de Grupo, p. 15). Presenciámos algumas situações, de familiares que apareciam quando se ia dar início às actividades da manhã, e em que a educadora Cláudia se disponibilizava para falar com eles, deixando a nosso encargo o grupo, acção que faz transparecer, a nosso entender, a importância que é dada às necessidades da família.
Consultando as OCEPE, é expectável que a comunicação com a família ocorra através de reuniões e trocas informais de informações, para que se permita conhecer quais as expectativas da família, e ouvir sugestões que pretendam partilhar, tais como ir contar uma história à sala, fazer um jogo, etc. (Silva, 1997). Ponderando este aspecto, “Esse tipo de participação enriquece o trabalho educativo que é desenvolvido na escola (…) e enriquece a própria ação educativa que as famílias desenvolvem depois em suas casas. Também os professores(as) aprendem muito com a presença dos pais e das mães, ao ver como eles enfrentam os dilemas básicos da relação com crianças pequenas.” (Zabalza, 1998b, p.55)
Este tipo de trabalho vai ainda ao encontro da coerência e da continuidade que é defendida por ambas as educadoras e que influencia bastante a construção da criança enquanto ser social. Por este motivo, é importante que se combinem estratégias entre família e Instituição, para que se dê continuidade e coerência ao ensino das crianças, pois assim, a criança compreenderá que há limites em casa e na instituição e que deve respeitar os mesmos, e este é um dos aspectos que pretendemos valorizar e pôr em prática ao nível da nossa futura prática educativa.
- Considerações Globais -